{N}1,{/}1: Estamos em meados do s\u00e9c. VIII a.C. Embora origin\u00e1rio do reino do Sul (Jud\u00e1), Am\u00f3s desenvolve a sua actividade prof\u00e9tica no reino do Norte, o conjunto das dez tribos que, na altura, dava pelo nome de Israel. Sobre o terremoto n\u00e3o temos outras not\u00edcias.

{N}1,{/}2: Este brev\u00edssimo or\u00e1culo introduz toda a actividade de Am\u00f3s, apresentando-a como manifesta\u00e7\u00e3o do \u00fanico Deus vivo, que habita em Jerusal\u00e9m e est\u00e1 acima de qualquer divis\u00e3o interna do povo. Sobre Jav\u00e9 que ruge, cf. Introdu\u00e7\u00e3o e nota em 3,1-8.

{N}1,{/}3: (3-5) Damasco arrasou de maneira violenta e cruel o territ\u00f3rio de Galaad. O instrumento de tortura foi a grade com pontas ou l\u00e2minas de ferro, utilizada nas eiras para separar o gr\u00e3o e triturar a palha.
  1,3-2,16: Nesta primeira parte do livro, oito or\u00e1culos visam a condena\u00e7\u00e3o de sete na\u00e7\u00f5es vizinhas e do pr\u00f3prio Israel. O molde \u00e9 id\u00eantico: o processo num\u00e9rico atesta que os crimes atingiram a medida cheia, seguem-se as acusa\u00e7\u00f5es em estilo telegr\u00e1fico e as amea\u00e7as do castigo. Dos crimes assinalados, uns poder\u00e3o ser afrontas a Israel cuja causa Deus defende; outros, por\u00e9m, s\u00e3o atropelos em quaisquer latitudes e grupos humanos, e Deus n\u00e3o passa ao lado (cf. Gn 4,10). Com raz\u00e3o se chamou a este trecho o primeiro esbo\u00e7o de direito internacional.

{N}1,{/}6: (6-8) Os filisteus praticaram o tr\u00e1fico de escravos. 

{N}1,{/}9: (9-10) Os fen\u00edcios de Tiro violaram o pacto que haviam estabelecido com outra na\u00e7\u00e3o irm\u00e3.

{N}1,{/}11: (11-12) Edom n\u00e3o teve compaix\u00e3o nem ajudou a na\u00e7\u00e3o irm\u00e3, quando esta sofreu a invas\u00e3o de uma grande pot\u00eancia.

{N}1,{/}13: (13-15) Para conquistar o territ\u00f3rio de Galaad, Amon trucidou at\u00e9 mulheres gr\u00e1vidas.

{N}2,{/}1: (1-3) Moab recusou sepultar um rei inimigo. Para os antigos, isso significava deixar o defunto em situa\u00e7\u00e3o de maldi\u00e7\u00e3o, o que era considerado o m\u00e1ximo da imoralidade.

{N}2,{/}4: (4-5) Jud\u00e1 \u00e9 acusado de n\u00e3o obedecer \u00e0 lei de Jav\u00e9 e de praticar a idolatria (\u00abmentiras\u00bb).

{N}2,{/}6: (6-16) Se interessava condenar as na\u00e7\u00f5es vizinhas, urgia denunciar e julgar o que estava a acontecer no reino de Israel. Da\u00ed este or\u00e1culo mais longo que abarca os grandes temas prof\u00e9ticos: a venalidade da justi\u00e7a (v. 6; 5,7; 6,12; Mq 3,1-3.9-11), a avidez dos grandes que esmagam os pobres (v.7; 8,5-6) e o culto desligado da sorte dos irm\u00e3os (v. 8). Em Israel, os actos que atentam contra a justi\u00e7a social lesam o Nome de Deus.
Os vv. 9-12 apresentam uma interpela\u00e7\u00e3o solene: \u00e0s interven\u00e7\u00f5es carinhosas e eficazes de Deus no decurso da Hist\u00f3ria, contrap\u00f5em-se as infidelidades de Israel \u00e0 alian\u00e7a. N\u00e3o espanta, portanto, a gravidade do castigo, que poder\u00e1 passar pela invas\u00e3o do territ\u00f3rio a cargo da Ass\u00edria (vv. 13-16). Os factos vieram confirmar o acerto da previs\u00e3o.

