
ACTOS DOS AP\u00d3STOLOS{/}

{1}1{/}

INTRODU\u00c7\u00c3O: A TAREFA 
APOST\u00d3LICA{/}

{I}1_{/}No meu primeiro 
livro, \u00f3 Te\u00f3filo, j\u00e1 
tratei de tudo o que 
Jesus come\u00e7ou a fazer e a 
ensinar, desde o 
princ\u00edpio {I}2_{/}at\u00e9 o dia 
em que foi levado para o 
c\u00e9u. Antes disso, Ele deu 
instru\u00e7\u00f5es aos Ap\u00f3stolos 
que escolhera, movido 
pelo Esp\u00edrito Santo.
{I}3_{/}Foi aos Ap\u00f3stolos que 
Jesus, com numerosas 
provas, Se mostrou vivo 
depois da sua paix\u00e3o: 
durante quarenta dias 
apareceu-lhes e falou-
lhes do Reino de Deus. 
{I}4_{/}Estando com os 
Ap\u00f3stolos numa refei\u00e7\u00e3o, 
Jesus deu-lhes esta 
ordem: \u00abN\u00e3o vos afasteis 
de Jerusal\u00e9m. Esperai que 
se realize a promessa do 
Pai, da qual ouvistes 
falar: {I}5_{/}"Jo\u00e3o baptizou 
com \u00e1gua; v\u00f3s, por\u00e9m, 
dentro de poucos dias, 
sereis baptizados com o 
Esp\u00edrito Santo"\u00bb.
{I}6_{/}Ent\u00e3o, os que estavam 
reunidos perguntaram a 
Jesus: \u00abSenhor, \u00e9 agora 
que vais restaurar o 
Reino de Israel?\u00bb 
{I}7_{/}Jesus respondeu: \u00abN\u00e3o 
pertence a v\u00f3s saber os 
tempos e as datas que o 
Pai reservou \u00e0 sua 
pr\u00f3pria autoridade. 
{I}8_{/}Mas o Esp\u00edrito Santo 
descer\u00e1 sobre v\u00f3s, e 
d'Ele recebereis for\u00e7a 
para serdes as minhas 
testemunhas em Jerusal\u00e9m, 
em toda a Judeia e 
Samaria, e at\u00e9 aos 
extremos da Terra\u00bb.
{I}9_{/}Depois de dizer isto, 
Jesus foi levado ao C\u00e9u \u00e0 
vista deles. E quando uma 
nuvem O cobriu, eles n\u00e3o 
puderam v\u00ea-l'O mais. 
{I}10_{/}Os Ap\u00f3stolos 
continuavam a olhar para 
o C\u00e9u, enquanto Jesus Se 
afastava. Mas, de 
repente, dois homens 
vestidos de branco 
apareceram-lhes {I}11_{/}e 
disseram: \u00abHomens da 
Galileia, porque estais 
a\u00ed parados a olhar para o 
C\u00e9u? Esse Jesus que vos 
foi tirado e levado para 
o c\u00e9u, vir\u00e1 do mesmo modo 
como O vistes partir para 
o C\u00e9u\u00bb.
A IGREJA DE JERUSAL\u00c9M{/}

A PRIMEIRA COMUNIDADE{/}

{I}12_{/}Os Ap\u00f3stolos 
voltaram para Jerusal\u00e9m, 
pois encontravam-se no 
chamado monte das 
Oliveiras, n\u00e3o muito 
longe de Jerusal\u00e9m: a uma 
caminhada de s\u00e1bado. 
{I}13_{/}Entraram na cidade e 
subiram para a sala de 
cima, onde costumavam 
hospedar-se. Ali estavam 
Pedro e Jo\u00e3o, Tiago e 
Andr\u00e9, Filipe e Tom\u00e9, 
Bartolomeu e Mateus, 
Tiago, filho de Alfeu, 
Sim\u00e3o Zelota e Judas, 
filho de Tiago. 
{I}14_{/}Todos eles tinham os 
mesmos sentimentos e eram 
ass\u00edduos na ora\u00e7\u00e3o, 
juntamente com algumas 
mulheres, entre as quais 
Maria, M\u00e3e de Jesus, e 
com os irm\u00e3os de Jesus.
CONHECER O EVANGELHO PARA 
DAR TESTEMUNHO DELE{/}

{I}15_{/}Naqueles dias, 
estava ali reunido um 
grupo de mais ou menos 
cento e vinte pessoas. 
Pedro levantou-se no meio 
dos irm\u00e3os e disse: 
{I}16_{/}\u00abIrm\u00e3os, era preciso 
que se cumprisse aquilo 
que o Esp\u00edrito Santo, por 
meio de David, tinha 
anunciado na Escritura a 
respeito de Judas, que se 
tornou o guia daqueles 
que prenderam Jesus. 
{I}17_{/}Judas era um do 
nosso grupo e participava 
do nosso servi\u00e7o. 
{I}18_{/}Ele comprou um 
terreno com o sal\u00e1rio da 
sua iniquidade; depois 
caiu de cabe\u00e7a, rebentou 
e as suas entranhas 
espalharam-se. {I}19_{/}A 
not\u00edcia chegou a todos os 
habitantes de Jerusal\u00e9m 
que deram \u00e0quele terreno 
o nome de Hac\u00e9ldama, que 
quer dizer "campo de 
sangue", conforme a sua 
l\u00edngua. {I}20_{/}Pois no 
livro dos Salmos est\u00e1 
escrito: "Que a sua 
moradia fique deserta e 
ningu\u00e9m habite nela." E 
ainda: "Que outro ocupe o 
seu cargo". {I}21_{/}H\u00e1 
outros homens que nos 
acompanharam durante todo 
o tempo em que o Senhor 
vivia no meio de n\u00f3s, 
{I}22_{/}desde o baptismo de 
Jo\u00e3o at\u00e9 ao dia em que 
foi levado ao C\u00e9u. Agora, 
\u00e9 preciso que um deles se 
junte a n\u00f3s para 
testemunhar a 
ressurrei\u00e7\u00e3o".
{I}23_{/}Ent\u00e3o eles 
apresentaram dois homens: 
Jos\u00e9, chamado B\u00e1rsabas e 
apelidado o Justo, e 
tamb\u00e9m Matias. {I}24_{/}Em 
seguida fizeram esta 
ora\u00e7\u00e3o: \u00abSenhor, Tu 
conheces o cora\u00e7\u00e3o de 
todos. Mostra-nos qual 
destes dois escolheste 
{I}25_{/}para ocupar, no 
servi\u00e7o do apostolado, o 
lugar que Judas abandonou 
para seguir o seu 
destino\u00bb. {I}26_{/}Ent\u00e3o 
tiraram \u00e0 sorte entre os 
dois. E a sorte caiu em 
Matias, que foi juntado 
ao n\u00famero dos onze 
Ap\u00f3stolos.
{1}2{/}

O ESP\u00cdRITO GERA A IGREJA{/}

{I}1_{/}Quando chegou o 
dia de Pentecostes, todos 
eles estavam reunidos no 
mesmo lugar. {I}2_{/}De 
repente, veio do c\u00e9u um 
barulho como o sopro de 
um forte vendaval, e 
encheu a casa onde eles 
se encontravam. 
{I}3_{/}Apareceram ent\u00e3o uma 
esp\u00e9cie de l\u00ednguas de 
fogo, que se espalharam e 
foram poisar sobre cada 
um deles. {I}4_{/}Todos 
ficaram repletos do 
Esp\u00edrito Santo, e 
come\u00e7aram a falar em 
outras l\u00ednguas, conforme 
o Esp\u00edrito lhes concedia 
que falassem.
{I}5_{/}Acontece que em 
Jerusal\u00e9m moravam judeus 
devotos de todas as 
na\u00e7\u00f5es do mundo. 
{I}6_{/}Quando ouviram o 
barulho, todos se 
reuniram e ficaram 
confusos, pois cada um 
ouvia os disc\u00edpulos a 
falar na sua pr\u00f3pria 
l\u00edngua. {I}7_{/}Espantados e 
surpreendidos, diziam: 
\u00abEstes homens que est\u00e3o a 
falar n\u00e3o s\u00e3o todos 
galileus? {I}8_{/}Como \u00e9 que 
cada um de n\u00f3s os ouve na 
nossa l\u00edngua materna? 
{I}9_{/}Entre n\u00f3s h\u00e1 Partos, 
Medos e Elamitas; gente 
da Mesopot\u00e2mia, da Judeia 
e da Capad\u00f3cia, do Ponto 
e da \u00c1sia, {I}10_{/}da Fr\u00edgia 
e da Panf\u00edlia, do Egipto 
e da regi\u00e3o da L\u00edbia 
vizinha de Cirene; alguns 
de n\u00f3s viemos de Roma, 
{I}11_{/}outros s\u00e3o judeus ou 
pag\u00e3os convertidos; 
tamb\u00e9m h\u00e1 Cretenses e 
\u00c1rabes. E cada um de n\u00f3s 
na sua pr\u00f3pria l\u00edngua os 
ouve anunciar as 
maravilhas de Deus!\u00bb 
{I}12_{/}Todos estavam 
admirados e perplexos, e 
cada um perguntava ao 
outro: \u00abO que quer dizer 
isto?\u00bb {I}13_{/}Outros 
escarneciam e diziam: 
\u00abEles est\u00e3o embriagados 
com vinho doce\u00bb.
O AN\u00daNCIO FUNDAMENTAL{/}

{I}14_{/}Ent\u00e3o Pedro, que 
estava ali com os outros 
onze Ap\u00f3stolos, levantou-
se e disse em voz alta: 
\u00abHomens da Judeia e todos 
os que vos encontrais em 
Jerusal\u00e9m! Compreendei o 
que est\u00e1 a acontecer e 
prestai aten\u00e7\u00e3o \u00e0s minhas 
palavras: {I}15_{/}estes 
homens n\u00e3o est\u00e3o 
embriagados como pensais, 
pois s\u00e3o apenas nove 
horas da manh\u00e3. {I}16_{/}Pelo 
contr\u00e1rio, est\u00e1 a 
acontecer aquilo que o 
profeta Joel anunciou: 
{I}17_{/}"Nos \u00faltimos dias, 
diz o Senhor, Eu 
derramarei o meu Esp\u00edrito 
sobre todas as pessoas. 
Os vossos filhos e filhas 
v\u00e3o profetizar, os jovens 
ter\u00e3o vis\u00f5es e os anci\u00e3os 
ter\u00e3o sonhos. {I}18_{/}E, 
naqueles dias, derramarei 
o meu Esp\u00edrito tamb\u00e9m 
sobre os meus servos e 
servas, e eles 
profetizar\u00e3o. {I}19_{/}Farei 
prod\u00edgios no alto do c\u00e9u 
e sinais em baixo na 
terra: sangue, fogo e 
nuvens de fumo. {I}20_{/}O 
Sol transformar-se-\u00e1 em 
trevas e a Lua em sangue, 
antes que chegue o dia do 
Senhor, dia grande e 
glorioso. {I}21_{/}E todo 
aquele que invocar o Nome 
do Senhor ser\u00e1 salvo".
{I}22_{/}Homens de Israel, 
escutai estas palavras: 
Jesus de Nazar\u00e9 foi um 
homem que Deus confirmou 
entre v\u00f3s, realizando por 
meio d'Ele os milagres, 
prod\u00edgios e sinais que 
bem conheceis. {I}23_{/}E 
Deus, com a sua vontade e 
presci\u00eancia, permitiu que 
Jesus vos fosse entregue, 
e v\u00f3s, atrav\u00e9s de \u00edmpios, 
mataste-l'O, pregando-O 
numa cruz. {I}24_{/}Deus, 
por\u00e9m, ressuscitou Jesus, 
libertando-O das cadeias 
da morte, porque n\u00e3o era 
poss\u00edvel que ela O 
dominasse. {I}25_{/}De facto, 
David assim falou a 
respeito de Jesus: "Eu 
via sempre o Senhor 
diante de mim, porque Ele 
est\u00e1 \u00e0 minha direita, 
para que eu n\u00e3o vacile. 
{I}26_{/}Por isso, o meu 
cora\u00e7\u00e3o se alegra, a 
minha l\u00edngua exulta e a 
minha carne repousa com 
esperan\u00e7a. {I}27_{/}Porque 
n\u00e3o me abandonar\u00e1s na 
regi\u00e3o dos mortos, nem 
permitir\u00e1s que o teu 
santo conhe\u00e7a a 
corrup\u00e7\u00e3o. {I}28_{/}Tu me 
ensinaste os caminhos da 
vida e me encher\u00e1s de 
alegria na tua presen\u00e7a".
{I}29_{/}Irm\u00e3os, quanto ao 
patriarca David, permiti 
que vos diga com 
franqueza: ele morreu, 
foi sepultado e o seu 
t\u00famulo est\u00e1 entre n\u00f3s at\u00e9 
hoje. {I}30_{/}Mas era 
profeta e sabia que Deus 
lhe havia jurado 
solenemente fazer com que 
um seu descendente lhe 
sucedesse no trono. 
{I}31_{/}Por isso, previu a 
ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e 
disse: "Ele n\u00e3o foi 
abandonado na regi\u00e3o dos 
mortos e a sua carne n\u00e3o 
conheceu a corrup\u00e7\u00e3o".
{I}32_{/}Deus ressuscitou 
este Jesus. E n\u00f3s todos 
somos testemunhas disso. 
{I}33_{/}Ele foi exaltado \u00e0 
direita de Deus, recebeu 
do Pai o Esp\u00edrito 
prometido e comunicou-O: 
\u00e9 o que vedes e ouvis. 
{I}34_{/}De facto, David n\u00e3o 
subiu ao c\u00e9u, mas disse: 
"O Senhor disse ao meu 
Senhor: senta-Te \u00e0 minha 
direita, {I}35_{/}at\u00e9 que 
fa\u00e7a de teus inimigos um 
lugar para apoiares os 
teus p\u00e9s".
{I}36_{/}Que todo o povo de 
Israel fique a saber com 
certeza que Deus tornou 
Senhor e Cristo aquele 
Jesus que v\u00f3s 
crucificastes\u00bb.
O AN\u00daNCIO SUSCITA 
CONVERS\u00c3O{/}

{I}37_{/}Quando ouviram 
isto, todos ficaram de 
cora\u00e7\u00e3o aflito e 
perguntaram a Pedro e aos 
outros disc\u00edpulos: 
\u00abIrm\u00e3os, que devemos 
fazer?\u00bb {I}38_{/}Pedro 
respondeu: \u00abArrependei-
vos, e cada um de v\u00f3s 
seja baptizado em nome de 
Jesus Cristo, para o 
perd\u00e3o dos pecados; 
depois recebereis do Pai 
o dom do Esp\u00edrito Santo. 
{I}39_{/}Pois a promessa \u00e9 em 
favor de v\u00f3s e de vossos 
filhos, e para todos 
aqueles que est\u00e3o longe, 
todos aqueles que o 
Senhor nosso Deus 
chamar\u00bb. {I}40_{/}Com muitas 
outras palavras, Pedro 
lhes dava testemunho e 
exortava, dizendo: 
\u00abLivrai-vos da gente 
corrompida\u00bb. {I}41_{/}Os que 
acolheram a palavra de 
Pedro receberam o 
baptismo. E nesse dia 
uniram-se a eles cerca de 
tr\u00eas mil pessoas.
PRIMEIRO RETRATO DA 
COMUNIDADE{/}

{I}42_{/}Eram 
perseverantes em ouvir o 
ensinamento dos 
Ap\u00f3stolos, na comunh\u00e3o 
fraterna, no partir do 
p\u00e3o e nas ora\u00e7\u00f5es. 
{I}43_{/}Em todos eles havia 
temor, por causa dos 
numerosos prod\u00edgios e 
sinais que os Ap\u00f3stolos 
realizavam. {I}44_{/}Todos os 
que abra\u00e7aram a f\u00e9 eram 
unidos e colocavam em 
comum todas as coisas; 
{I}45_{/}vendiam as suas 
propriedades e os seus 
bens e repartiam o 
dinheiro entre todos, 
conforme a necessidade de 
cada um. 
{I}46_{/}Diariamente, todos 
juntos frequentavam o 
Templo e nas casas 
partiam o p\u00e3o, tomando 
alimento com alegria e 
simplicidade de cora\u00e7\u00e3o. 
{I}47_{/}Louvavam a Deus e 
eram estimados por todo o 
povo. E todos os dias o 
Senhor acrescentava \u00e0 
comunidade outras pessoas 
que iam aceitando a 
salva\u00e7\u00e3o.
CONFRONTO COM AS 
AUTORIDADES DE ISRAEL{/}

{1}3{/}

O NOME DE JESUS LIBERTA{/}

{I}1_{/}Pedro e Jo\u00e3o 
subiam ao Templo para a 
ora\u00e7\u00e3o das tr\u00eas horas da 
tarde, {I}2_{/}quando viram 
trazer um homem, coxo de 
nascen\u00e7a. Costumavam 
coloc\u00e1-lo todos os dias \u00e0 
porta do Templo chamada 
Formosa, para pedir 
esmola aos que entravam 
no Templo. {I}3_{/}Quando viu 
Pedro e Jo\u00e3o a entrar no 
Templo, o homem pediu-
lhes esmola. {I}4_{/}Pedro e 
Jo\u00e3o olharam bem para o 
homem. E Pedro disse: 
\u00abOlha para n\u00f3s\u00bb. {I}5_{/}O 
homem olhou para eles com 
aten\u00e7\u00e3o, esperando 
receber alguma coisa. 
{I}6_{/}Ent\u00e3o Pedro disse: 
\u00abN\u00e3o tenho ouro nem 
prata, mas vou dar-te o 
que tenho: em nome de 
Jesus Cristo, o Nazareno, 
levanta-te e come\u00e7a a 
andar!\u00bb {I}7_{/}Depois Pedro 
pegou na m\u00e3o direita do 
homem e ajudou-o a 
levantar-se. No mesmo 
instante, os p\u00e9s e 
tornozelos do homem 
ficaram firmes. {I}8_{/}Ent\u00e3o 
ele deu um pulo, ficou de 
p\u00e9 e come\u00e7ou a andar. E 
entrou no Templo com 
Pedro e Jo\u00e3o, andando, 
pulando e louvando a 
Deus.
{I}9_{/}Todos viram o homem a 
andar e a louvar a Deus. 
{I}10_{/}Reconheceram que era 
ele que pedia esmola \u00e0 
porta Formosa do Templo. 
E ficaram admirados e 
espantados com o que lhe 
havia acontecido.
DEUS AGE ATRAV\u00c9S DO NOME 
DE JESUS{/}

{I}11_{/}O homem curado 
n\u00e3o deixava Pedro e Jo\u00e3o. 
E todo o povo, 
assombrado, acorreu ao 
chamado \u00abP\u00f3rtico de 
Salom\u00e3o\u00bb. 
{I}12_{/}Ao ver isso, Pedro 
dirigiu-se ao povo: 
\u00abIsraelitas, porque vos 
admirais com o que 
aconteceu? Porque olhais 
para n\u00f3s, como se 
tiv\u00e9ssemos feito andar 
este homem com o nosso 
pr\u00f3prio poder ou piedade? 
{I}13_{/}O Deus de Abra\u00e3o, de 
Isaac e de Jacob, o Deus 
dos nossos antepassados 
glorificou o seu servo 
Jesus que v\u00f3s entregastes 
e negastes diante de 
Pilatos, que estava 
decidido a solt\u00e1-l'O. 
{I}14_{/}V\u00f3s, por\u00e9m, 
renegastes o Santo e o 
Justo e pedistes 
clem\u00eancia para um 
assassino. {I}15_{/}Matastes 
o Autor da vida, mas Deus 
ressuscitou-O dos mortos. 
E disto n\u00f3s somos 
testemunhas. {I}16_{/}Gra\u00e7as 
\u00e0 f\u00e9 no nome de Jesus, 
esse Nome acaba de 
fortalecer este homem que 
vedes e reconheceis. A f\u00e9 
em Jesus deu sa\u00fade 
perfeita a este homem que 
est\u00e1 na vossa presen\u00e7a.
{I}17_{/}Apesar disso, meus 
irm\u00e3os, sei que agistes 
por ignor\u00e2ncia, assim 
como os vossos chefes. 
{I}18_{/}Deus, por\u00e9m, cumpriu 
deste modo o que havia 
anunciado atrav\u00e9s de 
todos os profetas: que o 
seu Messias haveria de 
sofrer. {I}19_{/}Portanto 
arrependei-vos e 
convertei-vos, para que 
os vossos pecados sejam 
perdoados. {I}20_{/}Assim 
podereis alcan\u00e7ar o tempo 
do repouso que vem do 
Senhor. E Ele enviar\u00e1 
Jesus, o Messias que vos 
havia destinado. {I}21_{/}No 
entanto, \u00e9 necess\u00e1rio que 
o c\u00e9u O receba, at\u00e9 que 
se cumpra o tempo da 
restaura\u00e7\u00e3o de todas as 
coisas, conforme disse 
Deus nos tempos passados 
pela boca dos seus santos 
profetas. {I}22_{/}De facto, 
Mois\u00e9s afirmou: "O Senhor 
Deus far\u00e1 surgir, entre 
os vossos irm\u00e3os, um pro-
feta como eu. Escutai 
tudo o que Ele vos 
disser. {I}23_{/}Quem n\u00e3o der 
ouvidos a esse profeta, 
ser\u00e1 eliminado do meio do 
povo". {I}24_{/}E todos os 
profetas que falaram, 
desde Samuel e seus 
sucessores, tamb\u00e9m eles 
anunciaram estes dias.
{I}25_{/}Sois filhos dos 
profetas e dos homens com 
quem Deus fez a Alian\u00e7a, 
quando disse a Abra\u00e3o: 
"Atrav\u00e9s da tua 
descend\u00eancia, ser\u00e3o 
aben\u00e7oadas todas as 
fam\u00edlias da Terra". 
{I}26_{/}Ap\u00f3s ter 
ressuscitado o seu servo, 
Deus enviou-O em primeiro 
lugar a v\u00f3s, para vos 
aben\u00e7oar e para que cada 
um de v\u00f3s se converta das 
suas maldades\u00bb.
{1}4{/}

