{N}1,{/}1: (1-18) O pr\u00f3logo de S. Jo\u00e3o lembra a introdu\u00e7\u00e3o do G\u00e9nesis (1,1-31; 2,1-4a). {C}No come\u00e7o,{/} antes da Cria\u00e7\u00e3o, o Filho de Deus j\u00e1 existia em Deus, voltado para o Pai: estava em Deus, como a Express\u00e3o de Deus, eterna e invis\u00edvel. O Filho \u00e9 a Imagem do Pai, e o Pai v\u00ea-Se totalmente no Filho, ambos num eterno di\u00e1logo e m\u00fatua comunica\u00e7\u00e3o.
A Palavra \u00e9 a sabedoria de Deus vislumbrada nas maravilhas do mundo e no desenrolar da Hist\u00f3ria, de modo que, em todos os tempos, os homens sempre tiveram e t\u00eam algum conhecimento dela.
Jesus, Palavra de Deus, \u00e9 a luz que ilumina a consci\u00eancia de todo o homem. Mas, para onde nos conduziria essa luz? A B\u00edblia toda afirma que Deus \u00e9 {C}amor e fidelidade{/}. Levado pelo seu imenso amor e sendo fiel \u00e0s suas promessas, Deus quis introduzir os homens onde eles nunca teriam pensado: partilhar a vida e felicidade de Deus. E para isso a Palavra {C}fez-Se Homem e veio para a sua casa,{/} neste seu mundo.
A humanidade j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 condenada a caminhar cegamente, guiando-se por pequenas luzes no meio das trevas, por pequenas manifesta\u00e7\u00f5es de Deus, mas pelo pr\u00f3prio Jesus, manifesta\u00e7\u00e3o total de Deus. Com efeito, Jesus Cristo, que \u00e9 a luz, veio para tornar todos os homens filhos de Deus. Um s\u00f3 \u00e9 o Filho; por\u00e9m todos podem tornar-se bem mais do que filhos adoptivos: nasceram de Deus.
Deus tinha dado uma lei por meio de Mois\u00e9s. E todos os judeus achavam que essa lei era o maior presente de Deus. Na realidade, era bem mais o que Deus tinha reservado para todos. Porque Jesus, o Deus Filho, o verdadeiro e total Dom do Pai, \u00e9 o \u00fanico que pode falar de Deus Pai, porque comunica o amor e a fidelidade de Deus que d\u00e1 a vida aos homens.

{N}1,{/}19: (19-28) Quando Jo\u00e3o Baptista come\u00e7ou a pregar, os judeus esperavam o Messias, que iria libert\u00e1-los da mis\u00e9ria e da domina\u00e7\u00e3o estrangeira. Jo\u00e3o anunciava que a chegada do Messias estava pr\u00f3xima e pedia a ades\u00e3o do povo, selando-a com o baptismo. As autoridades religiosas estavam preocupadas e mandaram investigar se Jo\u00e3o pretendia ser ele o Messias. Jo\u00e3o nega ser o Messias, denuncia a culpa das autoridades e d\u00e1 uma not\u00edcia inquietante: o Messias j\u00e1 est\u00e1 presente a fim de inaugurar uma nova era para o povo.
Messias \u00e9 o nome que os judeus davam ao Salvador esperado. Tamb\u00e9m lhe chamavam Profeta. E, conforme se acreditava, antes da sua vinda deveria reaparecer o profeta Elias.
Jo\u00e3o Baptista \u00e9 a testemunha que tem como fun\u00e7\u00e3o preparar o caminho para os homens chegarem at\u00e9 Jesus. Ora, a testemunha deve ser sincera e n\u00e3o querer o lugar da pessoa que ela est\u00e1 a testemunhar.

{N}1,{/}29: (29-34) No idioma dos judeus, a mesma palavra pode significar servo e cordeiro. Jesus \u00e9 o Servo de Deus, anunciado pelos profetas, Aquele que devia sacrificar-Se pelos seus irm\u00e3os. Tamb\u00e9m \u00e9 o verdadeiro Cordeiro, que substitui o cordeiro pascal. Jo\u00e3o Baptista, chamando Cordeiro a Jesus, mostra que Ele \u00e9 o Messias que vem tirar a humanidade da escravid\u00e3o em que se encontra e conduzi-la a uma vida na liberdade.

{N}1,{/}35: (35-51) S. Jo\u00e3o descreve os sete dias da nova cria\u00e7\u00e3o. No primeiro dia, Jo\u00e3o Baptista afirma: \u00abNo meio de v\u00f3s est\u00e1 Algu\u00e9m que v\u00f3s n\u00e3o conheceis\u00bb. Nos dias seguintes vemos como Jo\u00e3o Baptista, Jo\u00e3o, Andr\u00e9, Sim\u00e3o, Filipe e Natanael descobrem Jesus. \u00c9 sempre uma testemunha que aponta Jesus a outra. O \u00faltimo dia ser\u00e1 o casamento em Can\u00e1, onde Jesus manifestar\u00e1 a sua gl\u00f3ria.
\u00abQue procurais?\u00bb S\u00e3o estas as primeiras palavras de Jesus neste evangelho. Ele faz esta pergunta a todos os homens. N\u00f3s queremos saber quem \u00e9 Jesus, e Ele pergunta-nos o que \u00e9 que buscamos na vida.
Os homens que encontraram Jesus come\u00e7aram a conviver com Ele. E no decorrer do tempo v\u00e3o descobrindo que Ele \u00e9 o {C}Mestre,{/} o {C}Messias,{/} o {C}Filho de Deus{/}. O mesmo acontece connosco: enquanto caminhamos com Cristo, vamos progredindo no conhecimento a respeito d'Ele.
Jo\u00e3o Baptista era apenas testemunha de Jesus, a quem tudo se deve dirigir. Jo\u00e3o sabia disso; por isso convida os seus disc\u00edpulos a dirigirem-se a Jesus. E os dois primeiros v\u00e3o buscar outros. \u00c9 deste modo que n\u00f3s encontramos a Jesus: porque outra pessoa nos falou d'Ele ou nos comprometeu numa tarefa apost\u00f3lica.
Jesus sempre reconhece aqueles que o Pai coloca no seu caminho. Ele reconhece Natanael debaixo da figueira e tamb\u00e9m Sim\u00e3o, escolhido para ser a primeira Pedra da Igreja.
{C}Vereis o c\u00e9u aberto{/}: No sonho de Jacob, os anjos subiam e desciam por uma escada que ligava a Terra ao C\u00e9u (cf. Gn 28,10-22). Doravante \u00e9 Jesus, o Filho do Homem, a nova liga\u00e7\u00e3o entre Deus e os homens.