{N}2,{/}3: (3-6) A segunda parte do livro re\u00fane um conjunto de or\u00e1culos contra Israel, uma amplia\u00e7\u00e3o gigante de 2,6-16, que toca na impenit\u00eancia do pa\u00eds, nas falsas seguran\u00e7as, nas injusti\u00e7as, no culto detestado por Deus, no julgamento iminente.

{N}3,{/}1: (1-2) Israel era o povo escolhido. Deus {C}conhecera-o,{/} no sentido de o eleger para estabelecer com ele uma especial rela\u00e7\u00e3o de intimidade e comunh\u00e3o. Mas isso, em vez de trunfo a seu favor, era motivo de responsabilidade acrescida. O rigor seria maior.

{N}3,{/}3: (3-8) Sete verifica\u00e7\u00f5es (vv. 3-6), \u00e0 maneira de enigma num\u00e9rico de Pr 30,18-31. Uma a uma, o ouvinte, a partir do facto que conhece, \u00e9 convidado a ir ao encontro do outro mais oculto. Pelo teor, as compara\u00e7\u00f5es revelam o pastor de T\u00e9cua e o seu mundo; prov\u00eam todas do ambiente rural, em contacto com a Natureza. A chave est\u00e1 no v. 8: Se h\u00e1 um profeta que fala, \u00e9 porque Deus tomou primeiro a iniciativa e p\u00f4s-Se em marcha.

{N}3,{/}9: (9-12) Samaria, capital do reino do Norte, tornou-se tamb\u00e9m a capital da corrup\u00e7\u00e3o e da injusti\u00e7a social. O profeta convida, para contemplar o espect\u00e1culo, um p\u00fablico entendido na mat\u00e9ria: o Egipto e os filisteus, tradicionais opressores de Israel. Na cena, aparecem dois grupos: os oprimidos e os opressores que pensam acumular bens e, de facto, \u00e0 luz de Deus, amontoam morte e roubo nos seus pal\u00e1cios. Assim como o pastor, que para provar a sua inoc\u00eancia devia apresentar em tribunal alguma parte da ovelha devorada por uma fera, do mesmo modo, os restos de Samaria destru\u00edda pelo inimigo comprovar\u00e3o a inoc\u00eancia de Jav\u00e9.

{N}3,{/}13: (13-15) A interven\u00e7\u00e3o punitiva ser\u00e1 devastadora para toda a \u00abcasa de Jacob\u00bb, outro nome dado ao conjunto das doze tribos. A classe alta n\u00e3o ter\u00e1 morada (v. 15), ver\u00e1 ruir vivendas e pal\u00e1cios luxuosos. O pr\u00f3prio santu\u00e1rio de Betel, erguido para rivalizar com o templo de Jerusal\u00e9m (cf. 1Rs 12,26-33), ser\u00e1 arrasado, n\u00e3o lhe valendo sequer a for\u00e7a reconhecida aos cantos elevados dos altares-ref\u00fagio (cf. Lv 4,30; 1Rs 2,28).

{N}4,{/}1: (1-3) As damas da alta sociedade vivem no luxo \u00e0 custa dos fracos e necessitados, fiadas no trabalho dos seus intendentes. Rudemente, o profeta compara-as a exemplares de ra\u00e7a que pastam em Bas\u00e3. Seguir\u00e3o para o ex\u00edlio conduzidas como animais.

{N}4,{/}4: (4-5) O culto n\u00e3o \u00e9 uma garantia de salva\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, quando n\u00e3o \u00e9 acompanhado pela pr\u00e1tica da justi\u00e7a, serve apenas para acobertar outros crimes e, por isso, torna-se motivo de condena\u00e7\u00e3o. 

