{N}1,{/}1: (1-5) Um belo testemunho sobre a rela\u00e7\u00e3o que cresceu dentro de uma solidariedade na miss\u00e3o. O v. 5 \u00e9 uma rara not\u00edcia sobre os benef\u00edcios da educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9 no seio de uma fam\u00edlia crist\u00e3. 

{N}1,{/}6: (6-14) Preso e prestes a enfrentar o mart\u00edrio, Paulo procura estimular o seu companheiro Tim\u00f3teo, convidando-o a reavivar o dom que este recebeu na sua \u00abordena\u00e7\u00e3o\u00bb para a miss\u00e3o. Esta consiste fundamentalmente em testemunhar o Evangelho, e isto pode levar a testemunha ao mesmo destino de Jesus: o sofrimento e a morte. \u00abEnvergonhar-se\u00bb \u00e9 renegar o testemunho por causa da persegui\u00e7\u00e3o social que ele provoca (cf. Mc 8,38). A voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 um dom gratuito de participa\u00e7\u00e3o no projecto de Deus: projecto de salva\u00e7\u00e3o feito desde a eternidade, manifestado em Jesus Cristo e entregue a todos pelo an\u00fancio do Evangelho. Sobre o \u00abdep\u00f3sito da f\u00e9\u00bb - vv. 12.14 - cf. nota em 1Tm 6,20-21. O Esp\u00edrito Santo garante o discernimento que faz compreender qual \u00e9 o n\u00facleo fundamental da f\u00e9, isto \u00e9, o testemunho de Jesus Cristo, e como concretiz\u00e1-lo dentro de novas situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. 

{N}1,{/}15: (15-18) A situa\u00e7\u00e3o de persegui\u00e7\u00e3o provocada pelo testemunho do Evangelho conduz \u00e0 verdadeira triagem das rela\u00e7\u00f5es: como aconteceu com Jesus, a maioria afasta-se da testemunha perseguida (\u00abenvergonham-se\u00bb); outros aproximam-se ainda mais, confirmando o pr\u00f3prio testemunho. 

{N}2,{/}1: (1-7) Os vv. 1-2 colocam-nos em contacto com a {C}tradi\u00e7\u00e3o viva,{/} que transmite o \u00abdep\u00f3sito da f\u00e9\u00bb (cf. nota em 1Tm 6,20-21). A seguir, temos tr\u00eas compara\u00e7\u00f5es para mostrar que o seguidor de Jesus Cristo \u00e9 algu\u00e9m que faz uma op\u00e7\u00e3o (v. 4), participa no destino doloroso de Jesus (v. 5) e tamb\u00e9m na sua ressurrei\u00e7\u00e3o gloriosa (v. 6).

{N}2,{/}8: (8-13) Tim\u00f3teo \u00e9 convidado a viver como testemunha da ressurrei\u00e7\u00e3o. A seguir, \u00e9 recordado um hino baptismal (vv. 11-13): neste afirma-se o compromisso com uma pr\u00e1tica que seja coerente com a f\u00e9 recebida.

{N}2,{/}14: (14-26) No dirigente deve haver rectid\u00e3o, respeito e acolhimento para com todos, firmeza na persegui\u00e7\u00e3o, seriedade na palavra e fuga de conversas ociosas. O autor condena uma vez mais os erros que se propagam na regi\u00e3o de \u00c9feso: s\u00e3o apenas agita\u00e7\u00e3o feita de palavras vazias. Os gregos tinham dificuldade em admitir a ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos (cf. Act 17,32; 1Cor 15,22); por isso, alguns crist\u00e3os evitavam o problema, dizendo que a ressurrei\u00e7\u00e3o j\u00e1 acontecera no baptismo, e que aqui se tratava apenas de uma ressurrei\u00e7\u00e3o espiritual.

{N}3,{/}1: (1-17) Jesus anunciara perspectivas sombrias para os \u00faltimos tempos: os falsos messias multiplicam-se, desviando as pessoas com doutrinas perversas (cf. Mt 24,4-5.24). Paulo relembra esse aumento do mal que antecede o fim da Hist\u00f3ria (cf. 2Ts 2,3-12). Segundo a lenda judaica, Janes e Jambres foram os chefes dos magos que se opuseram a Mois\u00e9s na presen\u00e7a do Fara\u00f3 (cf. Ex 7,8ss). Quem anuncia o Evangelho deve contar com a persegui\u00e7\u00e3o (cf. Mt 10,22; Act 13,1-14,28), permanecendo fiel \u00e0 Palavra de Deus contida na Sagrada Escritura: nela se encontra o alimento da f\u00e9 e a for\u00e7a para o testemunho. 

{N}4,{/}1: (1-5) A miss\u00e3o dos Ap\u00f3stolos e pastores \u00e9, em primeiro lugar, anunciar o Evangelho, a fim de que os homens deixem a idolatria e sirvam ao \u00fanico Deus vivo.

{N}4,{/}6: (6-8) Perante a certeza do mart\u00edrio, Paulo compara-se a um atleta que recebe o pr\u00e9mio da vit\u00f3ria: ele sabe que a sua vida foi inteiramente dedicada a propagar e sustentar a f\u00e9.

{N}4,{/}9: (9-18) Os \u00faltimos tempos de Paulo s\u00e3o tristes e solit\u00e1rios. Embora abandonado e tra\u00eddo pelos companheiros mais pr\u00f3ximos, o seu olhar continua firme no Senhor, para anunciar o Evangelho e finalmente participar plenamente no Reino. Lucas j\u00e1 estava com Paulo no tempo da primeira pris\u00e3o (cf. Cl 4,14); talvez seja este Lucas o autor do 3.\u00ba Evangelho e do livro dos Actos dos Ap\u00f3stolos. Marcos ou Jo\u00e3o Marcos foi companheiro circunstancial (cf. Act 12,12) e teve uma diverg\u00eancia com Paulo (cf. Act 15,37-39). Mas encontramo-lo como companheiro fiel no tempo da persegui\u00e7\u00e3o (cf. Cl 4,10).

{N}4,{/}19: (19-22) Paulo recorda-se de Prisca (ou Priscila) e \u00c1quila, o casal crist\u00e3o que o hospedou e se tornou mission\u00e1rio em pleno mundo pag\u00e3o (cf. Act 18,2.18.26; Rm 16,3; 1Cor 16,19).