{N}2,{/}1: (1-12) Segundo Jo\u00e3o, a primeira semana de Jesus termina com as bodas de Can\u00e1. Jo\u00e3o relata este epis\u00f3dio por causa do seu aspecto simb\u00f3lico: o casamento \u00e9 o s\u00edmbolo da uni\u00e3o de Deus com a humanidade, realizada de maneira definitiva na pessoa de Jesus, Deus-e-Homem. Sem Jesus, a humanidade vive uma festa de casamento sem vinho. Maria, aliviando a situa\u00e7\u00e3o de embara\u00e7o, simboliza a comunidade que nasce da f\u00e9 em Jesus, e as \u00faltimas palavras que Ela diz neste evangelho s\u00e3o um convite: \u00abFazei o que Ele mandar\u00bb. Jesus diz que a sua hora ainda n\u00e3o chegou, pois s\u00f3 acontecer\u00e1 na sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, quando Ele nos reconcilia com Deus.
Jesus utilizou a \u00e1gua que os judeus usavam para as purifica\u00e7\u00f5es. Os judeus estavam cegos pela preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se mancharem, e a sua religi\u00e3o multiplicava os ritos de purifica\u00e7\u00e3o. Mas Jesus transformou a \u00e1gua em vinho! \u00c9 que a religi\u00e3o verdadeira n\u00e3o se baseia no medo do pecado. O importante \u00e9 receber de Jesus o Esp\u00edrito. Este, como um vinho generoso, faz romper com as normas que aprisionam e com a mesquinhez da nossa sabedoria.
O epis\u00f3dio de Can\u00e1 \u00e9 uma esp\u00e9cie de resumo daquilo que vai acontecer atrav\u00e9s de toda a actividade de Jesus: com a sua palavra e ac\u00e7\u00e3o, Jesus{C} transforma{/} as rela\u00e7\u00f5es dos homens com Deus e dos homens entre si.

{N}2,{/}13: (13-22) Para os judeus, o Templo era o lugar privilegiado de encontro com Deus. Nele se colocavam as ofertas e sacrif\u00edcios levados pelos judeus do mundo inteiro, e formavam verdadeiro tesouro, administrado pelos sacerdotes. A casa de ora\u00e7\u00e3o tornara-se lugar de com\u00e9rcio e poder, disfar\u00e7ados em culto piedoso.
Expulsando os comerciantes, Jesus denuncia a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o dos pobres pelas autoridades religiosas do seu tempo. Predizendo a ru\u00edna do Templo, mostra que essa institui\u00e7\u00e3o religiosa j\u00e1 caducou. Doravante, o verdadeiro Templo \u00e9 o corpo de Jesus, que morre e ressuscita. Deus n\u00e3o quer habitar em edif\u00edcios, mas no pr\u00f3prio homem.

{N}2,{/}23: (23-25) Para acreditar em Jesus n\u00e3o basta aceit\u00e1-l'O como Messias nos moldes tradicionais, isto \u00e9, como um chefe que exerce fun\u00e7\u00e3o nacionalista atrav\u00e9s do poder e dom\u00ednio. Acreditar em Jesus \u00e9 aceit\u00e1-l'O como o Messias que realiza o projecto de Deus e que d\u00e1 a sua vida, rompendo as muralhas de separa\u00e7\u00e3o entre os homens. Jesus rejeita qualquer ades\u00e3o que instrumentalize a sua ac\u00e7\u00e3o em favor de interesses de grupo. Este trecho serve como introdu\u00e7\u00e3o a todo o di\u00e1logo com Nicodemos (3,1-36).

{N}3,{/}1: (1-8) Ter f\u00e9 em Jesus n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 admirar o que Ele diz e faz. \u00c9 entrega para o compromisso total com Jesus, o que exige transforma\u00e7\u00e3o profunda, um novo nascimento. Isso implica n\u00e3o apegar-se a esquemas e estruturas estabelecidas, mas relativiz\u00e1-las, a fim de estar sempre aberto \u00e0 novidade de Deus. Quem se converte \u00e9 guiado pelo Esp\u00edrito de Deus e torna-se imprevis\u00edvel para os homens. Esta liberdade da f\u00e9 crist\u00e3 \u00e9 celebrada eficazmente atrav\u00e9s de um rito significativo: o baptismo.

{N}3,{/}9: (9-15) A grande novidade que Deus tem para os homens est\u00e1 em Jesus, que vai revelar na cruz a vida nova. A\u00ed Ele demonstra o maior acto de amor: a doa\u00e7\u00e3o da sua vida em favor dos homens.

{N}3,{/}16: (16-21) Deus n\u00e3o quer que os homens se percam, nem sente prazer em conden\u00e1-los. Ele manifesta todo o seu amor atrav\u00e9s de Jesus, para salvar e dar a vida a todos. Mas a presen\u00e7a de Jesus \u00e9 inc\u00f3moda, pois coloca o mundo dos homens em julgamento, provocando divis\u00e3o e conflito e exigindo decis\u00e3o. De um lado, os que acreditam em Jesus e vivem o amor, continuando a palavra e a ac\u00e7\u00e3o d'Ele em favor da vida. Do outro lado, os que n\u00e3o acreditam n'Ele e n\u00e3o vivem o amor, mas permanecem fechados nos pr\u00f3prios interesses e ego\u00edsmo, que geram opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o; por isso estes sempre escondem as suas verdadeiras inten\u00e7\u00f5es: n\u00e3o se aproximam da luz.

{N}3,{/}22: (22-30) Jo\u00e3o Baptista n\u00e3o \u00e9 rival de Jesus. Confessa claramente que a sua miss\u00e3o \u00e9 tornar Jesus conhecido e seguido, e n\u00e3o servir-se de Jesus como trampolim para angariar seguidores.

{N}3,{/}31: (31-36) Jesus veio de junto do Pai, e s\u00f3 Ele revela o verdadeiro Deus que d\u00e1 vida aos homens. Quem n\u00e3o aceita o testemunho de Jesus, acaba por servir os \u00eddolos do mundo e correr para a morte.

{N}4,{/}1: (1-15) Conversando com uma mulher que era samaritana, Jesus supera os preconceitos de ra\u00e7a e as discrimina\u00e7\u00f5es sociais. Como qualquer pessoa, essa mulher tem sede de vida. Todos buscam algo que lhes mate a sede, mas encontram apenas \u00e1guas estagnadas. Jesus traz \u00e1gua viva e faz com que a fonte brote de dentro de cada um.

{N}4,{/}16: (16-26) Enquanto os judeus adoravam a Deus no Templo de Jerusal\u00e9m, os samaritanos adoravam-n'O no templo do monte Garizim. Jesus supera o nacionalismo religioso, mostrando que Deus quer ser adorado na pr\u00f3pria dimens\u00e3o da vida humana. A pr\u00f3pria vida, dedicada ao bem dos outros, como a de Jesus, \u00e9 o verdadeiro culto a Deus, a adora\u00e7\u00e3o em esp\u00edrito e verdade. Como Pai, Deus est\u00e1 presente na fam\u00edlia humana e n\u00e3o quer que os homens separem religi\u00e3o e vida.