AS AUTORIDADES PROCURAM 
REPRIMIR O TESTEMUNHO{/}

{I}1_{/}Pedro e Jo\u00e3o 
ainda estavam a falar ao 
povo, quando chegaram os 
sacerdotes, o chefe da 
guarda do Templo e os 
saduceus. {I}2_{/}Estavam 
irritados porque os 
Ap\u00f3stolos ensinavam o 
povo e anunciavam que a 
ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos 
tinha acontecido em 
Jesus. {I}3_{/}Prenderam 
Pedro e Jo\u00e3o e meteram-
nos na pris\u00e3o at\u00e9 ao dia 
seguinte, porque j\u00e1 
estava a anoitecer. 
{I}4_{/}Todavia, muitos 
daqueles que tinham 
ouvido o discurso 
acreditaram. E o n\u00famero 
dos homens chegou a uns 
cinco mil.
{I}5_{/}No dia seguinte 
reuniram-se em Jerusal\u00e9m 
os chefes, os anci\u00e3os e 
os doutores da Lei. 
{I}6_{/}Estavam l\u00e1 o sumo 
sacerdote An\u00e1s e tamb\u00e9m 
Caif\u00e1s, Jo\u00e3o, Alexandre e 
todos os que pertenciam 
\u00e0s fam\u00edlias dos sumos 
sacerdotes. {I}7_{/}Fizeram 
Pedro e Jo\u00e3o comparecer 
diante deles e 
interrogaram-nos: \u00abCom 
que poder, ou em nome de 
quem, fizestes isto?\u00bb
{I}8_{/}Ent\u00e3o Pedro, cheio do 
Esp\u00edrito Santo, disse-
lhes: \u00abChefes do povo e 
anci\u00e3os! {I}9_{/}Hoje somos 
interrogados em 
julgamento sobre o bem 
que fizemos a um enfermo 
e sobre o modo como ele 
foi curado. {I}10_{/}Pois 
ficai sabendo todos v\u00f3s, 
e tamb\u00e9m todo o povo de 
Israel: \u00c9 pelo Nome de 
Jesus Cristo, de Nazar\u00e9, 
- Aquele que 
crucificastes e que Deus 
ressuscitou dos mortos, - 
\u00e9 pelo seu Nome, e por 
nenhum outro, que este 
homem est\u00e1 curado diante 
de v\u00f3s. {I}11_{/}Jesus \u00e9 a 
pedra que v\u00f3s, 
construtores, 
rejeitastes, e que se 
tornou a pedra angular. 
{I}12_{/}N\u00e3o existe salva\u00e7\u00e3o 
em nenhum outro, pois 
debaixo do c\u00e9u n\u00e3o existe 
outro nome dado aos 
homens, pelo qual 
possamos ser salvos\u00bb.
{I}13_{/}Eles ficaram 
admirados ao ver a 
seguran\u00e7a com que Pedro e 
Jo\u00e3o falavam, pois eram 
pessoas simples e sem 
instru\u00e7\u00e3o. Reconheceram 
que eles eram 
companheiros de Jesus. 
{I}14_{/}No entanto, viam de 
p\u00e9, junto deles, o homem 
que tinha sido curado. E 
n\u00e3o podiam dizer nada em 
contr\u00e1rio.
{I}15_{/}Mandaram-nos sair 
para fora do Sin\u00e9drio e 
come\u00e7aram a discutir 
entre si: {I}16_{/}\u00abQue vamos 
fazer com estes homens? 
Eles realizaram um 
milagre clar\u00edssimo, e o 
facto tornou-se de tal 
modo conhecido por todos 
os habitantes de 
Jerusal\u00e9m, que n\u00e3o 
podemos neg\u00e1-lo. 
{I}17_{/}Contudo, a fim de 
que a coisa n\u00e3o se 
espalhe ainda mais entre 
o povo, vamos amea\u00e7\u00e1-los, 
para que n\u00e3o falem a mais 
ningu\u00e9m a respeito do 
Nome de Jesus\u00bb.
{I}18_{/}Chamaram de novo 
Pedro e Jo\u00e3o e ordenaram-
lhes que n\u00e3o falassem ou 
ensinassem em nome de 
Jesus. {I}19_{/}Pedro e Jo\u00e3o 
responderam: \u00abJulgai v\u00f3s 
mesmos se \u00e9 justo diante 
de Deus que obede\u00e7amos a 
v\u00f3s e n\u00e3o a Ele! 
{I}20_{/}Quanto a n\u00f3s, n\u00e3o 
podemos calar-nos sobre o 
que vimos e ouvimos\u00bb.
{I}21_{/}Ent\u00e3o, insistindo 
nas suas amea\u00e7as, 
deixaram Pedro e Jo\u00e3o em 
liberdade, j\u00e1 que n\u00e3o 
descobriam maneira de os 
castigar, por causa do 
povo. Pois todos 
glorificavam a Deus pelo 
que tinha acontecido. 
{I}22_{/}De facto, o homem 
que tinha sido 
milagrosamente curado 
tinha mais de quarenta 
anos.
FOR\u00c7A PARA O TESTEMUNHO{/}

{I}23_{/}Logo que foram 
postos em liberdade, 
Pedro e Jo\u00e3o voltaram 
para junto dos irm\u00e3os e 
contaram tudo o que os 
sumos sacerdotes e os 
anci\u00e3os haviam dito. 
{I}24_{/}Depois de os terem 
ouvido, todos elevaram a 
voz a Deus, dizendo: 
\u00abSenhor, Tu criaste o 
c\u00e9u, a terra, o mar e 
tudo o que neles existe. 
{I}25_{/}Por meio do Esp\u00edrito 
Santo disseste atrav\u00e9s do 
teu servo David, nosso 
pai: "Porque se amotinam 
as na\u00e7\u00f5es, e os povos 
planeiam em v\u00e3o? {I}26_{/}Os 
reis da terra insurgem-se 
e os pr\u00edncipes conspiram 
unidos contra o Senhor e 
contra o seu Messias". 
{I}27_{/}Foi o que aconteceu 
nesta cidade: Herodes e 
P\u00f4ncio Pilatos uniram-se 
com os pag\u00e3os e os povos 
de Israel contra Jesus, 
teu santo servo, a quem 
ungiste, {I}28_{/}a fim de 
executarem tudo o que a 
tua m\u00e3o e a tua vontade 
tinham predeterminado que 
sucedesse. {I}29_{/}Agora, 
Senhor, olha as amea\u00e7as 
que fazem e concede que 
os teus servos anunciem 
corajosamente a tua 
Palavra. {I}30_{/}Estende a 
m\u00e3o para que se realizem 
curas, sinais e prod\u00edgios 
por meio do Nome do teu 
santo servo Jesus\u00bb.
{I}31_{/}Quando terminaram a 
ora\u00e7\u00e3o, estremeceu o 
lugar em que estavam 
reunidos. Todos, ent\u00e3o, 
ficaram cheios do 
Esp\u00edrito Santo e, com 
coragem, anunciavam a 
Palavra de Deus.
SEGUNDO RETRATO DA 
COMUNIDADE{/}

{I}32_{/}A multid\u00e3o dos 
fi\u00e9is era um s\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e 
uma s\u00f3 alma. Ningu\u00e9m 
considerava propriedade 
particular as coisas que 
possu\u00eda, mas tudo era 
posto em comum entre 
eles. {I}33_{/}Com grande 
poder, os Ap\u00f3stolos davam 
testemunho da 
ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor 
Jesus. E todos eles 
gozavam de grande 
aceita\u00e7\u00e3o. {I}34_{/}Entre 
eles ningu\u00e9m passava 
necessidade, pois aqueles 
que possu\u00edam terras ou 
casas vendiam-nas, 
traziam o dinheiro {I}35_{/}e 
colocavam-no aos p\u00e9s dos 
Ap\u00f3stolos; depois, era 
distribu\u00eddo a cada um 
conforme a sua 
necessidade. {I}36_{/}Foi 
assim que procedeu Jos\u00e9, 
um levita nascido em 
Chipre, apelidado pelos 
Ap\u00f3stolos com o nome de 
Barnab\u00e9, que significa 
\u00abfilho da exorta\u00e7\u00e3o\u00bb. 
{I}37_{/}Ele vendeu o campo 
que possu\u00eda, trouxe o 
dinheiro e colocou-o aos 
p\u00e9s dos Ap\u00f3stolos.
{1}5{/}

A COMUNIDADE \u00c9 SACRAMENTO 
DO ESP\u00cdRITO{/}

{I}1_{/}Um homem chamado 
Ananias fez um acordo com 
a esposa Safira: vendeu 
uma propriedade que 
possu\u00eda, {I}2_{/}reteve uma 
parte do dinheiro para si 
e entregou a outra parte, 
colocando-a aos p\u00e9s dos 
Ap\u00f3stolos. {I}3_{/}Pedro 
perguntou-lhe: \u00abAnanias, 
porque deixaste que 
Satan\u00e1s tomasse posse do 
teu cora\u00e7\u00e3o? Porque 
mentes ao Esp\u00edrito Santo, 
conservando uma parte do 
pre\u00e7o do terreno? {I}4_{/}N\u00e3o 
podias conserv\u00e1-lo para 
ti sem o vender? E mesmo 
que o vendesses n\u00e3o 
podias ficar com todo o 
dinheiro? Ent\u00e3o, porque 
fizeste isso? Tu n\u00e3o 
mentiste aos homens, mas 
a Deus\u00bb. {I}5_{/}Ao ouvir 
isto, Ananias caiu no 
ch\u00e3o e morreu. E um 
grande temor se apoderou 
de todos os assistentes. 
{I}6_{/}Os mais jovens 
levantaram-se, enrolaram 
o corpo de Ananias num 
len\u00e7ol e levaram-no a 
enterrar.
{I}7_{/}Umas tr\u00eas horas mais 
tarde, chegou a esposa de 
Ananias, sem saber o que 
havia acontecido. 
{I}8_{/}Pedro perguntou-lhe: 
\u00ab\u00c9 verdade que vendestes 
o terreno por esse 
pre\u00e7o?\u00bb Ela respondeu: 
\u00abSim, foi por esse 
pre\u00e7o\u00bb. {I}9_{/}Ent\u00e3o Pedro 
disse: \u00abPorque 
combinastes tentar o 
Esp\u00edrito do Senhor? Olha! 
Os que foram enterrar o 
teu marido est\u00e3o a 
chegar. Eles v\u00e3o levar-te 
tamb\u00e9m a ti!\u00bb {I}10_{/}No 
mesmo instante, Safira 
caiu aos p\u00e9s de Pedro e 
morreu. Quando os jovens 
entraram, encontraram-na 
morta, levaram-na e 
sepultaram-na ao lado do 
marido. {I}11_{/}E grande 
temor se espalhou por 
toda a Igreja e entre 
todos aqueles que ouviram 
falar do que havia 
acontecido.
TERCEIRO RETRATO DA 
COMUNIDADE{/}

{I}12_{/}Muitos sinais e 
prod\u00edgios eram realizados 
entre o povo pelas m\u00e3os 
dos Ap\u00f3stolos. E todos os 
fi\u00e9is se reuniam em grupo 
no P\u00f3rtico de Salom\u00e3o. 
{I}13_{/}Os outros n\u00e3o se 
atreviam a juntar-se a 
eles, mas o povo 
elogiava-os muito. 
{I}14_{/}Uma multid\u00e3o cada 
vez maior de homens e 
mulheres aderia ao 
Senhor, pela f\u00e9. 
{I}15_{/}Chegaram ao ponto de 
transportar doentes para 
as pra\u00e7as, em esteiras e 
camas, para que Pedro, ao 
passar, pelo menos a sua 
sombra cobrisse alguns 
deles. {I}16_{/}A multid\u00e3o 
vinha at\u00e9 das cidades 
vizinhas de Jerusal\u00e9m, 
trazendo doentes e 
pessoas atormentadas por 
esp\u00edritos maus. E todos 
eram curados.
NINGU\u00c9M APRISIONA A 
MENSAGEM DE VIDA{/}

{I}17_{/}Ent\u00e3o o sumo 
sacerdote, com todo o seu 
partido - isto \u00e9, o 
partido dos saduceus - 
ficaram cheios de raiva, 
{I}18_{/}e mandaram prender 
os Ap\u00f3stolos e met\u00ea-los 
na pris\u00e3o.
{I}19_{/}Durante a noite, 
por\u00e9m, o anjo do Senhor 
abriu as portas da pris\u00e3o 
e f\u00ea-los sair, dizendo: 
{I}20_{/}\u00abIde ao Templo e l\u00e1 
anunciai ao povo toda a 
mensagem da vida\u00bb. 
{I}21_{/}Eles obedeceram 
e, ao amanhecer, entraram 
no Templo e come\u00e7aram a 
ensinar.
OBEDECER A DEUS E N\u00c3O AOS 
HOMENS{/}

O sumo sacerdote chegou 
com os seus partid\u00e1rios e 
convocou o Sin\u00e9drio, isto 
\u00e9, o Conselho das pessoas 
importantes do povo de 
Israel. Ent\u00e3o mandaram 
buscar os Ap\u00f3stolos \u00e0 
pris\u00e3o. {I}22_{/}Os servos, 
ao chegarem \u00e0 pris\u00e3o, n\u00e3o 
os encontraram, e 
voltaram dizendo: 
{I}23_{/}\u00abEncontr\u00e1mos a 
pris\u00e3o cuidadosamente 
fechada e os guardas 
estavam de sentinela \u00e0 
porta. Mas, quando 
abrimos a porta, n\u00e3o 
encontr\u00e1mos ningu\u00e9m l\u00e1 
dentro\u00bb.
{I}24_{/}Ao ouvir esta 
not\u00edcia, o chefe da 
guarda do Templo e os 
sumos sacerdotes n\u00e3o 
sabiam o que pensar e 
perguntavam a si pr\u00f3prios 
o que poderia ter 
acontecido. {I}25_{/}Chegou 
algu\u00e9m que lhes disse: 
\u00abOs homens que metestes 
na pris\u00e3o est\u00e3o no Templo 
a ensinar o povo!\u00bb 
{I}26_{/}Ent\u00e3o o chefe da 
guarda do Templo saiu com 
os guardas e trouxe os 
Ap\u00f3stolos, mas sem 
viol\u00eancia, porque tinham 
medo que o povo os 
apedrejasse.
{I}27_{/}Levaram os Ap\u00f3stolos 
e apresentaram-nos ao 
Sin\u00e9drio. O sumo 
sacerdote disse: 
{I}28_{/}\u00abN\u00f3s t\u00ednhamo-vos 
proibido expressamente 
ensinar em nome de Jesus 
e, no entanto, enchestes 
Jerusal\u00e9m com a vossa 
doutrina. E quereis 
tornar-nos respons\u00e1veis 
pela morte desse homem!\u00bb 
{I}29_{/}Ent\u00e3o Pedro e os 
outros Ap\u00f3stolos 
responderam: \u00ab\u00c9 preciso 
obedecer antes a Deus do 
que aos homens. {I}30_{/}O 
Deus dos nossos 
antepassados ressuscitou 
Jesus, que v\u00f3s matastes, 
suspendendo-O numa cruz. 
{I}31_{/}Mas Deus com a sua 
direita exaltou-O, 
tornando-O Chefe supremo 
e Salvador, para dar ao 
povo a oportunidade de se 
arrepender e receber o 
perd\u00e3o dos pecados. 
{I}32_{/}E n\u00f3s somos 
testemunhas destas 
coisas, n\u00f3s e o Esp\u00edrito 
Santo, que Deus concedeu 
\u00e0queles que Lhe 
obedecem\u00bb. 
{I}33_{/}Enfurecidos com 
estas palavras, os 
conselheiros pensaram em 
matar os Ap\u00f3stolos.
DE ONDE VEM ESTE 
PROJECTO?{/}

{I}34_{/}Levantou-se, 
ent\u00e3o, no Sin\u00e9drio, um 
fariseu chamado Gamaliel. 
Era doutor da Lei, e todo 
o povo o estimava. 
Gamaliel mandou que os 
acusados sa\u00edssem por um 
instante. {I}35_{/}Depois 
disse: \u00abHomens de Israel, 
vede bem o que estais 
para fazer contra estes 
homens. {I}36_{/}H\u00e1 algum 
tempo apareceu Teudas, 
que se fazia passar por 
uma pessoa importante, e 
juntaram-se-lhe cerca de 
quatrocentos homens. 
Depois foi morto, e todos 
os que o seguiam 
debandaram e nada mais 
restou. {I}37_{/}Depois dele, 
no tempo do 
recenseamento, apareceu 
Judas, o galileu, que 
arrastou o povo atr\u00e1s de 
si. Contudo, tamb\u00e9m ele 
acabou mal, e todos os 
seus seguidores se 
dispersaram. {I}38_{/}Quanto 
ao que agora est\u00e1 a 
acontecer, dou-vos um 
conselho: n\u00e3o vos 
preocupeis com estes 
homens, e soltai-os. 
Porque, se o seu projecto 
ou actividade \u00e9 de origem 
humana, ser\u00e1 destru\u00eddo; 
{I}39_{/}mas, se vem de Deus, 
n\u00e3o conseguireis 
aniquil\u00e1-los. Cuidado, 
n\u00e3o corrais o risco de 
vos meterdes contra 
Deus!\u00bb Os participantes 
no Sin\u00e9drio aceitaram o 
parecer de Gamaliel.
{I}40_{/}Chamaram os 
Ap\u00f3stolos, mandaram-nos 
a\u00e7oitar, proibiram-nos de 
falar em nome de Jesus, e 
depois soltaram-nos. 
{I}41_{/}Os Ap\u00f3stolos sa\u00edram 
do Conselho muito 
contentes por terem 
merecido sofrer insultos 
por causa do nome de 
Jesus. {I}42_{/}E cada dia, 
no Templo e pelas casas, 
n\u00e3o cessavam de ensinar e 
anunciar a Boa Not\u00edcia de 
Jesus Messias.
PERSEGUI\u00c7\u00c3O E DIFUS\u00c3O{/}

{1}6{/}

NOVOS MINIST\u00c9RIOS{/}

{I}1_{/}Naqueles dias,o 
n\u00famero dos disc\u00edpulos 
tinha aumentado, e os 
fi\u00e9is de origem grega 
come\u00e7aram a queixar-se 
contra os fi\u00e9is de origem 
hebraica. Os de origem 
grega diziam que as suas 
vi\u00favas eram deixadas de 
lado no atendimento 
di\u00e1rio. {I}2_{/}Ent\u00e3o os Doze 
convocaram uma assembleia 
geral dos disc\u00edpulos e 
disseram: \u00abN\u00e3o est\u00e1 certo 
que n\u00f3s deixemos a 
prega\u00e7\u00e3o da Palavra de 
Deus para servirmos \u00e0 
mesa. {I}3_{/}Irm\u00e3os, \u00e9 
melhor que escolhais 
entre v\u00f3s sete homens de 
boa fama, repletos do 
Esp\u00edrito e de sabedoria, 
e encarreg\u00e1-los-emos 
dessa tarefa. {I}4_{/}Deste 
modo, n\u00f3s poderemos 
dedicar-nos inteiramente 
\u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao servi\u00e7o da 
Palavra\u00bb. {I}5_{/}A proposta 
agradou a toda a 
assembleia. Ent\u00e3o 
escolheram Est\u00eav\u00e3o, homem 
cheio de f\u00e9 e do Esp\u00edrito 
Santo; e tamb\u00e9m Filipe, 
Pr\u00f3coro, Nicanor, Timon, 
Parmenas e Nicolau de 
Antioquia, um pag\u00e3o que 
seguia a religi\u00e3o dos 
judeus. {I}6_{/}Todos estes 
foram apresentados aos 
Ap\u00f3stolos, que oraram e 
impuseram as m\u00e3os sobre 
eles.
{I}7_{/}Entretanto, a Palavra 
do Senhor espalhava-se. O 
n\u00famero dos disc\u00edpulos 
crescia muito em 
Jerusal\u00e9m, e um grande 
n\u00famero de sacerdotes 
judeus obedecia \u00e0 f\u00e9 
crist\u00e3.
AUD\u00c1CIA DO TESTEMUNHO{/}

