{2}MALAQUIAS{/}
{C}UMA RELIGI\u00c3O SINCERA{/}

Estimulada pelos profetas Ageu e Zacarias, a comunidade judaica reconstru\u00edra o Templo de Jerusal\u00e9m e regressara a uma vida normal. Entretanto, cinquenta anos depois, e pouco antes da reforma de Esdras relativamente aos casamentos mistos (ano 440), o desleixo e apatia tomam conta da comunidade, e a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 j\u00e1 for\u00e7a de vida, mas simples culto formalista. Nesta \u00e9poca, surge o \u00faltimo dos profetas cl\u00e1ssicos. Malaquias mostra que a submiss\u00e3o a um frio c\u00f3digo de leis n\u00e3o tem sentido; Deus, que ama como pai, exige uma resposta urgente e espera um comportamento de respeito e amor [Ml_1,6]. Tal resposta n\u00e3o deve ser dada em palavras, mas na pr\u00e1tica: uma liturgia celebrada com vida e cora\u00e7\u00e3o [Ml_1,6] a [Ml_2,9]; [Ml_3,6] a [Ml_3,12], uma vida matrimonial respons\u00e1vel [Ml_2,10] a [Ml_2,6] e um relacionamento social baseado na justi\u00e7a [Ml_3,4] a [Ml_3,5].
Em estilo de perguntas e respostas, Malaquias obriga os ouvintes a rever a pr\u00f3pria f\u00e9 e a lutar contra a hipocrisia de uma religi\u00e3o desligada da vida quotidiana e da pr\u00e1tica da justi\u00e7a.
Malaquias anuncia tamb\u00e9m um misterioso mensageiro [Ml_3,1], no qual os evangelistas reconhecem Jo\u00e3o Baptista, o precursor de Jesus (cf. [Mt_11,10]; [Lc_7,27]; [Mc_1,2]).
Por fim, o profeta relembra que Deus n\u00e3o Se esquece dos justos, isto \u00e9, daqueles que procuram levar por diante o projecto de Deus, fazendo a sua vontade. A vit\u00f3ria final sorrir-lhes-\u00e1 e n\u00e3o aos \u00edmpios [Ml_3,13] a [Ml_3,21].