{N}4,{/}27: (27-38) Com a sua palavra e ac\u00e7\u00e3o, Jesus realiza a obra do semeador. Todos os que fazem a experi\u00eancia de Jesus, partem para anunci\u00e1-l'O, como a samaritana, provocando a vinda do povo. A vontade do Pai \u00e9 reunir a humanidade em torno de Jesus, e cabe aos disc\u00edpulos continuar essa tarefa, iniciada pelo pr\u00f3prio Jesus.

{N}4,{/}39: (39-42) Os judeus consideravam-se escolhidos por Deus, mas n\u00e3o compreenderam e n\u00e3o aceitaram a mensagem de Jesus, e at\u00e9 O obrigaram a sair da Judeia (4,1-3). Os samaritanos, que eram considerados como povo marginalizado e herege, acolheram Jesus como Salvador do mundo.

{N}4,{/}43: (43-54) O c\u00edrculo da miss\u00e3o evangelizadora de Jesus expande-se, distanciando-se cada vez mais das institui\u00e7\u00f5es consideradas salvadoras. Os judeus recusam Jesus, os samaritanos acolhem-n'O. E agora um pag\u00e3o acredita na sua palavra e converte-se com toda a fam\u00edlia. Fica assim rompida toda a rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia entre salva\u00e7\u00e3o e Lei, entre f\u00e9 e institui\u00e7\u00e3o. A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 dom de Deus para todos aqueles que se abrem e respondem a esse dom.

{N}5,{/}1: (1-18) O paral\u00edtico \u00e9 figura do povo oprimido e paralisado, \u00e0 espera de algu\u00e9m que o liberte. Jesus vai ao encontro do paral\u00edtico, e ordena que ele pr\u00f3prio se levante e ande, encontrando a sua liberdade e decidindo o seu pr\u00f3prio caminho.
Para Jesus e para o Pai, o importante \u00e9 a vida e a liberdade. Elas est\u00e3o acima at\u00e9 mesmo das leis religiosas e da opini\u00e3o de quaisquer autoridades.

{N}5,{/}19: (19-30) Em tudo o que faz, Deus procura dar a vida, a sua maior obra \u00e9 a ressurrei\u00e7\u00e3o. Ressuscitar n\u00e3o \u00e9 apenas voltar \u00e0 vida f\u00edsica, mas levantar-se para come\u00e7ar uma vida nova e transformada. A f\u00e9 em Jesus, que \u00e9 compromisso com a sua palavra e ac\u00e7\u00e3o, leva o povo a come\u00e7ar a vida nova da ressurrei\u00e7\u00e3o, organizando-se como fam\u00edlia dos filhos de Deus e irm\u00e3os de Jesus. Assim, a morte j\u00e1 est\u00e1 a ser vencida, e s\u00ea-lo-\u00e1 definitivamente na ressurrei\u00e7\u00e3o final.

{N}5,{/}31: (31-47) Como distinguir o verdadeiro e o falso, reconhecendo se Jesus realiza ou n\u00e3o a vontade de Deus? Jesus apresenta as tr\u00eas testemunhas que confirmam a sua miss\u00e3o divina: primeiro, a sua {C}ac\u00e7\u00e3o{/} em favor da vida e da liberdade; segundo, o {C}testemunho de Jo\u00e3o Baptista,{/} que O apresenta como salvador; terceiro, as {C}Escrituras,{/} que anunciavam o que Jesus agora realiza. N\u00e3o adianta uma comunidade dizer que tem f\u00e9 e repetir as palavras da B\u00edblia; \u00e9 necess\u00e1rio que as ac\u00e7\u00f5es dessa comunidade sejam a continua\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o de Jesus, confirmando a pr\u00f3pria f\u00e9.

{N}6,{/}1: (1-15) Jesus prop\u00f5e a miss\u00e3o da sua comunidade: ser sinal do amor generoso de Deus, assegurando a todos a possibilidade de subsist\u00eancia e dignidade. A seguran\u00e7a da subsist\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 no muito que poucos possuem e ret\u00eam para si, mas no pouco de cada um que \u00e9 repartido entre todos. A garantia da dignidade n\u00e3o se encontra no poder de um chefe que manda, mas no servi\u00e7o de cada um que organiza a comunidade para o bem de todos.

{N}6,{/}16: (16-21) A proposta de Jesus n\u00e3o \u00e9 entendida pela multid\u00e3o e \u00e9 mal interpretada pelos disc\u00edpulos. A multid\u00e3o quer faz\u00ea-l'O rei, o Messias da abund\u00e2ncia. Os disc\u00edpulos retiram-se, talvez pretendendo voltar \u00e0 vida de antes. Jesus vai ao encontro deles e a crise \u00e9 superada, embora n\u00e3o completamente resolvida.

{N}6,{/}22: (22-34) A multid\u00e3o procura Jesus, desejando continuar na situa\u00e7\u00e3o de abund\u00e2ncia, isto \u00e9, governada por um chefe pol\u00edtico que decide e providencia tudo, sem exigir esfor\u00e7o. Jesus mostra que essa n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o; \u00e9 preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Al\u00e9m do alimento que sustenta a vida material, \u00e9 necess\u00e1ria a ades\u00e3o pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva.
Pedindo um milagre como o do man\u00e1 do deserto, a multid\u00e3o imp\u00f5e condi\u00e7\u00f5es para aceitar Jesus. Mas o desejo da multid\u00e3o fica sem efeito, se ela n\u00e3o se compromete com Jesus, o p\u00e3o da vida que dura para sempre.

{N}6,{/}35: (35-50) Jesus apresenta-Se como Aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Os seus advers\u00e1rios n\u00e3o admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.

{N}6,{/}51: (51-59) A vida definitiva encontra-se precisamente na condi\u00e7\u00e3o humana de Jesus ({C}carne{/}): Jesus \u00e9 o Filho de Deus que Se encarnou para dar vida aos homens, isto \u00e9, para viver em favor dos homens. A vida definitiva come\u00e7a quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitam a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o humana e vivem em favor dos outros. E Jesus vai mais longe: vai oferecer a pr\u00f3pria vida ({C}carne e sangue{/}) em favor dos homens. Por isso, o compromisso com Jesus exige que tamb\u00e9m o fiel esteja disposto a dar a pr\u00f3pria vida em favor dos outros.
A Eucaristia \u00e9 o sacramento que manifesta eficazmente na comunidade esse compromisso com a encarna\u00e7\u00e3o e a morte de Jesus.

{N}6,{/}60: (60-71) As palavras de Jesus provocam resist\u00eancia e desist\u00eancia at\u00e9 entre os disc\u00edpulos. Muitos conservam a ideia de um Messias Rei, e n\u00e3o querem seguir Jesus at\u00e9 \u00e0 morte, entendida por eles como fracasso. E n\u00e3o assumem a f\u00e9 por medo de se comprometerem. Os Doze Ap\u00f3stolos, por\u00e9m, aceitam a proposta de Jesus e reconhecem-n'O como Messias, dando-Lhe a sua ades\u00e3o e aceitando as suas exig\u00eancias.

