
{1}1{/}

{N}SABEDORIA PARA VIVER{/}
[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Prov\u00e9rbios de Salom\u00e3o, filho de David e rei de Israel, [\u0095]_{I}2_{/}para conhecer a sabedoria e a disciplina; para entender as senten\u00e7as profundas; {I}3_{/}para adquirir disciplina e sensatez, justi\u00e7a, direito e rectid\u00e3o; {I}4_{/}para ensinar sagacidade aos ing\u00e9nuos, conhecimento e reflex\u00e3o aos jovens. {I}5_{/}Que o s\u00e1bio escute e assim aumentar\u00e1 o seu saber, habilidade, {I}6_{/}para entender prov\u00e9rbios e met\u00e1foras, as senten\u00e7as dos s\u00e1bios e seus enigmas. [=]_{I}7_{/}O temor de Jav\u00e9 \u00e9 o princ\u00edpio do saber, por\u00e9m os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.

{C}I. O SIGNIFICADO DA SABEDORIA{/}

{N}RESISTIR AOS INJUSTOS{/}
[\u0095]_{I}8_{/}Meu filho, escuta a disciplina de teu pai, e n\u00e3o desprezes o ensinamento de tua m\u00e3e, [=]_{I}9_{/}porque ser\u00e3o para ti uma coroa formosa na cabe\u00e7a e um colar ao pesco\u00e7o.
{I}10_{/}Meu filho, se os pecadores te quiserem enganar, n\u00e3o te deixes arrastar. {I}11_{/}Eles costumam dizer: \u00abVem connosco, vamos fazer emboscadas para matar, vamos cercar impunemente o inocente; {R}_{I}12_{/}n\u00f3s os engoliremos vivos como faz a morte, inteiros, como aqueles que baixam \u00e0 cova. {I}13_{/}Conseguiremos toda a esp\u00e9cie de riquezas e encheremos a nossa casa com as coisas roubadas. {I}14_{/}Participa do nosso grupo e faremos uma caixa comum\u00bb. {I}15_{/}Meu filho, n\u00e3o andes com essa esp\u00e9cie de gente, nem ponhas os p\u00e9s nos seus caminhos, {I}16_{/}porque os seus p\u00e9s correm para o mal, e apressam-se para derramar sangue. {I}17_{/}N\u00e3o adianta colocar armadilhas, quando o passarinho est\u00e1 a olhar. {I}18_{/}No fundo, as suas armadilhas ser\u00e3o mortais para eles pr\u00f3prios pois est\u00e3o atentando contra si mesmos. {I}19_{/}Tal \u00e9 o destino do ganancioso: a cobi\u00e7a acaba com o cobi\u00e7oso.

{N}MUDAI, ANTES QUE SEJA TARDE!{/}
[\u0095]_[=]_{I}20_{/}A Sabedoria grita pelas ruas e levanta a voz nas pra\u00e7as. {I}21_{/}Ela grita no burburinho da cidade e anuncia nas pra\u00e7as p\u00fablicas: {I}22_{/}\u00abAt\u00e9 quando, \u00f3 ing\u00e9nuos, amareis a ingenuidade? E v\u00f3s, zombadores, at\u00e9 quando vos empenhareis na zombaria? E v\u00f3s, insensatos, at\u00e9 quando odiareis o conhecimento? {R}_{I}23_{/}Voltai-vos para ouvir o meu aviso: Eu vou derramar o meu esp\u00edrito sobre v\u00f3s, e comunicar-vos as minhas palavras. [=]_{I}24_{/}Contudo, eu chamei, e v\u00f3s recusastes; estendi a m\u00e3o, e ningu\u00e9m prestou aten\u00e7\u00e3o. {I}25_{/}Recusastes os meus conselhos e n\u00e3o aceitastes o meu aviso. {I}26_{/}Por isso, eu tamb\u00e9m vou rir da vossa desgra\u00e7a. Vou zombar, quando o terror vos assaltar. {I}27_{/}Quando o terror cair sobre v\u00f3s como tempestade, a desgra\u00e7a chegar como furac\u00e3o, e a ang\u00fastia e afli\u00e7\u00e3o vos alcan\u00e7ar, [=]_{I}28_{/}ent\u00e3o chamar-me-eis, mas eu n\u00e3o responderei. Ireis procurar-me, mas n\u00e3o me encontrareis. {I}29_{/}Recusastes o conhecimento e n\u00e3o escolhestes o temor de Jav\u00e9. {I}30_{/}N\u00e3o aceitastes o meu conselho e desprezastes o meu aviso. {I}31_{/}Pois bem! Comereis o fruto do vosso comportamento e ficareis fartos dos vossos conselhos. {R}_{I}32_{/}Sim, a revolta dos ing\u00e9nuos acabar\u00e1 por lev\u00e1-los \u00e0 morte, e a despreocupa\u00e7\u00e3o acabar\u00e1 com os insensatos. {I}33_{/}Todavia, quem me obedece viver\u00e1 tranquilo. Estar\u00e1 seguro, e n\u00e3o temer\u00e1 nenhum mal\u00bb.

{1}2{/}

{N}\u00c9 DEUS QUEM D\u00c1 A SABEDORIA{/}
[\u0095]_{I}1_{/}Meu filho, se aceitares as minhas palavras e conservares os meus preceitos, {I}2_{/}dando ouvidos \u00e0 sabedoria e inclinando o cora\u00e7\u00e3o para o entendimento; {I}3_{/}se invocares a intelig\u00eancia e chamares o entendimento; {I}4_{/}se procurares a sabedoria como se procura o dinheiro e a buscares como um tesouro escondido, [=]_{R}_{I}5_{/}ent\u00e3o entender\u00e1s o temor de Jav\u00e9 e alcan\u00e7ar\u00e1s o conhecimento de Deus.
{I}6_{/}De facto, \u00e9 Jav\u00e9 quem d\u00e1 a sabedoria, e da sua boca v\u00eam o conhecimento e o entendimento. {I}7_{/}Ele reserva a sensatez para os rectos. Ele \u00e9 escudo para os que se comportam com integridade. {I}8_{/}Ele vigia as estradas do direito, e guarda o caminho dos seus fi\u00e9is. {I}9_{/}Ent\u00e3o entender\u00e1s a justi\u00e7a e o direito, a rectid\u00e3o e todos os caminhos da felicidade. {I}10_{/}Porque a sabedoria penetrar\u00e1 no teu cora\u00e7\u00e3o, e ter\u00e1s gosto no conhecimento. {I}11_{/}A reflex\u00e3o guardar-te-\u00e1, e o entendimento proteger-te-\u00e1, {R}_{I}12_{/}para te livrar do mau caminho e do homem que fala com perversidade; {I}13_{/}dos que abandonam a estrada recta para seguir caminhos tenebrosos; {I}14_{/}dos que se alegram com a pr\u00e1tica do mal e se satisfazem com a perversidade; {I}15_{/}dos que seguem veredas tortuosas e caminhos desviados. {I}16_{/}A sabedoria livrar-te-\u00e1 da mulher estrangeira, a forasteira que seduz com palavras, {R}_{I}17_{/}que abandonou o companheiro da sua juventude e esqueceu a alian\u00e7a do seu Deus. [=]_{R}_{I}18_{/}A casa dela conduz \u00e0 morte, os seus caminhos levam para o reino das sombras. {I}19_{/}Os que l\u00e1 entram nunca mais voltam e n\u00e3o encontram as veredas da vida. {I}20_{/}Por isso, seguir\u00e1s o caminho dos bons e observar\u00e1s as veredas dos justos, [=]_{I}21_{/}porque os rectos habitar\u00e3o a Terra e os \u00edntegros permanecer\u00e3o nela. [=]_{I}22_{/}Os injustos, por\u00e9m, ser\u00e3o expulsos da Terra, e os infi\u00e9is ser\u00e3o dela arrancados.

{1}3{/}

{N}COMO ADQUIRIR A SABEDORIA{/}
[\u0095]_{I}1_{/}Meu filho, n\u00e3o esque\u00e7as a minha instru\u00e7\u00e3o. Conserva na mem\u00f3ria os meus preceitos, {I}2_{/}porque eles te trar\u00e3o longos dias e muitos anos, e tamb\u00e9m vida e prosperidade. [=]_{I}3_{/}Que o amor e a fidelidade n\u00e3o te abandonem. Amarra-os ao redor do teu pesco\u00e7o e escreve-os na t\u00e1bua do teu cora\u00e7\u00e3o. {R}_{I}4_{/}Assim alcan\u00e7ar\u00e1s favor e aceita\u00e7\u00e3o diante de Deus e dos homens. {I}5_{/}Confia em Jav\u00e9 com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o te fies na tua pr\u00f3pria intelig\u00eancia. {I}6_{/}Pensa n'Ele em todos os teus caminhos, e Ele aplainar\u00e1 as tuas veredas. {I}7_{/}N\u00e3o te consideres s\u00e1bio: teme a Jav\u00e9 e evita o mal. {I}8_{/}Isto trar\u00e1 sa\u00fade ao teu corpo e al\u00edvio aos teus ossos. {I}9_{/}Honra a Jav\u00e9 com as tuas riquezas e com os primeiros frutos de todas as tuas colheitas. {I}10_{/}Deste modo, os teus celeiros estar\u00e3o cheios de trigo, e os teus ton\u00e9is transbordar\u00e3o de vinho novo.
{I}11_{/}Meu filho, n\u00e3o desprezes a correc\u00e7\u00e3o de Jav\u00e9, nem te canses com as suas repreens\u00f5es, [=]_{I}12_{/}porque Jav\u00e9 corrige aqueles que ama, como o pai corrige o filho preferido.

{N}A SABEDORIA TRAZ VIDA{/}
[\u0095]_{R}_{I}13_{/}Feliz o homem que encontrou a sabedoria e alcan\u00e7ou o entendimento, {I}14_{/}porque a sabedoria vale mais do que a prata, e d\u00e1 mais lucro que o ouro. {I}15_{/}\u00c9 mais valiosa do que as p\u00e9rolas e n\u00e3o existe objecto precioso que se iguale a ela. {I}16_{/}Na m\u00e3o direita ela tem vida longa, e na sua esquerda, riqueza e honra. {I}17_{/}Os seus caminhos s\u00e3o deliciosos e as suas veredas conduzem ao bem-estar. [=]_{I}18_{/}Ela \u00e9 \u00e1rvore de vida para os que a adquirem e s\u00e3o felizes aqueles que a conservam. [=]_{I}19_{/}Jav\u00e9 alicer\u00e7ou a Terra com sabedoria, e firmou o c\u00e9u com entendimento. {I}20_{/}Com o saber que ela tem, s\u00e3o abertos os abismos e as nuvens destilam o orvalho.

{N}OS S\u00c1BIOS POSSUIR\u00c3O A HONRA{/}
[\u0095]_{I}21_{/}Meu filho, n\u00e3o percas de vista a sensatez, conserva a reflex\u00e3o: {I}22_{/}elas ser\u00e3o vida para ti e enfeite para o teu pesco\u00e7o. {I}23_{/}Seguir\u00e1s tranquilo o teu caminho, e os teus p\u00e9s n\u00e3o trope\u00e7ar\u00e3o. {I}24_{/}Descansar\u00e1s sem medo; e quando te deitares, o teu sono ser\u00e1 tranquilo. {I}25_{/}N\u00e3o te assustar\u00e1s com o terror imprevisto, nem com a desgra\u00e7a que cai sobre os injustos. {I}26_{/}Porque Jav\u00e9 ficar\u00e1 a teu lado e impedir\u00e1 que o teu p\u00e9 caia na armadilha. 
{I}27_{/}Se te for poss\u00edvel, n\u00e3o negues um favor a quem precisa. {I}28_{/}N\u00e3o digas ao teu pr\u00f3ximo: \u00abVai-te embora. Volta depois, que eu te darei amanh\u00e3\u00bb, quando lhe podes dar imediatamente. [=]_{I}29_{/}N\u00e3o planeies o mal contra o teu vizinho, pois ele mora ao teu lado e confia em ti. {I}30_{/}N\u00e3o litigues sem motivo contra ningu\u00e9m, se a pessoa n\u00e3o te fez nada de mal. {R}_{I}31_{/}N\u00e3o tenhas inveja do homem violento, e n\u00e3o imites o seu comportamento, {I}32_{/}porque Jav\u00e9 detesta o perverso, mas \u00e9 amigo dos justos. {I}33_{/}Jav\u00e9 amaldi\u00e7oa a casa do injusto, mas aben\u00e7oa a morada dos justos. [=]_{I}34_{/}Ele zomba dos zombadores, mas favorece os pobres. {I}35_{/}Os s\u00e1bios possuir\u00e3o a hon-ra, por\u00e9m os insensatos receber\u00e3o a igno-m\u00ednia.

{1}4{/}

{N}A APRENDIZAGEM DA SABEDORIA{/}
[\u0095]_{I}1_{/}Filhos, obedecei \u00e0 disciplina paterna, e estai atentos para adquirir a intelig\u00eancia. {I}2_{/}Eu dou-vos uma boa doutrina; n\u00e3o abandoneis a minha instru\u00e7\u00e3o. {I}3_{/}Eu tamb\u00e9m fui filho de meu pai e amado ternamente por minha m\u00e3e. {I}4_{/}Ele instruiu-me assim: \u00abConserva os meus conselhos na tua mente, observa os meus preceitos, e viver\u00e1s. {I}5_{/}Adquire a sabedoria, adquire a intelig\u00eancia e n\u00e3o te esque\u00e7as delas, nem te afastes dos meus conselhos. {I}6_{/}N\u00e3o abandones a sabedoria, e ela guardar-te-\u00e1. Ama a sabedoria, e ela proteger-te-\u00e1. {I}7_{/}O princ\u00edpio da sabedoria \u00e9 adquirir a sabedoria. Adquire a intelig\u00eancia usando tudo o que possuis. {I}8_{/}Conquista a sabedoria, e ela exaltar-te-\u00e1. Abra\u00e7a-a, e ela honrar-te-\u00e1. {I}9_{/}Ela colocar\u00e1 na tua cabe\u00e7a um belo diadema, e cingir-te-\u00e1 com uma brilhante coroa\u00bb.

{N}ESCOLHER O CAMINHO{/}
[\u0095]_{I}10_{/}Meu filho, escuta e recebe os meus conselhos, e eles multiplicar\u00e3o os anos da tua vida. {I}11_{/}Vou mostrar-te o caminho da sabedoria e guiar-te pelas veredas da rectid\u00e3o. {I}12_{/}Ao caminhares, os teus passos n\u00e3o ser\u00e3o dificultados e, ao correres, n\u00e3o trope\u00e7ar\u00e1s. {I}13_{/}Agarra-te \u00e0 disciplina, e n\u00e3o a deixes; pratica a disciplina, porque ela \u00e9 a tua vida. {I}14_{/}N\u00e3o andes pelas veredas dos injustos, nem v\u00e1s pelo caminho dos maus. {I}15_{/}Evita esse caminho, e n\u00e3o passes por ele. Afasta-te dele, e segue em frente. {I}16_{/}Os injustos n\u00e3o dormem sem ter feito o mal; perdem o sono, enquanto n\u00e3o fazem algu\u00e9m trope\u00e7ar. {I}17_{/}Comem a maldade como p\u00e3o e bebem a viol\u00eancia como vinho. {I}18_{/}Mas a vereda dos justos brilha como a aurora, e vai clareando at\u00e9 nascer o dia. {I}19_{/}O caminho dos injustos \u00e9 tenebroso, e eles n\u00e3o sabem onde ir\u00e3o trope\u00e7ar.
{I}20_{/}Meu filho, est\u00e1 atento \u00e0s minhas palavras e d\u00e1 ouvidos aos meus conselhos. {I}21_{/}Nunca os percas de vista e guarda-os no teu cora\u00e7\u00e3o. {I}22_{/}Pois eles s\u00e3o vida para quem os encontra e sa\u00fade para o teu corpo. {I}23_{/}Acima de tudo, guarda o teu cora\u00e7\u00e3o, porque dele brota a vida. {I}24_{/}Preserva a tua boca da maledic\u00eancia e afasta de ti a falsidade dos l\u00e1bios falsos. {I}25_{/}Que os teus olhos olhem em frente e o teu olhar se dirija para diante. {I}26_{/}Fica atento ao caminho onde p\u00f5es os p\u00e9s, e que todos os teus caminhos sejam firmes. {I}27_{/}N\u00e3o te desvies nem para a direita, nem para a esquerda, e afasta do mal os teus passos.

