{N}1,{/}1: (1-10) O maced\u00f3nio Alexandre Magno formou um grande imp\u00e9rio, que foi disputado e dividido entre os seus oficiais ap\u00f3s a sua morte prematura. A Palestina ficou apertada entre dois blocos e foi disputada ora por Ptolomeu, rei do Egipto, ora por Seleuco, rei da S\u00edria. Ap\u00f3s algum tempo de relativa tranquilidade, os judeus v\u00eaem-se pressionados pelos Sel\u00eaucidas, sucessores de Seleuco, especialmente por Ant\u00edoco IV Epif\u00e2nio, que assumiu o poder em 175 a.C.

{N}1,{/}11: (11-15) Para assegurar o seu dom\u00ednio, Ant\u00edoco IV impunha costumes gregos aos povos dominados. Entre os judeus, um grupo chefiado pelo sumo sacerdote Jas\u00e3o (\u00abgera\u00e7\u00e3o de \u00edmpios\u00bb) tornou-se favor\u00e1vel \u00e0s medidas de Ant\u00edoco e facilitou a entrada de usos estrangeiros at\u00e9 em Jerusal\u00e9m. O dom\u00ednio tende a manter-se merc\u00ea da influ\u00eancia exercida sobre a cultura, processo aqui facilitado pela cumplicidade de alguns nativos.

{N}1,{/}16: (16-40) Ant\u00edoco IV conquista o Egipto para formar um grande imp\u00e9rio juntamente com a S\u00edria. Situada a meio caminho, Jerusal\u00e9m era importante ponto estrat\u00e9gico. Por isso, Ant\u00edoco conquista a cidade e transforma-a em fortaleza, n\u00e3o poupando o Templo e o culto.

{N}1,{/}41: (41-64) Para assegurar a unidade do imp\u00e9rio, Ant\u00edoco IV amea\u00e7a a identidade de cada povo. As suas medidas compreendem a imposi\u00e7\u00e3o de leis, costumes e religi\u00e3o gregas. A resist\u00eancia dos judeus provoca medidas dr\u00e1sticas: ou aceitar o decreto, ou morrer. A {C}Abomina\u00e7\u00e3o da Desola\u00e7\u00e3o{/} (v. 54) \u00e9 o altar dedicado ao deus grego Zeus (ou J\u00fapiter dos romanos), instalado sobre o grande altar dos holocaustos, em pleno Templo de Jerusal\u00e9m (cf. Nota em Dn 9,1-27).
O dom\u00ednio \u00e9 cruel quando liquida a alma do povo que se manifesta atrav\u00e9s das suas particularidades legislativas, culturais, religiosas, art\u00edsticas e outras. Hoje, o processo pode assumir formas subtis: a \u00abmoda estrangeira\u00bb, o fasc\u00ednio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o.

{N}2,{/}1: (1-28) Da fam\u00edlia de Matatias nasce o movimento de resist\u00eancia judaica. O panorama da cidade e a desola\u00e7\u00e3o do Templo geram revolta; da\u00ed a for\u00e7a para se oporem a um sacrif\u00edcio pag\u00e3o.

{N}2,{/}29: (29-48) A observ\u00e2ncia do s\u00e1bado era uma das marcas que identificavam o povo judeu no p\u00f3s-ex\u00edlio. Todavia, de que adianta salvar a observ\u00e2ncia do s\u00e1bado, se por causa disso o povo todo pode ser destru\u00eddo? A decis\u00e3o do grupo de Matatias ecoar\u00e1 na palavra de Jesus: \u00abO s\u00e1bado foi feito para servir o homem, e n\u00e3o o homem para servir o s\u00e1bado\u00bb (Mc 2,27).

{N}2,{/}49: (49-70) O testamento de Matatias mostra que a for\u00e7a para resistir \u00e9 alimentada por uma releitura da Hist\u00f3ria: aqueles que contaram na Hist\u00f3ria do povo foram pessoas que acreditaram no projecto de Deus e procuraram corajosamente p\u00f4-lo em pr\u00e1tica. O homem n\u00e3o deve preocupar-se com a sua pr\u00f3pria honra, porque Deus \u00e9 quem concede aos que se batem pela sua causa, mesmo na adversidade. Comparar com o elogio dos antepassados de Eclo 44-50.