{N}7,{/}1: (1-13) A actividade de Jesus denuncia o agir perverso da sociedade, e por isso provoca \u00f3dio. Os parentes de Jesus pensam no sucesso. As autoridades procuram-n'O, vendo n'Ele um perigo. E o povo expressa opini\u00f5es diversas a respeito d'Ele: uns julgam-n'O a partir das obras que realiza ({C}Jesus \u00e9 bom{/}), e outros a partir de leis e estruturas estabelecidas ({C}engana o povo{/}). Assim a presen\u00e7a de Jesus \u00e9 sinal de contradi\u00e7\u00e3o que vai revelando a face das pessoas.

{N}7,{/}14: (14-24) O que leva Jesus a agir n\u00e3o \u00e9 a busca de sucesso pessoal, nem a defesa de algumas doutrinas de c\u00edrculos religiosos oficiais que manipulam a f\u00e9. Na sua ac\u00e7\u00e3o, Jesus procura apenas realizar a vontade do Pai, e esta apresenta-se como liberta\u00e7\u00e3o do homem. Uma doutrina que impede a realiza\u00e7\u00e3o do homem nunca pode ser apresentada como vontade de Deus.

{N}7,{/}25: (25-36;40-44) Os dirigentes dos judeus tentam prender Jesus, que representa uma amea\u00e7a para eles. E no meio do povo a divis\u00e3o continua: o tema da discuss\u00e3o \u00e9 sobre a origem do Messias. Uns n\u00e3o aceitam Jesus, baseados numa tradi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica sobre a origem do Messias. Outros, que j\u00e1 s\u00e3o muitos, acreditam que Jesus \u00e9 o Messias, porque prestam aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pr\u00e1tica libertadora e v\u00eaem nisso um sinal da presen\u00e7a de Deus. E Jesus ent\u00e3o mostra o verdadeiro crit\u00e9rio para reconhecer o Messias: n\u00e3o \u00e9 o lugar da sua origem, mas o facto de Ele ser o enviado de Deus, cuja actividade seja reconhecida pelas obras que faz.

{N}7,{/}37: (37-39) Jesus veio matar a sede do homem (Jo 4). Mas aqueles que est\u00e3o bem na vida, satisfeitos com a situa\u00e7\u00e3o, jamais v\u00e3o aderir a Jesus porque n\u00e3o procuram ansiosamente uma alternativa, n\u00e3o sentem sede. S\u00f3 os que est\u00e3o abertos \u00e0 novidade de Deus no mundo (Jo 3) conseguem acreditar e dar a sua ades\u00e3o a Jesus.

{N}7,{/}45: (45-53) Aqueles que det\u00eam o poder n\u00e3o toleram a mensagem de Jesus, porque ela acabaria com todos os seus privil\u00e9gios. Por isso, amaldi\u00e7oam o povo simples e procuram prender Jesus, usando a Lei como arma repressiva.

{N}8,{/}1: (1-11) Mais uma vez Jesus mostra que a pessoa humana est\u00e1 acima de qualquer lei. Os homens n\u00e3o podem julgar e condenar, porque nenhum deles est\u00e1 isento de pecado. O pr\u00f3prio Jesus n\u00e3o veio para julgar, pois o Pai n\u00e3o quer a morte do pecador, mas que se converta e viva (Ez 18,23.32).

{N}8,{/}12: (12-20) Jesus discute com os fariseus perto da sala do Tesouro, onde era guardado o dinheiro oferecido ao Templo. Ele declara-Se a luz do mundo e convida os homens a segui-l'O, renunciando \u00e0s riquezas para servirem uns aos outros e, assim, testemunharem a presen\u00e7a de Deus. Os fariseus, escravos do dinheiro, n\u00e3o s\u00e3o capazes de reconhecer Deus presente em Jesus, e por isso querem provas.

{N}8,{/}21: (21-30) O pecado que leva \u00e0 morte \u00e9 permanecer fechado neste mundo de baixo, isto \u00e9, dentro de uma ordem s\u00f3cio-religiosa injusta. Jesus \u00e9 a presen\u00e7a actuante do Deus do \u00caxodo (\u00abEu Sou\u00bb, cf. Ex 3,14), que liberta o povo da escravid\u00e3o e conduz para uma vida nova, desejada por Deus (\u00abmundo de cima\u00bb). \u00c9 atrav\u00e9s da sua morte que Jesus realiza esse \u00caxodo.

{N}8,{/}31: (31-38) A verdade que liberta \u00e9 aceitar a vida nova trazida por Jesus, que relativiza tudo aquilo que antes parecia absoluto: riqueza, poder, ideias, estruturas. A liberdade s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando se rompe com uma ordem injusta, que impede a experi\u00eancia do amor de Deus atrav\u00e9s do amor ao homem.

{N}8,{/}39: (39-47) O diabo \u00e9 aquele que se op\u00f5e \u00e0 vontade de Deus e se absolutiza, ocupando o lugar de Deus e criando uma sociedade mentirosa e assassina, que adora \u00eddolos opressores e \u00e9 incapaz de assimilar a mensagem libertadora de Jesus.

{N}8,{/}48: (48-59) Abra\u00e3o alegrou-se com a promessa feita por Deus de que o futuro Messias iria sair da sua descend\u00eancia (Gn 12,7; 15,2ss; Gl 3,16). Jesus vai muito mais al\u00e9m e atribui a Si mesmo o t\u00edtulo do Deus do \u00eaxodo: \u00abEu Sou\u00bb.

{N}9,{/}1: (1-12) O cego de nascen\u00e7a simboliza o povo que nunca tomou consci\u00eancia da sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de oprimido, e por isso n\u00e3o chegou a ver a verdadeira condi\u00e7\u00e3o humana, o objectivo para o qual Deus o criou. A miss\u00e3o de Jesus, e dos que acreditam n'Ele, \u00e9 mostrar essa possibilidade, a partir de uma pr\u00e1tica concreta, mais do que com palavras.

{N}9,{/}13: (13-34) A ac\u00e7\u00e3o de Jesus abala as ideias religiosas dos representantes do poder. Estes, em primeiro lugar, procuram transformar o facto em fraude. N\u00e3o o conseguindo, recorrem \u00e0 sua pr\u00f3pria autoridade, para definirem o que est\u00e1 ou n\u00e3o de acordo com a vontade de Deus. Apegados \u00e0s suas ideias, negam o que \u00e9 evidente e invertem as coisas, defendendo a todo o custo a sua posi\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio e poder. Para eles, Deus prefere a observ\u00e2ncia da Lei e n\u00e3o o bem do homem. Por fim, recorrem \u00e0 viol\u00eancia, expulsando o homem da comunidade, marginalizando-o. Pretendendo possuir a luz, eles tornam-se cegos e querem cegar os outros.