{N}4,{/}6: (6-12) A Hist\u00f3ria de Israel est\u00e1 cheia de advert\u00eancias: fome, sede, calamidades de todo o tipo, pestes, guerras e in\u00fameros desastres. Esses flagelos, por\u00e9m, n\u00e3o levaram \u00e0 convers\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, manteve-se a pr\u00e1tica da injusti\u00e7a. O castigo \u00e9 definitivo. Quem o diz \u00e9 Deus {C}criador{/}. Notar a novidade do tema, fora do G\u00e9nesis.

{N}4,{/}13: \u00c9 um fragmento de hino, acrescentado aqui para celebrar Jav\u00e9 como Deus do Universo.

{N}5,{/}1: (1-3) As amea\u00e7as d\u00e3o lugar agora a uma lamenta\u00e7\u00e3o f\u00fanebre (vv. 16-17). Qual virgem desamparada, Israel vai morrer cedo e sem descend\u00eancia.

{N}5,{/}4: (4-6) Quem quiser encontrar o Senhor, n\u00e3o deve procur\u00e1-l'O nos templos, porque todos ser\u00e3o destru\u00eddos. \u00c9 preciso encontr\u00e1-l'O no seu verdadeiro lugar: a viv\u00eancia da justi\u00e7a plena.

{N}5,{/}8: (8-9) Outro autor inseriu aqui este fragmento de hino. O v. 9 faz-nos lembrar o Magnificat: o Senhor destrona os poderosos (Lc 1,52).

{N}5,{/}10: (10-13) Am\u00f3s instaura publicamente o processo \u00e0 riqueza: os poderosos enriquecem e acumulam gra\u00e7as \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do povo, tantas vezes reduzido \u00e0 mis\u00e9ria. N\u00e3o adianta virar-se para a administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, porque tamb\u00e9m l\u00e1 os ju\u00edzes torcem ao sabor do suborno. Em tempos assim, a atitude s\u00e1bia n\u00e3o ser\u00e1 calar (v. 13)? Mas a desgra\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o poupar\u00e1 os grandes.

{N}5,{/}14: (14-15) Am\u00f3s denuncia a injusti\u00e7a, n\u00e3o a soldo da condena\u00e7\u00e3o, mas ao servi\u00e7o da convers\u00e3o. Nesta exorta\u00e7\u00e3o, o bem e o mal quase coincidem com a justi\u00e7a e a injusti\u00e7a respectivamente (v. 15). A aposta no bem desabrocha em vida e felicidade (cf. Dt 30, 15-16). Talvez um {C}resto{/} se salvar\u00e1 (v. 15). Esta esperan\u00e7a, esta certeza aparece aqui, pela primeira vez, na literatura prof\u00e9tica (cf. 9,8; Is 1,9; 4,3), como pequena luz que lenifica a vis\u00e3o do exterm\u00ednio total que, repetidas vezes, pareceu cruzar-se nos caminhos da Hist\u00f3ria.

{N}5,{/}16: (16-17) O profeta n\u00e3o cr\u00ea que o seu apelo \u00e0 convers\u00e3o venha a ser ouvido. J\u00e1 contempla o tempo do luto e da desgra\u00e7a, o inverso do que aconteceu no Egipto: l\u00e1 Deus passou no meio do povo para libertar e dar a vida (cf. Ex 11,1-10; 12,29-34); agora Deus passar\u00e1, trazendo a desgra\u00e7a e a morte.

{N}5,{/}18: (18-20) O profeta v\u00ea no horizonte a potencial invas\u00e3o do inimigo (a Ass\u00edria). A classe dominante de Israel refugia-se na falsa seguran\u00e7a de ter Jav\u00e9 como aliado: para ela, quando o inimigo invadir o pa\u00eds, Jav\u00e9 intervir\u00e1 (\u00abDia de Jav\u00e9\u00bb) em favor do seu povo, concedendo-lhe a vit\u00f3ria. Am\u00f3s, por\u00e9m, destr\u00f3i essa falsa seguran\u00e7a. O Dia de Jav\u00e9 ser\u00e1 de derrota.