{N}3,{/}1: (1-9) O texto \u00e9 um elogio \u00e0 pessoa do her\u00f3i popular, que entrega a vida pela causa de todos. Ele combate tanto o opressor como tamb\u00e9m aqueles que, embora pertencendo ao povo o atrai\u00e7oam, favorecendo o jogo do inimigo (v. 5).

{N}3,{/}10: (10-26) A luta desigual entre um ex\u00e9rcito armado e um pequeno grupo relembra as antigas lutas do tempo dos ju\u00edzes e de David. O que d\u00e1 efic\u00e1cia \u00e9 o esfor\u00e7o para defender a vida e o projecto que est\u00e1 dirigido para a conquista da liberdade. E quem chefia essa luta \u00e9 o pr\u00f3prio Deus.

{N}3,{/}27: (27-41) Talvez inesperada, a resist\u00eancia do povo obrigou o dominador a novas iniciativas: refor\u00e7o do aparelho militar, aumento do or\u00e7amento de guerra, desloca\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e estrat\u00e9gica de popula\u00e7\u00f5es. Os tempos de crise s\u00e3o com frequ\u00eancia tempos de aproveitamentos oportunistas: h\u00e1 sempre gente ciosa de ganhar com a desgra\u00e7a de outrem (v. 41).

{N}3,{/}42: (42-60) Em situa\u00e7\u00f5es extremas, \u00e9 melhor tomar a iniciativa e n\u00e3o ficar \u00e0 espera da morte. Onde encontrar coragem para a luta decisiva? Revendo a Hist\u00f3ria, relembrando as lutas passadas e, sobretudo, entregando-se nas m\u00e3os de Deus, o aliado forte. \u00c9 Ele que concede a vit\u00f3ria a quem n\u00e3o teme entregar a pr\u00f3pria vida para salvar a comunidade.

{N}4,{/}1: (1-27) A lembran\u00e7a activa das antigas vit\u00f3rias, em particular as do \u00eaxodo, sustenta o esfor\u00e7o actual. Por outro lado, embora a luta dependa da ac\u00e7\u00e3o de Deus, ela n\u00e3o dispensa o discernimento humano.

{N}4,{/}28: (28-35) A luta desigual relembra agora o confronto entre David e Golias.

{N}4,{/}36: (36-61) Jerusal\u00e9m e o Templo s\u00e3o s\u00edmbolos da liberta\u00e7\u00e3o do povo. A purifica\u00e7\u00e3o do Templo, profanado por Epif\u00e2nio, \u00e9 feita para inverter a situa\u00e7\u00e3o e apagar a presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o do estrangeiro helenista que procura perverter a alma do povo (as pedras do v. 43 eram as do altar edificado a Zeus - cf. 1,54). Nasce a festa da Hanuc\u00e1 ou Dedica\u00e7\u00e3o, celebrada com muitas luzes e alegria, e cujos ecos vamos encontrar em Jo 10,22.

{N}5,{/}1: (1-68) Firmemente estabelecido em Jerusal\u00e9m, Judas combate agora todos os pa\u00edses vizinhos, j\u00e1 entregues ao dominador e que hostilizam os judeus residentes nessas regi\u00f5es. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 certamente reconquistar todo o territ\u00f3rio que, no tempo de Salom\u00e3o, pertenceu aos israelitas.

{N}6,{/}1: (1-17) Ant\u00edoco IV Epif\u00e2nio procurou exterminar pela for\u00e7a as ra\u00edzes da identidade do povo judeu. Por isso, o autor considera a sua morte como castigo do pr\u00f3prio Deus. Provavelmente o facto aconteceu antes da dedica\u00e7\u00e3o do Templo, narrado em 4,36-61.