{N}9,{/}35: (35-41) Curado por Jesus, o homem enfrenta a luta com os dirigentes de uma sociedade cega que o afasta. Como consequ\u00eancia, ele passa ent\u00e3o para uma nova comunidade e come\u00e7a o seu novo culto. Por outro lado, os dirigentes n\u00e3o querem aceitar essa realidade e por isso permanecem intransigentes dentro da institui\u00e7\u00e3o opressora. Este \u00e9 o julgamento de Jesus.

{N}10,{/}1: (1-6) Nesta compara\u00e7\u00e3o, o redil representa a institui\u00e7\u00e3o que explora e domina o povo. Os ladr\u00f5es e salteadores s\u00e3o os dirigentes. Jesus mostra que a sua mensagem \u00e9 incompat\u00edvel com qualquer institui\u00e7\u00e3o opressora e que a sua miss\u00e3o \u00e9 conduzir para fora da influ\u00eancia dela os que n'Ele acreditam, a fim de formar uma comunidade que possa ter vida plena e liberdade.

{N}10,{/}7: (7-21) O \u00fanico meio de libertar-se de opressores ou de uma institui\u00e7\u00e3o opressora \u00e9 comprometer-se com Jesus, pois Ele \u00e9 a \u00fanica alternativa ({C}a porta{/}). Jesus \u00e9 o modelo de pastor: n\u00e3o busca os seus pr\u00f3prios interesses; ao contr\u00e1rio, Ele d\u00e1 a pr\u00f3pria vida a todos aqueles que aceitam a sua proposta. Jesus provoca divis\u00e3o: para uns, as suas palavras s\u00e3o loucura; para outros, a sua ac\u00e7\u00e3o \u00e9 sinal de liberta\u00e7\u00e3o.

{N}10,{/}22: (22-39) Jesus define a sua condi\u00e7\u00e3o de Messias, apresentando-Se como o Filho de Deus. As provas do seu messianismo n\u00e3o s\u00e3o teorias jur\u00eddicas, mas factos concretos: as suas ac\u00e7\u00f5es comprovam que \u00e9 Deus quem age n'Ele.

{N}10,{/}40: (40-42) O testemunho revela Jesus aos homens, levando-os a compreender que Jesus realiza o projecto de Deus (cf. 1,26-34).

{N}11,{/}1: (1-16) Numa comunidade marcada por rela\u00e7\u00f5es de afecto e amor activo, ningu\u00e9m tem medo do perigo ou de se comprometer quando se trata de ajudar um irm\u00e3o necessitado. O receio de enfrentar obst\u00e1culos nasce da falta de f\u00e9 que n\u00e3o compreende a qualidade de vida que Jesus comunica.

{N}11,{/}17: (17-27) Jesus apresenta-Se como a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida, mostrando que a morte \u00e9 apenas uma necessidade f\u00edsica. Para a f\u00e9 crist\u00e3, a vida n\u00e3o \u00e9 interrompida com a morte, mas caminha para a sua plenitude. A vida plena da ressurrei\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 presente naqueles que pertencem \u00e0 comunidade de Jesus.

{N}11,{/}28: (28-44) A morte \u00e9 o resumo e o ponto m\u00e1ximo de todas as fraquezas humanas. O medo da morte acovarda o homem diante da opress\u00e3o e impede-o de testemunhar. O medo fortalece o poder dos opressores. Libertando o homem desse medo, Jesus torna-o radicalmente livre e capaz de dar at\u00e9 ao fim o testemunho da pr\u00f3pria f\u00e9.

{N}11,{/}45: (45-57) A comunica\u00e7\u00e3o da vida e liberdade \u00e9 intoler\u00e1vel para um sistema opressor que gera a morte. As autoridades disfar\u00e7am a sua hostilidade com a desculpa de que o bem da na\u00e7\u00e3o est\u00e1 em jogo. Apelam para a seguran\u00e7a nacional. Caif\u00e1s apresenta a solu\u00e7\u00e3o que, ironicamente, se tornou o cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3: Jesus morrer\u00e1 por todos. Matando Jesus, o sistema opressor denuncia-se e destr\u00f3i-se a si mesmo, abrindo a possibilidade da vida e liberdade para todos.

{N}12,{/}1: (1-11) O gesto de Maria prepara o corpo de Jesus para a morte, isto \u00e9, o acto final com que entregar\u00e1 a vida em favor dos homens. Desperd\u00edcio in\u00fatil? Judas desculpa a sua pr\u00f3pria avareza, disfar\u00e7ando-a com uma preocupa\u00e7\u00e3o paternalista pelos pobres. A comunidade que vive o esp\u00edrito de Jesus ser\u00e1 eminentemente uma comunidade de pobres e sempre fraternalmente aberta aos pobres.

{N}12,{/}12: (12-36) Temos aqui duas concep\u00e7\u00f5es sobre o Messias. Seguindo a tradi\u00e7\u00e3o transmitida pelos dirigentes, o povo aclama Jesus como um{C} rei pol\u00edtico{/}. Mais tarde, essa ideia ser\u00e1 transformada em motivo da condena\u00e7\u00e3o de Jesus. Por outro lado, Jesus apresenta-Se como o {C}Messias predito pelas Escrituras,{/} mostrando por\u00e9m a sua verdadeira miss\u00e3o: dar a vida para salvar e reunir o povo.

{N}12,{/}37: (37-43) Quem est\u00e1 comprometido com algum sistema opressor dificilmente compreende e aceita a dimens\u00e3o libertadora dos actos de Jesus. E os que compreendem e aceitam precisam de estar dispostos a correr o risco de serem marginalizados pelo ambiente social e religioso em que vivem.

{N}12,{/}44: (44-50) Toda a ideia ou teoria sobre Deus que n\u00e3o esteja de acordo com a palavra e ac\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 falsa. Porque Jesus \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Deus. E a miss\u00e3o de Jesus estende-se a todos, mas cada um permanece livre de aceitar a sua oferta. A recusa da vida, por\u00e9m, traz consigo a escolha da pr\u00f3pria morte.

{N}13,{/}1: (1-17) A morte de Jesus abre a passagem para o Pai e testemunha o amor supremo que mostra o sentido de toda a sua vida. O gesto de Jesus \u00e9 ensinamento: a autoridade s\u00f3 pode ser entendida como fun\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o aos outros. Pedro resiste, porque ainda acredita que a desigualdade \u00e9 leg\u00edtima e necess\u00e1ria e n\u00e3o entende que o amor produz igualdade e fraternidade. Na comunidade crist\u00e3 existe diferen\u00e7a de fun\u00e7\u00f5es, mas todas elas devem concorrer para que o amor m\u00fatuo seja eficaz. J\u00e1 n\u00e3o se justifica nenhum tipo de superioridade, mas somente a rela\u00e7\u00e3o pessoal de irm\u00e3os e amigos.

{N}13,{/}18: (18-30) A longa noite da paix\u00e3o come\u00e7a com a trai\u00e7\u00e3o de Judas, s\u00edmbolo da trai\u00e7\u00e3o que pode estar presente dentro da pr\u00f3pria comunidade crist\u00e3.