{I}8_{/}Cheio de gra\u00e7a e 
poder, Est\u00eav\u00e3o fazia 
grandes prod\u00edgios e 
sinais entre o povo. 
{I}9_{/}No entanto, alguns 
membros da sinagoga dos 
Libertos, com cireneus e 
alexandrinos, e alguns da 
Cil\u00edcia e da \u00c1sia 
come\u00e7aram a discutir com 
Est\u00eav\u00e3o. {I}10_{/}Mas n\u00e3o 
conseguiam resistir \u00e0 
sabedoria e ao Esp\u00edrito 
com que Est\u00eav\u00e3o falava. 
{I}11_{/}Ent\u00e3o subornaram 
alguns indiv\u00edduos que 
disseram: \u00abOuvimos este 
homem proferir palavras 
blasfemas contra Mois\u00e9s e 
contra Deus\u00bb. {I}12_{/}Deste 
modo, incitaram o povo e 
os anci\u00e3os. Os doutores 
da Lei prenderam Est\u00eav\u00e3o 
e conduziram-no ao 
Sin\u00e9drio. {I}13_{/}Ali 
apresentaram falsas 
testemunhas que diziam: 
\u00abEste homem n\u00e3o cessa de 
falar contra este lugar 
santo e contra a Lei. 
{I}14_{/}De facto, n\u00f3s 
ouvimo-lo afirmar que 
Jesus, o Nazareno, 
destruir\u00e1 este lugar e 
subverter\u00e1 os costumes 
que Mois\u00e9s nos 
transmitiu\u00bb. {I}15_{/}Todos 
os que estavam sentados 
no Sin\u00e9drio tinham os 
olhos fixos em Est\u00eav\u00e3o e 
viram o seu rosto como o 
rosto de um anjo.
{1}7{/}

DEUS CAMINHA COM O POVO{/}

{I}1_{/}Ent\u00e3o o sumo 
sacerdote perguntou a 
Est\u00eav\u00e3o: \u00ab\u00c9 verdade o que 
eles afirmam?\u00bb 
{I}2_{/}Est\u00eav\u00e3o respondeu: 
\u00abIrm\u00e3os e pais, escutai. 
O Deus da gl\u00f3ria apareceu 
ao nosso pai Abra\u00e3o 
quando ele ainda estava 
na Mesopot\u00e2mia, antes de 
habitar em Har\u00e3. {I}3_{/}E 
disse-lhe: "Sai da tua 
terra e da tua fam\u00edlia e 
vai para a terra que Eu 
te vou mostrar". 
{I}4_{/}Abra\u00e3o saiu, ent\u00e3o, 
da terra dos caldeus e 
estabeleceu-se em Har\u00e3. E 
depois da morte do pai, 
Deus f\u00ea-lo emigrar da\u00ed 
para esta terra onde 
agora v\u00f3s morais. 
{I}5_{/}Deus n\u00e3o lhe deu 
nenhuma propriedade nesta 
terra, nem mesmo o espa\u00e7o 
para ele pousar o p\u00e9. Mas 
prometeu a posse dela a 
ele e depois \u00e0 sua 
descend\u00eancia, embora 
Abra\u00e3o n\u00e3o tivesse 
filhos. {I}6_{/}Deus falou 
assim: "A descend\u00eancia de 
Abra\u00e3o habitar\u00e1 em terra 
estrangeira, ser\u00e1 
escravizada e maltratada 
durante quatrocentos 
anos. {I}7_{/}Mas Eu pedirei 
contas \u00e0 na\u00e7\u00e3o da qual 
eles forem escravos. 
Depois disso, sair\u00e3o 
livres e prestar-Me-\u00e3o 
culto neste lugar". 
{I}8_{/}Depois Deus concedeu 
a Abra\u00e3o a alian\u00e7a da 
circuncis\u00e3o. Deste modo, 
Abra\u00e3o gerou Isaac e 
circunci-dou-o no oitavo 
dia; Isaac gerou Jacob; e 
Jacob gerou os doze 
patriarcas.
{I}9_{/}Os patriarcas, por\u00e9m, 
por inveja venderam Jos\u00e9 
como escravo para o 
Egipto. Mas Deus estava 
com ele, {I}10_{/}e libertou-
o de todas as afli\u00e7\u00f5es, e 
concedeu-lhe gra\u00e7a e 
sabedoria diante do 
Fara\u00f3, rei do Egipto. 
Este nomeou-o 
administrador do Egipto e 
de toda a sua casa. 
{I}11_{/}Sobreveio ent\u00e3o uma 
carestia em todo o Egipto 
e em Cana\u00e3; a mis\u00e9ria era 
grande e os nossos pais 
n\u00e3o encontravam nada para 
comer. {I}12_{/}Sabendo que 
no Egipto havia 
mantimentos, Jacob enviou 
para l\u00e1 os nossos pais 
uma primeira vez. {I}13_{/}Na 
segunda vez, Jos\u00e9 deu-se 
a conhecer aos seus 
irm\u00e3os. E o Fara\u00f3 veio a 
conhecer de que ra\u00e7a era 
Jos\u00e9. {I}14_{/}Ent\u00e3o Jos\u00e9 
mandou chamar o pai Jacob 
e toda a fam\u00edlia, ao todo 
setenta e cinco pessoas. 
{I}15_{/}Jacob desceu ao 
Egipto e a\u00ed morreu, como 
tamb\u00e9m os nossos pais. 
{I}16_{/}E eles foram 
transportados para Siqu\u00e9m 
e colocados no sepulcro 
que Abra\u00e3o tinha comprado 
em Siqu\u00e9m, a pre\u00e7o de 
prata, aos filhos de 
Hemor.
{I}17_{/}Quando se aproximava 
o tempo de se realizar a 
promessa que Deus tinha 
feito a Abra\u00e3o, o povo 
cresceu e multiplicou-se 
no Egipto, {I}18_{/}at\u00e9 que 
no Egipto surgiu outro 
rei que n\u00e3o tinha 
conhecido Jos\u00e9. {I}19_{/}Esse 
rei, agindo com ast\u00facia 
contra a nossa ra\u00e7a, 
perseguiu os nossos pais 
e obrigou-os a abandonar 
os filhos rec\u00e9m-nascidos, 
para que n\u00e3o 
sobrevivessem. {I}20_{/}Nesse 
tempo, nasceu Mois\u00e9s, que 
era belo aos olhos de 
Deus. Durante tr\u00eas meses 
Mois\u00e9s foi criado na casa 
de seu pai. {I}21_{/}Depois, 
quando foi abandonado, a 
filha do Fara\u00f3 recolheu-o 
e criou-o como seu 
pr\u00f3prio filho. {I}22_{/}Assim 
Mois\u00e9s foi iniciado em 
toda a sabedoria dos 
eg\u00edpcios e era poderoso 
no falar e no agir.
{I}23_{/}Quando completou 
quarenta anos, Mois\u00e9s 
desejou visitar os seus 
irm\u00e3os israelitas. 
{I}24_{/}Vendo que um deles 
era maltratado, tomou a 
sua defesa e, para o 
vingar, matou o eg\u00edpcio. 
{I}25_{/}Ele acreditava que 
os seus irm\u00e3os iriam 
compreender que Deus, por 
meio dele, os libertaria; 
mas n\u00e3o compreenderam. 
{I}26_{/}No dia seguinte, 
Mois\u00e9s apresentou-se a 
dois dos seus irm\u00e3os que 
brigavam e procurava 
reconcili\u00e1-los, dizendo: 
"Porqu\u00ea, sendo irm\u00e3os, 
vos agredis um ao outro?" 
{I}27_{/}Nesse momento, 
aquele que agredia o 
companheiro respondeu: 
"Quem te nomeou chefe ou 
juiz sobre n\u00f3s? 
{I}28_{/}Acaso queres matar-
me como fizeste ontem com 
o eg\u00edpcio?\u00bb {I}29_{/}Ao ouvir 
isto, Mois\u00e9s fugiu e foi 
morar na regi\u00e3o de Madi\u00e3, 
onde teve dois filhos.
{I}30_{/}Quarenta anos 
depois, apareceu-lhe no 
deserto do monte Sinai um 
anjo na chama de uma 
sar\u00e7a que ardia. 
{I}31_{/}Mois\u00e9s ficou 
admirado ao ver a 
apari\u00e7\u00e3o. Queria 
aproximar-se para ver 
melhor, quando ent\u00e3o se 
ouviu a voz do Senhor: 
{I}32_{/}"Eu sou o Deus de 
teus pais, o Deus de 
Abra\u00e3o, de Isaac e de 
Jacob". Mois\u00e9s tremia e 
n\u00e3o ousava levantar os 
olhos. {I}33_{/}Ent\u00e3o o 
Senhor disse-lhe: "Tira 
as sand\u00e1lias dos p\u00e9s, 
porque o lugar onde est\u00e1s 
\u00e9 terra santa. {I}34_{/}Eu vi 
a mis\u00e9ria do meu povo no 
Egipto. Ouvi os seus 
gemidos e desci para o 
libertar. Agora vem c\u00e1, 
pois Eu quero mandar-te 
ao Egipto". {I}35_{/}Assim, 
aquele Mois\u00e9s que os 
israelitas haviam 
renegado, dizendo: "Quem 
te nomeou chefe e juiz?", 
Deus enviou-o como chefe 
e libertador, por meio do 
anjo que lhe tinha 
aparecido na sar\u00e7a. 
{I}36_{/}Foi ele que nos fez 
sair do Egipto, 
realizando sinais e 
prod\u00edgios no Egipto, no 
Mar Vermelho e durante 
quarenta anos no deserto. 
{I}37_{/}Foi Mois\u00e9s que disse 
aos israelitas: "Deus 
suscitar\u00e1 entre os vossos 
irm\u00e3os um profeta como 
eu". {I}38_{/}Foi ele que, na 
assembleia do deserto, 
serviu de intermedi\u00e1rio 
entre o anjo que lhe 
falava no monte Sinai e 
os nossos pais. Ele 
recebeu as palavras de 
vida, para no-las 
transmitir. {I}39_{/}Os 
nossos pais, por\u00e9m, n\u00e3o 
quiseram dar-lhe ouvidos. 
Ao contr\u00e1rio, rejeitaram-
no e, no seu desejo, 
voltaram ao Egipto, 
{I}40_{/}dizendo a Aar\u00e3o: 
"Faz-nos deuses que nos 
guiem, porque n\u00e3o sabemos 
o que aconteceu a esse 
Mois\u00e9s que nos tirou do 
Egipto". {I}41_{/}Naqueles 
dias, constru\u00edram um 
bezerro, ofereceram um 
sacrif\u00edcio ao \u00eddolo e 
celebraram a obra das 
suas pr\u00f3prias m\u00e3os. 
{I}42_{/}Ent\u00e3o Deus afastou-
Se deles e deixou que 
adorassem os astros do 
c\u00e9u, como est\u00e1 escrito no 
livro dos profetas: 
"Oferecestes-Me, 
porventura, v\u00edtimas e 
sacrif\u00edcios durante 
quarenta anos no deserto, 
\u00f3 casa de Israel? 
{I}43_{/}Pelo contr\u00e1rio, 
levastes a tenda de Moloc 
e a estrela do deus Ref\u00e3, 
imagens que v\u00f3s mesmos 
fabricastes para adorar. 
Por isso exilar-vos-ei 
para al\u00e9m da Babil\u00f3nia".
{I}44_{/}Os nossos pais no 
deserto tinham a Tenda da 
presen\u00e7a de Deus. E Deus, 
que falava com Mois\u00e9s, 
mandou que a constru\u00edsse 
de acordo com o modelo 
que tinha visto. 
{I}45_{/}Nossos pais 
receberam a Tenda e, sob 
a direc\u00e7\u00e3o de Josu\u00e9, 
levaram-na para a terra 
das na\u00e7\u00f5es que Deus 
expulsou diante dos 
nossos pais. E a Tenda 
ficou ali at\u00e9 ao tempo de 
David. {I}46_{/}E David 
encontrou gra\u00e7a diante de 
Deus e pediu-Lhe 
autoriza\u00e7\u00e3o para 
construir uma casa ao 
Deus de Jacob. {I}47_{/}No 
entanto, foi Salom\u00e3o quem 
construiu a casa. {I}48_{/}O 
Alt\u00edssimo, por\u00e9m, n\u00e3o 
mora em casas feitas por 
m\u00e3os humanas, conforme 
diz o profeta: {I}49_{/}"O 
C\u00e9u \u00e9 o meu trono, e a 
Terra \u00e9 o lugar onde 
apoio os meus p\u00e9s. Que 
casa Me construireis?, 
diz o Senhor, e qual ser\u00e1 
o lugar do meu descanso? 
{I}50_{/}N\u00e3o foi a minha m\u00e3o 
que fez todas as coisas?"
{I}51_{/}Homens teimosos, 
insens\u00edveis e fechados \u00e0 
vontade de Deus! V\u00f3s 
sempre resististes ao 
Esp\u00edrito Santo. Sois como 
os vossos pais! {I}52_{/}Qual 
foi o profeta que os 
vossos pais n\u00e3o tenham 
perseguido? Mataram 
aqueles que anunciavam a 
vinda do Justo, do qual 
agora vos tornastes 
traidores e assassinos. 
{I}53_{/}Recebestes a Lei, 
promulgada atrav\u00e9s dos 
anjos, e n\u00e3o a 
observastes!\u00bb
O DISC\u00cdPULO N\u00c3O EST\u00c1 
ACIMA DO MESTRE{/}

{I}54_{/}Ao ouvirem estas 
palavras, ficaram 
enfurecidos e rangeram os 
dentes contra Est\u00eav\u00e3o. 
{I}55_{/}Repleto do Esp\u00edrito 
Santo, Est\u00eav\u00e3o olhou para 
o C\u00e9u e viu a gl\u00f3ria de 
Deus, e Jesus, de p\u00e9, \u00e0 
direita de Deus. 
{I}56_{/}Ent\u00e3o disse: \u00abVejo o 
C\u00e9u aberto e o Filho do 
Homem, de p\u00e9, \u00e0 direita 
de Deus\u00bb. {I}57_{/}Ent\u00e3o 
soltaram fortes gritos, 
taparam os ouvidos e 
avan\u00e7aram todos juntos 
contra Est\u00eav\u00e3o. 
{I}58_{/}Arrastaram-no para 
fora da cidade e 
come\u00e7aram a apedrej\u00e1-lo. 
As testemunhas deixaram 
os seus mantos aos p\u00e9s de 
um jovem chamado Saulo. 
{I}59_{/}Atiravam pedras 
contra Est\u00eav\u00e3o, que 
repetia esta invoca\u00e7\u00e3o: 
\u00abSenhor Jesus, recebe o 
meu esp\u00edrito\u00bb. 
{I}60_{/}Depois dobrou os 
joelhos e gritou forte: 
\u00abSenhor, n\u00e3o os condenes 
por este pecado\u00bb. E, ao 
dizer isto, adormeceu.
{1}8{/}

A PERSEGUI\u00c7\u00c3O{/}

{I}1_{/}Saulo era um 
daqueles que aprovavam a 
morte de Est\u00eav\u00e3o. Naquele 
dia, desencadeou-se uma 
grande persegui\u00e7\u00e3o contra 
a Igreja de Jerusal\u00e9m. E 
todos, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o dos 
Ap\u00f3stolos, se espalharam 
pelas regi\u00f5es da Judeia e 
da Samaria. {I}2_{/}Algumas 
pessoas piedosas 
sepultaram Est\u00eav\u00e3o e 
fizeram por ele um grande 
luto. {I}3_{/}Saulo, por\u00e9m, 
devastava a Igreja: 
entrava nas casas e 
arrastava para fora 
homens e mulheres, para 
os meter na pris\u00e3o. {I}4_{/}E 
aqueles que se 
dispersaram iam de um 
lugar para outro, 
anunciando a Palavra.
ALEGRIA PELA BOA NOT\u00cdCIA{/}

{I}5_{/}Filipe desceu a 
uma cidade da regi\u00e3o de 
Samaria e a\u00ed come\u00e7ou a 
anunciar Cristo. {I}6_{/}As 
multid\u00f5es seguiam com 
aten\u00e7\u00e3o tudo o que Filipe 
dizia, e todos em peso o 
escutavam, pois viam os 
milagres que ele fazia. 
{I}7_{/}Dando grandes gritos, 
os esp\u00edritos maus sa\u00edam 
de muitos endemoninhados. 
Numerosos paral\u00edticos e 
aleijados tamb\u00e9m foram 
curados. {I}8_{/}E a cidade 
encheu-se de alegria.
N\u00c3O COMERCIALIZAR O DOM 
DE DEUS{/}

{I}9_{/}Na mesma cidade, 
havia um homem chamado 
Sim\u00e3o, que desde algum 
tempo praticava a magia. 
Ele impressionava o povo 
da Samaria, fazendo-se 
passar como uma pessoa 
importante. {I}10_{/}Todos, 
pequenos e grandes, 
aderiam a Sim\u00e3o, dizendo: 
\u00abEste homem \u00e9 o poder de 
Deus, que \u00e9 chamado 
Grande\u00bb. {I}11_{/}Aderiam a 
ele, porque h\u00e1 longo 
tempo Sim\u00e3o os deixava 
impressionados com as 
suas artes m\u00e1gicas. 
{I}12_{/}Quando come\u00e7aram a 
acreditar em Filipe, que 
anunciava a Boa Not\u00edcia 
do Reino de Deus e do 
nome de Jesus Cristo, 
tanto os homens como as 
mulheres apresentavam-se 
para o baptismo. 
{I}13_{/}Sim\u00e3o tamb\u00e9m aderiu 
\u00e0 f\u00e9 e, depois de 
baptizado, n\u00e3o se 
separava de Filipe. Sim\u00e3o 
ficou muito impressionado 
ao ver os sinais e os 
grandes prod\u00edgios que 
aconteciam. 
{I}14_{/}Os Ap\u00f3stolos, que 
estavam em Jerusal\u00e9m, 
souberam que a Samaria 
acolhera a Palavra de 
Deus, e enviaram para l\u00e1 
Pedro e Jo\u00e3o. {I}15_{/}Ao 
chegarem, Pedro e Jo\u00e3o 
rezaram pelos 
samaritanos, a fim de 
receberem o Esp\u00edrito 
Santo. {I}16_{/}De facto, o 
Esp\u00edrito ainda n\u00e3o viera 
sobre nenhum deles; e os 
samaritanos tinham apenas 
recebido o baptismo em 
nome do Senhor Jesus. 
{I}17_{/}Ent\u00e3o Pedro e Jo\u00e3o 
impuseram as m\u00e3os sobre 
os samaritanos, e eles 
receberam o Esp\u00edrito 
Santo. 
{I}18_{/}Sim\u00e3o, ao ver que o 
Esp\u00edrito Santo era 
comunicado atrav\u00e9s da 
imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, 
ofereceu dinheiro a Pedro 
e Jo\u00e3o, dizendo: 
{I}19_{/}\u00abDai-me tamb\u00e9m esse 
poder, a fim de que 
receba o Esp\u00edrito todo 
aquele sobre o qual eu 
impuser as m\u00e3os\u00bb. 
{I}20_{/}Mas Pedro respondeu: 
\u00abQue tu pere\u00e7as 
juntamente com o teu 
dinheiro, pois julgaste 
poder comprar com 
dinheiro aquilo que \u00e9 dom 
de Deus. {I}21_{/}De nenhum 
modo podes participar 
nesta realidade 
espiritual, porque a tua 
consci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 
correcta diante de Deus. 
{I}22_{/}Arrepende-te dessa 
maldade e suplica ao 
Senhor que te perdoe a m\u00e1 
inten\u00e7\u00e3o que tiveste, 
{I}23_{/}pois vejo que est\u00e1s 
envolvido pela 
iniquidade, como de fel 
amargo\u00bb. {I}24_{/}Sim\u00e3o 
respondeu: \u00abSuplicai por 
mim ao Senhor, para que 
n\u00e3o me aconte\u00e7a nada do 
que acabais de dizer\u00bb.
{I}25_{/}Depois de ter 
testemunhado e anunciado 
a Palavra do Senhor, 
Pedro e Jo\u00e3o voltaram 
para Jerusal\u00e9m, levando a 
Boa Not\u00edcia a muitas 
aldeias da Samaria.
A INICIA\u00c7\u00c3O CRIST\u00c3{/}