{1}5{/}

{N}A IDOLATRIA \u00c9 TRAI\u00c7OEIRA{/}
[\u0095]_{I}1_{/}Meu filho, presta aten\u00e7\u00e3o \u00e0 minha experi\u00eancia, d\u00e1 ouvidos ao meu entendimento. {I}2_{/}Assim conservar\u00e1s a reflex\u00e3o, e os teus l\u00e1bios guardar\u00e3o o conhecimento.
{I}3_{/}Os l\u00e1bios da estrangeira destilam mel e as suas palavras s\u00e3o mais suaves do que o azeite. {I}4_{/}No final, por\u00e9m, ela \u00e9 amarga como o fel e afiada como a espada de dois gumes. {R}_{I}5_{/}Os seus p\u00e9s levam \u00e0 morte, e os seus passos conduzem ao t\u00famulo. {I}6_{/}Ela n\u00e3o segue o caminho da vida, e os seus passos extraviam-se sem que ela se aperceba.
{I}7_{/}Portanto, meu filho, escuta-me, e n\u00e3o te afastes dos meus conselhos. {I}8_{/}Afasta-te do caminho da estrangeira, e n\u00e3o te aproximes da porta da sua casa. {I}9_{/}N\u00e3o d\u00eas a estranhos a tua honra, nem os teus anos a gente cruel. {I}10_{/}Que os estranhos n\u00e3o se fartem com o teu vigor, e a casa do desconhecido com os teus suores. {I}11_{/}Caso contr\u00e1rio, vais lamentar a tua sorte, quando a carne do teu corpo se consumir. {I}12_{/}Ent\u00e3o dir\u00e1s: \u00abPorque desprezei a disciplina e rejeitei a correc\u00e7\u00e3o? {I}13_{/}N\u00e3o dei aten\u00e7\u00e3o aos meus mestres, nem dei ouvidos aos meus educadores. {I}14_{/}Por pouco n\u00e3o cheguei ao c\u00famulo da desgra\u00e7a no meio da comunidade e da assembleia\u00bb.

{N}BEBER DO PR\u00d3PRIO PO\u00c7O{/}
[\u0095]_{R}_{I}15_{/}Bebe a \u00e1gua da tua cisterna, a \u00e1gua que jorra do teu po\u00e7o. {R}_{I}16_{/}N\u00e3o derrames pela rua a \u00e1gua da tua fonte, nem pelas pra\u00e7as a \u00e1gua dos teus riachos. {I}17_{/}Sejam s\u00f3 para ti, sem as repartires com estrangeiros. [=]_{R}_{I}18_{/}Seja bendita a tua fonte, alegra-te com a esposa da tua juventude: {I}19_{/}ela \u00e9 uma cor\u00e7a querida, uma gazela formosa. Que as suas car\u00edcias te embriaguem sempre, e o seu amor te satisfa\u00e7a continuamente.
{I}20_{/}Meu filho, porque te deleitas com mulher estranha e abra\u00e7as o peito de uma estrangeira? {R}_{I}21_{/}Os olhos de Jav\u00e9 observam os caminhos do homem e vigiam-lhe todas as veredas. {I}22_{/}O injusto fica preso nas suas pr\u00f3prias culpas e \u00e9 apanhado na armadilha do seu pecado; {I}23_{/}ele morre por falta de correc\u00e7\u00e3o, e perece por causa da sua grande insensatez.

{1}6{/}

{N}O PERIGO DA FIAN\u00c7A{/}
[\u0095]_[=]_{I}1_{/}Meu filho, se foste fiador do teu pr\u00f3ximo, e fizeste acordo com algum estrangeiro; {I}2_{/}se te comprometeste, dando a tua palavra, e ficaste preso pelo que disseste, {I}3_{/}ca\u00edste em poder do teu pr\u00f3ximo. Para te livrares, faz o seguinte, meu filho: {I}4_{/}Vai, insiste e incomoda o teu pr\u00f3ximo. N\u00e3o durmas, nem descanses. {I}5_{/}Liberta-te, como a gazela da armadilha ou o passarinho da aboiz.

{N}PRUD\u00caNCIA E RESPONSABILIDADE{/}
[\u0095]_{I}6_{/}Vamos, pregui\u00e7oso, v\u00ea a formiga, observa os seus h\u00e1bitos, e aprende. {I}7_{/}Ela n\u00e3o tem chefe, nem guia, nem governante. {I}8_{/}Apesar disso, no Ver\u00e3o ela acumula o gr\u00e3o e ajunta provis\u00f5es durante a colheita. {I}9_{/}At\u00e9 quando vais ficar a dormir, pregui\u00e7oso? Quando \u00e9 que te vais levantar da cama? {I}10_{/}Dormindo um pouco, dormitando outro pouco e mais um pouco ainda, cruzando os bra\u00e7os e descansando, [=]_{I}11_{/}sobre ti cair\u00e1 a pobreza do vagabundo e a indig\u00eancia do mendigo.

{N}A CERTEZA TEM LIMITES{/}
[\u0095]_{R}_{I}12_{/}O homem falso e malfeitor emprega palavras enganadoras, {I}13_{/}pisca o olho, balan\u00e7a os p\u00e9s e faz sinal com os dedos; {I}14_{/}pensa em desatinos, planeia maldades e est\u00e1 sempre a semear disc\u00f3rdia. {I}15_{/}Mas, de repente, vir\u00e1 sobre ele a perdi\u00e7\u00e3o e, num instante, ficar\u00e1 arruinado sem rem\u00e9dio.

{N}COISAS QUE DEUS DETESTA{/}
[\u0095]_{I}16_{/}Seis s\u00e3o as coisas que Jav\u00e9 detesta e sete as que Ele abomina: {I}17_{/}olhos altivos, l\u00edngua mentirosa, m\u00e3os que derramam sangue inocente, {I}18_{/}cora\u00e7\u00e3o que maquina planos perversos, p\u00e9s que correm para a maldade, {I}19_{/}testemunha falsa que profere mentiras, e aquele que semeia disc\u00f3rdia entre irm\u00e3os.

{N}GRAVIDADE DO ADULT\u00c9RIO{/}
[\u0095]_{I}20_{/}Meu filho, guarda os preceitos de teu pai e n\u00e3o desprezes o ensinamento de tua m\u00e3e. {I}21_{/}Conserva-os sempre vivos na mem\u00f3ria e prende-os ao pesco\u00e7o. {I}22_{/}Deste modo, quando caminhares, eles te guiar\u00e3o; quando descansares, eles te guardar\u00e3o; e, quando acordares, eles falar\u00e3o contigo. {I}23_{/}Porque o preceito \u00e9 uma l\u00e2mpada, a instru\u00e7\u00e3o \u00e9 uma luz e a repreens\u00e3o que corrige \u00e9 caminho de vida. {I}24_{/}Eles proteger-te-\u00e3o da mulher m\u00e1 e da l\u00edngua suave da estrangeira. {I}25_{/}Que o teu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o cobice a sua beleza, nem se deixe prender pelos seus olhares. {I}26_{/}A prostituta rouba um peda\u00e7o de p\u00e3o, mas a mulher ad\u00faltera apodera-se de uma vida.
{I}27_{/}Pode algu\u00e9m levar fogo no peito sem queimar a pr\u00f3pria roupa? {I}28_{/}Pode algu\u00e9m caminhar em cima de brasas sem queimar os p\u00e9s? {I}29_{/}O mesmo acontece com aquele que procura a mulher do pr\u00f3ximo: quem lhe toca, n\u00e3o ficar\u00e1 sem castigo. {I}30_{/}O ladr\u00e3o n\u00e3o fica difamado quando rouba para matar a fome; {I}31_{/}se o prendem, ele dever\u00e1 devolver sete vezes mais e entregar todos os bens da sua casa. {I}32_{/}Mas o ad\u00faltero n\u00e3o tem bom senso: s\u00f3 age assim quem se quer arruinar. {I}33_{/}Levar\u00e1 uma sova, passar\u00e1 vergonha, e a sua inf\u00e2mia nunca desaparecer\u00e1. {I}34_{/}Porque o ci\u00fame provocar\u00e1 a raiva do marido, que n\u00e3o ter\u00e1 piedade no dia da vingan\u00e7a: {I}35_{/}de nenhum modo aceitar\u00e1 compensa\u00e7\u00e3o, e recusar\u00e1 pagamento, mesmo que seja grande.

{1}7{/}

{N}A SEDU\u00c7\u00c3O DA ESTRANGEIRA{/}
[\u0095]_{I}1_{/}Meu filho, conserva as minhas palavras e guarda os meus preceitos. {I}2_{/}Observa os meus preceitos, e ter\u00e1s a vida. Guarda a minha instru\u00e7\u00e3o como a pupila dos teus olhos. {I}3_{/}Amarra-a nos dedos e escreve-a na t\u00e1bua do cora\u00e7\u00e3o. {I}4_{/}Diz \u00e0 sabedoria: \u00abTu \u00e9s minha irm\u00e3\u00bb. Trata a intelig\u00eancia como amiga, {I}5_{/}para que ela te proteja da mulher estrangeira, e da estranha que seduz com a palavra.
{I}6_{/}Eu estava \u00e0 janela da minha casa e olhava por entre as grades. {I}7_{/}Vi alguns jovens ing\u00e9nuos, e notei que um deles n\u00e3o tinha ju\u00edzo. {I}8_{/}Ele passava pela rua, perto da esquina, e dirigia-se para a casa da estrangeira. {I}9_{/}J\u00e1 ca\u00eda a noite de lua nova. {I}10_{/}Uma mulher foi ao encontro dele, vestida como prostituta e cheia de mal\u00edcia. {I}11_{/}Era ousada e insolente, e seus p\u00e9s n\u00e3o paravam em casa: {I}12_{/}ora estava na rua, ora na pra\u00e7a, espreitando em cada esquina. {I}13_{/}Ent\u00e3o ela agarrou e beijou o rapaz. Depois falou-lhe descaradamente: {R}_{I}14_{/}\u00abPreparei um sacrif\u00edcio de comunh\u00e3o, porque hoje estou a cumprir uma promessa. {I}15_{/}Por isso sa\u00ed para te encontrar. Estava ansiosa por te ver e acabei por te encontrar. {R}_{I}16_{/}Cobri a minha cama com colchas e coloquei nela len\u00e7\u00f3is do Egipto. {I}17_{/}Perfumei o quarto com mirra, alo\u00e9s e cinamomo. {I}18_{/}Vem, vamos embriagar-nos com car\u00edcias at\u00e9 de manh\u00e3. Vamos saciar-nos com amores, {I}19_{/}porque o meu marido partiu para uma longa viagem e n\u00e3o est\u00e1 em casa. {I}20_{/}Ele levou a bolsa com dinheiro, e n\u00e3o voltar\u00e1 at\u00e9 \u00e0 lua cheia\u00bb. {I}21_{/}Com muitas palavras ela foi-o seduzindo e arrastou-o com l\u00e1bios enganadores. {I}22_{/}O infeliz correu atr\u00e1s dela, como boi para o matadouro, como animal preso no la\u00e7o, [=]_{I}23_{/}at\u00e9 uma flecha o atingir no lado. Foi como p\u00e1ssaro que voa para a armadilha, sem saber que vai perder a vida.
{I}24_{/}Agora, meu filho, escuta. Presta aten\u00e7\u00e3o ao que vou dizer. {I}25_{/}Que o teu cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se extravie para o caminho da estrangeira e que n\u00e3o te percas nas suas veredas. {I}26_{/}Ela j\u00e1 assassinou muita gente, e as suas v\u00edtimas foram numerosas. {R}_{I}27_{/}A sua casa \u00e9 um caminho para o t\u00famulo, uma descida para o reino da morte.

{1}8{/}

{N}ADMOESTA\u00c7\u00c3O DA SABEDORIA{/}
[\u0095]_{I}1_{/}Ouvi: a Sabedoria n\u00e3o chama, e o Entendimento n\u00e3o faz ouvir a sua voz? {I}2_{/}Nas eleva\u00e7\u00f5es, ao longo do caminho, nas encruzilhadas das estradas, [=]_{I}3_{/}junto \u00e0s portas \u00e0 entrada da cidade e nos port\u00f5es de sa\u00edda, ela apresenta-se, exclamando: {I}4_{/}\u00abHomens, eu dirijo-me a v\u00f3s, dirijo-me aos filhos de Ad\u00e3o, {I}5_{/}para que os ing\u00e9nuos aprendam a sagacidade, e os insensatos adquiram bom senso. {I}6_{/}Escutai bem, porque vou dizer coisas importantes, e dos meus l\u00e1bios v\u00e3o sair palavras justas. {I}7_{/}A minha boca vai proclamar a verdade, e os meus l\u00e1bios aborrecem a injusti\u00e7a. {I}8_{/}Todas as palavras da minha boca s\u00e3o justas. Nenhuma delas \u00e9 enganadora ou falsa. {I}9_{/}S\u00e3o verdadeiras para quem sabe discernir, e rectas para quem possui o conhecimento. {I}10_{/}Aceitai a minha disciplina mais que o dinheiro; preferi o conhecimento ao ouro fino, {I}11_{/}porque a Sabedoria vale mais do que as p\u00e9rolas, e nenhuma j\u00f3ia se lhe pode comparar\u00bb.

{N}A SABEDORIA TRAZ DISCERNIMENTO POL\u00cdTICO{/}
[\u0095]_{I}12_{/}Eu, a Sabedoria, sou vizinha da sagacidade, e tenho o conhecimento e a reflex\u00e3o. {I}13_{/}Temer a Jav\u00e9 \u00e9 odiar o mal. Por isso, eu detesto o orgulho e a soberba, o mau comportamento e a boca falsa. [=]_{I}14_{/}Eu possuo o conselho e o bom senso; a intelig\u00eancia e a fortaleza me pertencem. {R}_{I}15_{/}\u00c9 atrav\u00e9s de mim que os reis governam e os pr\u00edncipes decretam leis justas. [=]_{I}16_{/}Atrav\u00e9s de mim, os chefes governam e os nobres d\u00e3o senten\u00e7as justas. {I}17_{/}Eu amo os que me amam, e os que me procuram encontrar-me-\u00e3o. {I}18_{/}Comigo est\u00e3o a riqueza e a honra, a prosperidade e a justi\u00e7a. {R}_{I}19_{/}O meu fruto vale mais do que ouro puro, e o meu lucro vale mais do que prata de lei. {I}20_{/}Eu caminho pelas veredas da justi\u00e7a, e ando pelas sendas do direito, {I}21_{/}para levar riquezas aos que me amam e encher os seus cofres.