{N}13,{/}31: (31-38) O mandamento novo supera todos os outros mandamentos. Deus e o homem s\u00e3o insepar\u00e1veis. E \u00e9 somente amando o homem que amamos a Deus. Em Jesus, Deus fez-Se presente no homem, tornando-o intoc\u00e1vel. Tal mandamento novo gera uma comunidade, que oferece uma alternativa de vida digna e liberdade perante a morte e a opress\u00e3o.

{N}14,{/}1: (1-14) Jesus \u00e9 o verdadeiro caminho para a vida. Atrav\u00e9s da encarna\u00e7\u00e3o, Deus, doador da vida, manifesta-Se inteiramente na pessoa e ac\u00e7\u00e3o de Jesus. A comunidade que segue Jesus n\u00e3o caminha para o fracasso, pois a meta \u00e9 a vida. Jesus n\u00e3o apresenta apenas uma utopia, mas convida a percorrer um caminho historicamente concreto. Inspirada nos sinais que Jesus realizou, a comunidade criar\u00e1 novos sinais dentro do mundo, abrindo espa\u00e7os de esperan\u00e7a e vida fraterna.

{N}14,{/}15: (15-26) Advogado \u00e9 algu\u00e9m que defende uma causa. Jesus envia o Esp\u00edrito Santo como advogado da comunidade crist\u00e3. O Esp\u00edrito \u00e9 a mem\u00f3ria de Jesus que continua sempre viva e presente na comunidade. Ele ajuda a comunidade a manter e a interpretar a ac\u00e7\u00e3o de Jesus em qualquer tempo e lugar. O Esp\u00edrito tamb\u00e9m leva a comunidade a discernir os acontecimentos para continuar o processo de liberta\u00e7\u00e3o, distinguindo o que \u00e9 vida e o que \u00e9 morte, e realizando novos actos de Jesus na Hist\u00f3ria.

{N}14,{/}27: (27-31) Jesus fala de paz e alegria no momento em que a sua morte est\u00e1 para acontecer. Paz \u00e9 a plena realiza\u00e7\u00e3o humana. Ela s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se aquele que rege uma sociedade desumana for destitu\u00eddo de poder. A morte de Jesus realiza a paz. Todo o mart\u00edrio \u00e9 participa\u00e7\u00e3o nessa luta vitoriosa de Jesus e, portanto, causa de paz e alegria.

{N}15,{/}1: (1-6) A comunidade crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o, mas uma participa\u00e7\u00e3o na vida de Jesus. Unido a Jesus, cada membro \u00e9 chamado a testemunh\u00e1-l'O, colocando a comunidade em cont\u00ednua expans\u00e3o e crescimento.

{N}15,{/}7: (7-17) O fruto que a comunidade \u00e9 chamada a produzir \u00e9 o amor. Ora, Jesus n\u00e3o quer uma ades\u00e3o de servos que obede\u00e7am a um senhor, mas uma ades\u00e3o livre, de amigos. E a amizade \u00e9 dom: Jesus \u00e9 o amigo que d\u00e1 a vida pelos amigos. A miss\u00e3o da comunidade n\u00e3o nasce da obedi\u00eancia a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que \u00e9 testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.

{N}15,{/}18: (18-27) O sinal concreto da comunidade de Jesus \u00e9 o amor. O sistema de poder que organiza a sociedade e seus adeptos (o mundo) reage com o \u00f3dio, pois n\u00e3o aceita os valores do Evangelho. N\u00e3o existe possibilidade de concilia\u00e7\u00e3o entre o \u00abmundo\u00bb e a comunidade de Jesus. A comunidade vive debaixo de suspeita e press\u00e3o, e basta um passo para sofrer a persegui\u00e7\u00e3o aberta. O confronto cresce, porque o \u00abmundo\u00bb n\u00e3o aceita o Deus de Jesus, que denuncia a perversidade da sociedade injusta e liberta o povo oprimido.

{N}16,{/}1: (1-4a) A palavra de Jesus dirige-se agora aos disc\u00edpulos, preparando-os para a miss\u00e3o futura. A mesma persegui\u00e7\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o que eles agora sofrem vir\u00e1 mais tarde de qualquer sociedade e sistema religioso que acoberta a injusti\u00e7a, porque o cristianismo \u00e9 radicalmente diferente e contr\u00e1rio ao \u00abmundo\u00bb.

{N}16,{/}4: (4b-15) Atrav\u00e9s do testemunho dos disc\u00edpulos, o testemunho de Jesus continua na Hist\u00f3ria. Guiados pelo Esp\u00edrito, os disc\u00edpulos tornam-se capazes de interpretar o mundo a partir da palavra e ac\u00e7\u00e3o de Jesus. Em qualquer lugar e \u00e9poca, eles ir\u00e3o testemunhar, mostrando que: o {C}pecador{/} \u00e9 aquele que rejeita a obra de Deus realizada em Jesus e nos seus seguidores; o {C}justo{/} \u00e9 Jesus, presente e actuante naqueles que O testemunham: o {C}condenado{/} \u00e9 pr\u00edncipe ou chefe do sistema que condenou Jesus e continua a perseguir os seus seguidores. Deste modo, o julgamento de Deus inverte o julgamento dos homens: a morte de Jesus transforma-se em vida, e aqueles que O condenaram s\u00e3o agora condenados.

{N}16,{/}16: (16-24) A morte de Jesus significar\u00e1 aus\u00eancia e tristeza. Mas \u00e9 morte fecunda, pois dar\u00e1 lugar \u00e0 alegria, uma vez que ser\u00e1 o princ\u00edpio de uma presen\u00e7a nova, a presen\u00e7a do Ressuscitado, que age mediante o Esp\u00edrito Santo. O que acontece com Jesus acontece com todos: para dar fruto, o gr\u00e3o de trigo deve morrer. Tamb\u00e9m a comunidade \u00e9 chamada ao testemunho que pode ir at\u00e9 \u00e0 morte, como entrega em favor do homem, morrendo para dar a vida.

{N}16,{/}25: (25-33) Jesus n\u00e3o engana os seus seguidores: o futuro \u00e9 tempo de testemunho entre lutas e persegui\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 tamb\u00e9m tempo de confian\u00e7a e paz, pois os crist\u00e3os podem contar com o amor do Pai. E desde j\u00e1 podem estar certos da vit\u00f3ria: Jesus j\u00e1 venceu todos os advers\u00e1rios. Para quem acredita em Jesus, a ordem social injusta, que condena o justo inocente, est\u00e1 condenada ao fracasso para sempre.

{N}17,{/}1: (1-5) A vida eterna consiste em comprometer-se com o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem, que se manifestaram na vida e ac\u00e7\u00e3o de Jesus. O Deus verdadeiro \u00e9 o Pai que ama os homens, a ponto de entregar o seu Filho at\u00e9 \u00e0 morte, para dar vida. Todo o deus que n\u00e3o d\u00e1 vida ao homem \u00e9 falso, \u00e9 \u00eddolo. O homem verdadeiro \u00e9 aquele que se abre para se tornar filho do Deus que d\u00e1 vida, e para ser irm\u00e3o dos outros homens, dando a vida por eles como Jesus fez. Todo o homem que se fecha a Deus e aos irm\u00e3os \u00e9 um falso homem.