{I}26_{/}Um anjo do 
Senhor falou a Filipe e 
disse-lhe: \u00abPrepara-te e 
dirige-te para o Sul, 
pelo caminho que desce de 
Jerusal\u00e9m para Gaza; \u00e9 o 
caminho que se acha no 
deserto\u00bb. Filipe 
levantou-se e foi. 
{I}27_{/}Nisto apareceu um 
eunuco et\u00edope, ministro 
de Candace, rainha da 
Eti\u00f3pia, administrador 
geral do tesouro. Tinha 
ido a Jerusal\u00e9m em 
peregrina\u00e7\u00e3o, {I}28_{/}e 
regressava a casa. Ia 
sentado no seu carro, a 
ler o profeta Isa\u00edas. 
{I}29_{/}Ent\u00e3o o Esp\u00edrito 
disse a Filipe: 
\u00abAproxima-te desse carro 
e acompanha-o\u00bb. 
{I}30_{/}Filipe correu, ouviu 
o eunuco a ler o profeta 
Isa\u00edas e perguntou: 
\u00abEntendes o que est\u00e1s a 
ler?\u00bb {I}31_{/}O eunuco 
respondeu: \u00abComo posso 
entender, se ningu\u00e9m me 
explica?\u00bb Ent\u00e3o convidou 
Filipe a subir e a 
sentar-se junto dele.
{I}32_{/}A passagem da 
Escritura que o eunuco 
estava a ler era esta: 
\u00abEle foi levado como 
ovelha ao matadouro. E 
como um cordeiro perante 
o seu tosquiador, Ele 
ficava mudo e n\u00e3o abria a 
boca. {I}33_{/}Eles 
humilharam-n'O e negaram-
Lhe a justi\u00e7a. Quem 
poder\u00e1 contar a sua 
gera\u00e7\u00e3o, pois O 
arrancaram da terra dos 
vivos?\u00bb {I}34_{/}Ent\u00e3o o 
eunuco disse a Filipe: 
\u00abPor favor, explica-me: 
de quem fala o profeta? 
Fala de si mesmo ou 
refere-se a outra 
pessoa?\u00bb {I}35_{/}Ent\u00e3o 
Filipe foi explicando. E, 
tomando esta passagem da 
Escritura como ponto de 
partida, anunciou Jesus 
ao eunuco. 
{I}36_{/}Continuando o 
caminho, chegaram a um 
lugar onde havia \u00e1gua. 
Ent\u00e3o o eunuco disse a 
Filipe: \u00abAqui h\u00e1 \u00e1gua. 
Que \u00e9 que impede que eu 
seja baptizado?\u00bb 
{I}37_{/}Filipe disse-lhe: \u00ab\u00c9 
poss\u00edvel, se acreditas 
com todo o cora\u00e7\u00e3o\u00bb. O 
eunuco respondeu: \u00abEu 
acredito que Jesus Cristo 
\u00e9 o Filho de Deus!\u00bb 
{I}38_{/}Ent\u00e3o o eunuco 
mandou parar o carro. 
Ambos desceram \u00e0 \u00e1gua e 
Filipe baptizou o eunuco. 
{I}39_{/}Quando sa\u00edram da 
\u00e1gua, o Esp\u00edrito 
arrebatou Filipe, e o 
eunuco n\u00e3o o viu mais. 
Ent\u00e3o prosseguiu a sua 
viagem, cheio de alegria. 
{I}40_{/}E Filipe foi parar a 
Azoto; e, partindo dali, 
evangelizava todas as 
cidades, at\u00e9 chegar a 
Cesareia.
{1}9{/}

DE PERSEGUIDOR A 
AP\u00d3STOLO{/}

{I}1_{/}Saulo s\u00f3 
respirava amea\u00e7as e morte 
contra os disc\u00edpulos do 
Senhor. Ele apresentou-se 
ao sumo sacerdote {I}2_{/}e 
pediu-lhe cartas de 
recomenda\u00e7\u00e3o para as 
sinagogas de Damasco, a 
fim de levar presos para 
Jerusal\u00e9m todos os homens 
e mulheres que 
encontrasse a seguir o 
Caminho.
{I}3_{/}Durante a viagem, 
quando j\u00e1 estava perto de 
Damasco, Saulo viu-se 
repentinamente cercado 
por uma luz que vinha do 
C\u00e9u. {I}4_{/}Caiu por terra e 
ouviu uma voz que lhe 
dizia: \u00abSaulo, Saulo, 
porque Me persegues?\u00bb 
{I}5_{/}Saulo perguntou: 
\u00abQuem \u00e9s Tu, Senhor?\u00bb A 
voz respondeu: \u00abEu sou 
Jesus, a quem tu 
persegues. {I}6_{/}Agora 
levanta-te, entra na 
cidade, e a\u00ed te dir\u00e3o o 
que deves fazer\u00bb. {I}7_{/}Os 
homens que acompanhavam 
Saulo ficaram cheios de 
espanto, porque ouviam a 
voz, mas n\u00e3o viam 
ningu\u00e9m. {I}8_{/}Saulo 
levantou-se do ch\u00e3o e 
abriu os olhos, mas n\u00e3o 
conseguia ver nada. Ent\u00e3o 
levaram-no pela m\u00e3o para 
Damasco. {I}9_{/}E Saulo 
ficou tr\u00eas dias sem poder 
ver, e n\u00e3o comeu nem 
bebeu nada.
{I}10_{/}Em Damasco havia 
um disc\u00edpulo chamado 
Ananias. O Senhor chamou-
o numa vis\u00e3o: \u00abAnanias!\u00bb 
E Ananias respondeu: 
\u00abAqui estou, Senhor!\u00bb 
{I}11_{/}E o Senhor disse: 
\u00abPrepara-te e vai at\u00e9 \u00e0 
rua que se chama rua 
Direita e procura, na 
casa de Judas, um homem 
chamado Saulo, apelidado 
Saulo de Tarso. Ele est\u00e1 
a rezar {I}12_{/}e acaba de 
ter uma vis\u00e3o\u00bb. 
De facto, ele viu um 
homem chamado Ananias, 
entrar e impor-lhe as 
m\u00e3os para que recuperasse 
a vista. {I}13_{/}Ananias 
respondeu: \u00abSenhor, j\u00e1 
ouvi muita gente falar 
desse homem e do mal que 
ele fez aos teus fi\u00e9is em 
Jerusal\u00e9m. {I}14_{/}E aqui em 
Damasco ele tem plenos 
poderes, que recebeu dos 
sumos sacerdotes, para 
prender todos os que 
invocam o teu Nome\u00bb. 
{I}15_{/}Mas o Senhor disse a 
Ananias: \u00abVai, porque 
esse homem \u00e9 um 
instrumento que escolhi 
para anunciar o meu Nome 
aos pag\u00e3os, aos reis e ao 
povo de Israel. {I}16_{/}Eu 
vou mostrar a Saulo 
quanto ele deve sofrer 
por causa do meu Nome\u00bb. 
{I}17_{/}Ent\u00e3o Ananias saiu, 
entrou na casa e imp\u00f4s as 
m\u00e3os sobre Saulo, 
dizendo: \u00abSaulo, meu 
irm\u00e3o, o Senhor Jesus, 
que te apareceu quando 
vinhas pelo caminho, 
mandou-me aqui para que 
recuperes a vista e 
fiques cheio do Esp\u00edrito 
Santo\u00bb. 
{I}18_{/}Imediatamente caiu 
dos olhos de Saulo alguma 
coisa parecida com 
escamas, e ele recuperou 
a vista. Em seguida Saulo 
levantou-se e foi 
baptizado. {I}19_{/}Logo 
depois comeu e ficou 
forte como antes.
DE PERSEGUIDOR A 
PERSEGUIDO{/}

Saulo passou ent\u00e3o alguns 
dias com os disc\u00edpulos em 
Damasco. {I}20_{/}E logo 
come\u00e7ou a pregar nas 
sinagogas, afirmando que 
Jesus \u00e9 o Filho de Deus. 
{I}21_{/}Os ouvintes ficavam 
impressionados e 
comentavam: \u00abN\u00e3o \u00e9 este o 
homem que descarregava em 
Jerusal\u00e9m a sua f\u00faria 
contra os que invocam o 
Nome de Jesus? E n\u00e3o \u00e9 
ele que veio aqui 
expressamente para os 
prender e levar aos sumos 
sacerdotes?\u00bb {I}22_{/}No 
entanto, Saulo 
fortalecia-se cada vez 
mais e deixava confusos 
os judeus que moravam em 
Damasco, demonstrando que 
Jesus \u00e9 o Messias.
{I}23_{/}Passado algum tempo, 
os judeus combinaram 
armar uma cilada para 
matar Saulo, {I}24_{/}mas os 
seus planos chegaram ao 
conhecimento de Saulo. Os 
judeus montavam guarda 
dia e noite tamb\u00e9m junto 
\u00e0s portas da cidade, a 
fim de o eliminarem. 
{I}25_{/}Os disc\u00edpulos dele, 
por\u00e9m, tomaram-no de 
noite e fizeram-no descer 
pela muralha, dentro de 
um cesto.
O TESTEMUNHO PROVOCA 
SOLIDARIEDADE{/}

{I}26_{/}Saulo chegou a 
Jerusal\u00e9m e procurava 
juntar-se aos disc\u00edpulos. 
Mas todos tinham medo 
dele, pois n\u00e3o 
acreditavam que ele fosse 
disc\u00edpulo. {I}27_{/}Ent\u00e3o 
Barnab\u00e9 tomou Saulo 
consigo, apresentou-o aos 
Ap\u00f3stolos, e contou-lhes 
como Saulo no caminho 
tinha visto o Senhor, 
como o Senhor lhe havia 
falado, e como ele havia 
pregado corajosamente em 
nome de Jesus na cidade 
de Damasco.
{I}28_{/}Da\u00ed em diante Saulo 
ficou em Jerusal\u00e9m com 
eles e pregava 
corajosamente em nome do 
Senhor. {I}29_{/}Saulo tamb\u00e9m 
falava e discutia com os 
judeus de l\u00edngua grega, 
mas eles procuravam um 
modo de o matar. 
{I}30_{/}Quando souberam 
disto, os irm\u00e3os levaram 
Saulo para a cidade de 
Cesareia, e dali 
mandaram-no para a cidade 
de Tarso.
NOVO RETRATO DA IGREJA{/}

{I}31_{/}E a Igreja vivia 
em paz em toda a Judeia, 
Galileia e Samaria. Ela 
edificava-se e progredia 
no temor do Senhor, e 
crescia em n\u00famero com a 
ajuda do Esp\u00edrito Santo.
A AC\u00c7\u00c3O LIBERTADORA DA 
IGREJA{/}

{I}32_{/}Pedro, que 
percorria todos os 
lugares, visitou tamb\u00e9m 
os fi\u00e9is que moravam em 
Lida. {I}33_{/}A\u00ed encontrou 
um homem chamado Eneias, 
que estava paral\u00edtico e 
h\u00e1 oito anos jazia na 
cama. {I}34_{/}Pedro disse-
lhe: \u00abEneias, Jesus 
Cristo vai curar-te! 
Levanta-te e arruma a tua 
cama!\u00bb Imediatamente 
Eneias levantou-se. 
{I}35_{/}Todos os habitantes 
de Lida e da regi\u00e3o do 
Saron viram isto e 
converteram-se ao Senhor.
{I}36_{/}Em Jope havia uma 
disc\u00edpula chamada Tabita, 
nome que quer dizer 
Gazela. Ela praticava 
muitas obras boas e dava 
grandes esmolas. 
{I}37_{/}Nesses dias, ela 
ficou doente e morreu. 
Ent\u00e3o lavaram-lhe o corpo 
e colocaram-no no andar 
superior da casa. 
{I}38_{/}Como Lida ficava 
perto de Jope, os 
disc\u00edpulos, ouvindo dizer 
que Pedro estava l\u00e1, 
mandaram dois homens com 
um recado: \u00abVem sem 
demora ter connosco!\u00bb 
{I}39_{/}Pedro partiu 
imediatamente com eles. 
Logo que chegou, os 
presentes levaram-no ao 
andar superior, onde as 
vi\u00favas foram ao seu 
encontro. Chorando, todas 
mostravam a Pedro as 
t\u00fanicas e mantos que 
Tabita havia feito quando 
vivia com elas. 
{I}40_{/}Pedro mandou que 
todas sa\u00edssem; em seguida 
p\u00f4s-se de joelhos e 
rezou. Depois, voltou-se 
para o corpo e disse: 
\u00abTabita, levanta-te!\u00bb Ela 
ent\u00e3o abriu os olhos, viu 
Pedro e sentou-se. 
{I}41_{/}Pedro deu-lhe a m\u00e3o 
e ajudou-a a levantar-se. 
Depois chamou os fi\u00e9is e 
as vi\u00favas, e apresentou-
lhes Tabita viva. {I}42_{/}O 
facto ficou conhecido em 
toda a cidade de Jope, e 
muitos acreditaram no 
Senhor. {I}43_{/}Pedro ficou 
v\u00e1rios dias em Jope, 
hospedado na casa de um 
curtidor de peles chamado 
Sim\u00e3o.
A IGREJA E OS PAG\u00c3OS: O 
CONFLITO GERA O CONC\u00cdLIO{/}

{1}10{/}

QUEBRANDO BARREIRAS{/}

{I}1_{/}Na cidade de 
Cesareia morava um homem 
chamado Corn\u00e9lio, 
centuri\u00e3o da coorte 
It\u00e1lica. {I}2_{/}Era piedoso 
e, com todos os da sua 
fam\u00edlia, pertencia ao 
grupo dos tementes a 
Deus; dava muitas esmolas 
ao povo e orava sempre a 
Deus.
{I}3_{/}Certo dia, pelas tr\u00eas 
horas da tarde, Corn\u00e9lio 
teve uma vis\u00e3o. Viu 
claramente que um anjo de 
Deus vinha ao seu 
encontro, chamando: 
\u00abCorn\u00e9lio!\u00bb {I}4_{/}E 
Corn\u00e9lio olhou para ele; 
e cheio de medo 
perguntou: \u00abO que h\u00e1, 
Senhor?\u00bb O anjo 
respondeu: \u00abAs ora\u00e7\u00f5es e 
esmolas que fizeste foram 
aceites por Deus em teu 
favor. {I}5_{/}Agora, manda 
alguns homens a Jope para 
que tragam um certo 
Sim\u00e3o, tamb\u00e9m chamado 
Pedro. {I}6_{/}Ele est\u00e1 
hospedado na casa de um 
curtidor chamado Sim\u00e3o, 
que vive perto do mar\u00bb. 
{I}7_{/}Quando o anjo que lhe 
falava desapareceu, 
Corn\u00e9lio chamou dois 
empregados e um soldado 
piedoso que estava ao seu 
servi\u00e7o. {I}8_{/}Explicou-
lhes tudo e mandou-os a 
Jope.
{I}9_{/}No dia seguinte, 
enquanto eles estavam a 
caminho e se aproximavam 
da cidade, ao meio-dia 
Pedro subiu ao terra\u00e7o 
para rezar. {I}10_{/}Sentiu 
fome e quis comer; mas, 
enquanto preparavam a 
comida, Pedro entrou em 
\u00eaxtase. {I}11_{/}Viu o c\u00e9u 
aberto e uma coisa que 
descia para a terra; 
parecia uma grande toalha 
sustentada pelas quatro 
pontas. {I}12_{/}Dentro dela 
havia toda a esp\u00e9cie de 
quadr\u00fapedes, e tamb\u00e9m 
r\u00e9pteis da terra e aves 
do c\u00e9u. {I}13_{/}E uma voz 
disse-lhe: \u00abLevanta-te, 
Pedro, mata e come!\u00bb 
{I}14_{/}Mas Pedro respondeu: 
\u00abDe modo nenhum, Senhor! 
Porque eu nunca comi 
coisa profana e impura!\u00bb 
{I}15_{/}A voz disse-lhe pela 
segunda vez: \u00abN\u00e3o 
consideres impuro o que 
Deus purificou\u00bb. 
{I}16_{/}Isto repetiu-se por 
tr\u00eas vezes. Depois a 
coisa foi recolhida para 
o c\u00e9u.
{I}17_{/}Pedro ficou muito 
perplexo e perguntava a 
si mesmo o que podia 
significar a vis\u00e3o que 
acabava de ter. Nesse 
momento, os homens 
enviados por Corn\u00e9lio 
perguntaram pela casa de 
Sim\u00e3o e apresentaram-se \u00e0 
porta. {I}18_{/}Chamaram e 
perguntaram se l\u00e1 estava 
hospedado um certo Sim\u00e3o, 
chamado Pedro. {I}19_{/}E 
Pedro ainda estava 
pensando na vis\u00e3o, quando 
o Esp\u00edrito lhe disse: 
\u00abEst\u00e3o ali tr\u00eas homens a 
procurar por ti. 
{I}20_{/}Levanta-te, desce e 
vai com eles sem hesitar, 
porque fui Eu que os 
mandei\u00bb. {I}21_{/}Pedro 
desceu ao encontro dos 
homens e disse: \u00abSou eu 
mesmo quem procurais. 
Qual \u00e9 o motivo que vos 
traz aqui?\u00bb {I}22_{/}Eles 
responderam: \u00abO centuri\u00e3o 
Corn\u00e9lio, homem justo e 
temente a Deus, estimado 
por todo o povo judeu, 
recebeu de um anjo a 
ordem de te convidar para 
ires a sua casa, a fim de 
ouvir o que tens para lhe 
dizer\u00bb. {I}23_{/}Pedro ent\u00e3o 
f\u00ea-los entrar e deu-lhes 
hospedagem.
No dia seguinte, Pedro 
partiu com eles, e alguns 
irm\u00e3os de Jope 
acompanharam-no. {I}24_{/}E 
no outro dia chegou a 
Cesareia. {I}25_{/}Quando 
Pedro estava para entrar, 
Corn\u00e9lio saiu-lhe ao 
encontro, caiu a seus p\u00e9s 
e ajoelhou-se diante 
dele. {I}26_{/}Mas Pedro 
levantou-o, dizendo: 
\u00abLevanta-te. Eu tamb\u00e9m 
sou apenas um homem\u00bb. 
{I}27_{/}Depois, continuando 
a conversar com Corn\u00e9lio, 
entrou em casa. Encontrou 
muitas pessoas reunidas e 
disse: {I}28_{/}\u00abSabeis que \u00e9 
proibido a um judeu 
relacionar-se com um 
estrangeiro ou entrar em 
sua casa. Deus, por\u00e9m, 
mostrou-me que n\u00e3o se 
deve dizer que homem 
algum \u00e9 profano ou 
impuro. {I}29_{/}Por isso, 
sem hesitar eu vim logo 
que me mandastes chamar. 
Agora pergunto: por qual 
motivo me fizestes vir?\u00bb
{I}30_{/}Corn\u00e9lio ent\u00e3o 
respondeu: \u00abH\u00e1 quatro 
dias, a esta mesma hora, 
eu estava em casa a 
recitar a ora\u00e7\u00e3o das tr\u00eas 
horas da tarde, quando se 
apresentou diante de mim 
um homem com vestes 
resplandecentes {I}31_{/}e me 
disse: \u00abCorn\u00e9lio, a tua 
ora\u00e7\u00e3o foi ouvida e as 
tuas esmolas foram 
lembradas diante de Deus. 
{I}32_{/}Por isso, manda 
procurar em Jope um certo 
Sim\u00e3o, chamado Pedro. Ele 
est\u00e1 hospedado na casa do 
curtidor Sim\u00e3o, \u00e0 beira-
mar\u00bb. {I}33_{/}Imediatamente 
mandei chamar-te, e foi 
bom teres vindo. Agora, 
portanto, estamos todos 
aqui, na presen\u00e7a de 
Deus, prontos para ouvir 
o que o Senhor te 
encarregou de nos 
dizeres\u00bb.
A ESS\u00caNCIA DA CATEQUESE 
DE PEDRO{/}