{N}A SABEDORIA \u00c9 O SENTIDO DA CRIA\u00c7\u00c3O{/}
[\u0095]_[=]_{I}22_{/}Jav\u00e9 criou-me como primeiro fruto da sua obra, no come\u00e7o dos seus feitos mais antigos. [=]_{I}23_{/}Fui estabelecida desde a eternidade, desde o princ\u00edpio, antes que a Terra come\u00e7asse a existir. {R}_{I}24_{/}Fui gerada quando o oceano ainda n\u00e3o existia, e antes que existissem as fontes de \u00e1gua. {I}25_{/}Fui gerada antes que as montanhas e colinas fossem implantadas, {I}26_{/}quando Jav\u00e9 ainda n\u00e3o tinha feito a terra e a erva, nem os primeiros elementos do mundo. {I}27_{/}Quando Ele fixava o c\u00e9u e colocava a ab\u00f3bada sobre o oceano, eu l\u00e1 estava. {I}28_{/}Eu estava presente quando Ele condensava as nuvens no alto e fixava as fontes do oceano; [=]_{R}_{I}29_{/}quando fixava um limite ao mar, de modo que as \u00e1guas n\u00e3o ultrapassassem a praia; e tamb\u00e9m quando assentava os fundamentos da Terra. {I}30_{/}Eu estava com Ele, como mestre-de-obras. Eu era o seu encanto todos os dias, e brincava o tempo todo na sua presen\u00e7a; [=]_{I}31_{/}brincava na superf\u00edcie da Terra, e deliciava-me com a humanidade. 
{I}32_{/}Portanto, meus filhos, escutai-me: Felizes os que seguem os meus caminhos. {I}33_{/}Obedecei \u00e0s minhas instru\u00e7\u00f5es e tornar-vos-eis s\u00e1bios. N\u00e3o as desprezeis. {R}_{I}34_{/}Feliz o homem que me obedece, vigiando todos os dias \u00e0 minha porta, esperando \u00e0 entrada da minha casa. {I}35_{/}Quem me encontra, encontra a vida, e goza do favor de Jav\u00e9. {R}_{I}36_{/}Quem me perde, arru\u00edna-se a si mesmo, pois todos os que me odeiam amam a morte. 

{1}9{/}

{N}O CONVITE DA SABEDORIA{/}
[\u0095]_[=]_{I}1_{/}A Sabedoria construiu a sua casa, talhando as suas sete colunas. {I}2_{/}Abateu os seus animais, preparou o vinho e p\u00f4s a mesa. {I}3_{/}Enviou as suas criadas para que anunciassem nos pontos mais altos da cidade: {I}4_{/}\u00abOs ing\u00e9nuos venham at\u00e9 aqui. Quero falar aos que n\u00e3o t\u00eam ju\u00edzo. [=]_{I}5_{/}Vinde comer do meu p\u00e3o e beber do vinho que preparei para v\u00f3s. {I}6_{/}Deixai de ser ing\u00e9nuos, e vivereis; andai pelos caminhos da intelig\u00eancia\u00bb.

{N}N\u00c3O DESPERDI\u00c7AR A SABEDORIA{/}
[\u0095]_{I}7_{/}Quem corrige o zombador, atrai o seu desprezo; e quem repreende o injusto, atrai o insulto. {I}8_{/}N\u00e3o repreendas o zombador, porque ele te odiar\u00e1. Repreende o s\u00e1bio, pois ele te agradecer\u00e1. {R}_{I}9_{/}D\u00e1 um conselho ao s\u00e1bio, e ele tornar-se-\u00e1 mais s\u00e1bio ainda. D\u00e1 instru\u00e7\u00e3o ao justo, e ele aprender\u00e1 ainda mais.
{I}10_{/}O princ\u00edpio da sabedoria \u00e9 o temor de Jav\u00e9, e conhecer o Santo \u00e9 intelig\u00eancia. {I}11_{/}Por meio de mim, prolongar\u00e1s os teus dias, e ter\u00e1s mais anos de vida. {I}12_{/}Se fores sensato, a vantagem ser\u00e1 tua; se fores zombador, o azar ser\u00e1 teu.

{N}CONVITE DA INSENSATEZ{/}
[\u0095]_{I}13_{/}A senhora Insensatez \u00e9 irrequieta, \u00e9 uma ing\u00e9nua que n\u00e3o conhece nada. {I}14_{/}Ela fica sentada \u00e0 porta de casa, num banco de onde domina a cidade. {I}15_{/}Da\u00ed, ela chama os que passam e seguem o seu caminho: {I}16_{/}\u00ab\u00d3 ing\u00e9nuos, vinde c\u00e1. Quero falar aos que n\u00e3o t\u00eam ju\u00edzo. {R}_{I}17_{/}A \u00e1gua roubada \u00e9 mais doce, e o p\u00e3o comido \u00e0s escondidas \u00e9 mais saboroso\u00bb. {R}_{I}18_{/}Eles n\u00e3o sabem que na casa dela est\u00e3o os mortos, e que os seus convidados v\u00e3o para o reino dos mortos.

{C}II. O CAMINHO DA JUSTI\u00c7A{/}
{C}O JUSTO E O INJUSTO{/}

{1}10{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Prov\u00e9rbios de Salom\u00e3o. 
O filho s\u00e1bio alegra o pai; o filho insensato entristece a m\u00e3e.
{R}_{I}2_{/}Tesouros mal adquiridos n\u00e3o trazem proveito, mas a justi\u00e7a livra da morte.
{R}_{I}3_{/}Jav\u00e9 n\u00e3o deixa que o justo passe fome, por\u00e9m reprime a ambi\u00e7\u00e3o dos injustos.
{I}4_{/}A m\u00e3o pregui\u00e7osa empobrece, mas o bra\u00e7o trabalhador enriquece.
{I}5_{/}Quem armazena no Outono \u00e9 prudente; quem dorme no tempo da colheita cobre-se de vergonha. 
{R}_{I}6_{/}As b\u00ean\u00e7\u00e3os descem sobre a cabe\u00e7a do justo, mas a boca dos injustos esconde viol\u00eancia. 
{R}_{I}7_{/}A mem\u00f3ria do justo \u00e9 bendita, mas o nome dos injustos apodrece.
{R}_{I}8_{/}O homem de bom senso aceita os mandamentos, mas o est\u00fapido arru\u00edna-se pela boca. 
{I}9_{/}Quem se comporta com integridade vive em seguran\u00e7a; quem segue caminhos tortuosos acaba por ser desmascarado.
{I}10_{/}Quem faz vista grossa causa dor; quem repreende abertamente, cura.
{R}_{I}11_{/}A boca do justo \u00e9 fonte de vida, mas a boca dos injustos esconde viol\u00eancia.
[=]_{I}12_{/}O \u00f3dio provoca rixas, mas o amor cobre todas as ofensas.
{I}13_{/}Na boca da pessoa prudente existe sabedoria, e a vara \u00e9 para as costas do insensato. 
{I}14_{/}Os s\u00e1bios entesouram o conhecimento, mas a boca do tolo \u00e9 perigo iminente.
{I}15_{/}A fortaleza do rico \u00e9 a sua fortuna, mas a ru\u00edna dos fracos \u00e9 a sua pobreza.
{R}_{I}16_{/}O sal\u00e1rio do justo conduz \u00e0 vida, mas o ganho do injusto leva ao pecado.
{I}17_{/}Quem aceita a disciplina caminha para a vida; quem despreza a correc\u00e7\u00e3o extravia-se. 
{I}18_{/}A boca sincera aplaca o \u00f3dio, mas quem espalha a cal\u00fania \u00e9 insensato.
[=]_{I}19_{/}Quem muito fala acaba por ofender; a pessoa prudente p\u00f5e freio na boca.
{R}_{I}20_{/}A boca do justo \u00e9 prata de lei; a mente dos injustos n\u00e3o vale nada.
{R}_{I}21_{/}A boca do justo alimenta muita gente, mas os estultos morrem por falta de ju\u00edzo. 
[=]_{I}22_{/}A b\u00ean\u00e7\u00e3o de Jav\u00e9 faz prosperar, e a nossa fadiga nada lhe acrescenta.
{I}23_{/}O insensato diverte-se fazendo o mal; o inteligente diverte-se com a sabedoria.
{I}24_{/}Ao injusto acontece-lhe o que ele teme; aos justos \u00e9 dado o que eles desejam. 
{I}25_{/}Quando vem o furac\u00e3o, o injusto desaparece; mas o justo permanece firme para sempre.
{I}26_{/}Como vinagre nos dentes e fumo nos olhos, \u00e9 o pregui\u00e7oso para quem o envia.
{I}27_{/}O temor de Jav\u00e9 prolonga os dias, por\u00e9m os anos dos injustos ser\u00e3o abreviados.
{I}28_{/}A esperan\u00e7a dos justos acaba em alegria, mas a esperan\u00e7a dos injustos termina em fracasso.
{I}29_{/}O caminho de Jav\u00e9 \u00e9 ref\u00fagio para o \u00edntegro, mas para os malfeitores \u00e9 terror.
{R}_{I}30_{/}O justo nunca vacilar\u00e1, mas os injustos n\u00e3o habitar\u00e3o na terra.
{R}_{I}31_{/}A boca do justo diz coisas s\u00e1bias, mas a l\u00edngua perversa ser\u00e1 cortada.
{R}_{I}32_{/}As palavras do justo destilam bondade; a boca dos injustos destila perversidade. 

{1}11{/}

{R}_{I}1_{/}Jav\u00e9 detesta balan\u00e7as falsas e gosta de peso justo.
{I}2_{/}Depois da soberba vem a desonra, mas a sabedoria est\u00e1 com os humildes.
{I}3_{/}A integridade guia os rectos, mas a perversidade arru\u00edna os traidores.
{R}_{I}4_{/}A riqueza \u00e9 in\u00fatil no dia da ira, mas a justi\u00e7a liberta da morte.
{I}5_{/}A justi\u00e7a aplana o caminho dos \u00edntegros, mas o injusto cai pela sua injusti\u00e7a.
{I}6_{/}A justi\u00e7a salva os rectos, mas os traidores s\u00e3o apanhados na pr\u00f3pria cobi\u00e7a.
{I}7_{/}Quando o injusto morre, a sua esperan\u00e7a desaparece; e a esperan\u00e7a nas riquezas tamb\u00e9m desaparece.
{R}_{I}8_{/}O justo escapa \u00e0 ang\u00fastia; o injusto cai nela, em lugar dele.
{I}9_{/}O injusto arru\u00edna o pr\u00f3ximo com a boca, mas os justos salvam-se pelo conhecimento que possuem.
{I}10_{/}A cidade festeja o triunfo dos justos, e canta de alegria quando os injustos perecem. 
{I}11_{/}A cidade prospera com a b\u00ean\u00e7\u00e3o dos justos, mas destr\u00f3i-se pela boca dos injustos.
{R}_{I}12_{/}Quem despreza o pr\u00f3ximo n\u00e3o tem bom senso; o homem prudente guarda sil\u00eancio. 
{R}_{I}13_{/}Quem fala de mais espalha segredos; o homem de confian\u00e7a mant\u00e9m a discri\u00e7\u00e3o.
{I}14_{/}Sem governo, o povo arru\u00edna-se; e salva-se com muitos conselheiros.
{I}15_{/}Quem serve de fiador a um estrangeiro acaba por se prejudicar; quem evita compromissos permanece tranquilo.
{I}16_{/}A mulher formosa adquire honra; os violentos adquirem riqueza.
{R}_{I}17_{/}O homem bondoso faz bem a si mesmo; o homem cruel destr\u00f3i-se a si pr\u00f3prio.
{I}18_{/}O injusto conquista lucros enganosos; quem semeia justi\u00e7a tem sal\u00e1rio seguro.
{R}_{I}19_{/}Quem pratica a justi\u00e7a busca a vida; quem segue o mal caminha para a morte.
{I}20_{/}Jav\u00e9 detesta a mente tortuosa, mas aprecia o comportamento \u00edntegro.
{I}21_{/}Cedo ou tarde, o mau ser\u00e1 punido, mas a descend\u00eancia dos justos ser\u00e1 salva.
{I}22_{/}Anel de ouro em focinho de porco \u00e9 a mulher bonita mas sem bom senso.
{I}23_{/}O desejo dos justos realiza-se; as ilus\u00f5es dos injustos n\u00e3o levam a nada.
{I}24_{/}Quem d\u00e1 generosamente, a sua riqueza aumenta ainda mais; quem acumula injustamente, acaba na mis\u00e9ria.
{I}25_{/}Quem \u00e9 generoso progride na vida, e quem d\u00e1 de beber jamais passar\u00e1 sede.
[=]_{I}26_{/}O povo amaldi\u00e7oa quem esconde alimentos, e aben\u00e7oa quem os p\u00f5e no mercado. 
{I}27_{/}Quem madruga para o bem alcan\u00e7ar\u00e1 favor, mas quem busca o mal ser\u00e1 v\u00edtima do mal.
{I}28_{/}Quem confia na pr\u00f3pria riqueza murchar\u00e1, mas os justos brotar\u00e3o como a folhagem. 
{I}29_{/}Quem cria desordem em casa ter\u00e1 vento como heran\u00e7a; e quem n\u00e3o tem ju\u00edzo ser\u00e1 escravo de quem \u00e9 s\u00e1bio.
{R}_{I}30_{/}O fruto do justo \u00e9 \u00e1rvore de vida, e o s\u00e1bio cativa as pessoas.
{R}_{I}31_{/}Se at\u00e9 o justo recebe a sua recompensa aqui na Terra, quanto mais o injusto e o pecador! 

{1}12{/}

{I}1_{/}Quem ama a correc\u00e7\u00e3o ama o saber; quem detesta a correc\u00e7\u00e3o torna-se imbecil.
{R}_{I}2_{/}Jav\u00e9 favorece o homem bom, mas condena o astuto.
{I}3_{/}Ningu\u00e9m se firma pela injusti\u00e7a, mas a raiz dos justos n\u00e3o ser\u00e1 abalada.
{I}4_{/}Mulher forte \u00e9 coroa para o seu marido; mulher de m\u00e1 fama \u00e9 c\u00e1rie nos ossos.
{I}5_{/}Os projectos dos justos s\u00e3o rectos; as t\u00e1cticas dos injustos s\u00e3o trai\u00e7oeiras.
{I}6_{/}Os conselhos dos injustos s\u00e3o armadilhas mortais, mas a boca dos rectos salva do perigo.
{I}7_{/}Os injustos s\u00e3o derrubados e desaparecem, mas a fam\u00edlia dos justos permanece firme.
{R}_{I}8_{/}O homem de bom senso \u00e9 elogiado, mas o homem de cora\u00e7\u00e3o perverso \u00e9 desprezado. 
{I}9_{/}\u00c9 melhor ser modesto e ter um s\u00f3 empregado, do que fazer de rico e passar fome. 
{R}_{I}10_{/}O justo sabe cuidar de tudo o que os animais precisam, mas os injustos n\u00e3o s\u00e3o capazes de se compadecer.
{I}11_{/}Quem cultiva o seu campo ficar\u00e1 saciado de p\u00e3o; quem corre atr\u00e1s de ilus\u00f5es n\u00e3o tem bom senso.
{I}12_{/}A cobi\u00e7a do injusto \u00e9 uma rede de males, mas a raiz dos justos prospera.
{R}_{I}13_{/}O mau fica preso na falsidade da pr\u00f3pria boca, mas o justo livrar-se-\u00e1 da afli\u00e7\u00e3o.
{I}14_{/}Cada um satisfaz-se com aquilo que diz, mas receber\u00e1 conforme aquilo que faz.
{I}15_{/}O tolo fica satisfeito com a sua conduta, mas o s\u00e1bio obedece aos conselhos.
{I}16_{/}O tolo mostra logo a sua raiva, mas a pessoa esperta disfar\u00e7a a ofensa.
{I}17_{/}Quem diz a verdade proclama a justi\u00e7a; a testemunha falsa proclama a mentira.
{I}18_{/}H\u00e1 quem use a l\u00edngua como espada, mas a l\u00edngua dos s\u00e1bios cura as feridas.
{I}19_{/}A l\u00edngua sincera permanece para sempre, mas a l\u00edngua mentirosa dura apenas um instante.
{I}20_{/}A mente de quem planeia o mal \u00e9 amarga; e quem aconselha a paz vive tranquilo. 
{R}_{I}21_{/}Ao justo nada de mal acontece, mas os injustos vivem cheios de desgra\u00e7as.
{R}_{I}22_{/}Jav\u00e9 detesta a boca mentirosa, mas o homem sincero conquista o seu favor.
{R}_{I}23_{/}O homem esperto esconde o seu conhecimento, mas a mente dos insensatos proclama a sua pr\u00f3pria estupidez.
{I}24_{/}M\u00e3o trabalhadora mandar\u00e1; m\u00e3o pregui\u00e7osa servir\u00e1.
{I}25_{/}A ang\u00fastia deprime o cora\u00e7\u00e3o, mas a boa palavra reanima.
{R}_{I}26_{/}O justo mostra o caminho ao seu pr\u00f3ximo, mas o caminho dos injustos faz que eles pr\u00f3prios se extraviem.
{I}27_{/}O pregui\u00e7oso n\u00e3o ganha o seu sustento, mas o trabalhador torna-se rico.
[=]_{R}_{I}28_{/}A vida encontra-se no caminho da justi\u00e7a; o caminho da injusti\u00e7a conduz \u00e0 morte.