{N}17,{/}6: (6-19) Os disc\u00edpulos v\u00e3o continuar a miss\u00e3o de Jesus. Como Jesus, eles romperam com a mentalidade perversa do sistema que rege a sociedade. A sua miss\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 sair do \u00abmundo\u00bb, mas permanecerem unidos, presentes no meio da sociedade, dando testemunho de Jesus. O Pai impedir\u00e1 que se contaminem com o esp\u00edrito do \u00abmundo\u00bb, a cujas amea\u00e7as e sedu\u00e7\u00f5es n\u00e3o ceder\u00e3o.

{N}17,{/}20: (20-26) Gra\u00e7as ao testemunho dos disc\u00edpulos, as comunidades crist\u00e3s do futuro v\u00e3o acreditar e comprometer-se com Jesus. Na unidade do amor, as comunidades ser\u00e3o o sacramento ou express\u00e3o da presen\u00e7a actuante de Jesus, lembrando continuamente o pr\u00f3prio Jesus, que \u00e9 o dom que o Pai concedeu aos homens.

{N}18,{/}1: (1-14) O jardim recorda o para\u00edso do G\u00e9nesis, de onde o homem tinha sido expulso. Jesus entra no jardim para enfrentar e derrotar a serpente, s\u00edmbolo do mal que oprime e mata os homens. Ningu\u00e9m tem poder para prender Jesus ou para O defender. Ele \u00e9 preso porque entrega livremente a pr\u00f3pria vida, cumprindo at\u00e9 ao fim a miss\u00e3o que o Pai Lhe confiou.

{N}18,{/}15: (15-27) O testemunho dado por Jesus est\u00e1 entre as nega\u00e7\u00f5es de Pedro. H\u00e1 um contraste de atitudes. Antes, Pedro usara a viol\u00eancia e Jesus entregara-Se livremente. Agora Jesus, corajosamente, d\u00e1 testemunho diante das autoridades, sem nada negar da sua actividade anterior; Pedro, ao contr\u00e1rio, nega covardemente a sua condi\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulo e o seu passado de ades\u00e3o a Jesus. Jesus terminou o tempo da sua actividade terrestre. Agora o seu testemunho deve ser continuado pelos seus seguidores.

{N}18,{/}28: (28-32) Os representantes do poder religioso e do poder pol\u00edtico encontram-se para resolver o caso Jesus de Nazar\u00e9. \u00c9 a v\u00e9spera da P\u00e1scoa, a festa da liberta\u00e7\u00e3o, transformada agora em mero rito. As autoridades dos judeus j\u00e1 decidiram a morte de Jesus: querem apenas a aprova\u00e7\u00e3o de Pilatos.

{N}18,{/}33: (33-38a) Jesus confirma que \u00e9 rei. A sua realeza, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 dos poderosos deste mundo. Estes exploram e oprimem o povo, enganando-o com um sistema de ideias, para esconder a sua ac\u00e7\u00e3o. \u00c9 o mundo da mentira. Jesus, ao contr\u00e1rio, \u00e9 o Rei que d\u00e1 a vida, trazendo aos homens o conhecimento do verdadeiro Deus e do verdadeiro homem. O seu reino \u00e9 o reino da verdade, onde a explora\u00e7\u00e3o d\u00e1 lugar \u00e0 partilha, e a opress\u00e3o d\u00e1 lugar \u00e0 fraternidade.

{N}18,{/}38: (38b-40) O salteador Barrab\u00e1s \u00e9 s\u00edmbolo da viol\u00eancia que busca o poder, que perpetua o modo de ser dos reinos deste mundo. As autoridades preferem Barrab\u00e1s, porque a pessoa de Jesus p\u00f5e em risco os reinos deste mundo.

{N}19,{/}1: (1-3) Jesus \u00e9 caricaturado como rei (coroa e manto vermelho). Escarnecendo de Jesus assim fantasiado, os soldados na verdade ridicularizam o ideal de realeza dos poderosos deste mundo.

{N}19,{/}4: (4-8) Manifesta-se agora a verdadeira realeza, a do Homem que entrega a sua pr\u00f3pria vida pelos outros homens. Os opressores rejeitam-n'O e pedem a sua morte, acusando-O do crime que \u00e9 precisamente a verdade mais profunda do Homem: ser Filho de Deus. Como instrumento do poder, a Lei torna-se inimiga do homem.

{N}19,{/}9: (9-12a{N}) {/}Jesus n\u00e3o Se aproveita do medo supersticioso de Pilatos para conseguir a sua liberdade. Os chefes dos judeus v\u00eaem Jesus como perigoso para os seus interesses e aliam-se ao opressor, exigindo a senten\u00e7a de morte. O dilema de Pilatos \u00e9 o dilema do homem dependente do sistema injusto de poder: ou arrisca a pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o ou sacrifica o inocente. Deus, o \u00fanico que tem autoridade absoluta, permite que Pilatos e os chefes judeus tomem a decis\u00e3o e assumam a responsabilidade.

{N}19,{/}12: (12b-16a) Ao meio-dia, os sacerdotes do Templo come\u00e7avam a matan\u00e7a dos cordeiros para a P\u00e1scoa, festa que celebrava o fim da escravid\u00e3o no Egipto. No mesmo instante, os sumos sacerdotes fazem a sua profiss\u00e3o de ate\u00edsmo, declarando-se s\u00fabditos do opressor romano. Sentado na cadeira de juiz, Jesus ratifica em sil\u00eancio a condena\u00e7\u00e3o que os chefes escolhem para si pr\u00f3prios.

{N}19,{/}16: (16b-18) A cruz \u00e9 o trono de onde Jesus exerce a sua realeza. Ele n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3, mas \u00e9 o centro daqueles que O acompanham, dando a vida como Ele.

{N}19,{/}19: (19-22) O letreiro apresenta Jesus crucificado como a Escritura da nova alian\u00e7a de Deus com a humanidade: Jesus \u00e9 o Rei que entrega a vida por todos. Doravante, a cruz ser\u00e1 o s\u00edmbolo do amor de Deus, que vai at\u00e9 ao fim. A nova Escritura \u00e9 compreens\u00edvel a todos, porque a linguagem do amor \u00e9 universal e permanece escrita para sempre.

{N}19,{/}23: (23-24) A roupa de Jesus \u00e9 a sua heran\u00e7a, espalhada pelos quatro cantos da Terra. Dever\u00e1 ser vestida por todos os que querem seguir a Jesus, tornando-se seus herdeiros na pr\u00e1tica do servi\u00e7o ao homem, dando at\u00e9 mesmo a pr\u00f3pria vida. Apesar de espalhadas por todos os tempos e lugares, as comunidades crist\u00e3s participar\u00e3o num s\u00f3 e mesmo Esp\u00edrito, o Esp\u00edrito que guiou toda a actividade de Jesus.