{I}34_{/}Pedro ent\u00e3o 
come\u00e7ou a dizer: \u00abDe 
facto, agora compreendo 
que Deus n\u00e3o faz 
diferen\u00e7a entre as 
pessoas. {I}35_{/}Pelo 
contr\u00e1rio, Ele aceita 
quem O teme e pratica a 
justi\u00e7a, seja qual for a 
na\u00e7\u00e3o a que perten\u00e7a. 
{I}36_{/}Deus enviou a sua 
palavra aos israelitas e 
anunciou-lhes a Boa 
Not\u00edcia da paz por meio 
de Jesus Cristo, que \u00e9 o 
Senhor de todos. {I}37_{/}V\u00f3s 
sabeis o que aconteceu em 
toda a Judeia, a come\u00e7ar 
pela Galileia, depois do 
baptismo pregado por 
Jo\u00e3o. {I}38_{/}Refiro-me a 
Jesus de Nazar\u00e9: Deus 
ungiu-O com o Esp\u00edrito 
Santo e com poder. E 
Jesus andou por toda a 
parte, fazendo o bem e 
curando todos os que 
estavam dominados pelo 
diabo; porque Deus estava 
com Jesus. {I}39_{/}E n\u00f3s 
somos testemunhas de tudo 
o que Jesus fez na terra 
dos judeus e em 
Jerusal\u00e9m. Eles mataram 
Jesus, suspendendo-O numa 
cruz. {I}40_{/}Deus, por\u00e9m, 
ressuscitou-O ao terceiro 
dia e concedeu-Lhe 
manifestar a sua 
presen\u00e7a, {I}41_{/}n\u00e3o a todo 
o povo, mas \u00e0s 
testemunhas que Deus j\u00e1 
havia escolhido: a n\u00f3s, 
que comemos e bebemos com 
Jesus, depois que Ele 
ressuscitou dos mortos. 
{I}42_{/}E Jesus mandou-nos 
pregar ao povo e 
testemunhar que Deus O 
constituiu Juiz dos vivos 
e dos mortos. {I}43_{/}Sobre 
Ele todos os profetas d\u00e3o 
o seguinte testemunho: 
todo aquele que acredita 
em Jesus recebe, em seu 
Nome, o perd\u00e3o dos 
pecados\u00bb.
O PENTECOSTES DOS PAG\u00c3OS{/}

{I}44_{/}Pedro ainda 
estava a falar, quando o 
Esp\u00edrito Santo desceu 
sobre todos os que ouviam 
a Palavra. {I}45_{/}Os fi\u00e9is 
de origem judaica, que 
tinham ido com Pedro, 
ficaram admirados por o 
dom do Esp\u00edrito Santo 
tamb\u00e9m ser derramado 
sobre os pag\u00e3os. {I}46_{/}De 
facto, eles ouviam-nos 
falar em l\u00ednguas 
estranhas e louvar a 
grandeza de Deus. Ent\u00e3o 
Pedro disse: {I}47_{/}\u00abSer\u00e1 
que podemos negar a \u00e1gua 
do baptismo a estas 
pessoas que receberam o 
Esp\u00edrito Santo, da mesma 
forma que n\u00f3s recebemos?\u00bb 
{I}48_{/}Ent\u00e3o Pedro mandou 
que fossem baptizados em 
nome de Jesus Cristo. 
Depois pediram a Pedro 
que ficasse alguns dias 
com eles.
{1}11{/}

QUEM PODE OPOR-SE A 
DEUS?{/}

{I}1_{/}Os Ap\u00f3stolos e os 
irm\u00e3os que viviam na 
Judeia souberam que 
tamb\u00e9m os pag\u00e3os haviam 
acolhido a Palavra de 
Deus. {I}2_{/}Quando Pedro 
subiu a Jerusal\u00e9m, os 
fi\u00e9is de origem judaica 
come\u00e7aram a discutir com 
ele, dizendo: {I}3_{/}\u00abTu 
entraste em casa de 
incircuncisos e comeste 
com eles!\u00bb {I}4_{/}Ent\u00e3o 
Pedro come\u00e7ou a relatar-
lhes, passo a passo, o 
que havia acontecido: 
{I}5_{/}\u00abEu estava na cidade 
de Jope e, ao fazer 
ora\u00e7\u00e3o, entrei em \u00eaxtase 
e tive a seguinte vis\u00e3o: 
vi uma coisa parecida com 
uma grande toalha que, 
sustentada pelas quatro 
pontas, descia do c\u00e9u e 
chegava at\u00e9 mim. 
{I}6_{/}Olhei atentamente e 
vi dentro dela 
quadr\u00fapedes, animais 
selvagens, r\u00e9pteis da 
terra e aves do c\u00e9u. 
{I}7_{/}Depois ouvi uma voz 
que me dizia: "Levanta-
te, Pedro, mata e come". 
{I}8_{/}Eu respondi: "De modo 
nenhum, Senhor! Porque 
jamais coisa profana e 
impura entrou na minha 
boca". {I}9_{/}A voz disse-me 
pela segunda vez: "N\u00e3o 
chames impuro ao que Deus 
purificou". {I}10_{/}Isto 
repetiu-se por tr\u00eas 
vezes. Depois a coisa foi 
novamente levantada para 
o c\u00e9u. {I}11_{/}Nesse 
momento, tr\u00eas homens 
apresentaram-se na casa 
em que nos encontr\u00e1vamos. 
Tinham sido enviados de 
Cesareia, \u00e0 minha 
procura. {I}12_{/}O Esp\u00edrito 
disse-me que fosse com 
eles sem hesitar. Os seis 
irm\u00e3os que est\u00e3o aqui 
acompanharam-me, e 
entr\u00e1mos na casa daquele 
homem. {I}13_{/}Ele contou-
nos que tinha visto um 
anjo apresentar-se em sua 
casa e dizer: "Manda 
algu\u00e9m a Jope para fazer 
com que Sim\u00e3o, tamb\u00e9m 
chamado Pedro, venha at\u00e9 
aqui. {I}14_{/}Ele far\u00e1 uma 
apresenta\u00e7\u00e3o dos 
acontecimentos que v\u00e3o 
trazer a salva\u00e7\u00e3o a ti e 
a toda a tua fam\u00edlia". 
{I}15_{/}Logo que comecei a 
falar, o Esp\u00edrito Santo 
desceu sobre eles, da 
mesma forma que desceu 
sobre n\u00f3s no princ\u00edpio. 
{I}16_{/}Ent\u00e3o lembrei-me do 
que o Senhor havia dito: 
"Jo\u00e3o baptizou com \u00e1gua, 
mas v\u00f3s sereis baptizados 
no Esp\u00edrito Santo". 
{I}17_{/}Deus concedeu-lhes o 
mesmo dom que nos deu a 
n\u00f3s por termos acreditado 
no Senhor Jesus Cristo. 
Quem seria eu para me 
opor \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de Deus?\u00bb
{I}18_{/}Ao ouvirem isto, os 
fi\u00e9is de origem judaica 
acalmaram-se e 
glorificaram a Deus, 
dizendo: \u00abTamb\u00e9m aos 
pag\u00e3os Deus concedeu a 
convers\u00e3o que leva \u00e0 
vida!\u00bb
UMA NOVA IGREJA EM 
ANTIOQUIA{/}

{I}19_{/}Aqueles que se 
haviam espalhado por 
causa da tribula\u00e7\u00e3o que 
se seguiu \u00e0 morte de 
Est\u00eav\u00e3o, chegaram \u00e0 
Fen\u00edcia, \u00e0 ilha de Chipre 
e \u00e0 cidade de Antioquia, 
embora n\u00e3o pregassem a 
Palavra a ningu\u00e9m que n\u00e3o 
fosse judeu. 
{I}20_{/}Contudo, alguns 
deles, habitantes de 
Chipre e da cidade de 
Cirene, chegaram a 
Antioquia e come\u00e7aram a 
pregar tam-b\u00e9m aos 
gregos, anunciando-lhes a 
Boa Not\u00edcia do Senhor 
Jesus. {I}21_{/}A m\u00e3o do 
Senhor estava com eles, 
de modo que foi grande o 
n\u00famero dos que acredita-
ram e se converteram ao 
Senhor. {I}22_{/}A not\u00edcia 
chegou aos ouvidos da 
Igreja de Jerusal\u00e9m, e 
esta enviou Barnab\u00e9 a 
Antioquia.
{I}23_{/}Quando Barnab\u00e9 
chegou e viu a gra\u00e7a de 
Deus, ficou muito 
contente e animou-os a 
permanecerem de todo o 
cora\u00e7\u00e3o ligados ao 
Senhor. {I}24_{/}Barnab\u00e9 era 
homem bom, cheio do 
Esp\u00edrito Santo e de f\u00e9. E 
uma consider\u00e1vel multid\u00e3o 
uniu-se ao Senhor.
{I}25_{/}Barnab\u00e9 foi, ent\u00e3o, 
para Tarso em busca de 
Saulo. {I}26_{/}Encontrou-o e 
levou-o para Antioquia. 
Passaram um ano inteiro a 
trabalhar juntos nessa 
Igreja, e instru\u00edram 
muita gente. Foi em 
Antioquia que os 
disc\u00edpulos receberam, 
pela primeira vez, o nome 
de \u00abcrist\u00e3os\u00bb.
SOLIDARIEDADE ENTRE AS 
COMUNIDADES{/}

{I}27_{/}Nesses dias, 
alguns profetas desceram 
de Jerusal\u00e9m para 
Antioquia. {I}28_{/}Um deles, 
chamado \u00c1gabo, iluminado 
pelo Esp\u00edrito, anunciou 
que uma grande fome viria 
sobre a Terra. De facto, 
essa fome sobreveio no 
tempo do imperador 
Cl\u00e1udio. {I}29_{/}Os 
disc\u00edpulos decidiram, 
ent\u00e3o, mandar uma ajuda, 
cada qual segundo as suas 
possibilidades, aos 
irm\u00e3os que viviam na 
Judeia. {I}30_{/}Assim o 
fizeram. E enviaram a 
ajuda aos anci\u00e3os por 
meio de Saulo e Barnab\u00e9.
{1}12{/}

DEUS \u00c9 SOLID\u00c1RIO COM OS 
SEUS FI\u00c9IS{/}

{I}1_{/}Nesse tempo, o 
rei Herodes come\u00e7ou a 
perseguir alguns membros 
da Igreja, {I}2_{/}e mandou 
matar \u00e0 espada Tiago, 
irm\u00e3o de Jo\u00e3o. {I}3_{/}Vendo 
que isso agradava aos 
judeus, decidiu prender 
tamb\u00e9m Pedro. Eram os 
dias da festa dos p\u00e3es 
sem fermento. {I}4_{/}Depois 
de o prender, meteu-o na 
pris\u00e3o e confiou-o \u00e0 
guarda de quatro grupos 
de quatro soldados cada 
um. Herodes tinha a 
inten\u00e7\u00e3o de apresentar 
Pedro ao povo a seguir \u00e0 
P\u00e1scoa. {I}5_{/}Pedro estava 
vigiado na pris\u00e3o, mas a 
ora\u00e7\u00e3o fervorosa da 
Igreja subia 
continuamente at\u00e9 Deus, 
intercedendo em favor 
dele.
{I}6_{/}Herodes estava para 
apresentar Pedro. Nessa 
mesma noite, Pedro dormia 
entre dois soldados. 
Estava preso com duas 
correntes, e os guardas 
vigiavam a porta da 
pris\u00e3o. {I}7_{/}De repente, 
apareceu o anjo do 
Senhor, e a cela ficou 
toda iluminada. O anjo 
tocou no ombro de Pedro, 
acordou-o, e disse-lhe: 
\u00abLevanta-te depressa\u00bb. As 
correntes ca\u00edram das m\u00e3os 
de Pedro. {I}8_{/}E o anjo 
continuou: \u00abAperta o 
cinto e cal\u00e7a as 
sand\u00e1lias\u00bb. Pedro 
obedeceu, e o anjo disse-
lhe: \u00abEmbrulha-te na capa 
e vem comigo\u00bb. {I}9_{/}Pedro 
acompanhou o anjo, sem 
saber se era mesmo 
realidade o que o anjo 
fazia, pois achava que 
tudo aquilo era uma 
vis\u00e3o. {I}10_{/}Depois de 
passarem pela primeira e 
segunda guarda, chegaram 
ao port\u00e3o de ferro que 
dava para a cidade. O 
port\u00e3o abriu-se sozinho. 
Eles sa\u00edram, entraram 
numa rua, e logo depois o 
anjo deixou-o. {I}11_{/}Ent\u00e3o 
Pedro caiu em si e disse: 
\u00abAgora sei que o Senhor 
de facto enviou o seu 
anjo para me libertar do 
poder de Herodes e de 
tudo o que o povo judeu 
queria fazer-me\u00bb.
{I}12_{/}Pedro ent\u00e3o 
reflectiu e foi para casa 
de Maria, m\u00e3e de Jo\u00e3o, 
tamb\u00e9m chamado Marcos, 
onde muitos se haviam 
reunido para rezar. 
{I}13_{/}Bateu \u00e0 porta, e uma 
empregada, chamada Rosa, 
foi abrir. {I}14_{/}A 
empregada reconheceu a 
voz de Pedro, mas a sua 
alegria foi tanta que, em 
vez de abrir a porta, 
correu a anunciar que 
Pedro estava ali, junto \u00e0 
porta. {I}15_{/}Os presentes 
disseram: \u00abEst\u00e1s louca!\u00bb 
Mas ela insistia. Eles 
disseram: \u00abEnt\u00e3o deve ser 
o seu anjo!\u00bb {I}16_{/}Pedro, 
entretanto, continuava a 
bater. Por fim, eles 
abriram a porta: era 
realmente Pedro. Eles 
ficaram sem palavras. 
{I}17_{/}Com a m\u00e3o Pedro fez 
sinal para se calarem. 
Contou-lhes como o Senhor 
o fizera sair da pris\u00e3o. 
E acrescentou: \u00abContai 
isto a Tiago e aos 
irm\u00e3os\u00bb. Depois, Pedro 
saiu e p\u00f4s-se a caminho 
para outro lugar.
{I}18_{/}Ao amanhecer, houve 
grande confus\u00e3o entre os 
soldados: o que teria 
acontecido a Pedro? 
{I}19_{/}Herodes mandou 
procur\u00e1-lo. Como n\u00e3o o 
encontrassem, procedeu ao 
interrogat\u00f3rio dos 
guardas e deu ordens para 
que fossem executados. 
Depois desceu da Judeia 
para a Cesareia, onde 
permaneceu algum tempo.
{I}20_{/}Herodes estava 
enfurecido com os 
habitantes de Tiro e 
Sid\u00f3nia. Estes fizeram um 
acordo entre si e 
apresentaram-se diante de 
Herodes, depois de 
conquistarem as gra\u00e7as de 
Blasto, o camareiro real. 
Eles pediam a paz, j\u00e1 que 
o seu pa\u00eds recebia 
mantimentos do territ\u00f3rio 
do rei. {I}21_{/}No dia 
marcado, Herodes vestiu-
se com os trajes reais, 
sentou-se na tribuna e 
dirigiu-lhes a palavra 
oficial. {I}22_{/}O povo 
come\u00e7ou a clamar: \u00ab\u00c9 a 
voz de um deus e n\u00e3o de 
um homem!\u00bb {I}23_{/}Mas, 
imediatamente, o anjo do 
Senhor feriu Herodes, 
porque ele n\u00e3o tinha dado 
gl\u00f3ria a Deus. E Herodes 
expirou, ro\u00eddo pelos 
vermes.
{I}24_{/}A Palavra de Deus, 
entretanto, crescia e 
multiplicava-se. 
{I}25_{/}Barnab\u00e9 e Saulo 
terminaram o seu servi\u00e7o 
em favor de Jerusal\u00e9m, e 
voltaram, levando consigo 
Jo\u00e3o, tamb\u00e9m chamado 
Marcos.
{1}13{/}

COMUNIDADE E MISS\u00c3O{/}

{I}1_{/}Havia profetas e 
mestres na Igreja de 
Antioquia. Eram eles: 
Barnab\u00e9, Sime\u00e3o, chamado 
o Negro, L\u00facio, da cidade 
de Cirene, Mana\u00e9m, 
companheiro de inf\u00e2ncia 
do governador Herodes, e 
Saulo.
{I}2_{/}Certo dia, enquanto 
faziam uma reuni\u00e3o 
lit\u00fargica com jejum, o 
Esp\u00edrito Santo disse: 
\u00abSeparai para Mim Barnab\u00e9 
e Saulo a fim de fazerem 
o trabalho a que Eu os 
chamei\u00bb. {I}3_{/}Ent\u00e3o eles 
jejuaram e rezaram; 
depois impuseram as m\u00e3os 
sobre Barnab\u00e9 e Saulo e 
despediram-se deles.
O EVANGELHO VENCE A 
MAGIA{/}

{I}4_{/}Enviados pelo 
Esp\u00edrito Santo, Barnab\u00e9 e 
Saulo desceram a Sel\u00eaucia 
e dali navegaram para 
Chipre. {I}5_{/}Quando 
chegaram a Salamina, 
come\u00e7aram a anunciar a 
Palavra de Deus nas 
sinagogas dos judeus, 
tendo Jo\u00e3o como ajudante.
{I}6_{/}Atravessaram toda a 
ilha at\u00e9 Pafos e 
encontraram l\u00e1 um judeu, 
mago e falso profeta, que 
se chamava Bar-Jesus. 
{I}7_{/}Este encontrava-se na 
casa do proc\u00f4nsul S\u00e9rgio 
Paulo, homem ponderado, 
que mandou chamar Barnab\u00e9 
e Saulo, pois desejava 
escutar a Palavra de 
Deus. {I}8_{/}Por\u00e9m, o mago 
Elimas - assim se traduz 
o seu nome - op\u00f4s-se, 
procurando afastar da f\u00e9 
o proc\u00f4nsul. {I}9_{/}Ent\u00e3o 
Saulo, tamb\u00e9m chamado 
Paulo, cheio de Esp\u00edrito 
Santo, fixou os olhos em 
Elimas, {I}10_{/}e disse: 
\u00abFilho do diabo, cheio de 
falsidade e mal\u00edcia, 
inimigo de toda a 
justi\u00e7a, quando \u00e9 que 
deixar\u00e1s de perverter os 
rectos caminhos do 
Senhor? {I}11_{/}Eis que a 
m\u00e3o do Senhor vai cair 
agora sobre ti. Ficar\u00e1s 
cego e, por algum tempo, 
n\u00e3o ver\u00e1s o sol\u00bb. No 
mesmo instante escurid\u00e3o 
e trevas envolveram 
Elimas, e come\u00e7ou a andar 
\u00e0s cegas, procurando 
algu\u00e9m que lhe desse a 
m\u00e3o. {I}12_{/}Ao ver o que 
acontecera, o proc\u00f4nsul 
abra\u00e7ou a f\u00e9, pois ficara 
impressionado com a 
doutrina do Senhor.
A ESS\u00caNCIA DA CATEQUESE 
DE PAULO{/}