{1}13{/}

{I}1_{/}O filho sensato aceita a correc\u00e7\u00e3o do pai; o filho insolente n\u00e3o escuta a repreens\u00e3o. 
{R}_{I}2_{/}O homem alimenta-se com aquilo que diz, mas o ventre dos injustos alimenta-se de viol\u00eancia.
{I}3_{/}Quem vigia a pr\u00f3pria boca conserva a vida; quem solta a l\u00edngua caminha para a ru\u00edna. 
{I}4_{/}O pregui\u00e7oso muito quer e nada tem, mas o trabalhador satisfaz o apetite.
{R}_{I}5_{/}O justo detesta a mentira, mas o injusto calunia e difama.
{R}_{I}6_{/}A justi\u00e7a guarda o homem \u00edntegro, mas o pecado arru\u00edna o injusto.
{I}7_{/}Muitos fingem ser ricos e nada t\u00eam; outros parecem pobres e possuem muitos bens. 
[=]_{I}8_{/}O rico paga resgate pela sua vida, mas o pobre n\u00e3o sofre amea\u00e7as.
{I}9_{/}A luz dos justos brilha, mas a l\u00e2mpada dos injustos apaga-se.
{I}10_{/}A insol\u00eancia s\u00f3 provoca brigas, mas a sabedoria acompanha os que se deixam aconselhar. 
{I}11_{/}Riqueza conseguida de repente, depressa desaparece; quem ajunta pouco a pouco, enriquece.
{I}12_{/}Esperan\u00e7a que tarda deixa doente o cora\u00e7\u00e3o; desejo que se realiza \u00e9 \u00e1rvore de vida. 
[=]_{I}13_{/}Quem despreza o conselho arruinar-se-\u00e1; quem respeita os mandamentos ser\u00e1 salvo. 
[=]_{R}_{I}14_{/}O conselho do s\u00e1bio \u00e9 fonte de vida, para evitar os la\u00e7os da morte.
{I}15_{/}Bom senso alcan\u00e7a favor, mas o caminho dos traidores conduz \u00e0 ru\u00edna.
{R}_{I}16_{/}O homem esperto age com conhecimento de causa, mas o insensato manifesta a sua estupidez.
{I}17_{/}O mau mensageiro provoca desgra\u00e7a, mas o mensageiro fiel traz a cura.
{I}18_{/}Mis\u00e9ria e vergonha para quem rejeita a correc\u00e7\u00e3o; honra para quem observa a repreens\u00e3o. 
{R}_{I}19_{/}Desejo satisfeito \u00e9 do\u00e7ura para a alma, mas os insensatos detestam afastar-se do mal.
{I}20_{/}Quem anda com os s\u00e1bios torna-se s\u00e1bio; quem se junta com os insensatos torna-se mau como eles.
{I}21_{/}A desgra\u00e7a persegue os pecadores; a paz e o bem s\u00e3o a recompensa dos justos.
{R}_{I}22_{/}A heran\u00e7a do bom permanece na sua fam\u00edlia, mas a riqueza do pecador est\u00e1 reservada para o justo.
{I}23_{/}A lavoura do pobre d\u00e1 rico sustento, mas pode perder-se por falta de justi\u00e7a.
{I}24_{/}Quem poupa a vara, odeia o seu filho; mas aquele que o ama aplica-lhe a correc\u00e7\u00e3o. 
{R}_{I}25_{/}O justo come e sacia-se, mas o ventre dos injustos passa necessidade.

{1}14{/}

{I}1_{/}A mulher s\u00e1bia constr\u00f3i o seu lar; a insensata destr\u00f3i-o com as pr\u00f3prias m\u00e3os.
{I}2_{/}Quem se comporta correctamente teme a Jav\u00e9; quem perverte a pr\u00f3pria conduta despreza-O.
{I}3_{/}Da boca do tolo brota a soberba; mas a boca dos s\u00e1bios protege-os.
{I}4_{/}Onde n\u00e3o h\u00e1 bois falta cereal, mas a for\u00e7a do touro traz grande colheita.
{I}5_{/}A testemunha verdadeira n\u00e3o mente; a testemunha falsa respira mentiras.
{I}6_{/}O zombador busca a sabedoria e n\u00e3o a encontra, mas o conhecimento \u00e9 f\u00e1cil para o inteligente.
{R}_{I}7_{/}Deixa a companhia do homem insensato, porque junto dele n\u00e3o achar\u00e1s conhecimento. 
{R}_{I}8_{/}A sabedoria do homem sagaz \u00e9 discernir o seu pr\u00f3prio caminho, mas a estupidez do insensato \u00e9 loucura.
{I}9_{/}Os insensatos zombam da culpa, mas os homens rectos alcan\u00e7am favor.
{I}10_{/}O cora\u00e7\u00e3o conhece a sua pr\u00f3pria amargura, e o estranho n\u00e3o participa da sua alegria. 
{I}11_{/}A casa dos injustos arru\u00edna-se, mas a tenda dos homens rectos prospera.
{R}_{I}12_{/}\u00c0s vezes um caminho parece recto para algu\u00e9m, mas acaba por conduzir \u00e0 morte. 
{I}13_{/}Mesmo entre risos o cora\u00e7\u00e3o pode chorar, e a alegria terminar em tristeza.
{R}_{I}14_{/}O extraviado ficar\u00e1 farto com a sua conduta, o homem bom saciar-se-\u00e1 com as pr\u00f3prias obras.
{R}_{I}15_{/}O ing\u00e9nuo acredita em tudo o que lhe dizem, mas o homem esperto v\u00ea onde p\u00f5e os p\u00e9s. 
{I}16_{/}O s\u00e1bio \u00e9 precavido e afasta-se do mal; o insensato segue em frente sem pensar.
{R}_{I}17_{/}O homem col\u00e9rico comete estupidez, e o homem intrigante torna-se odiado.
{I}18_{/}Os ing\u00e9nuos enfeitam-se com estupidez, mas os espertos coroam-se de conhecimento. 
{I}19_{/}Os maus inclinar-se-\u00e3o diante dos bons, e os injustos diante da porta do justo. 
{I}20_{/}O pobre \u00e9 desprezado at\u00e9 mesmo pelos parentes, mas o rico tem muitos amigos.
{I}21_{/}Quem despreza o seu pr\u00f3ximo fracassa, mas quem tem compaix\u00e3o do pobre \u00e9 feliz. 
{I}22_{/}Quem planeia o mal acaba por se extraviar, mas os que realizam o bem gozam de amor e fidelidade.
{I}23_{/}Todo o trabalho traz o seu proveito, mas o muito falar s\u00f3 produz mis\u00e9ria.
{I}24_{/}Os s\u00e1bios s\u00e3o coroados de riquezas, e os insensatos, de estupidez.
{I}25_{/}A testemunha verdadeira salva as vidas, mas quem diz mentiras \u00e9 impostor.
{I}26_{/}A confian\u00e7a do forte \u00e9 temer a Jav\u00e9, que \u00e9 um ref\u00fagio para os seus filhos.
{R}_{I}27_{/}O temor de Jav\u00e9 \u00e9 fonte de vida, para evitar os la\u00e7os da morte.
{R}_{I}28_{/}Povo numeroso \u00e9 honra para o rei, mas a falta de gente \u00e9 ru\u00edna para o pr\u00edncipe. 
{R}_{I}29_{/}O homem paciente \u00e9 cheio de intelig\u00eancia, mas o impulsivo exalta a sua pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia. 
{I}30_{/}Cora\u00e7\u00e3o tranquilo \u00e9 vida para o corpo, mas a inveja \u00e9 c\u00e1rie nos ossos.
{R}_{I}31_{/}Quem oprime o fraco ofende a Deus, mas quem se compadece do indigente honra o Criador.
{I}32_{/}O injusto trope\u00e7a na sua pr\u00f3pria maldade, mas o justo refugia-se na sua pr\u00f3pria integridade.
{I}33_{/}No cora\u00e7\u00e3o prudente mora a sabedoria, e ela manifesta-se at\u00e9 no meio dos insensatos. 
{R}_{I}34_{/}A justi\u00e7a faz uma na\u00e7\u00e3o prosperar, mas o pecado empobrece os povos.
{R}_{I}35_{/}O rei favorece o ministro h\u00e1bil, mas descarrega a sua ira sobre o indigno.

{1}15{/}

{I}1_{/}Resposta calma aplaca a ira; palavra mordaz ati\u00e7a a c\u00f3lera.
{I}2_{/}A l\u00edngua dos s\u00e1bios faz saborear o conhecimento, mas a boca dos insensatos vomita ignor\u00e2ncia.
{I}3_{/}Em todo o lugar os olhos de Jav\u00e9 vigiam os maus e os bons.
{I}4_{/}Palavra reconfortante \u00e9 \u00e1rvore de vida; l\u00edngua perversa fere o cora\u00e7\u00e3o.
{I}5_{/}O tolo despreza a correc\u00e7\u00e3o paterna, mas quem observa a repreens\u00e3o \u00e9 esperto.
{R}_{I}6_{/}Na casa do justo existe abund\u00e2ncia, mas o lucro do injusto s\u00f3 traz inquieta\u00e7\u00e3o.
{I}7_{/}A boca do s\u00e1bio espalha conhecimento, mas a mente do insensato \u00e9 insensata.
{R}_{I}8_{/}Jav\u00e9 detesta o sacrif\u00edcio dos injustos, mas aprecia a s\u00faplica dos homens rectos.
{I}9_{/}Jav\u00e9 detesta o comportamento dos injustos, mas ama quem procura a justi\u00e7a.
{I}10_{/}Quem se desvia do caminho ser\u00e1 duramente punido, e quem n\u00e3o gosta da repreens\u00e3o morrer\u00e1.
{R}_{I}11_{/}Morte e abismo s\u00e3o transparentes para Jav\u00e9; quanto mais o cora\u00e7\u00e3o hu-mano!
{I}12_{/}O insolente n\u00e3o gosta que o repreendam, e n\u00e3o anda com os s\u00e1bios.
{R}_{I}13_{/}Cora\u00e7\u00e3o contente alegra o rosto, mas cora\u00e7\u00e3o aflito deprime o esp\u00edrito.
{I}14_{/}Mente recta procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos alimenta-se de ignor\u00e2ncia. 
{I}15_{/}Para o pobre, todos os dias s\u00e3o maus, mas o cora\u00e7\u00e3o alegre est\u00e1 sempre em festa. 
[=]_{I}16_{/}Mais vale o pouco com o temor de Jav\u00e9, do que grandes tesouros com inquieta\u00e7\u00e3o.
{I}17_{/}Mais vale um prato de verdura com amor, do que um vitelo gordo com rancor.
{R}_{I}18_{/}Homem col\u00e9rico provoca disputas; homem paciente acalma as brigas.
{I}19_{/}O caminho do pregui\u00e7oso \u00e9 cercado de espinhos, mas o caminho dos justos \u00e9 estrada plana.
{I}20_{/}Filho s\u00e1bio \u00e9 alegria para o pai, mas filho insensato \u00e9 desonra para a m\u00e3e.
{R}_{I}21_{/}A ignor\u00e2ncia alegra quem n\u00e3o tem senso, mas o homem prudente segue o caminho recto. 
{I}22_{/}Os projectos fracassam por falta de consulta, mas t\u00eam sucesso quando h\u00e1 muitos conselheiros.
{I}23_{/}Que alegria saber dar uma resposta! Como \u00e9 boa a palavra oportuna!
{I}24_{/}O prudente sobe por um caminho de vida, que o afasta do mundo dos mortos.
[=]_{I}25_{/}Jav\u00e9 derruba a casa dos soberbos, e fixa os marcos do terreno da vi\u00fava.
{I}26_{/}Jav\u00e9 detesta projectos perversos e gosta de palavras sinceras.
[=]_{I}27_{/}Quem cobi\u00e7a ganhos desonestos acaba por arruinar a sua pr\u00f3pria casa, mas quem odeia o suborno viver\u00e1.
{R}_{I}28_{/}O justo reflecte antes de responder, mas a boca dos injustos vomita maldades.
{I}29_{/}Jav\u00e9 afasta-Se dos injustos, mas ouve a s\u00faplica dos justos.
{I}30_{/}Olhar sereno alegra o cora\u00e7\u00e3o, e boas not\u00edcias renovam as for\u00e7as.
{I}31_{/}Ouvido que escuta a repreens\u00e3o sadia habita entre os s\u00e1bios.
{I}32_{/}Quem rejeita a correc\u00e7\u00e3o despreza-se a si mesmo, mas quem aceita a repreens\u00e3o adquire bom senso.
{I}33_{/}O temor de Jav\u00e9 \u00e9 escola de sabedoria, e antes da honra est\u00e1 a humildade.

{C}O DISCERNIMENTO DA JUSTI\u00c7A{/}

{1}16{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}O homem faz os seus projectos, mas a resposta vem de Jav\u00e9.
{I}2_{/}A pessoa pode achar que a sua conduta \u00e9 certa, mas \u00e9 Jav\u00e9 quem examina as consci\u00eancias. 
{I}3_{/}Confia a Jav\u00e9 tudo o que fazes, e os teus projectos se realizar\u00e3o.
{I}4_{/}Jav\u00e9 faz tudo para uma finalidade, at\u00e9 o injusto para o dia da desgra\u00e7a.
{I}5_{/}Jav\u00e9 detesta o orgulhoso, que certamente n\u00e3o ficar\u00e1 sem castigo.
{I}6_{/}Com amor e fidelidade apaga-se a culpa, e com o temor de Jav\u00e9 evita-se o mal.
{I}7_{/}Quando aprova a conduta de algu\u00e9m, Jav\u00e9 reconcilia com ele at\u00e9 mesmo os inimigos. 
{I}8_{/}Mais vale pouco com justi\u00e7a, do que muitos ganhos violando o direito.
{R}_{I}9_{/}O homem planeia o seu caminho, mas \u00e9 Jav\u00e9 quem lhe dirige os passos.
{R}_{I}10_{/}H\u00e1 um or\u00e1culo nos l\u00e1bios do rei, e a sua boca n\u00e3o erra na senten\u00e7a.
{I}11_{/}Os pratos da balan\u00e7a justa s\u00e3o de Jav\u00e9, e todos os pesos s\u00e3o obra sua.
{R}_{I}12_{/}Os reis detestam a pr\u00e1tica do mal, porque \u00e9 na justi\u00e7a que o trono se firma.
{R}_{I}13_{/}O rei aprova os l\u00e1bios sinceros e ama a quem fala com rectid\u00e3o.
[=]_{R}_{I}14_{/}A ira do rei \u00e9 arauto de morte, mas o homem sensato consegue aplac\u00e1-la.
{R}_{I}15_{/}No rosto sereno do rei est\u00e1 a vida, e o seu favor \u00e9 nuvem que traz chuva.
{I}16_{/}Mais vale adquirir sabedoria do que ouro, e \u00e9 melhor adquirir discernimento do que prata.
{I}17_{/}O caminho dos homens rectos consiste em evitar o mal, e quem vigia o pr\u00f3prio caminho conserva a vida.
{I}18_{/}Antes da ru\u00edna vem o orgulho, e antes da queda, a presun\u00e7\u00e3o.
{I}19_{/}\u00c9 melhor ser humilde com os pobres, do que repartir despojos com os soberbos.
{I}20_{/}Quem mede as palavras tem sucesso, e quem confia em Jav\u00e9 \u00e9 feliz.
{I}21_{/}Quem tem mente s\u00e1bia ser\u00e1 chamado inteligente, e falar com suavidade convence muito mais.
{R}_{I}22_{/}A sensatez \u00e9 fonte de vida para quem a possui, mas a estupidez \u00e9 a escola dos tolos. 
{I}23_{/}O s\u00e1bio de mente possui boca discreta, e os seus l\u00e1bios convencem muito mais.
{I}24_{/}As palavras gentis s\u00e3o favo de mel: doce na garganta e saud\u00e1vel para o corpo.
{R}_{I}25_{/}H\u00e1 caminhos que parecem rectos, mas acabam por conduzir \u00e0 morte.
{I}26_{/}A fome do trabalhador obriga-o a trabalhar, porque a sua boca o empurra.
[=]_{I}27_{/}O vagabundo causa desgra\u00e7a, e leva nos l\u00e1bios fogo abrasador.
{R}_{I}28_{/}O homem perverso provoca contendas, e quem calunia separa os amigos.
{R}_{I}29_{/}O homem violento seduz o pr\u00f3ximo, e arrasta-o pelo mau caminho.
{I}30_{/}Quem pisca o olho planeia fraudes; quem morde os l\u00e1bios j\u00e1 praticou o mal.
[=]_{I}31_{/}Cabelos brancos s\u00e3o coroa nobre, quando se encontram no caminho da justi\u00e7a. 
{I}32_{/}Paci\u00eancia vale mais que valentia, e dominar-se a si mesmo vale mais que conquistar uma cidade.
{I}33_{/}Os homens lan\u00e7am dados para tirar a sorte, mas a senten\u00e7a vem de Jav\u00e9.