{N}6,{/}18: (18-27) Aproveitando as lutas pelo poder entre os gregos, ap\u00f3s a morte de Ant\u00edoco IV, Judas procura desalojar a guarni\u00e7\u00e3o colocada na fortaleza que se estabelecera em Jerusal\u00e9m e que mantinha a cidade e o Templo sob constante amea\u00e7a. Os judeus que apoiavam os pag\u00e3os eram provavelmente aristocratas propriet\u00e1rios de terras, que tinham o encargo de recolher o tributo para o rei. Sendo expulsos pelos Macabeus, ficavam sem os seus bens e o rei sem o tributo.

{N}6,{/}28: (28-47) Pela primeira vez, os judeus t\u00eam que bater em retirada diante do ex\u00e9rcito inimigo. A fuga \u00e9 compensada pela bravura de Eleazar.

{N}6,{/}48: (48-63) Os judeus resistem corajosamente em Betsur e Jerusal\u00e9m. A falta de v\u00edveres, por\u00e9m, compromete a luta, e por pouco a resist\u00eancia n\u00e3o falha completamente. A providencial divis\u00e3o entre os chefes gregos propicia uma tr\u00e9gua e um acordo que volta a reconhecer aos judeus o direito de viverem segundo os seus costumes pr\u00f3prios. O militante da heleniza\u00e7\u00e3o for\u00e7ada j\u00e1 morreu. Todavia, a destrui\u00e7\u00e3o da muralha deixa vulner\u00e1vel a cidade.

{N}7,{/}1: (1-25) A tr\u00e9gua dura pouco. Dem\u00e9trio suplanta o genro Ant\u00edoco V e substitui L\u00edsias por outro comandante da sua confian\u00e7a, B\u00e1quides. Sob a instiga\u00e7\u00e3o do sumo sacerdote Alcimo, os seguidores de Judas s\u00e3o expulsos. Os Macabeus est\u00e3o, assim, obrigados a combater em duas frentes: o ex\u00e9rcito inimigo e, internamente, os judeus partid\u00e1rios da heleniza\u00e7\u00e3o. Eles contam com o sacerdote Alcimo e com os {C}assideus{/} (v. 13) - os {C}hasidim{/} ou piedosos - donde brotaram os ess\u00e9nios e os fariseus. Antes estavam ao lado de Judas (2,42); agora afastam-se: acham que a liberdade religiosa est\u00e1 suficientemente salvaguardada. Judas n\u00e3o pensa da mesma maneira ou quer mais.

{N}7,{/}26: (26-50) Apesar da melhoria militar que representa a nomea\u00e7\u00e3o de Nicanor como estratega para a Judeia, apesar das suas artimanhas e sufici\u00eancias, Judas alcan\u00e7a uma brilhante vit\u00f3ria. A data da morte de Nicanor, por volta de 28 de Mar\u00e7o de 160 a.C., n\u00e3o \u00e9 para esquecer. O epis\u00f3dio encerra o segundo livro dos Macabeus.

{N}8,{/}1: (1-16) Roma aparece num horizonte distante, como pot\u00eancia que pode oferecer protec\u00e7\u00e3o e ajuda contra os inimigos pr\u00f3ximos. Da\u00ed este elogio que corresponde a feitos militares romanos que incluem a redu\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia a prov\u00edncia do imp\u00e9rio (ano 146 a.C.).

{N}8,{/}17: (17-32) E a alian\u00e7a foi selada. \u00c9 frequente ver os romanos apoiarem rebeldes, para enfraquecer soberanias que lhes interessam. H\u00e1 nisto alguma ambiguidade. Os profetas sempre alertaram para o perigo das alian\u00e7as com os poderosos. De facto, Roma nunca auxiliou os judeus.

{N}9,{/}1: (1-22) B\u00e1quides regressa em for\u00e7a e Judas morre num combate desigual. A Hist\u00f3ria coloca-o a par dos grandes her\u00f3is do passado. O seu arrojo e ousadia (v. 10) inspiram-se na causa que \u00e9 de todos e exige entrega total.

{N}9,{/}23: (23-31) Com a morte de Judas, o movimento fica privado de guia. Uma fome ocasional facilita a desorganiza\u00e7\u00e3o. Os simpatizantes v\u00e3o sendo denunciados e punidos com a morte. A tribula\u00e7\u00e3o e a inseguran\u00e7a levam a confiar a causa a J\u00f3natas, o irm\u00e3o mais novo de Judas Macabeu. E durante 17 anos (160-143), o segundo Macabeu soube tirar partido das disputas pelo poder verificadas nas cortes inimigas.