{I}13_{/}Paulo e seus 
companheiros embarcaram 
em Pafos e chegaram a 
Perge da Panf\u00edlia. Jo\u00e3o, 
por\u00e9m, separou-se do 
grupo e voltou para 
Jerusal\u00e9m. {I}14_{/}Barnab\u00e9 e 
Paulo partiram de Perge e 
chegaram a Antioquia da 
Pis\u00eddia. No s\u00e1bado, 
entraram na sinagoga e 
sentaram-se. {I}15_{/}Depois 
da leitura da Lei e dos 
Profetas, os chefes da 
sinagoga mandaram dizer-
lhes: \u00abIrm\u00e3os, se tendes 
alguma palavra de 
encorajamento para o 
povo, podeis falar\u00bb. 
{I}16_{/}Paulo ent\u00e3o 
levantou-se, fez sinal 
com a m\u00e3o e disse: 
\u00abHomens de Israel, e v\u00f3s 
que temeis a Deus, 
escutai! {I}17_{/}O Deus 
deste povo, o Deus de 
Israel, escolheu os 
nossos antepassados e 
multiplicou o povo 
durante o ex\u00edlio na terra 
do Egipto. Depois, tirou-
os de l\u00e1, com bra\u00e7o 
poderoso. {I}18_{/}E, durante 
mais ou menos quarenta 
anos, cercou-os de 
cuidados no deserto. 
{I}19_{/}Destruiu sete na\u00e7\u00f5es 
na terra de Cana\u00e3 e deu-
lhes a posse do seu 
territ\u00f3rio, {I}20_{/}por 
cerca de quatrocentos e 
cinquenta anos. Depois 
disso concedeu-lhes 
ju\u00edzes, at\u00e9 ao profeta 
Samuel. {I}21_{/}Em seguida, 
pediram um rei e Deus 
concedeu-lhes Saul, filho 
de Cis, da tribo de 
Benjamim, que reinou 
durante quarenta anos. 
{I}22_{/}Ap\u00f3s depor Saul da 
realeza, Deus suscitou o 
rei David, do qual 
prestou o seguinte 
testemunho: "Encontrei 
David, filho de Jess\u00e9, 
homem segundo o meu 
cora\u00e7\u00e3o; ele cumprir\u00e1 
todas as minhas 
vontades". {I}23_{/}Conforme 
havia prometido, Deus fez 
surgir da descend\u00eancia de 
David um Salvador para 
Israel, que \u00e9 Jesus. 
{I}24_{/}E Jo\u00e3o, o precursor, 
havia preparado a chegada 
de Jesus, pregando a todo 
o povo de Israel um 
baptismo de 
arrependimento. 
{I}25_{/}Estando para 
terminar a sua miss\u00e3o, 
Jo\u00e3o declarou: "N\u00e3o sou 
aquele que v\u00f3s pensais! 
Depois de mim \u00e9 que vem 
Aquele do qual n\u00e3o mere\u00e7o 
nem sequer desatar as 
sand\u00e1lias!"
{I}26_{/}Irm\u00e3os, descendentes 
de Abra\u00e3o e n\u00e3o-judeus 
que adorais a Deus, esta 
mensagem de salva\u00e7\u00e3o foi-
nos enviada a n\u00f3s. 
{I}27_{/}Porque os habitantes 
de Jerusal\u00e9m e os seus 
chefes n\u00e3o reconheceram 
Jesus e, ao conden\u00e1-l'O, 
cumpriram as profecias 
que s\u00e3o lidas aos 
s\u00e1bados. {I}28_{/}Embora n\u00e3o 
encontrassem nenhum 
motivo para condenar 
Jesus \u00e0 morte, pediram a 
Pilatos que O mandasse 
matar. {I}29_{/}Depois de 
fazerem tudo o que a 
Escritura diz a respeito 
de Jesus, tiraram-n'O da 
cruz e puseram-n'O num 
t\u00famulo. {I}30_{/}Mas Deus 
ressuscitou-O dos mortos, 
{I}31_{/}e durante muitos 
dias Ele apareceu \u00e0queles 
que O acompanharam da 
Galileia para Jerusal\u00e9m. 
Agora eles s\u00e3o 
testemunhas de Jesus 
diante do povo. {I}32_{/}N\u00f3s 
anunciamo-vos este 
Evangelho: a promessa que 
Deus fez aos 
antepassados, 
{I}33_{/}cumpriu-a plenamente 
para n\u00f3s, seus filhos, 
quando ressuscitou Jesus, 
como est\u00e1 escrito no 
segundo Salmo: "Tu \u00e9s meu 
Filho, Eu hoje Te gerei". 
{I}34_{/}Deus ressuscitou 
Jesus dos mortos, para 
que nunca voltasse \u00e0 
corrup\u00e7\u00e3o. Ele disse-o 
desta maneira: "Cumprirei 
para v\u00f3s a promessa fiel 
que fiz a David". 
{I}35_{/}Por isso diz tamb\u00e9m 
em outro lugar: "N\u00e3o 
permitir\u00e1s que o teu fiel 
conhe\u00e7a a corrup\u00e7\u00e3o". 
{I}36_{/}Ora, tendo cumprido 
a miss\u00e3o que Deus lhe 
dera para a sua \u00e9poca, 
David morreu, foi para 
junto de seus pais e 
conheceu a corrup\u00e7\u00e3o. 
{I}37_{/}Mas Aquele que Deus 
ressuscitou n\u00e3o conheceu 
a corrup\u00e7\u00e3o. 
{I}38_{/}Portanto, ficai 
sabendo, irm\u00e3os, que por 
meio d'Ele \u00e9 anunciado o 
perd\u00e3o dos pecados. 
{I}39_{/}E, por meio d'Ele, 
todo aquele que acredita 
\u00e9 justificado de todas as 
coisas de que n\u00e3o 
pudestes ser justificados 
pela Lei de Mois\u00e9s. 
{I}40_{/}Portanto, tende 
cuidado para que vos n\u00e3o 
aconte\u00e7a o que os 
profetas disseram: 
{I}41_{/}"Olhai, 
desprezadores, admirai-
vos e desaparecei! Porque 
nos nossos dias vou 
realizar uma coisa que 
n\u00e3o acreditar\u00edeis se vos 
fosse contada"!\u00bb
{I}42_{/}Ao sa\u00edrem, Paulo e 
Barnab\u00e9 foram convidados 
a continuar a falar sobre 
o mesmo assunto no s\u00e1bado 
seguinte. {I}43_{/}Depois da 
reuni\u00e3o, muitos judeus e 
outras pessoas 
convertidas ao juda\u00edsmo 
seguiram Paulo e Barnab\u00e9. 
Os dois conversavam com 
essas pessoas e insistiam 
para que continuassem 
fi\u00e9is \u00e0 gra\u00e7a de Deus.
PALAVRA E CONVERS\u00c3O{/}

{I}44_{/}No s\u00e1bado 
seguinte, quase toda a 
cidade se reuniu para 
ouvir a Palavra de Deus. 
{I}45_{/}Quando os judeus 
viram aquela multid\u00e3o, 
ficaram cheios de inveja, 
e com blasf\u00e9mias opunham-
se ao que Paulo dizia. 
{I}46_{/}Ent\u00e3o, com mais 
coragem ainda, Paulo e 
Barnab\u00e9 declararam: \u00abEra 
preciso anunciar a 
Palavra de Deus, em 
primeiro lugar a v\u00f3s, 
judeus. Por\u00e9m, visto que 
a rejeitais e n\u00e3o vos 
julgais dignos da vida 
eterna, vamos dedicar-nos 
aos pag\u00e3os. {I}47_{/}Porque \u00e9 
esta a ordem que o Senhor 
nos deu: "Eu coloquei-te 
como luz para as na\u00e7\u00f5es, 
para que leves a salva\u00e7\u00e3o 
at\u00e9 aos extremos da 
Terra"\u00bb.
{I}48_{/}Os pag\u00e3os ficaram 
muito contentes ao 
ouvirem isto, e come\u00e7aram 
a elogiar a Palavra do 
Senhor. E todos os que 
estavam destinados \u00e0 vida 
eterna abra\u00e7aram a f\u00e9. 
{I}49_{/}Deste modo, a 
Palavra do Senhor 
espalhava-se por toda a 
regi\u00e3o. {I}50_{/}No entanto, 
os judeus instigaram 
algumas senhoras ricas e 
piedosas, e tamb\u00e9m os 
mais importantes da 
cidade; provocaram uma 
persegui\u00e7\u00e3o contra Paulo 
e Barnab\u00e9 e expulsaram-
nos do seu territ\u00f3rio. 
{I}51_{/}Ent\u00e3o os Ap\u00f3stolos 
sacudiram contra eles a 
poeira dos p\u00e9s e foram 
para a cidade de Ic\u00f3nio. 
{I}52_{/}Os disc\u00edpulos, 
por\u00e9m, estavam cheios de 
alegria e do Esp\u00edrito 
Santo.
{1}14{/}

EVANGELIZA\u00c7\u00c3O E 
PERSEGUI\u00c7\u00c3O{/}

{I}1_{/}Em Ic\u00f3nio, Paulo 
e Barnab\u00e9 entraram tamb\u00e9m 
na sinagoga dos judeus e 
falaram de tal modo que 
uma grande multid\u00e3o de 
judeus e gregos abra\u00e7ou a 
f\u00e9. {I}2_{/}Contudo, os 
judeus que se negaram a 
acreditar incitaram os 
pag\u00e3os e indispuseram-nos 
contra os irm\u00e3os. 
{I}3_{/}Apesar disso, Paulo e 
Barnab\u00e9 permaneceram 
longo tempo em Ic\u00f3nio. 
Estavam cheios de coragem 
no Senhor, que atrav\u00e9s 
deles operava sinais e 
prod\u00edgios, e confirmava 
assim a prega\u00e7\u00e3o com a 
sua gra\u00e7a.
{I}4_{/}A popula\u00e7\u00e3o da cidade 
dividiu-se. Uns estavam 
do lado dos judeus, 
outros do lado dos 
Ap\u00f3stolos. {I}5_{/}Pag\u00e3os e 
judeus, com os seus 
chefes \u00e0 frente, estavam 
dispostos a ultraj\u00e1-los e 
apedrej\u00e1-los. {I}6_{/}Ao 
saberem disso, Paulo e 
Barnab\u00e9 fugiram para 
Listra e Derbe, cidades 
da Lica\u00f3nia, e arredores, 
{I}7_{/}onde come\u00e7aram a 
anunciar a Boa Not\u00edcia.
DA IDOLATRIA AO DEUS 
VIVO{/}

{I}8_{/}Em Listra havia 
um homem paral\u00edtico das 
pernas; era coxo de 
nascen\u00e7a e nunca tinha 
conseguido andar. {I}9_{/}Ele 
escutava o discurso de 
Paulo. Este, fixando nele 
o olhar e notando que 
tinha f\u00e9 para ser curado, 
{I}10_{/}disse-lhe em voz 
alta: \u00abLevanta-te direito 
sobre os teus p\u00e9s\u00bb. O 
homem deu um salto e 
come\u00e7ou a andar.
{I}11_{/}Vendo o que Paulo 
acabara de fazer, a 
multid\u00e3o exclamou em 
dialecto lica\u00f3nico: \u00abOs 
deuses desceram at\u00e9 n\u00f3s 
em forma humana!\u00bb 
{I}12_{/}Chamavam J\u00fapiter a 
Barnab\u00e9 e Merc\u00fario a 
Paulo, porque era Paulo 
quem falava. {I}13_{/}Os 
sacerdotes de J\u00fapiter, 
cujo templo ficava \u00e0 
entrada da cidade, 
levaram para a porta 
touros ornados de 
grinaldas e queriam 
oferecer um sacrif\u00edcio; 
com isso concordava toda 
a multid\u00e3o. {I}14_{/}Ao 
saberem disso, os 
Ap\u00f3stolos Barnab\u00e9 e Paulo 
rasgaram as vestes e 
foram para o meio da 
multid\u00e3o, gritando: 
{I}15_{/}\u00abHomens, que fazeis? 
N\u00f3s tamb\u00e9m somos homens 
mortais como v\u00f3s. 
Anunciamo-vos que 
precisais de deixar estes 
\u00eddolos vazios e 
converter-vos ao Deus 
vivo, que fez o C\u00e9u, a 
Terra, o mar e tudo o que 
neles existe. {I}16_{/}Nas 
gera\u00e7\u00f5es passadas, Deus 
permitiu que todas as 
na\u00e7\u00f5es seguissem o 
pr\u00f3prio caminho. {I}17_{/}No 
entanto, Ele n\u00e3o deixou 
de dar testemunho de Si 
mesmo atrav\u00e9s dos seus 
benef\u00edcios. Do c\u00e9u Ele 
manda chuvas e colheitas, 
dando alimento e 
alegrando o vosso 
cora\u00e7\u00e3o\u00bb. {I}18_{/}E falando 
assim, a muito custo 
conseguiram que a 
multid\u00e3o desistisse de 
lhes oferecer um 
sacrif\u00edcio.
PORQU\u00ca A PERSEGUI\u00c7\u00c3O?{/}

{I}19_{/}De Antioquia e 
Ic\u00f3nio chegaram judeus 
que convenceram as 
multid\u00f5es. Ent\u00e3o, 
apedrejaram Paulo e 
arrastaram-no para fora 
da cidade, pensando que 
ele estivesse morto. 
{I}20_{/}Mas, enquanto os 
disc\u00edpulos o rodeavam, 
Paulo levantou-se e 
entrou na cidade. No dia 
seguinte, partiu para 
Derbe com Barnab\u00e9.
{I}21_{/}Depois de anunciar o 
Evangelho nessa cidade e 
ganhar a\u00ed numerosos 
disc\u00edpulos, Paulo e 
Barnab\u00e9 voltaram para 
Listra, Ic\u00f3nio e 
Antioquia. {I}22_{/}Eles 
fortaleciam o \u00e2nimo dos 
disc\u00edpulos, exortando-os 
a perseverarem na f\u00e9 e 
dizendo-lhes que \u00e9 
preciso passar por muitas 
tribula\u00e7\u00f5es para entrar 
no Reino de Deus. {I}23_{/}Os 
Ap\u00f3stolos designaram 
anci\u00e3os para cada 
comunidade; rezavam, 
jejuavam e confiavam-nos 
ao Senhor, no qual haviam 
acreditado. {I}24_{/}Depois, 
Paulo e Barnab\u00e9 
atravessaram a regi\u00e3o da 
Pis\u00eddia e chegaram \u00e0 
regi\u00e3o da Panf\u00edlia. 
{I}25_{/}Anunciaram a Palavra 
em Perge e depois 
desceram para o porto de 
At\u00e1lia. {I}26_{/}Da\u00ed 
embarcaram para Antioquia 
da S\u00edria, seu ponto de 
partida, onde tinham sido 
entregues \u00e0 gra\u00e7a de Deus 
para o trabalho que 
acabavam de realizar. 
{I}27_{/}Quando chegaram a 
Antioquia, reuniram a 
comunidade e contaram 
tudo o que Deus havia 
feito por meio deles: o 
modo como Deus tinha 
aberto a porta da f\u00e9 aos 
pag\u00e3os. {I}28_{/}E passaram 
ent\u00e3o algum tempo com os 
disc\u00edpulos.
{1}15{/}

A IGREJA EM CONFLITO{/}

{I}1_{/}Chegaram alguns 
homens da Judeia que 
doutrinavam os irm\u00e3os de 
Antioquia, dizendo: \u00abSe 
n\u00e3o fordes circuncidados, 
como ordena a Lei de 
Mois\u00e9s, n\u00e3o vos podereis 
salvar\u00bb. {I}2_{/}Isso 
provocou alvoro\u00e7o e uma 
discuss\u00e3o muito s\u00e9ria 
deles com Paulo e 
Barnab\u00e9. Ent\u00e3o ficou 
decidido que Paulo, 
Barnab\u00e9 e mais alguns 
iriam a Jerusal\u00e9m para 
tratar desta quest\u00e3o com 
os Ap\u00f3stolos e anci\u00e3os. 
{I}3_{/}Com o apoio e 
solidariedade da Igreja 
de Antioquia, eles 
atravessaram a Fen\u00edcia e 
a Samaria. Contaram a 
convers\u00e3o dos pag\u00e3os e 
deram uma grande alegria 
a todos os irm\u00e3os. 
{I}4_{/}Quando chegaram a 
Jerusal\u00e9m, foram 
acolhidos pela Igreja, 
pelos Ap\u00f3stolos e 
anci\u00e3os, e contaram as 
maravilhas que Deus tinha 
realizado por meio deles. 
{I}5_{/}Alguns daqueles que 
tinham pertencido ao 
partido dos fariseus e 
que haviam abra\u00e7ado a f\u00e9 
intervieram, declarando 
que era preciso 
circuncidar os pag\u00e3os e 
mandar que observassem a 
Lei de Mois\u00e9s.
O CONC\u00cdLIO DE JERUSAL\u00c9M: 
POSI\u00c7\u00c3O DE PEDRO{/}

{I}6_{/}Ent\u00e3o os 
Ap\u00f3stolos e os anci\u00e3os 
reuniram-se para tratar 
desse assunto. {I}7_{/}Depois 
de longa discuss\u00e3o, Pedro 
levantou-se e disse: 
\u00abIrm\u00e3os, sabeis que, 
desde os primeiros dias, 
Deus me escolheu entre 
v\u00f3s, para que os pag\u00e3os 
ouvissem da minha boca a 
palavra da Boa Not\u00edcia e 
acreditassem. {I}8_{/}Ora, 
Deus, que conhece os 
cora\u00e7\u00f5es, testemunhou a 
favor deles, dando-lhes o 
Esp\u00edrito Santo como a 
n\u00f3s. {I}9_{/}E n\u00e3o fez 
nenhuma distin\u00e7\u00e3o entre 
n\u00f3s e eles, purificando-
lhes o cora\u00e7\u00e3o mediante a 
f\u00e9. {I}10_{/}Ent\u00e3o, porque 
tentais agora a Deus, 
querendo impor aos 
disc\u00edpulos um jugo que 
nem os nossos pais nem 
n\u00f3s mesmos tivemos for\u00e7a 
para suportar? {I}11_{/}Ao 
contr\u00e1rio, \u00e9 pela gra\u00e7a 
do Senhor Jesus que 
acreditamos ser salvos, 
exactamente como eles\u00bb.
{I}12_{/}Houve ent\u00e3o um 
sil\u00eancio em toda a 
assembleia. Depois 
ouviram Barnab\u00e9 e Paulo 
contar todos os sinais e 
prod\u00edgios que Deus havia 
realizado por meio deles 
entre os pag\u00e3os.
O CONC\u00cdLIO DE JERUSAL\u00c9M: 
A PROPOSTA DE TIAGO{/}

{I}13_{/}Quando Barnab\u00e9 e 
Paulo acabaram de falar, 
Tiago tomou a palavra e 
disse: \u00abIrm\u00e3os, ouvi-me: 
{I}14_{/}Sim\u00e3o acaba de nos 
lembrar como, desde o 
come\u00e7o, Deus tomou homens 
das na\u00e7\u00f5es pag\u00e3s para 
formar um povo dedicado 
ao seu Nome. {I}15_{/}Isto 
concorda com as palavras 
dos profetas, pois est\u00e1 
escrito: {I}16_{/}"Depois 
disto, Eu voltarei e 
reconstruirei a tenda de 
David que havia ca\u00eddo; 
reconstruirei as ru\u00ednas 
que ficaram e reergu\u00ea-la-
ei, {I}17_{/}a fim de que o 
resto dos homens procure 
o Senhor com todas as 
na\u00e7\u00f5es que foram 
consagradas ao meu Nome. 
\u00c9 o que diz o Senhor, 
{I}18_{/}que tornou estas 
coisas conhecidas desde 
h\u00e1 s\u00e9culos". {I}19_{/}Por 
isso, eu sou do parecer 
que n\u00e3o devemos 
importunar os pag\u00e3os que 
se convertem a Deus. 
{I}20_{/}Vamos somente 
prescrever que evitem o 
que est\u00e1 contaminado 
pelos \u00eddolos, as uni\u00f5es 
ileg\u00edtimas, comer carne 
sufocada e o sangue. 
{I}21_{/}De facto, desde os 
tempos antigos, em cada 
cidade Mois\u00e9s tem os seus 
pregadores, que o l\u00eaem 
todos os s\u00e1bados nas 
sinagogas\u00bb. 
A CARTA CONCILIAR{/}

{I}22_{/}Ent\u00e3o os 
Ap\u00f3stolos e os anci\u00e3os, 
de acordo com toda a 
comunidade de Jerusal\u00e9m, 
resolveram escolher 
alguns da comunidade para 
os enviar com Paulo e 
Barnab\u00e9 a Antioquia. 
Escolheram Judas, chamado 
B\u00e1rsabas, e Silas, que 
eram muito respeitados 
pelos irm\u00e3os. 
{I}23_{/}Atrav\u00e9s deles 
enviaram a seguinte 
carta: \u00abN\u00f3s, os Ap\u00f3stolos 
e os anci\u00e3os, vossos 
irm\u00e3os, saudamos os 
irm\u00e3os que v\u00eam do 
paganismo e que est\u00e3o em 
Antioquia e nas regi\u00f5es 
da S\u00edria e da Cil\u00edcia. 
{I}24_{/}Tivemos conhecimento 
de que alguns dos nossos 
provocaram perturba\u00e7\u00f5es 
com palavras que 
transtornaram o vosso 
esp\u00edrito. Eles n\u00e3o foram 
enviados por n\u00f3s. 
{I}25_{/}Ent\u00e3o decidimos, de 
comum acordo, escolher 
alguns representantes e 
mand\u00e1-los at\u00e9 v\u00f3s, com os 
nossos queridos irm\u00e3os 
Barnab\u00e9 e Paulo, 
{I}26_{/}homens que 
arriscaram a vida pelo 
Nome de nosso Senhor 
Jesus Cristo. {I}27_{/}Por 
isso, enviamos Judas e 
Silas, que pessoalmente 
vos transmitir\u00e3o a mesma 
mensagem. {I}28_{/}Porque 
decidimos, o Esp\u00edrito 
Santo e n\u00f3s, n\u00e3o vos 
impor nenhum fardo, al\u00e9m 
destas coisas 
indispens\u00e1veis: 
{I}29_{/}abster-se de carnes 
sacrificadas aos \u00eddolos, 
do sangue, das carnes 
sufocadas e das uni\u00f5es 
ileg\u00edtimas. Fareis bem se 
evitardes estas coisas. 
Sauda\u00e7\u00f5es!\u00bb
ALEGRIA E EST\u00cdMULO{/}

{I}30_{/}Depois da 
despedida, Judas e Silas 
foram a Antioquia, 
reuniram a assembleia e 
entregaram a carta. 
{I}31_{/}A sua leitura causou 
alegria por causa do 
est\u00edmulo que continha. 
{I}32_{/}Judas e Silas, que 
tamb\u00e9m eram profetas, 
encorajaram e 
fortificaram os irm\u00e3os. 
{I}33_{/}Depois de algum 
tempo, foram despedidos 
em paz pelos irm\u00e3os e 
voltaram para aqueles que 
os tinham enviado. 
/{I}34_{/}/. {I}35_{/}Quanto a 
Paulo e Barnab\u00e9, 
permaneceram em 
Antioquia. E com muitos 
outros ensinavam e 
anunciavam a Boa Not\u00edcia 
da Palavra do Senhor.
AS MISS\u00d5ES DE PAULO{/}