{1}17{/}

{I}1_{/}\u00c9 melhor um peda\u00e7o de p\u00e3o seco na tranquilidade, do que a casa cheia de banquetes e desaven\u00e7as.
{I}2_{/}O escravo sensato impor-se-\u00e1 a um filho indigno e ter\u00e1 parte na heran\u00e7a com os irm\u00e3os. 
{I}3_{/}A fornalha prova a prata e o forno prova o ouro, mas \u00e9 Jav\u00e9 quem prova as consci\u00eancias. 
{I}4_{/}O malfeitor d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o aos l\u00e1bios que maldizem, e o mentiroso d\u00e1 ouvidos \u00e0 l\u00edngua perversa.
{I}5_{/}Quem zomba do pobre insulta o Criador, e quem ri do infeliz n\u00e3o ficar\u00e1 sem castigo. 
{I}6_{/}Os netos s\u00e3o a coroa dos anci\u00e3os, e os pais s\u00e3o a honra dos filhos.
{I}7_{/}Linguagem elevada n\u00e3o conv\u00e9m ao imbecil, e menos ainda a l\u00edngua mentirosa a um pr\u00edncipe.
{I}8_{/}O suborno \u00e9 talism\u00e3 para quem o d\u00e1: com ele, consegue tudo o que quer.
{I}9_{/}Quem busca amizade encobre as ofensas; quem as repete afasta o amigo.
{I}10_{/}Mais vale uma repreens\u00e3o para o inteligente do que cem golpes para o insensato. 
{I}11_{/}O rebelde busca o mal e ser\u00e1 apanhado por um carrasco cruel.
{I}12_{/}\u00c9 melhor encontrar uma ursa, \u00e0 qual roubaram as crias, do que um insensato dizendo idiotices.
{I}13_{/}Quem paga o bem com o mal, ter\u00e1 sempre o mal em sua casa.
{I}14_{/}Come\u00e7o de briga \u00e9 como rachadura na represa; \u00e9 melhor desistir antes que se acenda a disputa.
{I}15_{/}Absolver o culpado e condenar o inocente s\u00e3o duas coisas que Jav\u00e9 detesta.
{I}16_{/}N\u00e3o adianta o insensato ter dinheiro para comprar sabedoria, porque ele n\u00e3o aprende nada.
{I}17_{/}Um amigo ama em qualquer tempo, \u00e9 um irm\u00e3o no dia do perigo.
{I}18_{/}N\u00e3o tem bom senso quem toma um compromisso como fiador do seu vizinho.
{I}19_{/}Quem procura brigas \u00e9 porque gosta de crime, e quem se gaba busca a ru\u00edna. 
{I}20_{/}O cora\u00e7\u00e3o perverso n\u00e3o encontrar\u00e1 a felicidade, e a l\u00edngua tortuosa cair\u00e1 na desgra\u00e7a. 
{I}21_{/}Quem gera um insensato acabar\u00e1 por sofrer, e o pai de um imbecil n\u00e3o ter\u00e1 alegria. 
{R}_{I}22_{/}Cora\u00e7\u00e3o alegre ajuda a sarar, mas esp\u00edrito abatido seca os ossos.
{I}23_{/}O injusto aceita suborno \u00e0s escondidas, para distorcer o curso da justi\u00e7a.
{R}_{I}24_{/}A sabedoria est\u00e1 sempre diante do homem inteligente, mas o insensato olha para os confins do mundo.
{I}25_{/}Filho insensato \u00e9 tormento para o pai e amargura para a m\u00e3e.
{I}26_{/}N\u00e3o \u00e9 bom punir quem tem raz\u00e3o, e pior ainda \u00e9 a\u00e7oitar os inocentes.
{R}_{I}27_{/}Quem fala pouco possui a ci\u00eancia, e o homem inteligente mant\u00e9m a calma.
{I}28_{/}Quando calado, o insensato passa por s\u00e1bio e, se fecha bem a boca, passa por inteligente. 

{1}18{/}

{I}1_{/}O solit\u00e1rio segue os seus caprichos e n\u00e3o faz caso de conselho nenhum.
{I}2_{/}O insensato n\u00e3o gosta da discri\u00e7\u00e3o, s\u00f3 quer espalhar o que pensa.
{I}3_{/}A injusti\u00e7a provoca a inf\u00e2mia, e a desonra provoca o insulto.
{R}_{I}4_{/}As palavras de um homem s\u00e3o \u00e1gua profunda, torrente transbordante e fonte de sabedoria.
{R}_{I}5_{/}N\u00e3o \u00e9 justo favorecer o culpado, deixando de fazer justi\u00e7a ao inocente.
{I}6_{/}Os l\u00e1bios do insensato provocam contendas, e a sua boca atrai o castigo.
{I}7_{/}A boca do insensato provoca a sua pr\u00f3pria ru\u00edna, e os seus l\u00e1bios s\u00e3o armadilha para a sua pr\u00f3pria vida.
{I}8_{/}As palavras do caluniador s\u00e3o guloseimas que descem at\u00e9 ao fundo do ventre.
{I}9_{/}O relaxado no trabalho \u00e9 irm\u00e3o de quem desperdi\u00e7a.
{R}_{I}10_{/}O nome de Jav\u00e9 \u00e9 torre fortificada; o justo corre para ela e fica protegido.
{I}11_{/}A fortuna do rico \u00e9 a sua fortaleza, e ele imagina-a como uma alta muralha.
{I}12_{/}Antes da ru\u00edna, o cora\u00e7\u00e3o exalta-se, mas antes da honra vem a humildade.
{I}13_{/}Quem responde antes de ouvir mostra que \u00e9 tolo e fica envergonhado.
{R}_{I}14_{/}O bom \u00e2nimo sustenta na doen\u00e7a. Mas quem levantar\u00e1 o esp\u00edrito abatido?
{I}15_{/}O inteligente adquire saber, e o ouvido sensato deseja aprender.
{R}_{I}16_{/}Os presentes que um homem d\u00e1 abrem-lhe as portas e d\u00e3o-lhe acesso \u00e0 presen\u00e7a dos grandes.
{I}17_{/}O primeiro que se defende parece ter sempre raz\u00e3o, at\u00e9 que chegue outro e diga o contr\u00e1rio. 
{I}18_{/}Tirar a sorte acaba com as discuss\u00f5es e decide entre os poderosos.
{I}19_{/}Irm\u00e3o ofendido \u00e9 pior que fortaleza, e as brigas s\u00e3o como port\u00f5es de castelo.
{I}20_{/}Com a boca, a pessoa sacia o est\u00f4mago e sacia-se com o produtos dos seus l\u00e1bios.
{R}_{I}21_{/}Morte e vida dependem da l\u00edngua; quem sabe us\u00e1-la, comer\u00e1 do seu fruto.
{I}22_{/}Quem encontra uma esposa, encontra a felicidade, e alcan\u00e7a o favor de Jav\u00e9.
{I}23_{/}O pobre fala suplicando, e o rico responde com dureza.
{I}24_{/}H\u00e1 amigos que levam \u00e0 ru\u00edna, mas tamb\u00e9m h\u00e1 amigos mais dedicados que um irm\u00e3o. 

{1}19{/}

{I}1_{/}Mais vale um pobre de conduta \u00edntegra, do que um rico de costumes perversos.
{I}2_{/}N\u00e3o adianta agir sem reflectir, pois quem apressa o passo acaba por trope\u00e7ar.
{R}_{I}3_{/}A estupidez arru\u00edna o caminho do homem, e depois ele irrita-se contra Jav\u00e9.
{I}4_{/}A riqueza multiplica os amigos, mas o pobre \u00e9 abandonado at\u00e9 pelo amigo.
{I}5_{/}A testemunha falsa n\u00e3o ficar\u00e1 impune, e quem espalha mentiras n\u00e3o esca-par\u00e1.
{R}_{I}6_{/}Muita gente adula o homem importante, e todos s\u00e3o amigos de quem d\u00e1 presentes. 
{I}7_{/}Se o pobre \u00e9 desprezado at\u00e9 pelos seus pr\u00f3prios irm\u00e3os, quanto mais os amigos se afastar\u00e3o dele!
{I}8_{/}Quem adquire bom senso quer bem a si mesmo, e quem conserva o discernimento ser\u00e1 feliz.
{I}9_{/}A testemunha falsa n\u00e3o ficar\u00e1 impune, e quem espalha mentiras perecer\u00e1.
[=]_{I}10_{/}N\u00e3o conv\u00e9m que o insensato viva no luxo, e menos ainda que os escravos dominem os pr\u00edncipes.
{R}_{I}11_{/}O homem de bom senso reprime a ira, e tem como honra ignorar uma ofensa.
{R}_{I}12_{/}A ira do rei \u00e9 como rugido de le\u00e3o, e o seu favor \u00e9 como orvalho sobre a relva.
{I}13_{/}Filho insensato \u00e9 desgra\u00e7a para o pai, e mulher queixosa \u00e9 uma goteira cont\u00ednua.
[=]_{I}14_{/}Casa e patrim\u00f3nio s\u00e3o heran\u00e7a dos pais, e mulher de bom senso \u00e9 dom de Jav\u00e9. 
{I}15_{/}A pregui\u00e7a faz cair no sono, e o pregui\u00e7oso passar\u00e1 fome.
{I}16_{/}Quem observa os mandamentos conserva a vida, mas quem descuida a pr\u00f3pria conduta morrer\u00e1.
{I}17_{/}Quem ajuda o pobre empresta a Jav\u00e9, que lhe dar\u00e1 a recompensa devida.
{I}18_{/}Corrige o teu filho enquanto \u00e9 tempo, mas n\u00e3o exageres ao ponto de o matares.
{I}19_{/}O violento deve ser punido; se o poupares, ele tornar-se-\u00e1 pior.
{I}20_{/}Escuta o conselho, aceita a correc\u00e7\u00e3o, e chegar\u00e1s a ser s\u00e1bio.
{R}_{I}21_{/}O homem imagina muitos planos, mas o que permanece \u00e9 o projecto de Jav\u00e9.
{R}_{I}22_{/}O que se deseja do homem \u00e9 o amor; e vale mais um pobre do que um mentiroso. 
{I}23_{/}O temor de Jav\u00e9 conduz \u00e0 vida, e a pessoa dorme tranquila e sem pesadelos. 
{I}24_{/}O pregui\u00e7oso mete a m\u00e3o no prato, e n\u00e3o quer ter o trabalho de a levar \u00e0 boca.
{I}25_{/}Castiga o zombador, e o ing\u00e9nuo ficar\u00e1 esperto; corrige o inteligente, e ele aumentar\u00e1 o seu saber.
{I}26_{/}Quem maltrata o pai e expulsa a m\u00e3e \u00e9 filho desonrado e infame.
{I}27_{/}Meu filho, se n\u00e3o aceitares a correc\u00e7\u00e3o, perder-te-\u00e1s por falta de princ\u00edpios.
{I}28_{/}A testemunha depravada zomba do direito, e a boca do perverso engole a injusti\u00e7a. 
{I}29_{/}As varas est\u00e3o preparadas para as costas dos insensatos.

{1}20{/}

{I}1_{/}O vinho provoca insol\u00eancia, e o licor causa barulho: quem se embriaga com eles n\u00e3o chega a ser s\u00e1bio.
{R}_{I}2_{/}A c\u00f3lera do rei \u00e9 como um rugido de le\u00e3o: quem o irrita arrisca a vida.
{I}3_{/}\u00c9 uma honra viver sem brigas, mas o tolo envolve-se em rixas.
{I}4_{/}No Outono o pregui\u00e7oso n\u00e3o lavra, e na colheita vai procurar e nada encontra.
{R}_{I}5_{/}Projecto na mente \u00e9 como uma \u00e1gua profunda, e o homem inteligente sabe alcan\u00e7\u00e1-lo.
{R}_{I}6_{/}Muitos se proclamam homens fi\u00e9is. Mas quem encontrar\u00e1 um homem de confian\u00e7a? 
{R}_{I}7_{/}O justo comporta-se com integridade. Felizes os filhos que vierem depois dele.
{R}_{I}8_{/}O rei sentado no tribunal, com o olhar dissipa todo o mal.
[=]_{I}9_{/}Quem poder\u00e1 dizer que tem consci\u00eancia pura, livre de qualquer pecado?
{I}10_{/}Dois pesos e duas medidas s\u00e3o coisas que Jav\u00e9 detesta.
{I}11_{/}J\u00e1 nos seus brinquedos a crian\u00e7a demonstra o seu comportamento futuro, se vai ser pura e recta.
[=]_{I}12_{/}Foi Jav\u00e9 quem fez o ouvido que escuta e o olho que v\u00ea.
{I}13_{/}N\u00e3o te apegues ao sono, porque ficar\u00e1s pobre; abre os olhos, e ter\u00e1s p\u00e3o \u00e0 vontade. 
{I}14_{/}\u00abN\u00e3o presta, n\u00e3o presta\u00bb, diz o comprador. Mas quando se vai embora gaba-se do que comprou.
{I}15_{/}Existe ouro e muitas p\u00e9rolas, mas a coisa mais preciosa s\u00e3o os l\u00e1bios instru\u00eddos. 
{I}16_{/}Toma a roupa e exige garantias de quem se tornou fiador de um estrangeiro e de um desconhecido.
{R}_{I}17_{/}\u00c9 gostoso para o homem o p\u00e3o ganho com fraude, mas depois a sua boca fica cheia de gr\u00e3os de areia.
{I}18_{/}Aconselha-te para preparares os teus planos e faz a guerra com t\u00e1ctica.
{R}_{I}19_{/}Quem fala muito acaba por revelar segredos. N\u00e3o te juntes com pessoas faladoras. 
{I}20_{/}Quem amaldi\u00e7oa pai e m\u00e3e ver\u00e1 a sua l\u00e2mpada apagar-se no meio das trevas.
{I}21_{/}A posse antecipada de uma heran\u00e7a no final n\u00e3o ser\u00e1 aben\u00e7oada.
{I}22_{/}Nunca digas: \u00abH\u00e1s-de pagar-me o mal que me fizeste\u00bb. Confia em Jav\u00e9, e Ele te defender\u00e1.
{I}23_{/}Jav\u00e9 detesta dois pesos, e a balan\u00e7a falsa n\u00e3o \u00e9 justa.
{R}_{I}24_{/}\u00c9 Jav\u00e9 quem dirige os passos do homem. Como poderia algu\u00e9m discernir o pr\u00f3prio caminho?
[=]_{R}_{I}25_{/}\u00c9 tenta\u00e7\u00e3o fazer um voto sem pensar, e depois arrepender-se da promessa feita.
{R}_{I}26_{/}O rei s\u00e1bio peneira os injustos e faz passar a roda sobre eles.
[=]_{R}_{I}27_{/}O esp\u00edrito do homem \u00e9 uma l\u00e2mpada de Jav\u00e9, que sonda as profundezas do ser.
[=]_{R}_{I}28_{/}Amor e fidelidade protegem o rei, e \u00e9 no amor que o seu trono se firma.
{I}29_{/}O orgulho do jovem \u00e9 a for\u00e7a, e a honra do anci\u00e3o est\u00e1 nos seus cabelos brancos. 
{I}30_{/}Feridas e chagas s\u00e3o rem\u00e9dio contra o mal, e os a\u00e7oites purificam o \u00edntimo do corpo.