{N}5,{/}21: (21-27) A sequ\u00eancia deixa entrever um culto rico e faustoso, espect\u00e1culo e orgulho de Israel. Mas nem todo o culto agrada a Deus. Os profetas insurgiram-se ami\u00fade contra a hipocrisia religiosa: multiplicar ritos e cerim\u00f3nias para conquistar Deus e, ao mesmo tempo, desprezar os encargos mais elementares da justi\u00e7a social e do amor do semelhante. Deus n\u00e3o vai nisso; seria c\u00famplice do pecado. O verdadeiro culto, que testemunha e celebra a alian\u00e7a viva com Deus, tem de ter sempre presente a causa dos outros, igualmente amados pelo mesmo Deus; e, designadamente, a dos humanos privados de acesso \u00e0 fraternidade. Em situa\u00e7\u00f5es mais degradadas, h\u00e1 que come\u00e7ar por rever e respeitar os direitos, por promover a justi\u00e7a.

{N}6,{/}1: (1-7) Os chefes de Israel, junto dos quais o povo acorre, a prestar homenagem ou a pedir justi\u00e7a, persistem numa vida de privil\u00e9gios e luxos, sem ligar \u00e0 \u00abru\u00edna de Jos\u00e9\u00bb (v. 6), ostentam uma seguran\u00e7a que \u00e9 sinal da cegueira que os levar\u00e1 \u00e0 desgra\u00e7a (v. 3). O dia fatal aproxima-se.

{N}6,{/}8: (8-14) A demoli\u00e7\u00e3o da capital ser\u00e1 terr\u00edvel, at\u00e9 que domine o sil\u00eancio do vazio e da morte. \u00c9 que a corrup\u00e7\u00e3o atingiu limites incr\u00edveis e insustent\u00e1veis: o direito foi transformado em veneno e a justi\u00e7a em amargor. A Ass\u00edria destruir\u00e1 tudo, de Emat at\u00e9 ao riacho de Arab\u00e1, isto \u00e9, de Norte a Sul.

{N}7,{/}1: (1-3) Parte do primeiro corte do feno pagava tributo ao rei; o segundo corte beneficiava directamente os camponeses. O profeta intercede em favor do povo (cf. Jr 14, 7-12) e a amea\u00e7a dos gafanhotos \u00e9 afastada. Ainda n\u00e3o chegou o tempo.
  7-9: A \u00faltima parte do livro agrupa cinco vis\u00f5es (os gafanhotos, o fogo, o prumo, a fruta madura, a derrocada do santu\u00e1rio), \u00e0s quais se foram ligando outros or\u00e1culos ou narrativas. Aqui, a palavra vai buscar for\u00e7a \u00e0 imagem vista. S\u00e3o vis\u00f5es simb\u00f3licas atrav\u00e9s das quais o profeta adquire a certeza da sua miss\u00e3o e recursos pedag\u00f3gicos para a levar por diante.

{N}7,{/}4: (4-6) Esta vis\u00e3o tem o mesmo sentido que a primeira. Am\u00f3s contempla uma grande seca. O grande oceano, segundo a concep\u00e7\u00e3o que os israelitas tinham do mundo, s\u00e3o as \u00e1guas subterr\u00e2neas, das quais nascem fontes e rios e a \u00e1gua dos po\u00e7os.

{N}7,{/}7: (7-9) Jav\u00e9 vai {C}nivelar{/} a situa\u00e7\u00e3o, destruindo pal\u00e1cios reais e santu\u00e1rios. Desta vez, Am\u00f3s nem sequer tem tempo de interceder; o or\u00e1culo divino imp\u00f5e-se sem delongas.