CONFLITO NA LIDERAN\u00c7A{/}

{I}36_{/}Depois de alguns 
dias, Paulo disse a 
Barnab\u00e9: \u00abVamos voltar 
para fazer uma visita a 
todas as cidades onde 
anunci\u00e1mos a Palavra do 
Senhor, para ver como 
est\u00e3o\u00bb. {I}37_{/}Barnab\u00e9 
queria levar tamb\u00e9m Jo\u00e3o, 
chamado Marcos. 
{I}38_{/}Paulo, por\u00e9m, era de 
opini\u00e3o que n\u00e3o deviam 
levar consigo uma pessoa 
que se havia separado 
deles na Panf\u00edlia e n\u00e3o 
os acompanhara no 
trabalho. {I}39_{/}Houve 
desacordo entre eles, a 
tal ponto que tiveram de 
separar-se um do outro. 
Barnab\u00e9 levou Marcos 
consigo e embarcou para 
Chipre. {I}40_{/}Paulo, por 
sua vez, escolheu Silas, 
e partiu, recomendado 
pelos irm\u00e3os \u00e0 gra\u00e7a do 
Senhor. {I}41_{/}Atravessaram 
ent\u00e3o a S\u00edria e a 
Cil\u00edcia, dando nova for\u00e7a 
\u00e0s Igrejas. 
{1}16{/}

A FONTE DO MINIST\u00c9RIO{/}

{I}1_{/}Paulo dirigiu-se 
a Derbe e a Listra. Havia 
em Listra um disc\u00edpulo 
chamado Tim\u00f3teo, filho de 
uma judia que se tornara 
crist\u00e3 e de pai grego. 
{I}2_{/}Os irm\u00e3os de Listra e 
Ic\u00f3nio davam bom 
testemunho de Tim\u00f3teo. 
{I}3_{/}Paulo quis ent\u00e3o que 
Tim\u00f3teo partisse com ele. 
Tomou-o e circuncidou-o, 
por causa dos judeus que 
se encontravam nessas 
regi\u00f5es, pois todos 
sabiam que o pai de 
Tim\u00f3teo era grego. 
{I}4_{/}Percorrendo as 
cidades, Paulo e Tim\u00f3teo 
transmitiam as decis\u00f5es 
que os Ap\u00f3stolos e 
anci\u00e3os de Jerusal\u00e9m 
haviam tomado, e 
recomendavam que fossem 
observadas. {I}5_{/}As 
Igrejas fortaleciam-se na 
f\u00e9, e de dia para dia 
cresciam em n\u00famero.
O ESP\u00cdRITO DIRIGE A 
MISS\u00c3O{/}

{I}6_{/}Paulo e Tim\u00f3teo 
atravessaram a Fr\u00edgia e a 
regi\u00e3o da Gal\u00e1cia, uma 
vez que o Esp\u00edrito Santo 
os proibira de pregar a 
Palavra de Deus na \u00c1sia. 
{I}7_{/}Chegando perto da 
M\u00edsia, tentaram entrar na 
Bit\u00ednia, mas o Esp\u00edrito 
de Jesus impediu-os. 
{I}8_{/}Ent\u00e3o atravessaram a 
M\u00edsia e desceram para 
Tr\u00f3ade. {I}9_{/}Durante a 
noite, Paulo teve uma 
vis\u00e3o: na sua frente 
estava de p\u00e9 um maced\u00f3nio 
que lhe suplicava: \u00abVem \u00e0 
Maced\u00f3nia e ajuda-nos!\u00bb 
{I}10_{/}Depois desta vis\u00e3o, 
procur\u00e1mos imediatamente 
partir para a Maced\u00f3nia, 
pois est\u00e1vamos 
convencidos de que Deus 
acabava de nos chamar 
para a\u00ed anunciar a Boa 
Not\u00edcia.
O G\u00c9RMEN DE UMA 
COMUNIDADE{/}

{I}11_{/}Embarc\u00e1mos em 
Tr\u00f3ade e naveg\u00e1mos 
directamente para a ilha 
de Samotr\u00e1cia. No dia 
seguinte, ancor\u00e1mos em 
Ne\u00e1polis, {I}12_{/}de onde 
pass\u00e1mos para Filipos, 
que \u00e9 uma das principais 
cidades da Maced\u00f3nia e 
que tem direitos de 
col\u00f3nia romana. Pass\u00e1mos 
alguns dias nesta cidade. 
{I}13_{/}No s\u00e1bado, sa\u00edmos 
al\u00e9m da porta da cidade 
para um lugar junto ao 
rio, onde nos parecia 
haver ora\u00e7\u00e3o. Sent\u00e1mo-nos 
e come\u00e7\u00e1mos a falar com 
as mulheres que l\u00e1 
estavam reunidas. 
{I}14_{/}Uma delas chamava-se 
L\u00eddia; era comerciante de 
p\u00farpura, da cidade de 
Tiatira. L\u00eddia acreditava 
em Deus e escutava com 
aten\u00e7\u00e3o. O Senhor abrira 
o seu cora\u00e7\u00e3o para que 
aderisse \u00e0s palavras de 
Paulo. {I}15_{/}Ap\u00f3s ter sido 
baptizada, assim como 
toda a sua fam\u00edlia, ela 
convidou-nos: \u00abSe me 
considerais fiel ao 
Senhor, permanecei em 
minha casa\u00bb. E for\u00e7ou-nos 
a aceitar.
O TESTEMUNHO DESMASCARA A 
OPRESS\u00c3O{/}

{I}16_{/}Um dia, quando 
\u00edamos para a ora\u00e7\u00e3o, veio 
ao nosso encontro uma 
jovem escrava, que estava 
possu\u00edda por um esp\u00edrito 
de adivinha\u00e7\u00e3o; fazia 
or\u00e1culos e dava muito 
lucro aos seus patr\u00f5es. 
{I}17_{/}Come\u00e7ou a seguir 
Paulo e a n\u00f3s, gritando: 
\u00abEstes homens s\u00e3o servos 
do Deus Alt\u00edssimo e 
anunciam-vos o caminho da 
salva\u00e7\u00e3o\u00bb. {I}18_{/}Isto 
aconteceu durante muitos 
dias. Por fim, n\u00e3o 
suportando mais a 
situa\u00e7\u00e3o, Paulo voltou-se 
e disse ao esp\u00edrito: \u00abEu 
te ordeno em Nome de 
Jesus Cristo: sai desta 
mulher!\u00bb E o esp\u00edrito 
saiu imediatamente.
{I}19_{/}Os patr\u00f5es da jovem, 
vendo que tinham perdido 
a esperan\u00e7a de lucros, 
agarraram Paulo e Silas e 
arrastaram-nos at\u00e9 \u00e0 
pra\u00e7a principal, diante 
dos chefes da cidade. 
{I}20_{/}Apresentaram-nos aos 
magistrados e disseram: 
\u00abEstes homens provocam a 
desordem na nossa cidade; 
s\u00e3o judeus {I}21_{/}e pregam 
costumes que a n\u00f3s, 
romanos, n\u00e3o \u00e9 permitido 
aceitar nem seguir\u00bb. 
{I}22_{/}A multid\u00e3o amotinou-
se contra Paulo e Silas. 
Os magistrados 
arrancaram-lhes as vestes 
e mandaram-nos a\u00e7oitar 
com varas. {I}23_{/}Depois de 
os a\u00e7oitar bastante, 
lan\u00e7aram-nos na pris\u00e3o, 
ordenando ao carcereiro 
que os guardasse com toda 
a seguran\u00e7a. {I}24_{/}Ao 
receber esta ordem, o 
carcereiro levou-os para 
o fundo da pris\u00e3o e 
prendeu-lhes os p\u00e9s no 
tronco.
{I}25_{/}\u00c0 meia noite, Paulo 
e Silas rezavam e 
cantavam hinos a Deus; os 
outros companheiros de 
pris\u00e3o escutavam. {I}26_{/}De 
repente, houve um 
terremoto t\u00e3o violento 
que sacudiu os alicerces 
da pris\u00e3o. Todas as 
portas se abriram e as 
correntes de todos 
desprenderam-se. {I}27_{/}O 
carcereiro acordou e viu 
as portas da pris\u00e3o 
abertas. Pensando que os 
prisioneiros tivessem 
fugido, puxou da espada e 
estava para se suicidar. 
{I}28_{/}Mas Paulo gritou: 
\u00abN\u00e3o fa\u00e7as isso! N\u00f3s 
estamos todos aqui\u00bb. 
{I}29_{/}Ent\u00e3o o carcereiro 
pediu tochas, correu para 
dentro e, a tremer, 
lan\u00e7ou-se aos p\u00e9s de 
Paulo e Silas. 
{I}30_{/}Conduzindo-os para 
fora, perguntou: 
\u00abSenhores, que devo fazer 
para ser salvo?\u00bb 
{I}31_{/}Paulo e Silas 
responderam: \u00abAcredita no 
Senhor Jesus, e ser\u00e1s 
salvo tu e todos os da 
tua casa\u00bb. {I}32_{/}Ent\u00e3o 
Paulo e Silas anunciaram 
a Palavra do Senhor ao 
carcereiro e a todos os 
da sua casa. {I}33_{/}Naquela 
hora da noite, o 
carcereiro levou-os 
consigo para lavar as 
feridas causadas pelos 
a\u00e7oites. A seguir, foi 
baptizado com todos os 
seus. {I}34_{/}Depois, fez 
Paulo e Silas subir para 
a sua casa, preparou-lhes 
um jantar e alegrou-se 
com todos os seus 
familiares por ter 
acreditado em Deus.
{I}35_{/}Quando amanheceu, os 
magistrados enviaram \u00e0 
pris\u00e3o os oficiais de 
justi\u00e7a, ordenando ao 
carcereiro: \u00abSolta esses 
homens\u00bb. {I}36_{/}O 
carcereiro anunciou a 
Paulo: \u00abOs magistrados 
mandaram soltar-vos. 
Portanto, podeis sair e 
ir embora em paz\u00bb. 
{I}37_{/}Mas Paulo mandou 
dizer: \u00abFomos a\u00e7oitados 
em p\u00fablico sem nenhum 
processo e fomos lan\u00e7ados 
na pris\u00e3o sem terem em 
conta que somos cidad\u00e3os 
romanos; e agora querem 
que nos vamos embora \u00e0s 
escondidas? De modo 
nenhum! Que venham 
soltar-nos pessoalmente\u00bb. 
{I}38_{/}Os oficiais de 
justi\u00e7a comunicaram as 
palavras de Paulo aos 
magistrados. Ao saberem 
que se tratava de 
cidad\u00e3os romanos, ficaram 
alarmados, {I}39_{/}e foram 
conversar com eles. E 
soltaram-nos, pedindo que 
deixassem a cidade. 
{I}40_{/}Ao sair da pris\u00e3o, 
Paulo e Silas foram a 
casa de L\u00eddia. L\u00e1 
encontraram os irm\u00e3os, 
encorajaram-nos e depois 
partiram.
{1}17{/}

O EVANGELHO AMEA\u00c7A O 
SISTEMA{/}

{I}1_{/}Passando por 
Anf\u00edpolis e Apol\u00f3nia, 
Paulo e Silas chegaram a 
Tessal\u00f3nica, onde os 
judeus tinham uma 
sinagoga. {I}2_{/}Conforme o 
seu costume, Paulo foi 
procur\u00e1-los e, durante 
tr\u00eas s\u00e1bados seguidos, 
discutiu com eles. 
Partindo das Escrituras, 
{I}3_{/}explicava e 
demonstrava-lhes que o 
Messias devia morrer e 
ressuscitar dos mortos. E 
acrescentava: \u00abO Messias 
\u00e9 este Jesus que eu vos 
anuncio\u00bb. {I}4_{/}Alguns 
judeus convenceram-se 
disso e uniram-se a Paulo 
e Silas, assim como um 
grande n\u00famero de gregos 
que adoravam o Deus 
\u00fanico, e muitas mulheres 
da alta sociedade. {I}5_{/}Os 
judeus ficaram com inveja 
e reuniram alguns 
indiv\u00edduos maus e 
vagabundos; e provocaram 
um tumulto, alvoro\u00e7ando a 
cidade. Alguns 
apresentaram-se em casa 
de Jas\u00e3o \u00e0 procura de 
Paulo e Silas, a fim de 
os levarem \u00e0 presen\u00e7a da 
assembleia do povo. 
{I}6_{/}N\u00e3o encontrando Paulo 
e Silas, arrastaram Jas\u00e3o 
e alguns irm\u00e3os diante 
das autoridades; e 
gritavam: \u00abEstes homens 
que est\u00e3o a transtornar o 
mundo inteiro, chegaram 
agora aqui tamb\u00e9m, {I}7_{/}e 
Jas\u00e3o deu-lhes 
hospedagem. Todos eles 
v\u00e3o contra a lei do 
Imperador, afirmando que 
existe outro rei chamado 
Jesus\u00bb. {I}8_{/}Ouvindo isto, 
a multid\u00e3o e as 
autoridades ficaram 
agitadas. {I}9_{/}Exigiram 
uma cau\u00e7\u00e3o por parte de 
Jas\u00e3o e dos outros 
irm\u00e3os. Depois soltaram-
nos.
{I}10_{/}Imediatamente, os 
irm\u00e3os fizeram partir 
Paulo e Silas de noite 
para Bereia. Logo que l\u00e1 
chegaram, entraram na 
sinagoga dos judeus. 
{I}11_{/}Estes eram mais 
abertos que os de 
Tessal\u00f3nica e acolheram a 
Palavra com toda a 
disponibilidade. Todos os 
dias examinavam as 
Escrituras para 
verificarem se tudo era 
de facto assim. 
{I}12_{/}Muitos deles 
abra\u00e7aram a f\u00e9 e tamb\u00e9m 
um n\u00famero consider\u00e1vel de 
gregos, tanto mulheres de 
condi\u00e7\u00e3o elevada como 
muitos homens.
{I}13_{/}Mas, quando os 
judeus de Tessal\u00f3nica 
souberam que Paulo 
anunciava a Palavra de 
Deus tamb\u00e9m em Bereia, 
foram l\u00e1 para agitar e 
confundir o povo. 
{I}14_{/}Imediatamente os 
irm\u00e3os fizeram partir 
Paulo em direc\u00e7\u00e3o ao mar, 
enquanto Silas e Tim\u00f3teo 
permaneceram l\u00e1. {I}15_{/}Os 
que acompanhavam Paulo 
conduziram-no at\u00e9 Atenas. 
Depois, voltaram com 
ordens para que Silas e 
Tim\u00f3teo fossem ter com 
ele o mais depressa 
poss\u00edvel.
A DIN\u00c2MICA DA 
EVANGELIZA\u00c7\u00c3O{/}

{I}16_{/}Enquanto Paulo 
os esperava em Atenas, 
ficou revoltado ao ver a 
cidade cheia de \u00eddolos. 
{I}17_{/}Por isso, discutia 
na sinagoga com os judeus 
e pag\u00e3os que adoravam o 
Deus \u00fanico. E todos os 
dias discutia na pra\u00e7a 
p\u00fablica com aqueles que 
ia encontrando. 
{I}18_{/}Tamb\u00e9m alguns 
fil\u00f3sofos epicureus e 
est\u00f3icos come\u00e7aram a 
conversar com ele. Alguns 
diziam: \u00abO que querer\u00e1 
dizer este charlat\u00e3o?\u00bb 
Outros diziam: \u00abDeve ser 
um pregador de divindades 
estrangeiras\u00bb. Porque 
Paulo anunciava Jesus e a 
Ressurrei\u00e7\u00e3o. 
{I}19_{/}Tomando Paulo 
consigo, levaram-no ao 
Are\u00f3pago, dizendo: 
\u00abPodemos saber que nova 
doutrina \u00e9 essa que 
ensinas? {I}20_{/}De facto, 
as coisas que dizes s\u00e3o-
nos estranhas; queremos, 
portanto, saber do que se 
trata\u00bb. {I}21_{/}Com efeito, 
todos os atenienses e os 
estrangeiros residentes 
passavam o tempo a contar 
ou a ouvir as \u00faltimas 
novidades.
{I}22_{/}De p\u00e9, no meio do 
Are\u00f3pago, Paulo disse: 
\u00abSenhores de Atenas, em 
tudo eu vejo que sois 
extremamente religiosos. 
{I}23_{/}De facto, passando e 
observando os vossos 
monumentos sagrados, 
encontrei tamb\u00e9m um altar 
com esta inscri\u00e7\u00e3o: "Ao 
Deus desconhecido". Pois 
bem, esse Deus que 
adorais sem conhecer, \u00e9 
exactamente Aquele que eu 
vos anuncio. {I}24_{/}O Deus 
que fez o mundo e tudo o 
que nele existe. Sendo 
Senhor do C\u00e9u e da Terra, 
n\u00e3o habita em santu\u00e1rios 
feitos por m\u00e3os humanas. 
{I}25_{/}Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 servido 
por m\u00e3os humanas, como se 
precisasse de alguma 
coisa; pois \u00e9 Ele que a 
todos d\u00e1 vida, respira\u00e7\u00e3o 
e tudo o mais. {I}26_{/}De um 
s\u00f3 homem, fez toda a ra\u00e7a 
humana para habitar sobre 
toda a face da Terra, 
tendo fixado os tempos 
previamente estabelecidos 
e os limites da sua 
habita\u00e7\u00e3o. {I}27_{/}Assim 
fez, para que procurassem 
a Deus e para ver se O 
descobririam, ainda que 
seja \u00e0s apalpadelas. Ele 
n\u00e3o est\u00e1 longe de cada um 
de n\u00f3s, {I}28_{/}pois n'Ele 
vivemos, nos movemos e 
existimos, como alguns 
dentre os vossos poetas 
disseram: "Somos da ra\u00e7a 
do pr\u00f3prio Deus". 
{I}29_{/}Sendo, portanto, da 
ra\u00e7a de Deus, n\u00e3o devemos 
pensar que a divindade \u00e9 
semelhante ao ouro, \u00e0 
prata ou \u00e0 pedra, 
trabalhados pela arte e 
imagina\u00e7\u00e3o do homem. 
{I}30_{/}Mas Deus, sem levar 
em conta os tempos da 
ignor\u00e2ncia, agora anuncia 
aos homens que todos e em 
todo o lugar se 
arrependam, {I}31_{/}pois Ele 
estabeleceu um dia em que 
ir\u00e1 julgar o mundo com 
justi\u00e7a, por meio do 
Homem que designou e 
creditou diante de todos, 
ressuscitando-O dos 
mortos\u00bb.
{I}32_{/}Quando ouviram falar 
de ressurrei\u00e7\u00e3o dos 
mortos, alguns tro\u00e7avam e 
outros diziam: \u00abOuvir-te-
emos falar disso em outra 
ocasi\u00e3o\u00bb. {I}33_{/}Foi assim 
que Paulo saiu do meio 
deles. {I}34_{/}Alguns, 
por\u00e9m, uniram-se a ele e 
abra\u00e7aram a f\u00e9. Entre 
esses estava Dion\u00edsio, o 
areopagita, uma mulher 
chamada D\u00e2maris e outros 
com eles.
{1}18{/}

NASCIMENTO DA COMUNIDADE 
DE CORINTO{/}

{I}1_{/}A seguir, Paulo 
deixou Atenas e foi para 
Corinto. {I}2_{/}Encontrou 
ali um judeu chamado 
\u00c1quila, natural do Ponto, 
que acabara de chegar da 
It\u00e1lia com a esposa 
Priscila, pois o 
imperador Cl\u00e1udio tinha 
decretado que todos os 
judeus sa\u00edssem de Roma. 
Paulo entrou em contacto 
com eles. {I}3_{/}E como eram 
da mesma profiss\u00e3o - 
fabricantes de tendas -, 
Paulo passou a morar com 
eles e trabalhavam 
juntos. {I}4_{/}Todos os 
s\u00e1bados, Paulo discutia 
na sinagoga, procurando 
convencer judeus e 
gregos.
{I}5_{/}Quando Silas e 
Tim\u00f3teo chegaram da 
Maced\u00f3nia, Paulo dedicou-
se inteiramente \u00e0 
Palavra, testemunhando 
diante dos judeus que 
Jesus era o Messias. 
{I}6_{/}Mas, por causa da 
resist\u00eancia e blasf\u00e9mias 
deles, Paulo sacudiu as 
vestes e disse: \u00abSois 
respons\u00e1veis pelo que 
acontecer. N\u00e3o tenho nada 
a ver com isso. De agora 
em diante, vou dirigir-me 
aos pag\u00e3os\u00bb. {I}7_{/}Ent\u00e3o 
Paulo foi para a casa de 
um pag\u00e3o adorador do Deus 
\u00fanico, um certo T\u00edcio 
Justo, que morava ao lado 
da sinagoga. {I}8_{/}Crispo, 
o chefe da sinagoga, 
acreditou no Senhor com 
toda a sua fam\u00edlia; e 
muitos cor\u00edntios, que 
escutavam Paulo, 
acreditavam e recebiam o 
baptismo. {I}9_{/}Uma noite o 
Senhor em vis\u00e3o disse a 
Paulo: \u00abN\u00e3o tenhas medo, 
continua a falar, n\u00e3o te 
cales, {I}10_{/}porque Eu 
estou contigo. Ningu\u00e9m 
por\u00e1 as m\u00e3os em ti para 
te fazer mal. Nesta 
cidade h\u00e1 um povo 
numeroso que Me 
pertence\u00bb. {I}11_{/}Assim, 
Paulo ficou um ano e meio 
entre eles, ensinando a 
Palavra de Deus.
CRISTIANISMO: SUBVERS\u00c3O 
POL\u00cdTICA?{/}