{1}21{/}

{R}_{I}1_{/}A mente do rei \u00e9 um riacho na m\u00e3o de Jav\u00e9. Ele o dirigir\u00e1 para onde quiser. 
[=]_{R}_{I}2_{/}O homem pensa que o seu caminho \u00e9 sempre recto, mas \u00e9 Jav\u00e9 quem pesa os cora\u00e7\u00f5es. 
{I}3_{/}Praticar a justi\u00e7a e o direito vale mais, para Jav\u00e9, do que os sacrif\u00edcios.
{I}4_{/}Orgulho e ambi\u00e7\u00e3o s\u00e3o pecados que dirigem os injustos.
{I}5_{/}Os projectos do trabalhador trazem lucro, os planos do apressado trazem mis\u00e9ria. 
{R}_{I}6_{/}Riqueza adquirida com mentiras \u00e9 ilus\u00e3o fugaz de gente que procura a morte.
{I}7_{/}A viol\u00eancia dos injustos arrebata-os, porque eles se negam a praticar a justi\u00e7a.
{I}8_{/}O caminho do culpado \u00e9 tortuoso, mas a estrada do inocente \u00e9 recta.
{I}9_{/}\u00c9 melhor morar no fundo do quintal, que dentro de casa com mulher desordeira.
{I}10_{/}A sede do injusto \u00e9 desejar o mal, pois ele olha sem piedade para o seu pr\u00f3ximo. 
{I}11_{/}Quando o zombador \u00e9 castigado, o ing\u00e9nuo torna-se s\u00e1bio, enquanto o sensato aprende com a experi\u00eancia.
{R}_{I}12_{/}O justo observa como a casa do injusto arrasta os injustos para a ru\u00edna.
{I}13_{/}Quem tapa os ouvidos quando o fraco suplica, n\u00e3o ter\u00e1 resposta quando clamar.
{I}14_{/}Presente discreto aplaca a ira, e suborno disfar\u00e7ado acalma o furor.
{R}_{I}15_{/}Praticar a justi\u00e7a \u00e9 alegria para o justo e terror para os malfeitores.
{I}16_{/}Quem se desvia do caminho do bom senso ir\u00e1 descansar na companhia dos mortos.
{I}17_{/}Quem gosta de banquetes acabar\u00e1 mendigo; quem gosta de vinho e carne boa jamais ficar\u00e1 rico.
{I}18_{/}O injusto servir\u00e1 de resgate para o justo; e o traidor para os homens rectos.
{R}_{I}19_{/}\u00c9 melhor morar no deserto do que com uma mulher desordeira e mal humorada. 
{I}20_{/}Na casa do s\u00e1bio h\u00e1 tesouros e perfumes, enquanto o insensato gasta tudo o que tem.
{I}21_{/}Quem busca justi\u00e7a e amor encontrar\u00e1 vida, justi\u00e7a e honra.
[=]_{I}22_{/}O s\u00e1bio escala a cidade fortemente defendida, e destr\u00f3i a fortaleza em que ela confiava. 
{I}23_{/}Quem guarda a boca e a l\u00edngua evitar\u00e1 muitas ang\u00fastias.
{I}24_{/}Quem age com raiva e insol\u00eancia tem fama de arrogante e presun\u00e7oso.
{R}_{I}25_{/}Os desejos causam a morte do pregui\u00e7oso, porque as suas m\u00e3os se negam a trabalhar. 
{I}26_{/}O injusto est\u00e1 sempre a cobi\u00e7ar, mas o justo distribui e nada ret\u00e9m.
{R}_{I}27_{/}O sacrif\u00edcio dos injustos \u00e9 detest\u00e1vel, mais ainda quando feito com m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o.
{I}28_{/}A testemunha falsa perecer\u00e1, mas aquela que sabe escutar dir\u00e1 a \u00faltima palavra. 
{R}_{I}29_{/}O injusto assume ares de pessoa importante, mas o homem recto controla a sua pr\u00f3pria conduta.
{I}30_{/}Diante de Jav\u00e9 n\u00e3o h\u00e1 sabedoria, nem intelig\u00eancia, nem conselho.
[=]_{I}31_{/}O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vit\u00f3ria vem de Jav\u00e9.

{1}22{/}

{I}1_{/}Boa fama \u00e9 melhor que riqueza, e a simpatia vale mais do que ouro e prata. 
[=]_{I}2_{/}Rico e pobre encontram-se: foi Jav\u00e9 quem a ambos criou.
{I}3_{/}O esperto v\u00ea o perigo e esconde-se; o ing\u00e9nuo avan\u00e7a e sai-se mal.
{I}4_{/}Os frutos da humildade s\u00e3o o temor de Jav\u00e9, a riqueza, a honra e a vida.
{I}5_{/}No caminho do perverso h\u00e1 espinhos e armadilhas; quem cuida de si fica longe dele.
[=]_{I}6_{/}Educa o jovem no caminho a seguir, e at\u00e9 \u00e0 velhice ele n\u00e3o se desviar\u00e1.
{I}7_{/}O rico domina os pobres, e o devedor \u00e9 escravo do credor.
{I}8_{/}Quem semeia a injusti\u00e7a colhe desgra\u00e7a; a vara do castigo acabar\u00e1 com ele.
{I}9_{/}O generoso ser\u00e1 aben\u00e7oado, porque reparte o seu p\u00e3o com o pobre.
{I}10_{/}Expulsa o insolente, e acabar\u00e1 o desentendimento, cessar\u00e3o as contendas e insultos.
{R}_{I}11_{/}Quem \u00e9 limpo de cora\u00e7\u00e3o e educado no falar acabar\u00e1 por ser ministro do rei.
{I}12_{/}Os olhos de Jav\u00e9 protegem o saber e fazem fracassar as palavras do traidor.
{I}13_{/}O pregui\u00e7oso diz: \u00abL\u00e1 fora anda um le\u00e3o \u00e0 solta; vai matar-me no meio da rua\u00bb.
{I}14_{/}A boca das estrangeiras \u00e9 cova profunda, e os inimigos de Jav\u00e9 nela cair\u00e3o.
{I}15_{/}A tolice \u00e9 natural na mente da crian\u00e7a, mas dela se afastar\u00e1 pela vara da disciplina. 
{I}16_{/}Quem oprime o fraco para enriquecer, acaba por entregar tudo ao rico e empobrecer. 

{C}III. PALAVRAS DOS S\u00c1BIOS{/}

[\u0095]_{I}17_{/}Presta aten\u00e7\u00e3o, ouve as Palavras dos S\u00e1bios, e aplica a tua mente \u00e0 minha instru\u00e7\u00e3o. {I}18_{/}Vais gostar de as guardar na mem\u00f3ria e de as ter de cor na ponta da l\u00edngua. {I}19_{/}Vou instruir-te hoje, para que em Jav\u00e9 esteja a tua confian\u00e7a. {I}20_{/}Escrevi-te trinta m\u00e1ximas sobre conselhos e conhecimentos, {I}21_{/}para que aprendas a observar e a falar correctamente, e para que possas informar fielmente quem te enviar.
-1-
[\u0095]_{I}22_{/}N\u00e3o explores o fraco por ser fraco, nem oprimas o pobre no tribunal, {I}23_{/}porque Jav\u00e9 defender\u00e1 a sua causa e tirar\u00e1 a vida \u00e0queles que os tiverem oprimido. 
-2-
{I}24_{/}N\u00e3o fa\u00e7as amizade com pessoa col\u00e9rica, nem andes com gente violenta. {I}25_{/}Correrias o risco de te habituares aos seus costumes e preparares uma armadilha para ti mesmo.
-3-
{I}26_{/}N\u00e3o sejas como aqueles que se comprometem facilmente, tornando-se fiadores de d\u00edvidas. {I}27_{/}Se n\u00e3o tiveres com que pagar, eles levar\u00e3o at\u00e9 a cama onde dormes. 
-4-
[=]_{I}28_{/}N\u00e3o mudes os marcos das terras que os teus antepassados colocaram.
-5-
{R}_{I}29_{/}J\u00e1 viste um homem perito no seu trabalho? Ele ser\u00e1 contratado para servir a reis, e n\u00e3o a pessoas sem import\u00e2ncia.
-6-

{1}23{/}

{I}1_{/}Quando estiveres a comer ao lado de um chefe, presta aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa que est\u00e1 diante de ti. {I}2_{/}Se estiveres com fome, p\u00f5e uma faca na garganta, {I}3_{/}e n\u00e3o cobices as comidas, porque s\u00e3o alimentos enganadores.
-7-
{I}4_{/}N\u00e3o te empenhes em adquirir riquezas, nem gastes a tua intelig\u00eancia com isso, {I}5_{/}pois basta olhares e j\u00e1 n\u00e3o existem: bater\u00e3o as asas como a \u00e1guia e voar\u00e3o pelo c\u00e9u.
-8-
{I}6_{/}N\u00e3o comas na casa do invejoso, nem cobices as suas comidas, {I}7_{/}pois ele s\u00f3 pensa em si mesmo. Ele diz: \u00abCome e bebe!\u00bb Mas n\u00e3o \u00e9 sincero contigo. {I}8_{/}Ent\u00e3o vomitar\u00e1s o bocado que comeste e desperdi\u00e7ar\u00e1s as tuas palavras am\u00e1veis.
-9-
{I}9_{/}N\u00e3o percas tempo a falar com nenhum insensato, porque ele vai desprezar as tuas palavras s\u00e1bias.
-10-
{I}10_{/}N\u00e3o mudes os marcos das terras, nem invadas o campo dos \u00f3rf\u00e3os, {I}11_{/}porque o seu defensor \u00e9 forte e defender\u00e1 a sua causa contra ti.
-11-
{I}12_{/}Disciplina a tua mente e presta aten\u00e7\u00e3o aos conselhos da experi\u00eancia.
-12-
{I}13_{/}N\u00e3o deixes de disciplinar o jovem. Se o corrigires com vara, ele n\u00e3o morrer\u00e1. {R}_{I}14_{/}Quanto a ti, corrige com vara o jovem, e livr\u00e1-lo-\u00e1s da morte.
-13-
{I}15_{/}Meu filho, se te tornares s\u00e1bio, eu alegrar-me-ei. {I}16_{/}Ficarei muito contente quando os teus l\u00e1bios falarem com rectid\u00e3o.
-14-
{I}17_{/}N\u00e3o tenhas inveja dos pecadores, mas permanece sempre no temor de Jav\u00e9, {I}18_{/}pois \u00e9 certo que assim ter\u00e1s futuro, e a tua esperan\u00e7a n\u00e3o fracassar\u00e1.
-15-
{I}19_{/}Escuta, meu filho: torna-te s\u00e1bio, e forma bem a tua mente. {I}20_{/}N\u00e3o te juntes aos beberr\u00f5es, nem andes com os comil\u00f5es, {I}21_{/}pois o beberr\u00e3o e o comil\u00e3o empobrecem, e o dorminhoco veste-se com trapos.
-16-
{I}22_{/}D\u00e1 ouvidos a teu pai, porque ele te gerou, e n\u00e3o desprezes a velhice de tua m\u00e3e. {I}23_{/}Compra a verdade e n\u00e3o vendas a sabedoria, a disciplina e a intelig\u00eancia. {R}_{I}24_{/}O pai justo ficar\u00e1 muito contente, e quem gera um filho s\u00e1bio alegrar-se-\u00e1. {I}25_{/}Que teu pai e tua m\u00e3e se alegrem, e fique contente aquela que te gerou.
-17-
{I}26_{/}Meu filho, presta-me aten\u00e7\u00e3o e aceita de boa vontade o meu exemplo, {R}_{I}27_{/}pois a prostituta \u00e9 cova profunda e a estrangeira \u00e9 po\u00e7o estreito. {I}28_{/}Ela fica de emboscada como ladr\u00e3o e multiplica trai\u00e7\u00f5es entre os homens. 
-18-
{I}29_{/}Para quem s\u00e3o os gemidos? Para quem os lamentos? Para quem as brigas? Para quem as queixas? Para quem os ferimentos sem motivo? Para quem os olhos vermelhos? {I}30_{/}S\u00e3o para aqueles que bebem o dia inteiro e vivem procurando bebidas misturadas. {I}31_{/}N\u00e3o fiques fascinado pelo vinho, vendo a sua cor e brilho, enquanto escorre suavemente no copo. {R}_{I}32_{/}No fim, morde como serpente e pica como v\u00edbora. {I}33_{/}Ent\u00e3o os teus olhos ver\u00e3o coisas estranhas, e a tua mente imaginar\u00e1 coisas absurdas. {R}_{I}34_{/}Ficar\u00e1s como quem est\u00e1 a dormir no mar alto ou sentado no topo de um mastro. {I}35_{/}\u00abBateram-me, e n\u00e3o senti nada! Deram-me uma sova e nem dei por isso! Quando me levantar, vou continuar a beber\u00bb.
-19-

{1}24{/}

{I}1_{/}N\u00e3o tenhas inveja dos maus, nem desejes viver como eles, {I}2_{/}porque o seu cora\u00e7\u00e3o trama viol\u00eancia, e os seus l\u00e1bios s\u00f3 proferem maldades.
-20-
{I}3_{/}Com a sabedoria se constr\u00f3i a casa, e com a prud\u00eancia se consolida. {I}4_{/}Pelo conhecimento, os celeiros ficam cheios de bens preciosos e agrad\u00e1veis.
-21-
{I}5_{/}\u00c9 melhor ser s\u00e1bio que ser forte, e o conhecimento vale mais que a for\u00e7a. [=]_{I}6_{/}\u00c9 com estratagemas que se faz a guerra, e a vit\u00f3ria depende do n\u00famero de conselheiros. 
-22-
{I}7_{/}Para o tolo a sabedoria \u00e9 coisa inacess\u00edvel, e no tribunal n\u00e3o abrir\u00e1 a boca.
-23-
{R}_{I}8_{/}Quem planeia o mal ser\u00e1 chamado homem de intrigas. {I}9_{/}O prop\u00f3sito do tolo \u00e9 o pecado, e o zombador \u00e9 detestado pelos homens.
-24-
{I}10_{/}Se fraquejas no dia da desgra\u00e7a, \u00e9 sinal de que a tua for\u00e7a \u00e9 bem pequena.
-25-
{R}_{I}11_{/}Liberta os condenados \u00e0 morte, e n\u00e3o abandones os que s\u00e3o arrastados ao supl\u00edcio. [=]_{R}_{I}12_{/}Podes dizer que n\u00e3o tens nada com isso, mas Deus pesa os cora\u00e7\u00f5es e tomar\u00e1 conhecimento. Aquele que vigia sobre a tua vida sabe de tudo, e pagar\u00e1 a cada um conforme as obras que tiver feito.
-26-
{I}13_{/}Meu filho, come mel, porque faz bem; o favo de mel \u00e9 saboroso na boca. {I}14_{/}Tamb\u00e9m a sabedoria \u00e9 assim: se a encontrares, ter\u00e1s futuro, e a tua esperan\u00e7a n\u00e3o fracassar\u00e1.
-27-
{R}_{I}15_{/}N\u00e3o conspires contra a casa do justo, nem lhe destruas a morada, {R}_{I}16_{/}porque o justo pode cair sete vezes, mas levanta-se, enquanto que os \u00edmpios se afundam na desgra\u00e7a. 
-28-
{I}17_{/}N\u00e3o te alegres quando o teu inimigo cai, e n\u00e3o rejubiles quando ele trope\u00e7a. [=]_{I}18_{/}Jav\u00e9 poderia ver isso, ficar descontente e retirar dele a sua ira.
-29-
{I}19_{/}N\u00e3o fiques irritado por causa dos maus, nem tenhas inveja dos injustos, {I}20_{/}porque o mau n\u00e3o tem futuro, e a l\u00e2mpada dos injustos se apagar\u00e1.
-30-
{R}_{I}21_{/}Meu filho, teme Jav\u00e9 e o rei; e n\u00e3o te revoltes contra nenhum deles, {I}22_{/}porque de repente eles se vingar\u00e3o, e sabe-se l\u00e1 com que furor.