{N}7,{/}10: (10-17) Epis\u00f3dio hist\u00f3rico da vida do profeta, encaixado aqui devido \u00e0 alus\u00e3o aos santu\u00e1rios e \u00e0 casa de Jerobo\u00e3o (v. 9). Betel (Casa de Deus) era santu\u00e1rio com recorda\u00e7\u00f5es patriarcais (cf. Gn 28,10-22) e estatuto homologado pela corte (cf. 1Rs 12,26-33), desde a divis\u00e3o do povo eleito em dois reinos. Proferir, nesse recinto, amea\u00e7as e condena\u00e7\u00f5es, era ousadia arriscada, mais ainda para um cidad\u00e3o do reino do Sul (T\u00e9cua) como Am\u00f3s. O conflito previs\u00edvel entre ele e Amasias, sacerdote director do santu\u00e1rio, veio ao de cima. O rei tinha de ser informado acerca da presen\u00e7a inc\u00f3moda dum agitador. Por humanidade, o profeta foi convidado a retirar-se. O homem de Deus reagiu violentamente e definiu-se: N\u00e3o era profeta de profiss\u00e3o, \u00e0s sopas de outrem, por incumb\u00eancia humana; era, sim, profeta por voca\u00e7\u00e3o. Mas o confronto deve ter ditado o termo do seu minist\u00e9rio.

{N}8,{/}1: (1-3) Na quarta vis\u00e3o, Am\u00f3s anuncia de novo a ru\u00edna do santu\u00e1rio. O profeta faz um jogo de palavras entre \u00abfruta madura\u00bb e \u00abfim maduro\u00bb, para dizer que chegou o fim. O sil\u00eancio, aqui, indica a gravidade do momento que precede a cat\u00e1strofe.

{N}8,{/}4: (4-8) Mais uma den\u00fancia de alcance social, desta vez focada sobre os comerciantes, com a sua avidez, fraudes nos pesos e impaci\u00eancias. Com efeito, na lua nova e aos s\u00e1bados estavam suspensas todas as actividades lucrativas (cf. Lv 23,24; Is 1,13-14). N\u00e3o ser\u00e1 preciso mencionar as v\u00edtimas mais directas.

{N}8,{/}9: (9-14) O fim \u00e9 iminente: a festa transformar-se-\u00e1 em luto e a alegria em gemido. Pior que isso, por\u00e9m, \u00e9 que Jav\u00e9 recusar\u00e1 falar a essa gente que n\u00e3o quis ouvi-l'O. Ser\u00e1 a fome da Palavra. Os fen\u00f3menos c\u00f3smicos, esbo\u00e7ados no v. 9 e ampliados depois por outros autores (cf. Jl 2,10-11) e evangelistas, n\u00e3o s\u00e3o para tomar \u00e0 letra.

{N}9,{/}1: (1-4) Na quinta vis\u00e3o - a derrocada do santu\u00e1rio - Am\u00f3s volta a um ponto estrat\u00e9gico para dizer que o castigo ser\u00e1 implac\u00e1vel e ningu\u00e9m, por mais acrobacias que fa\u00e7a, conseguir\u00e1 escapar.

{N}9,{/}5: (5-6) \u00c9 o terceiro fragmento de hino introduzido no livro para celebrar Jav\u00e9 como soberano Senhor do Universo (cf. 4,13; 5,8).

{N}9,{/}7: (7-10) Israel n\u00e3o pode reclamar nenhum tratamento de privil\u00e9gio. A consci\u00eancia da elei\u00e7\u00e3o d\u00e1, isso sim, maior responsabilidade. Os vv. 8-10 acrescentam uma precis\u00e3o determinante: o reino culpado ser\u00e1 demolido, mas n\u00e3o a totalidade do povo eleito. Sobre o resto, ver nota em 5,14-15. Deus n\u00e3o age \u00e0s cegas; sabe fazer a destrin\u00e7a do bem e do mal.

{N}9,{/}11: (11-15) Este or\u00e1culo de restaura\u00e7\u00e3o destoa aqui. Deve ter sido acrescentado ao livro, mais tarde, talvez pela comunidade dos israelitas do Sul, exilados na Babil\u00f3nia quase dois s\u00e9culos depois. Relendo as profecias de Am\u00f3s, reconhecem que pecaram como os seus irm\u00e3os do Norte. Agora, no ex\u00edlio, retomam de novo a esperan\u00e7a e confiam no perd\u00e3o de Jav\u00e9, que reconstruir\u00e1 o reino de Jud\u00e1 como era antigamente. Os vv. 13-15 falam de uma prosperidade que nunca se verificou: o livro de Am\u00f3s fica assim \u00e0 espera de uma futura realiza\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica.