{N}9,{/}32: (32-49) O grupo reunido \u00e0 volta de J\u00f3natas encontra-se em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. No momento, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel lutar por um objectivo superior ao da preserva\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida (vv. 44-46).

{N}9,{/}50: (50-57) Com as fortifica\u00e7\u00f5es, B\u00e1quides dominava militarmente a Judeia. Tinha por objectivo conquistar a aceita\u00e7\u00e3o do povo, gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia do sumo sacerdote Alcimo. Morto este, o objectivo caiu por terra e B\u00e1quides retirou-se.

{N}9,{/}58: (58-73) O grupo consegue reorganizar-se e derrota, ao mesmo tempo, B\u00e1quides e os judeus helenizantes que favorecem o inimigo. No entanto, tropas inimigas permanecem no pa\u00eds, e muitos ref\u00e9ns continuam presos nas fortalezas. Apesar disso, d\u00e1-se um passo em frente, pois J\u00f3natas assume a fun\u00e7\u00e3o de governador, \u00e0 semelhan\u00e7a dos antigos ju\u00edzes (cf. Jz 3,10).

{N}10,{/}1: (1-21) O \u00eaxito bafeja o movimento macabeu. N\u00e3o admira que gregos e romanos tentem conquistar a sua simpatia. Divididos na competi\u00e7\u00e3o pela soberania local, Dem\u00e9trio oferece mais liberdade pol\u00edtica e militar, e J\u00f3natas aproveita para refor\u00e7ar as muralhas de Jerusal\u00e9m; do outro lado, o rival Alexandre Balas concede a J\u00f3natas o t\u00edtulo de \u00abamigo do rei\u00bb e o sumo sacerd\u00f3cio da na\u00e7\u00e3o (v. 20). Ao acumular as fun\u00e7\u00f5es de sacerdote e de chefe civil e militar (v. 65), J\u00f3natas consegue realizar o objectivo macabeu que se bate \u00abpela na\u00e7\u00e3o e pelo Templo\u00bb (3,43). O juda\u00edsmo conquista o seu lugar ao sol. Mas nem tudo \u00e9 pac\u00edfico. Os assideus acham a situa\u00e7\u00e3o escandalosa e da\u00ed nasce o partido dos fariseus. A classe sacerdotal divide-se e um grupo abandona Jerusal\u00e9m e retira-se para Qumr\u00e3, onde funda a comunidade dos {C}ess\u00e9nios{/}.

{N}10,{/}22: (22-50) A carta de Dem\u00e9trio a J\u00f3natas \u00e9 um reconhecimento t\u00e1cito da independ\u00eancia da Judeia. Por tr\u00e1s das suas propostas benevolentes, est\u00e1 certamente o desejo de colocar J\u00f3natas e os judeus contra Alexandre Balas (v. 23). J\u00f3natas, por\u00e9m, percebe a inten\u00e7\u00e3o de Dem\u00e9trio e coloca-se ao lado de Alexandre.

{N}10,{/}51: (51-66) Honrado por Alexandre Balas e Ptolomeu, os grandes do imp\u00e9rio helenita, J\u00f3natas adquire prest\u00edgio cada vez maior: al\u00e9m de sumo sacerdote, passa agora a acumular poderes civis e militares dentro da Judeia. Iniciado em nome e defesa do javismo, o movimento dos \u00abmacabeus\u00bb prossegue e n\u00e3o evita o equ\u00edvoco inerente \u00e0 institui\u00e7\u00e3o que det\u00e9m o poder.

{N}10,{/}67: (67-89) A vit\u00f3ria contra Apol\u00f3nio torna J\u00f3natas ainda mais respeitado por Alexandre. Parece ironia que o sumo sacerdote dos judeus agora socorra os seus pr\u00f3prios dominadores! Na verdade, os judeus passam a depender, cada vez mais, do grande jogo pol\u00edtico de pot\u00eancias que disputam o Oriente M\u00e9dio.