{C}IV. OUTRAS PALAVRAS DOS S\u00c1BIOS{/}

[\u0095]_{I}23_{/}Tamb\u00e9m estas s\u00e3o palavras dos S\u00e1bios: N\u00e3o \u00e9 bom ser parcial no julgamento. {I}24_{/}O povo amaldi\u00e7oar\u00e1 quem absolver o culpado, e contra ele todos ficar\u00e3o irritados. {I}25_{/}Os que fizerem justi\u00e7a, por\u00e9m, ter\u00e3o sucesso e ser\u00e3o aben\u00e7oados.
{I}26_{/}Resposta bem dada \u00e9 um beijo nos l\u00e1bios.
{I}27_{/}Organiza os teus neg\u00f3cios na cidade e prepara tudo no campo, para depois constru\u00edres a tua casa.
{I}28_{/}N\u00e3o testemunhes sem motivo contra o teu pr\u00f3ximo, e n\u00e3o o enganes com os l\u00e1bios. {I}29_{/}Nunca digas: \u00abVou fazer-lhe o mesmo que ele me fez a mim. Vou pagar-lhe como ele merece!\u00bb
{R}_{I}30_{/}Passei pelo campo de um pregui\u00e7oso, e pela vinha de um homem sem ju\u00edzo: {I}31_{/}estava tudo cheio de urtigas, o terreno coberto de espinhos e o muro em ru\u00ednas. {I}32_{/}Vendo isto, comecei a reflectir e aprendi esta li\u00e7\u00e3o: {I}33_{/}Dorme um pouco, dormita mais um pouco, depois cruza os bra\u00e7os para descansar ainda um pouco, {R}_{I}34_{/}e a mis\u00e9ria do vagabundo cair\u00e1 sobre ti, e a indig\u00eancia atacar-te-\u00e1 como um homem armado.

{C}V. VIDA SOCIAL  E GOVERNO{/}

{1}25{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Tamb\u00e9m estes s\u00e3o prov\u00e9rbios deSalom\u00e3o, recolhidos e copiados pelos funcion\u00e1rios de Ezequias, rei de Jud\u00e1.

{N}A CONVIV\u00caNCIA SOCIAL{/}
[\u0095]_{R}_{I}2_{/}A gl\u00f3ria de Deus \u00e9 ocultar as coisas, e a gl\u00f3ria dos reis \u00e9 pesquis\u00e1-las.
{R}_{I}3_{/}A altura do C\u00e9u, a profundidade da Terra e a mente dos reis s\u00e3o coisas insond\u00e1veis.
{I}4_{/}Tira as esc\u00f3rias \u00e0 prata e ficar\u00e1 completamente pura; {R}_{I}5_{/}tira o injusto da presen\u00e7a do rei, e o seu trono se firmar\u00e1 na justi\u00e7a.
{R}_{I}6_{/}N\u00e3o te vanglories na frente do rei, nem ocupes o lugar dos grandes. [=]_{I}7_{/}\u00c9 melhor que te digam: \u00abSobe para aqui\u00bb, do que seres humilhado na presen\u00e7a de uma autoridade.
{I}8_{/}N\u00e3o te apresses a usar no tribunal aquilo que acabaste de ver, pois, o que far\u00e1s no fim, se o teu pr\u00f3ximo te puser em apuros?
{I}9_{/}Discute a causa directamente com o teu pr\u00f3ximo, mas n\u00e3o reveles o segredo de uma outra pessoa, {I}10_{/}para que os ouvintes n\u00e3o te difamem e o teu descr\u00e9dito se torne irrepar\u00e1vel. 
{I}11_{/}Ma\u00e7\u00e3 de ouro em bandeja de prata, assim \u00e9 a palavra dita na hora oportuna. {I}12_{/}Anel de ouro e colar de ouro puro, \u00e9 a repreens\u00e3o do s\u00e1bio para ouvido atento.
{I}13_{/}Neve fresca em tempo de colheita, assim \u00e9 o mensageiro fiel para quem o envia.
{I}14_{/}Nuvens e ventos e nada de chuva \u00e9 aquele que promete mas n\u00e3o cumpre.
{I}15_{/}Com paci\u00eancia se dobra um magistrado, e a l\u00edngua macia pode quebrar ossos.
{I}16_{/}Se encontraste mel, come apenas o suficiente, para n\u00e3o ficares enjoado e o vomitares. 
{I}17_{/}N\u00e3o frequentes demasiado a casa do teu pr\u00f3ximo, para que ele n\u00e3o se canse e se aborre\u00e7a de ti.
{R}_{I}18_{/}Dardo, espada e flecha aguda tal \u00e9 o homem que dep\u00f5e falsamente contra o pr\u00f3ximo.
{I}19_{/}Dente solto e p\u00e9 sem firmeza \u00e9 confiar no traidor quando chega o perigo.
{I}20_{/}Vinagre na ferida e nudez no frio \u00e9 como entoar can\u00e7\u00f5es para um cora\u00e7\u00e3o aflito.
{I}21_{/}Se o teu inimigo tem fome, d\u00e1-lhe de comer; se tem sede, d\u00e1-lhe de beber. 
[=]_{I}22_{/}Deste modo, f\u00e1-lo-\u00e1s corar de vergonha e Jav\u00e9 te recompensar\u00e1.
{I}23_{/}O vento norte traz chuva, e os mexericos trazem \u00f3dio.
{I}24_{/}\u00c9 melhor morar no fundo do quintal, do que dentro de casa com mulher desordeira. 
{R}_{I}25_{/}\u00c1gua fresca em garganta sedenta \u00e9 como a boa not\u00edcia de uma terra distante.
{R}_{I}26_{/}Fonte turva e nascente polu\u00edda \u00e9 o justo que fraqueja diante do injusto.
{I}27_{/}Comer muito mel n\u00e3o \u00e9 bom, e procurar a pr\u00f3pria honra n\u00e3o \u00e9 honra.
{R}_{I}28_{/}Cidade aberta e sem muralhas \u00e9 o homem que n\u00e3o sabe controlar-se.

{1}26{/}

{I}1_{/}Como a neve no Ver\u00e3o e chuva na ceifa, assim a honra n\u00e3o conv\u00e9m ao insensato.
{I}2_{/}Como p\u00e1ssaro que foge e andorinha que voa, a maldi\u00e7\u00e3o injusta n\u00e3o atinge a sua meta. 
{I}3_{/}O chicote \u00e9 para o cavalo, o freio \u00e9 para o jumento e a vara para as costas dos insensatos.
{I}4_{/}N\u00e3o respondas ao insensato conforme a sua insensatez, para que n\u00e3o te iguales a ele. {I}5_{/}Responde ao insensato conforme a sua insensatez, para que ele n\u00e3o se considere s\u00e1bio.
{I}6_{/}Corta os p\u00e9s e bebe vinagre quem manda recados por meio de um insen-sato.
{I}7_{/}N\u00e3o t\u00eam for\u00e7a as pernas de um coxo, como as senten\u00e7as na boca dos insensatos.
{I}8_{/}Prestar homenagem ao insensato \u00e9 como colocar uma pedra na funda.
{I}9_{/}Como um ramo de espinheiro na m\u00e3o de um b\u00eabado, assim \u00e9 o prov\u00e9rbio na boca dos insensatos. 
{I}10_{/}Como archeiro que dispara contra os passantes, assim \u00e9 aquele que d\u00e1 emprego ao insensato e ao b\u00eabado.
[=]_{I}11_{/}Como c\u00e3o que volta ao seu v\u00f3mito, assim \u00e9 o insensato que repete a sua estupidez. 
{I}12_{/}J\u00e1 viste algu\u00e9m que se considere s\u00e1bio? Pode-se esperar mais do insensato do que dele.
{I}13_{/}O pregui\u00e7oso diz: \u00abAnda uma fera no caminho e um le\u00e3o na rua\u00bb.
{I}14_{/}Como a porta gira nos gonzos, assim o pregui\u00e7oso rola na cama.
{I}15_{/}O pregui\u00e7oso mete a sua m\u00e3o no prato, e acha cansativo lev\u00e1-la at\u00e9 \u00e0 boca.
{I}16_{/}O pregui\u00e7oso considera-se mais s\u00e1bio do que sete pessoas que respondem com prud\u00eancia. 
{I}17_{/}Agarra um c\u00e3o pelas orelhas quem se mete em briga alheia.
{R}_{I}18_{/}Como algu\u00e9m que se finge de louco e atira setas inflamadas, flechas e morte, {R}_{I}19_{/}assim \u00e9 o homem que mente ao seu pr\u00f3ximo e depois diz: \u00abFiz isso s\u00f3 por brincadeira\u00bb.
{I}20_{/}Sem lenha, o fogo apaga-se; sem difamador, acaba-se a briga.
{I}21_{/}Carv\u00e3o para as brasas e lenha para o fogo, \u00e9 o brig\u00e3o para atear uma contenda.
{I}22_{/}As palavras do difamador s\u00e3o guloseimas que descem ao fundo do ventre.
{I}23_{/}Verniz a recobrir argila s\u00e3o os l\u00e1bios que elogiam com m\u00e1 inten\u00e7\u00e3o.
{I}24_{/}Quem odeia disfar\u00e7a com a boca, mas por dentro guarda a mentira. {I}25_{/}Se a sua voz \u00e9 suave, n\u00e3o confies nele, pois no cora\u00e7\u00e3o tem sete abomina\u00e7\u00f5es. {I}26_{/}Embora cubra o \u00f3dio com m\u00e1scara, a sua maldade ser\u00e1 descoberta na assembleia.
{I}27_{/}Quem abre um buraco, nele cair\u00e1; quem rola uma pedra, esta para cima dele voltar\u00e1. 
{I}28_{/}A l\u00edngua mentirosa odeia a quem ela mesma fere, e a boca que elogia conduz \u00e0 ru\u00edna.

{1}27{/}

[=]_{I}1_{/}N\u00e3o te glories do amanh\u00e3, porque n\u00e3o sabes o que o dia de hoje vai trazer.
{I}2_{/}Que um estranho te elogie e n\u00e3o a tua pr\u00f3pria boca; que seja um desconhecido, e n\u00e3o os teus pr\u00f3prios l\u00e1bios.
{I}3_{/}A pedra \u00e9 pesada e a areia \u00e9 uma carga, mas a c\u00f3lera do est\u00fapido pesa mais que elllas
{I}4_{/}O furor \u00e9 cruel e a ira \u00e9 impetuosa, mas quem pode resistir diante do ci\u00fa-me?
{I}5_{/}\u00c9 melhor uma repreens\u00e3o franca do que uma amizade fingida.
{I}6_{/}A bofetada do amigo \u00e9 leal, mas o beijo do inimigo \u00e9 mentiroso.
{I}7_{/}Est\u00f4mago cheio despreza o favo de mel; est\u00f4mago faminto acha doce o fel.
{R}_{I}8_{/}Como ave que anda longe do ninho, assim \u00e9 o homem longe do lar.
{I}9_{/}\u00d3leo e perfume alegram o cora\u00e7\u00e3o, e conselho de amigo acalma o \u00e2nimo.
{I}10_{/}N\u00e3o abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai: e, no dia dif\u00edcil, n\u00e3o v\u00e1s \u00e0 casa do teu irm\u00e3o: vale mais o vizinho perto do que o irm\u00e3o longe.
{I}11_{/}Meu filho, tem ju\u00edzo e alegra o meu cora\u00e7\u00e3o, e eu poderei responder a quem me ultraja. 
{I}12_{/}O esperto v\u00ea o perigo e esconde-se; o ing\u00e9nuo avan\u00e7a e sai-se mal.
{I}13_{/}Tira a veste a quem se tornou fiador de um desconhecido e ficou empenhado com um estrangeiro.
{I}14_{/}Acordar o vizinho para lhe dizer \u00abbom dia\u00bb \u00e9 o mesmo que amaldi\u00e7o\u00e1-lo.
{I}15_{/}Goteira a pingar em dia de chuva e mulher desordeira s\u00e3o coisas iguais. {I}16_{/}Querer segur\u00e1-la \u00e9 como segurar o vento ou reter o azeite com a m\u00e3o.
{I}17_{/}O ferro afia-se com o ferro, e a pessoa afia-se com a presen\u00e7a do seu pr\u00f3ximo.
{I}18_{/}Quem cuida da sua figueira, comer\u00e1 dos seus figos; e quem respeita o patr\u00e3o, ser\u00e1 honrado. 
{R}_{I}19_{/}O rosto reflecte-se na \u00e1gua, e o homem reflecte-se na sua consci\u00eancia.
{R}_{I}20_{/}Morte e abismo s\u00e3o insaci\u00e1veis, da mesma forma que a ambi\u00e7\u00e3o humana.
{R}_{I}21_{/}A prata \u00e9 provada na fornalha, o ouro no forno, e o homem na boca de quem o elogia.
{I}22_{/}Mesmo que pises o imbecil no pil\u00e3o, a estupidez n\u00e3o se separa dele.
23Observa bem o aspecto das tuas ovelhas, e presta aten\u00e7\u00e3o aos teus rebanhos, 24porque a riqueza n\u00e3o dura sempre, nem a fortuna passa de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. 25Corta a relva, e quando ela brotar, junta o feno dos montes. 26Desta forma, as ovelhas te dar\u00e3o roupa, e os cabritos dar\u00e3o para comprares um campo; 27as cabras dar\u00e3o leite para te alimentares a ti, \u00e0 tua fam\u00edlia e \u00e0s tuas empregadas.