{N}19,{/}25: (25-27) A M\u00e3e de Jesus representa aqui o povo da antiga alian\u00e7a que se conservou fiel \u00e0s promessas e espera pelo Salvador. E o disc\u00edpulo amado representa o novo povo de Deus, formado por todos os que d\u00e3o a sua ades\u00e3o a Jesus. Na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-filho, o evangelista mostra a unidade e continua\u00e7\u00e3o do povo de Deus, fiel \u00e0 promessa e herdeiro da sua realiza\u00e7\u00e3o.

{N}19,{/}28: (28-30) O projecto de Deus a respeito do homem completa-se na morte de Jesus, sinal do seu dom de amor at\u00e9 ao fim. O Esp\u00edrito que Jesus entrega \u00e9 o mesmo que O conduziu em toda a sua actividade. Ele realiza o reino universal e constitui o novo povo de Deus, que continuar\u00e1 a obra de Jesus.

{N}19,{/}31: (31-37) Morto na cruz, Jesus \u00e9 o grande sinal, o \u00e1pice de todos os sinais narrados pelo evangelista. O sangue simboliza a morte; a \u00e1gua simboliza o Esp\u00edrito que d\u00e1 a vida: com a sua morte, Jesus trouxe a vida. Captar e testemunhar este sinal \u00e9 quest\u00e3o decisiva, pois s\u00f3 atrav\u00e9s dele a Hist\u00f3ria do homem vai encontrar a possibilidade de chegar \u00e0 sua plenitude, dando lugar \u00e0 sociedade livre e fraterna. \u00c9 acreditando na vida de Jesus que o crist\u00e3o continua a obra libertadora por Ele iniciada.

{N}19,{/}38: (38-42) O drama da paix\u00e3o termina da mesma forma com que havia come\u00e7ado: Jesus est\u00e1 dentro do jardim do para\u00edso. Tendo vencido a serpente, Jesus abre de novo ao homem a possibilidade de se realizar plenamente na comunh\u00e3o com Deus.
Temos aqui uma quest\u00e3o crucial para o crist\u00e3o: ou acredita em Jesus vivo hoje e d\u00e1 testemunho, ou v\u00ea Jesus como v\u00edtima derrotada e sepultada no passado. Ent\u00e3o fica paralisado diante da viol\u00eancia dos poderosos e n\u00e3o \u00e9 capaz de dar o testemunho de Jesus.

{N}20,{/}1: (1-10) A f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o tem dois aspectos. O primeiro \u00e9 negativo: {C}Jesus n\u00e3o est\u00e1 morto{/}. Ele n\u00e3o \u00e9 um falecido ilustre, ao qual se deve construir um monumento. O sepulcro vazio mostra que Jesus n\u00e3o ficou prisioneiro da morte. O segundo aspecto da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 positivo: {C}Jesus est\u00e1 vivo,{/} e o disc\u00edpulo que o ama intui essa realidade.

{N}20,{/}11: (11-18) Jesus est\u00e1 vivo, mas j\u00e1 n\u00e3o Se manifesta de modo f\u00edsico, como o Mestre durante a sua vida na Hist\u00f3ria. Doravante, Ele est\u00e1 presente no mist\u00e9rio da vida de Deus, e torna-Se presente e actuante atrav\u00e9s do an\u00fancio feito por aqueles que n'Ele acreditam. Chegou o tempo das rela\u00e7\u00f5es da nova alian\u00e7a: Deus \u00e9 Pai, e os homens s\u00e3o filhos de Deus e irm\u00e3os de Jesus.

{N}20,{/}19: (19-23) O medo impede o an\u00fancio e o testemunho. Jesus liberta do medo mostrando que o amor doado at\u00e9 \u00e0 morte \u00e9 sinal de vit\u00f3ria e alegria. Depois, convoca os seus seguidores para a miss\u00e3o no meio do mundo, infunde neles o Esp\u00edrito da vida nova e mostra-lhes o objectivo da miss\u00e3o: continuar a sua actividade, provocando o julgamento. De facto, a aceita\u00e7\u00e3o ou recusa do amor de Deus, trazido por Jesus, \u00e9 o crit\u00e9rio de discernimento que leva o homem a tomar consci\u00eancia da senten\u00e7a que cada um atrai para si pr\u00f3prio: senten\u00e7a de liberta\u00e7\u00e3o ou de condena\u00e7\u00e3o.

{N}20,{/}24: (24-29{N}) {/}Tom\u00e9 simboliza aqueles que n\u00e3o acreditam no testemunho da comunidade e exigem uma experi\u00eancia particular para acreditar. Jesus, por\u00e9m, revela-Se a Tom\u00e9 dentro da comunidade. Todas as gera\u00e7\u00f5es do futuro acreditar\u00e3o em Jesus vivo e ressuscitado atrav\u00e9s do testemunho da comunidade crist\u00e3.

{N}20,{/}30: (30-31) O autor conclui o relato da vida de Jesus chamando a aten\u00e7\u00e3o para o conte\u00fado e a finalidade do seu evangelho, que cont\u00e9m apenas alguns dos muitos sinais realizados por Jesus. E estes aqui foram narrados para despertar o compromisso da f\u00e9 que leva a experimentar a vida trazida por Jesus.

{N}21,{/}1: (1-14) A comunidade crist\u00e3 que age sem estar unida \u00e0 pessoa e miss\u00e3o de Jesus continua nas trevas e n\u00e3o produz fruto, pois trabalha sem perceber a presen\u00e7a do Ressuscitado e sem conhecer o modo correcto de realizar a ac\u00e7\u00e3o. No momento em que ela segue a Palavra de Jesus, o fruto surge abundante. A miss\u00e3o termina sempre na Eucaristia, onde se realiza a comunh\u00e3o com Jesus.

{N}21,{/}15: (15-23) A ideia de superioridade e dom\u00ednio no exerc\u00edcio do pastoreio \u00e9 absolutamente contr\u00e1ria ao ensino e atitude de Jesus, que considera todos os seus disc\u00edpulos como amigos e irm\u00e3os. O verdadeiro pastor \u00e9 aquele que segue a Jesus, colocando-se ao servi\u00e7o da comunidade e sendo capaz de am\u00e1-la at\u00e9 ao fim, dando por ela at\u00e9 a pr\u00f3pria vida.

{N}21,{/}24: (24-25) A segunda conclus\u00e3o do evangelho salienta novamente o tema do testemunho. O Evangelho n\u00e3o \u00e9 um ensinamento de doutrina, nem uma exposi\u00e7\u00e3o de verdades ou sistemas, nem um conjunto de f\u00f3rmulas jur\u00eddicas a que todos deveriam ajustar-se. Evangelho \u00e9 o testemunho de uma comunidade que se transforma cada vez mais seguindo Jesus na experi\u00eancia do amor.