{N}11,{/}1: (1-19) Tr\u00eas rivais disputam a soberania na regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio: Ptolomeu (que j\u00e1 \u00e9 rei do Egipto), Alexandre Balas e Dem\u00e9trio II. Com a morte dos dois primeiros, Dem\u00e9trio II permanece como \u00fanico soberano.

{N}11,{/}20: (20-37) H\u00e1bil diplomata, J\u00f3natas, em troca de uma alian\u00e7a, consegue de novo manter isenta de impostos a Judeia e ganhar tr\u00eas distritos. Todavia, as tropas gregas ainda continuam nas fortalezas judaicas (cf. v. 41).

{N}11,{/}38: (38-53) O epis\u00f3dio \u00e9 um bom exemplo da ambiguidade das alian\u00e7as com os poderosos. Quando necessitam, pedem aux\u00edlio e prometem mil regalias em troca; quando a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 esquecem as promessas, como passam de novo a hostilizar.

{N}11,{/}54: (54-74) J\u00f3natas alia-se a Trif\u00e3o, que est\u00e1 interessado em derrubar Dem\u00e9trio II e colocar no trono o jovem Ant\u00edoco VI, filho de Alexandre Balas. Ao mesmo tempo, J\u00f3natas e Sim\u00e3o v\u00e3o ganhando terreno na Palestina.

{N}12,{/}1: (1-23) Tendo praticamente a Palestina sob o seu dom\u00ednio, os Macabeus procuram estabelecer rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com outros povos, a fim de que os judeus sejam reconhecidos como na\u00e7\u00e3o. O v. 9 mostra que j\u00e1 existe uma s\u00e9rie de livros sagrados, que mais tarde far\u00e3o parte do Antigo Testamento. 

{N}12,{/}24: (24-34) J\u00f3natas n\u00e3o pensa apenas em administrar o territ\u00f3rio que lhe foi confiado pelos gregos. A sua campanha visa defend\u00ea-lo e alarg\u00e1-lo, estabelecendo fronteiras para uma Judeia independente. 

{N}12,{/}35: (35-38) As obras em Jerusal\u00e9m procuram defender a cidade contra ataques futuros. O isolamento da fortaleza, ocupada por tropas gregas, \u00e9 importante passo para eliminar o sinal mais evidente da domina\u00e7\u00e3o estrangeira.

{N}12,{/}39: (39-53) Enganado por Trif\u00e3o e seduzido pela sua pr\u00f3pria ambi\u00e7\u00e3o, J\u00f3natas cai preso, e os judeus pensam que j\u00e1 est\u00e1 morto. Sem o chefe, o movimento de independ\u00eancia corre o perigo de se desarticular completamente. Mais uma vez, o povo fica \u00e0 merc\u00ea das na\u00e7\u00f5es.

{N}12,{/}13: (13-16) Esta terceira parte do livro, consagrada a Sim\u00e3o, sumo sacerdote e etnarca (143-134), relata uma hist\u00f3ria predominantemente bem sucedida.

{N}13,{/}1: (1-11) Sim\u00e3o, o mais velho dos Macabeus, percebe a gravidade da situa\u00e7\u00e3o e imediatamente se prontifica a reorganizar o povo para enfrentar Trif\u00e3o. Est\u00e1 disposto a dar-se heroicamente pela vida dos outros (vv. 5-6); o povo, por seu turno, recupera for\u00e7a e vida, e une-se a ele.

{N}13,{/}12: (12-30) Impossibilitado de libertar as tropas isoladas na fortaleza de Jerusal\u00e9m, Trif\u00e3o vinga-se, matando J\u00f3natas.

{N}13,{/}14: (14-42) Pela primeira vez, desde o ex\u00edlio na Babil\u00f3nia, a Judeia adquire a independ\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f3mica. A tradi\u00e7\u00e3o judia data este acontecimento de 27 de Maio do ano 142 a.C.

{N}13,{/}43: (43-53) Conseguida a independ\u00eancia, Sim\u00e3o procura agora destruir os focos inimigos, que poderiam amea\u00e7ar a Judeia. Gazara era um lugar importante, pois controlava o acesso ao mar. E a fortaleza em Jerusal\u00e9m marcava a presen\u00e7a do dominador na pr\u00f3pria cidade santa dos judeus.