{N}\u00c9TICA DE GOVERNO{/}
{1}28{/}

[\u0095]_{I}1_{/}O injusto foge sem ser perseguido, mas o justo \u00e9 intr\u00e9pido como um le\u00e3o.
{R}_{I}2_{/}Quando no pa\u00eds reina a transgress\u00e3o, os chefes multiplicam-se; mas com homem sensato e prudente firma-se a ordem.
{I}3_{/}Pobre que explora os fracos \u00e9 chuva devastadora que deixa sem p\u00e3o.
{R}_{I}4_{/}Os que abandonam a Lei elogiam o injusto; os que observam a Lei rompem com ele.
[=]_{I}5_{/}Os homens maus n\u00e3o compreendem o direito, mas os que buscam a Jav\u00e9 compreendem tudo.
{I}6_{/}\u00c9 melhor um pobre de comportamento \u00edntegro do que um rico de conduta perversa. 
{R}_{I}7_{/}Quem observa a Lei \u00e9 filho inteligente, mas o amigo dos corruptos envergonha seu pai.
{I}8_{/}Quem multiplica as suas riquezas com usura e juros, acumula para quem se compadece dos fracos.
{R}_{I}9_{/}Quem fecha os ouvidos \u00e0 Lei, at\u00e9 a sua ora\u00e7\u00e3o se tornar\u00e1 detestada.
{I}10_{/}Quem desvia os justos para o mau caminho cair\u00e1 na sua pr\u00f3pria armadilha.
{I}11_{/}O rico considera-se s\u00e1bio, mas o pobre inteligente desmascara-o.
{I}12_{/}Quando os justos triunfam, a festa \u00e9 grande; quando os injustos imperam, todos se escondem.
[=]_{I}13_{/}Quem esconde as suas faltas, nunca ter\u00e1 sucesso; quem as confessa e abandona, alcan\u00e7a o perd\u00e3o.
{R}_{I}14_{/}Feliz o homem que est\u00e1 sempre alerta, pois o teimoso cai na desgra\u00e7a.
{I}15_{/}Le\u00e3o a rugir e urso faminto, assim \u00e9 o injusto que governa um povo fraco.
{I}16_{/}O chefe insensato multiplica extors\u00f5es; quem odeia o lucro prolonga os seus dias.
{R}_{I}17_{/}O homem culpado de assass\u00ednio fugir\u00e1 at\u00e9 ao t\u00famulo: que ningu\u00e9m tente segur\u00e1-lo. 
{I}18_{/}Quem vive de modo \u00edntegro, ser\u00e1 salvo; quem segue dois caminhos, num deles cair\u00e1.
{I}19_{/}Quem cultiva o seu campo, saciar-se-\u00e1 de p\u00e3o; quem busca ilus\u00f5es, saciar-se-\u00e1 de mis\u00e9ria. 
{R}_{I}20_{/}O homem leal receber\u00e1 muitas b\u00ean\u00e7\u00e3os, mas quem quer enriquecer rapidamente n\u00e3o ficar\u00e1 impune.
{R}_{I}21_{/}N\u00e3o \u00e9 bom ser parcial, mas por um peda\u00e7o de p\u00e3o o homem comete um crime. 
{I}22_{/}O ambicioso corre atr\u00e1s da riqueza, e n\u00e3o sabe que vai cair na mis\u00e9ria.
{I}23_{/}Quem repreende algu\u00e9m ser\u00e1 mais estimado do que aquele que elogia.
{I}24_{/}Quem rouba a seus pais, e diz que n\u00e3o \u00e9 pecado, \u00e9 c\u00famplice de bandidos.
{I}25_{/}O ambicioso provoca disputas, mas quem confia em Jav\u00e9 prospera.
{I}26_{/}Quem confia em si mesmo \u00e9 insensato, mas quem procede com sensatez est\u00e1 a salvo.
{I}27_{/}Quem d\u00e1 ao pobre n\u00e3o passa necessidade; e quem desvia os olhos dele ficar\u00e1 coberto de maldi\u00e7\u00f5es.
{I}28_{/}Quando os injustos imperam, todos se escondem; quando desaparecem, os justos prosperam.

{1}29{/}

{R}_{I}1_{/}O homem que n\u00e3o aceita repreens\u00f5es fracassar\u00e1 de repente e sem rem\u00e9dio. 
{I}2_{/}Quando os justos governam, o povo alegra-se; quando o injusto governa, o povo reclama. 
[=]_{I}3_{/}Quem ama a sabedoria alegra seu pai, mas quem frequenta prostitutas desperdi\u00e7a os seus bens.
{R}_{I}4_{/}O rei que governa segundo a justi\u00e7a mant\u00e9m est\u00e1vel o pa\u00eds, mas o \u00e1vido de impostos arru\u00edna-o.
{R}_{I}5_{/}O homem que adula o pr\u00f3ximo arma uma rede aos seus p\u00e9s.
{R}_{I}6_{/}O crime do perverso \u00e9 uma cilada, mas o justo canta de alegria.
{R}_{I}7_{/}O justo atende \u00e0 causa dos fracos, mas o injusto n\u00e3o se importa com ela.
{I}8_{/}Os provocadores agitam a cidade, mas os s\u00e1bios cont\u00eam a ira.
{I}9_{/}Quando o s\u00e1bio discute com o tolo, pode ficar zangado ou rir, mas nunca ter\u00e1 descanso.
{R}_{I}10_{/}Os assassinos detestam o homem \u00edntegro, mas os homens rectos procuram-no.
{I}11_{/}O insensato desafoga todas as suas paix\u00f5es, mas o s\u00e1bio domina-as e acalma-as.
{I}12_{/}Se um chefe presta aten\u00e7\u00e3o a palavras mentirosas, os seus ministros tornar-se-\u00e3o perversos. 
{I}13_{/}O pobre e o opressor encontram-se, mas \u00e9 Jav\u00e9 quem d\u00e1 os olhos a ambos.
{R}_{I}14_{/}Quando o rei faz justi\u00e7a aos fracos, o seu trono firmar-se-\u00e1 para sempre.
{I}15_{/}Vara e repreens\u00e3o produzem sabedoria, mas o jovem abandonado a si mesmo envergonha sua m\u00e3e.
{I}16_{/}Quando os injustos governam, multiplicam-se os crimes; mas os justos ver\u00e3o a ru\u00edna deles.
{I}17_{/}Corrige o teu filho, e ele te deixar\u00e1 tranquilo e te trar\u00e1 alegrias.
{R}_{I}18_{/}Quando n\u00e3o h\u00e1 profeta, o povo desagrega-se; mas quem observa a Lei \u00e9 feliz.
{I}19_{/}O escravo n\u00e3o se corrige com palavras, porque ouve mas n\u00e3o obedece.
{I}20_{/}J\u00e1 viste algu\u00e9m falar sem pensar? Podes esperar mais de um insensato do que dele.
{I}21_{/}Quem amimalha o seu criado desde crian\u00e7a, acabar\u00e1 por criar um pregui\u00e7oso.
{R}_{I}22_{/}O homem irado provoca briga, e o homem enfurecido multiplica os crimes.
{R}_{I}23_{/}O orgulho de um homem leva-o \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o, mas o humilde conserva a pr\u00f3pria honra.
{I}24_{/}O c\u00famplice do ladr\u00e3o odeia-se a si mesmo: ele ouve a maldi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o o denuncia. 
{I}25_{/}Quem teme os homens cair\u00e1 na armadilha, mas quem confia em Jav\u00e9 est\u00e1 em seguran\u00e7a. 
{I}26_{/}Muitos procuram o favor do chefe, mas a senten\u00e7a vem de Jav\u00e9.
{R}_{I}27_{/}O injusto \u00e9 desprezado pelos justos; o homem recto \u00e9 desprezado pelos injustos.

{C}VI. MIST\u00c9RIO E ESC\u00c2NDALO{/}

{1}30{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Palavras de Agur, filho de Jaces, de Massa.
Or\u00e1culo do homem: \u00d3 Deus, estou cansado. Estou cansado, \u00f3 Deus, e desfale\u00e7o, {I}2_{/}porque sou o mais ignorante dos homens, e n\u00e3o tenho intelig\u00eancia humana. {I}3_{/}N\u00e3o aprendi a sabedoria e n\u00e3o cheguei a conhecer a ci\u00eancia do Santo. [=]_{R}_{I}4_{/}Quem subiu at\u00e9 ao c\u00e9u e dele desceu? Quem reteve o vento na m\u00e3o? Quem recolheu o mar no seu manto? Quem fixou os confins do mundo? Sabes qual \u00e9 o seu nome e sobrenome? {R}_{I}5_{/}Cada palavra de Deus \u00e9 comprovada, e Ele \u00e9 um escudo para quem n'Ele se abriga. {I}6_{/}N\u00e3o acrescentes nada \u00e0s suas palavras, porque Ele te questionaria, e a tua fraude seria descoberta.
{R}_{I}7_{/}Eu Te pe\u00e7o duas coisas, \u00f3 Deus. N\u00e3o me negues isto antes de eu morrer: {I}8_{/}Afasta de mim a falsidade e a mentira. N\u00e3o me d\u00eas riqueza, nem pobreza. Concede-me apenas o meu peda\u00e7o de p\u00e3o, {R}_{I}9_{/}para que, saciado, eu n\u00e3o Te renegue, dizendo: \u00abQuem \u00e9 Jav\u00e9?\u00bb Ou ent\u00e3o, reduzido \u00e0 mis\u00e9ria, chegue a roubar e profanar o nome do meu Deus.
{I}10_{/}N\u00e3o calunies o escravo diante do seu patr\u00e3o, pois o escravo amaldi\u00e7oar-te-ia, e tu \u00e9 que serias castigado.
{I}11_{/}H\u00e1 gente que amaldi\u00e7oa o pr\u00f3prio pai e n\u00e3o aben\u00e7oa a m\u00e3e, {I}12_{/}gente que se considera pura e n\u00e3o se lava da sua imund\u00edcie, {I}13_{/}gente de olhos altivos e olhar soberbo, {I}14_{/}gente que tem dentes como espadas e queixos como punhais, para eliminar da terra os pobres, e do meio do povo os indigentes!

{C}VII. PROV\u00c9RBIOS NUM\u00c9RICOS{/}

[\u0095]_{I}15_{/}A sanguessuga tem duas filhas: \u00abQuero mais\u00bb, \u00abQuero mais\u00bb. H\u00e1 tr\u00eas coisas insaci\u00e1veis, e uma quarta que nunca diz \u00abChega\u00bb: {R}_{I}16_{/}a mans\u00e3o dos mortos, o \u00fatero est\u00e9ril, a terra que n\u00e3o se farta de \u00e1gua, e o fogo que nunca diz \u00abChega\u00bb.
{I}17_{/}Quem zomba de seu pai e n\u00e3o obedece a sua m\u00e3e, que as aves de rapina o devorem e os corvos lhe arranquem os olhos.
{I}18_{/}Existem tr\u00eas coisas dif\u00edceis para mim, e uma quarta que n\u00e3o compreendo: {R}_{I}19_{/}o caminho da \u00e1guia no c\u00e9u, o caminho da serpente nas pedras, o caminho do navio no alto mar e o caminho do homem com uma jovem.
{I}20_{/}A ad\u00faltera comporta-se assim: come, limpa a boca e depois diz: \u00abN\u00e3o fiz nada de mal\u00bb.
{I}21_{/}Existem tr\u00eas coisas que fazem tremer a terra, e uma quarta que ela n\u00e3o pode suportar: {R}_{I}22_{/}um escravo que se torna rei, um idiota farto de p\u00e3o, {I}23_{/}uma mulher desprezada que encontra marido, e uma escrava que ocupa o lugar da sua senhora.
{I}24_{/}No mundo existem quatro seres pequeninos que s\u00e3o mais s\u00e1bios do que os s\u00e1bios: {I}25_{/}as formigas, povo fraco, mas que recolhe comida no Ver\u00e3o; {I}26_{/}as ratazanas, povo sem for\u00e7a, mas que moram nas rochas; {R}_{I}27_{/}os gafanhotos, que n\u00e3o t\u00eam rei, mas avan\u00e7am todos em ordem; {R}_{I}28_{/}as lagartixas, que se podem apanhar com a m\u00e3o, mas penetram at\u00e9 em pal\u00e1cios de reis.
{I}29_{/}Existem tr\u00eas seres com belo porte, e um quarto de andar imponente: {I}30_{/}o le\u00e3o, o mais valente dos animais, que n\u00e3o recua diante de ningu\u00e9m; {R}_{I}31_{/}o galo empinado diante das galinhas; o carneiro que vai \u00e0 frente do rebanho; e o rei que chefia o seu ex\u00e9rcito.
{I}32_{/}Se te exaltaste estupidamente e depois se arrependeste, p\u00f5e a m\u00e3o na boca, {I}33_{/}porque, batendo o leite sai manteiga, apertando o nariz sai sangue, e apertando a ira sai contenda.

{1}31{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Palavras de Lamuel, rei de Massa, que lhe foram ensinadas por sua m\u00e3e. {I}2_{/}O que \u00e9 isso, meu filho? O que \u00e9 isso, filho das minhas entranhas? O que \u00e9 isso, filho das minhas promessas? [=]_{R}_{I}3_{/}N\u00e3o gastes a tua for\u00e7a com mulheres, nem a tua energia com aquelas que corrompem os reis. {R}_{I}4_{/}N\u00e3o conv\u00e9m aos reis, \u00f3 Lamuel, n\u00e3o conv\u00e9m aos reis beber vinho, nem aos governantes gostar de bebidas alco\u00f3licas. {R}_{I}5_{/}Porque eles bebem, acabam por se esquecer da Lei e pervertem o direito dos pobres. {I}6_{/}D\u00e1 bebida ao moribundo e vinho aos amargurados, {I}7_{/}pois bebendo eles esquecer\u00e3o a mis\u00e9ria e n\u00e3o se lembrar\u00e3o dos seus sofrimentos. {I}8_{/}Abre a boca em favor do mudo e em defesa dos desfavorecidos. {I}9_{/}Abre a boca e pronuncia senten\u00e7as justas, defendendo o pobre e o indigente.

{C}IX. A ESPOSA IDEAL{/}

[\u0095]_[=]_{I}10_{/}Quem poder\u00e1 encontrar uma mulher forte? Ela vale muito mais do que as p\u00e9rolas. {I}11_{/}O seu marido confia nela e n\u00e3o deixa de encontrar vantagens. {I}12_{/}Ela traz-lhe a felicidade e n\u00e3o a desgra\u00e7a, em todos os dias da sua vida. {I}13_{/}Adquire l\u00e3 e linho, e as suas m\u00e3os trabalham com prazer. {I}14_{/}\u00c9 como navio mercante, que importa de longe as provis\u00f5es. {I}15_{/}Ela levanta-se ainda de noite, para alimentar a fam\u00edlia e dar ordens \u00e0s empregadas. {I}16_{/}Examina um terreno e compra-o, e com o ganho do seu trabalho planta uma vinha. {I}17_{/}Prepara-se para o trabalho com disposi\u00e7\u00e3o, e p\u00f5e em ac\u00e7\u00e3o a for\u00e7a dos seus bra\u00e7os. 
{I}18_{/}Sabe dar valor ao seu trabalho, e mesmo de noite a sua l\u00e2mpada n\u00e3o se apaga. {I}19_{/}Com a m\u00e3o segura a roca e com os dedos faz girar o fuso. {I}20_{/}Abre as m\u00e3os ao pobre e estende os bra\u00e7os ao indigente. {I}21_{/}Quando cai neve, n\u00e3o teme pelos seus familiares, porque todos eles t\u00eam roupa a dobrar. {I}22_{/}Tece mantas e veste-se de linho e p\u00farpura. {R}_{I}23_{/}O seu marido \u00e9 respeitado no tribunal, quando se senta entre os ju\u00edzes do povo. {I}24_{/}Ela fabrica tecidos para vender, e fornece cintur\u00f5es aos comerciantes. {I}25_{/}Veste-se de for\u00e7a e dignidade, e sorri ao futuro. {I}26_{/}Abre a boca com sabedoria, e a sua l\u00edngua ensina com bondade. {I}27_{/}Supervisiona o andamento da casa, e o seu alimento \u00e9 fruto do seu trabalho. {I}28_{/}Os seus filhos levantam-se para a cumprimentarem, e o seu marido elogia-a: {I}29_{/}\u00abMuitas mulheres s\u00e3o fortes, mas tu superaste-as a todas!\u00bb
{I}30_{/}A gra\u00e7a \u00e9 enganadora e a beleza \u00e9 passageira, mas a mulher que teme a Jav\u00e9 merece louvor. {I}31_{/}Cantai o sucesso do seu trabalho, e que as suas obras a louvem na pra\u00e7a da cidade.

