{2}JOEL{/}
{C}O DIA DO JULGAMENTO{/}

Nada sabemos do tempo em que viveu o profeta Joel. Por isso, torna-se dif\u00edcil a interpreta\u00e7\u00e3o do que ele escreveu.
Podemos dividir o livro em duas partes: Na primeira, os dois cap\u00edtulos iniciais narram uma terr\u00edvel invas\u00e3o de gafanhotos que devastam as planta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds. Diante disso, Joel pede a participa\u00e7\u00e3o de todos (profetas, sacerdotes e povo), numa grande manifesta\u00e7\u00e3o de penit\u00eancia e jejum, para suplicar a Deus que afaste a cat\u00e1strofe. Deus mostra a sua miseric\u00f3rdia e anuncia a liberta\u00e7\u00e3o da praga e as b\u00ean\u00e7\u00e3os para novas planta\u00e7\u00f5es. Como o profeta compara esses gafanhotos a um ex\u00e9rcito, talvez se possa pensar que ele se refira a uma invas\u00e3o inimiga. Na segunda parte, os cap\u00edtulos terceiro e quarto descrevem o julgamento de Deus sobre as na\u00e7\u00f5es e a vit\u00f3ria final do seu povo.
Parece que a primeira parte n\u00e3o tem nada a ver com a segunda. Mas, uma express\u00e3o une o livro todo: {N}o Dia de Jav\u00e9, {/}isto \u00e9, o Ju\u00edzo final. Ent\u00e3o, o que na primeira parte eram gafanhotos ou ex\u00e9rcito inimigo, na segunda transforma-se em ex\u00e9rcito de Deus; a praga torna-se uma simples compara\u00e7\u00e3o para exemplificar o Grande Dia em que a humanidade prestar\u00e1 contas a Deus. Assim como afastou os gafanhotos, tamb\u00e9m a miseric\u00f3rdia de Deus, alcan\u00e7ada pela penit\u00eancia e jejum, transforma o julgamento em dia de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o: depois de arrasadas, as planta\u00e7\u00f5es surgem novas e vi\u00e7osas. Deste modo, uma praga de gafanhotos observada atentamente serviu a Joel para anunciar o Ju\u00edzo final.
Deste profeta, o trecho mais conhecido \u00e9 [Jl_3,1] [Jl_3,5]. Estes vers\u00edculos s\u00e3o citados no discurso que Pedro fez no dia do Pentecostes (cf. [Act_2,17] [Act_2,21]). Por isso, Joel \u00e9 tamb\u00e9m chamado o profeta do Pentecostes.