{N}14,{/}1: (1-15) Sim\u00e3o \u00e9 elogiado como o fundador do novo Estado de Israel. No entanto, o per\u00edodo de paz e prosperidade \u00e9 prec\u00e1rio, pois Trif\u00e3o continua a ser uma amea\u00e7a latente.

{N}14,{/}16: (16-24) Mais uma vez Sim\u00e3o procura confirmar as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com outras na\u00e7\u00f5es para firmar a independ\u00eancia da Judeia diante dos gregos.

{N}14,{/}25: (25-49) Este documento, com for\u00e7a de lei, visa afastar d\u00favidas sobre o leg\u00edtimo chefe dos judeus. Por outro lado, salientando que Sim\u00e3o \u00e9 constitu\u00eddo no poder por vontade e escolha do povo, o documento pretende esclarecer algumas quest\u00f5es: ele n\u00e3o ocupa o poder por imposi\u00e7\u00e3o ou concess\u00e3o do dominador estrangeiro. O cargo deve-se aos seus m\u00e9ritos, conquistados na luta pela independ\u00eancia e pela manuten\u00e7\u00e3o do santu\u00e1rio e da lei. O sumo sacerd\u00f3cio, que tamb\u00e9m acumula, ser\u00e1 transmitido aos seus descendentes, at\u00e9 que surja um \u00abprofeta leg\u00edtimo\u00bb, que possa modificar essa disposi\u00e7\u00e3o. E sua autoridade \u00e9 incontest\u00e1vel, excluindo por isso qualquer oposi\u00e7\u00e3o.

{N}15,{/}1: (1-14) Em 139, ao saber que o seu irm\u00e3o Dem\u00e9trio II fora feito prisioneiro pelos partas, Ant\u00edoco VII reconhece a independ\u00eancia dos judeus, procurando t\u00ea-los do seu lado na disputa com Trif\u00e3o pelo trono.

{N}15,{/}15: (15-24) A miss\u00e3o diplom\u00e1tica de Num\u00e9nio (cf. 14,24) \u00e9 bem sucedida. A circular de Roma renova a alian\u00e7a com os judeus e, ao mesmo tempo, reconhece a autoridade de Sim\u00e3o e da Lei judaica, n\u00e3o s\u00f3 sobre os judeus da Palestina, mas tamb\u00e9m sobre os que vivem noutros pa\u00edses. A fim de manter a prec\u00e1ria independ\u00eancia, conquistada a duras penas, os judeus querem assegurar o apoio dos romanos. Estes aproveitam para alargar a sua autoridade e ganhar motivos de interven\u00e7\u00e3o no Oriente.

{N}15,{/}25: (25-36) Vencendo Trif\u00e3o, Ant\u00edoco VII mostra as suas verdadeiras inten\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 Judeia: n\u00e3o lhe agrada ter dentro do reino um povo com tantos poderes. Sim\u00e3o, por\u00e9m, responde-lhe \u00e0 letra: o seu povo n\u00e3o se apropriou de uma terra que n\u00e3o lhe pertencia. Cada povo deve defender ciosamente a pr\u00f3pria heran\u00e7a e reparti-la igualitariamente entre todos.

{N}15,{/}34: (15,37-16,10) Diante das novas dificuldades, a chefia dos Macabeus passa agora para os filhos de Sim\u00e3o, que levam por diante a causa de Israel.

{N}16,{/}11: (11-24) A independ\u00eancia do pa\u00eds est\u00e1 apenas no come\u00e7o. N\u00e3o desaparecem os perigos do exterior, mas a \u00e2nsia do poder provoca trai\u00e7\u00f5es e lutas internas. Sim\u00e3o \u00e9 assassinado por um genro que pretende mandar. Jo\u00e3o Hircano op\u00f5e-se-lhe, sucede ao pai no governo (134-104) e, mais tarde, esbo\u00e7a um regime din\u00e1stico que se vai degradando at\u00e9 \u00e0 chegada dos romanos no ano 63 a.C.