{I}12_{/}Na \u00e9poca em que 
Gali\u00e3o era proc\u00f4nsul na 
Acaia, os judeus 
insurgiram-se em massa 
contra Paulo e levaram-no 
diante do tribunal, 
{I}13_{/}dizendo: \u00abEste homem 
induz o povo a adorar a 
Deus de modo contr\u00e1rio \u00e0 
Lei\u00bb. {I}14_{/}Paulo ia tomar 
a palavra, quando Gali\u00e3o 
respondeu aos judeus: 
\u00abJudeus, se fosse por 
causa de um delito ou de 
uma ac\u00e7\u00e3o criminosa, 
seria justo que eu 
atendesse a vossa queixa. 
{I}15_{/}Mas, como \u00e9 quest\u00e3o 
de palavras, de nomes e 
da vossa Lei, tratai 
disso v\u00f3s mesmos. Eu n\u00e3o 
quero ser juiz nessas 
coisas\u00bb. {I}16_{/}E Gali\u00e3o 
mandou-os sair do 
tribunal. {I}17_{/}Ent\u00e3o, 
todos agarraram S\u00f3stenes, 
o chefe da sinagoga, e 
espancaram-no diante do 
tribunal. E Gali\u00e3o nem se 
incomodou com isso.
VISITA \u00c0S COMUNIDADES{/}

{I}18_{/}Paulo permaneceu 
ainda v\u00e1rios dias em 
Corinto. Depois, 
despediu-se dos irm\u00e3os e 
embarcou para a S\u00edria, em 
companhia de Priscila e 
\u00c1quila. Em C\u00eancreas, 
Paulo rapou a cabe\u00e7a, 
pois tinha feito uma 
promessa. {I}19_{/}Quando 
chegaram a \u00c9feso, Paulo 
deixou-os e entrou 
sozinho na sinagoga, onde 
come\u00e7ou a discutir com os 
judeus. {I}20_{/}Estes 
pediam-lhe que 
permanecesse mais tempo, 
mas Paulo recusou. 
{I}21_{/}Todavia, ao 
despedir-se, disse-lhes: 
\u00abVoltarei de novo para 
junto de v\u00f3s, se Deus 
quiser\u00bb. E partiu para 
\u00c9feso. {I}22_{/}Desembarcando 
em Cesareia, foi saudar a 
Igreja, e depois desceu 
para Antioquia, {I}23_{/}onde 
permaneceu por algum 
tempo. Em seguida partiu 
de novo, percorrendo 
sucessivamente as regi\u00f5es 
da Gal\u00e1cia e da Fr\u00edgia, 
fortalecendo todos os 
disc\u00edpulos.
A COMUNIDADE INSTRUI UM 
CHEFE{/}

{I}24_{/}Chegou a \u00c9feso 
um judeu chamado Apolo, 
natural de Alexandria. 
Era homem eloquente, 
instru\u00eddo nas Escrituras. 
{I}25_{/}Fora instru\u00eddo no 
Caminho do Senhor e, com 
muito entusiasmo, falava 
e ensinava com exactid\u00e3o 
a respeito de Jesus, 
embora s\u00f3 conhecesse o 
baptismo de Jo\u00e3o. 
{I}26_{/}Ele come\u00e7ou, ent\u00e3o, 
a falar com muita 
convic\u00e7\u00e3o na sinagoga. Ao 
escut\u00e1-lo, Priscila e 
\u00c1quila tomaram-no consigo 
e, com mais precis\u00e3o, 
expuseram-lhe o Caminho 
de Deus. {I}27_{/}Como ele 
queria partir para a 
Acaia, os irm\u00e3os 
apoiaram-no e escreveram 
aos disc\u00edpulos que o 
acolhessem bem. Gra\u00e7as \u00e0 
iniciativa divina, a 
presen\u00e7a de Apolo foi 
muito \u00fatil aos fi\u00e9is. 
{I}28_{/}De facto, ele 
rebatia vigorosamente os 
judeus em p\u00fablico, 
demonstrando pelas 
Escrituras que Jesus \u00e9 o 
Messias.
{1}19{/}

O ESP\u00cdRITO D\u00c1 A 
MATURIDADE NA F\u00c9{/}

{I}1_{/}Enquanto Apolo 
estava em Corinto, Paulo 
atravessou as regi\u00f5es 
mais altas e chegou a 
\u00c9feso. Encontrou l\u00e1 
alguns disc\u00edpulos {I}2_{/}e 
perguntou-lhes: \u00abQuando 
abra\u00e7astes a f\u00e9, 
recebestes o Esp\u00edrito 
Santo?\u00bb Eles responderam: 
\u00abN\u00f3s nem sequer ouvimos 
dizer que existe um 
Esp\u00edrito Santo\u00bb. 
{I}3_{/}Paulo perguntou: \u00abQue 
baptismo recebestes?\u00bb 
Eles responderam: \u00abO 
baptismo de Jo\u00e3o\u00bb. 
{I}4_{/}Ent\u00e3o Paulo explicou: 
\u00abJo\u00e3o baptizava como 
sinal de arrependimento e 
pedia ao povo que 
acreditasse n'Aquele que 
devia vir depois dele, 
isto \u00e9, em Jesus\u00bb. {I}5_{/}Ao 
ouvir isto, fizeram-se 
baptizar em nome do 
Senhor Jesus. {I}6_{/}Logo 
que Paulo lhes imp\u00f4s as 
m\u00e3os, o Esp\u00edrito Santo 
desceu sobre eles e 
come\u00e7aram a falar em 
l\u00ednguas e a profetizar. 
{I}7_{/}Eram, ao todo, doze 
homens.
{I}8_{/}Em seguida, Paulo foi 
\u00e0 sinagoga e, durante 
tr\u00eas meses, falava com 
toda a convic\u00e7\u00e3o, 
discutindo e procurando 
convencer os ouvintes 
sobre o Reino de Deus. 
{I}9_{/}Todavia, como alguns 
se obstinavam na 
incredulidade e falavam 
mal do Caminho diante da 
multid\u00e3o, Paulo rompeu 
com eles, separou os 
disc\u00edpulos e, 
diariamente, ensinava-os 
na escola de um homem 
chamado Tiranos. 
{I}10_{/}Isto durou dois 
anos, de modo que todos 
os habitantes da \u00c1sia, 
judeus e gregos, puderam 
ouvir a Palavra do 
Senhor.
A F\u00c9 LIBERTA{/}

{I}11_{/}Deus realizava 
milagres extraordin\u00e1rios 
pelas m\u00e3os de Paulo, 
{I}12_{/}a tal ponto que 
pegavam em len\u00e7os e 
aventais usados por Paulo 
para os colocar sobre os 
doentes, e estes eram 
libertados das suas 
doen\u00e7as e os esp\u00edritos 
maus eram afastados. 
{I}13_{/}Alguns exorcistas 
judeus itinerantes 
come\u00e7aram a invocar o 
nome do Senhor Jesus 
sobre aqueles que tinham 
esp\u00edritos maus. E diziam: 
\u00abEu vos esconjuro por 
este Jesus que Paulo 
prega\u00bb. {I}14_{/}Os que 
faziam isto eram os sete 
filhos de Ceva, um sumo 
sacerdote judeu. {I}15_{/}Mas 
o esp\u00edrito mau reagiu, 
dizendo: \u00abEu conhe\u00e7o 
Jesus e sei quem \u00e9 Paulo; 
mas v\u00f3s, quem sois?\u00bb 
{I}16_{/}E o homem que estava 
possesso do esp\u00edrito mau 
lan\u00e7ou-se a eles com 
tanta viol\u00eancia, que 
tiveram de fugir daquela 
casa, sem roupas e 
cobertos de ferimentos. 
{I}17_{/}E toda a popula\u00e7\u00e3o 
de \u00c9feso, judeus e 
gregos, tiveram 
conhecimento deste facto. 
O temor apossou-se de 
todos. E a grandeza do 
Nome de Jesus era 
exaltada. {I}18_{/}Muitos 
fi\u00e9is acorriam para 
confessar em voz alta as 
suas pr\u00e1ticas m\u00e1gicas, 
{I}19_{/}e um bom n\u00famero dos 
que praticavam magia 
amontoaram os seus livros 
e queimaram-nos em pra\u00e7a 
p\u00fablica. O valor desses 
livros foi calculado em 
cinquenta mil moedas de 
prata. {I}20_{/}Assim, a 
Palavra do Senhor crescia 
e firmava-se com grande 
poder.
FIM DA MISS\u00c3O: 
PRISIONEIRO DE CRISTO{/}

O DISC\u00cdPULO NO SEGUIMENTO 
DO MESTRE{/}

{I}21_{/}Depois destes 
acontecimentos, Paulo 
resolveu ir a Jerusal\u00e9m, 
passando pela Maced\u00f3nia e 
pela Acaia. Ele dizia: 
\u00abDepois de ir at\u00e9 l\u00e1, eu 
devo ir tamb\u00e9m a Roma\u00bb. 
{I}22_{/}Paulo enviou \u00e0 
Maced\u00f3nia dois dos seus 
ajudantes, Tim\u00f3teo e 
Erasto, e ficou ainda por 
algum tempo na \u00c1sia.
A VIDA CRIST\u00c3 AGITA A 
SOCIEDADE{/}

{I}23_{/}Foi nessa \u00e9poca 
que rebentou um grave 
tumulto a respeito do 
Caminho. {I}24_{/}Havia um 
homem chamado Dem\u00e9trio, 
que era ourives e 
fabricava nichos de prata 
da deusa \u00c1rtemis. E isso 
dava muito lucro aos 
artes\u00e3os. {I}25_{/}Ele reuniu 
esses artes\u00e3os, 
juntamente com outros que 
trabalhavam no ramo, e 
disse-lhes: \u00abAmigos, 
sabeis que o nosso bem-
estar prov\u00e9m desta nossa 
actividade. {I}26_{/}Ora, v\u00f3s 
mesmos podeis verificar e 
ouvir por a\u00ed que Paulo, 
com a sua propaganda, 
est\u00e1 a desencaminhar 
muita gente, n\u00e3o s\u00f3 em 
\u00c9feso, mas em quase toda 
a \u00c1sia. Ele afirma que os 
deuses fabricados pelas 
nossas m\u00e3os n\u00e3o s\u00e3o 
deuses. {I}27_{/}N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a 
nossa profiss\u00e3o que corre 
o risco de cair em 
descr\u00e9dito, mas tamb\u00e9m o 
santu\u00e1rio da grande deusa 
\u00c1rtemis acabar\u00e1 por ser 
desacreditado e, assim, 
ficar\u00e1 despojada de 
majestade aquela que toda 
a \u00c1sia e o mundo inteiro 
adora\u00bb. {I}28_{/}Ao ouvirem 
isto, ficaram furiosos e 
n\u00e3o cessavam de gritar: 
\u00abGrande \u00e9 a \u00c1rtemis dos 
ef\u00e9sios!\u00bb {I}29_{/}O tumulto 
espalhou-se por toda a 
cidade. A multid\u00e3o 
dirigiu-se em massa ao 
teatro, arrastando os 
maced\u00f3nios Gaio e 
Aristarco, companheiros 
de viagem de Paulo.
{I}30_{/}Paulo queria 
apresentar-se \u00e0 
assembleia, mas os 
disc\u00edpulos n\u00e3o deixaram. 
{I}31_{/}Tamb\u00e9m algumas 
pessoas importantes da 
prov\u00edncia, que eram seus 
amigos, lhe mandaram 
pedir que n\u00e3o se 
arriscasse a comparecer 
no teatro.
{I}32_{/}Um gritava uma 
coisa, outro gritava o 
contr\u00e1rio, e a confus\u00e3o 
era geral na assembleia. 
A maioria nem sequer 
sabia por que motivo ali 
se encontrava. {I}33_{/}E, no 
meio da multid\u00e3o, algumas 
pessoas convenceram um 
certo Alexandre a falar. 
Ele tinha sido colocado \u00e0 
frente pelos judeus. Fez 
sinal com a m\u00e3o, 
mostrando que queria dar 
explica\u00e7\u00f5es \u00e0 assembleia. 
{I}34_{/}Mas, quando se 
aperceberam de que era 
judeu, todos se puseram a 
gritar numa s\u00f3 voz, 
durante quase duas horas: 
\u00abGrande \u00e9 a \u00c1rtemis dos 
ef\u00e9sios!\u00bb {I}35_{/}Por fim, o 
secret\u00e1rio conseguiu 
acalmar a multid\u00e3o e 
disse: \u00abCidad\u00e3os de 
\u00c9feso, quem dentre os 
homens n\u00e3o sabe que a 
cidade de \u00c9feso guarda o 
templo da grande \u00c1rtemis 
e a sua est\u00e1tua que caiu 
do c\u00e9u? {I}36_{/}Quanto a 
isso, n\u00e3o resta d\u00favida. 
Portanto, permanecei 
calmos e n\u00e3o cometais 
nenhuma loucura. 
{I}37_{/}Estes homens que 
trouxestes at\u00e9 aqui n\u00e3o 
profanaram o templo, nem 
blasfemaram contra a 
nossa deusa. 
{I}38_{/}Portanto, se 
Dem\u00e9trio e os artes\u00e3os 
que est\u00e3o com ele t\u00eam 
acusa\u00e7\u00f5es para fazer 
contra algu\u00e9m, sejam 
feitas audi\u00eancias, e os 
proc\u00f4nsules est\u00e3o \u00e0 
disposi\u00e7\u00e3o. Que as partes 
apresentem acusa\u00e7\u00f5es 
rec\u00edprocas. {I}39_{/}E, se 
houver qualquer outra 
quest\u00e3o, ser\u00e1 resolvida 
em assembleia legal. 
{I}40_{/}De contr\u00e1rio, 
corremos o risco de 
sermos acusados de 
revolta por causa do que 
aconteceu hoje, pois n\u00e3o 
existe nenhum motivo que 
justifique esta reuni\u00e3o\u00bb. 
{I}41_{/}Com esta declara\u00e7\u00e3o, 
dissolveu a assembleia.
{1}20{/}

PAULO DEIXA \u00c9FESO{/}

{I}1_{/}Quando o tumulto 
acabou, Paulo mandou 
chamar os disc\u00edpulos de 
\u00c9feso. Depois de os 
encorajar, despediu-se 
deles e partiu para a 
Maced\u00f3nia. {I}2_{/}Percorreu 
essas regi\u00f5es, falando 
com frequ\u00eancia aos fi\u00e9is 
para os encorajar. E 
assim chegou \u00e0 Gr\u00e9cia, 
{I}3_{/}onde permaneceu tr\u00eas 
meses. Quando estava para 
embarcar rumo \u00e0 S\u00edria, 
decidiu fazer a viagem 
atrav\u00e9s da Maced\u00f3nia, 
porque os judeus tinham 
organizado uma 
conspira\u00e7\u00e3o contra ele. 
{I}4_{/}Os companheiros de 
Paulo eram: S\u00f3patros, 
filho de Pirro, da 
Bereia; Aristarco e 
Segundo, de Tessal\u00f3nica; 
Gaio, de Derbe; Tim\u00f3teo, 
T\u00edquico e Tr\u00f3fimo, da 
prov\u00edncia da \u00c1sia. 
{I}5_{/}Estes, por\u00e9m, 
partiram antes de n\u00f3s e 
esperaram-nos em Tr\u00f3ade. 
{I}6_{/}N\u00f3s embarc\u00e1mos em 
Filipos, logo ap\u00f3s os 
dias dos p\u00e3es sem 
fermento, e alcan\u00e7\u00e1mo-los 
cinco dias depois em 
Tr\u00f3ade, onde permanecemos 
uma semana.
A EUCARISTIA \u00c9 VIDA{/}

{I}7_{/}No primeiro dia 
da semana, est\u00e1vamos 
reunidos para a frac\u00e7\u00e3o 
do p\u00e3o. Paulo, que devia 
partir no dia seguinte, 
dirigia a palavra aos 
fi\u00e9is e prolongou o 
discurso at\u00e9 \u00e0 meia-
noite. {I}8_{/}Havia muitas 
l\u00e2mpadas na sala 
superior, onde est\u00e1vamos 
reunidos. {I}9_{/}Um jovem, 
chamado \u00cautico, que 
estava sentado sobre a 
janela, adormeceu durante 
o prolongado discurso de 
Paulo; vencido pelo sono, 
caiu do terceiro andar. 
Quando o levantaram, 
estava morto. {I}10_{/}Ent\u00e3o 
Paulo desceu, inclinou-se 
sobre o jovem e, 
abra\u00e7ando-o, disse: \u00abN\u00e3o 
vos preocupeis, porque 
ele est\u00e1 vivo\u00bb. 
{I}11_{/}Depois subiu 
novamente, partiu o p\u00e3o e 
comeu. Ficou conversando 
com eles at\u00e9 de 
madrugada, e depois 
partiu. {I}12_{/}Quanto ao 
jovem, levaram-no vivo, e 
sentiram-se muito 
confortados. 
FIDELIDADE DE PAULO{/}

{I}13_{/}N\u00f3s, por\u00e9m, 
continu\u00e1mos a viagem e 
embarc\u00e1mos num navio para 
Assos, onde ir\u00edamos 
encontrar Paulo. Assim 
Paulo havia determinado, 
pois que ele iria por 
terra. {I}14_{/}Quando nos 
alcan\u00e7ou em Assos, n\u00f3s 
recolhemo-lo a bordo e 
prosseguimos para 
Mitilene. {I}15_{/}Da\u00ed 
embarc\u00e1mos no dia 
seguinte e cheg\u00e1mos \u00e0 
altura de Quio; um dia 
depois, aport\u00e1mos em 
Samos. Tivemos outro dia 
de viagem e, depois de 
pararmos em Trog\u00edlio, 
cheg\u00e1mos a Mileto. 
{I}16_{/}Paulo tinha decidido 
n\u00e3o passar por \u00c9feso, a 
fim de n\u00e3o prolongar de 
mais a sua perman\u00eancia na 
\u00c1sia. Tinha pressa de 
estar em Jerusal\u00e9m, se 
poss\u00edvel para o dia de 
Pentecostes.
O TESTEMUNHO DE PAULO{/}

{I}17_{/}De Mileto, Paulo 
mandou emiss\u00e1rios a \u00c9feso 
para chamar os anci\u00e3os 
dessa Igreja. {I}18_{/}Quando 
os anci\u00e3os chegaram, 
Paulo disse-lhes: \u00abV\u00f3s 
bem sabeis de que maneira 
me comportei em rela\u00e7\u00e3o a 
v\u00f3s durante todo o tempo, 
desde o primeiro dia em 
que cheguei \u00e0 \u00c1sia. 
{I}19_{/}Servi o Senhor com 
toda a humildade, com 
l\u00e1grimas e no meio das 
prova\u00e7\u00f5es que sofri por 
causa das ciladas dos 
judeus. {I}20_{/}Nunca deixei 
de anunciar aquilo que 
vos pudesse ser de 
proveito, nem de anunciar 
publicamente e tamb\u00e9m de 
casa em casa. {I}21_{/}Com 
insist\u00eancia, convidei 
judeus e gregos a 
arrependerem-se diante de 
Deus e a acreditarem em 
Jesus nosso Senhor.
{I}22_{/}E agora, prisioneiro 
do Esp\u00edrito, vou para 
Jerusal\u00e9m, sem saber o 
que l\u00e1 me acontecer\u00e1. 
{I}23_{/}S\u00f3 sei que, de 
cidade em cidade, o 
Esp\u00edrito Santo me 
adverte, dizendo que me 
aguardam cadeias e 
tribula\u00e7\u00f5es. {I}24_{/}Mas de 
modo nenhum considero a 
minha vida preciosa para 
mim mesmo, contanto que 
leve a bom termo a minha 
carreira e o servi\u00e7o que 
recebi do Senhor Jesus, 
ou seja, testemunhar o 
Evangelho da gra\u00e7a de 
Deus.
{I}25_{/}Agora, por\u00e9m, tenho 
a certeza de que n\u00e3o mais 
vereis o meu rosto, v\u00f3s 
todos entre os quais 
passei pregando o Reino. 
{I}26_{/}Portanto, hoje dou 
testemunho diante de v\u00f3s: 
se algu\u00e9m de v\u00f3s se 
perder, eu n\u00e3o sou 
respons\u00e1vel, {I}27_{/}pois 
n\u00e3o deixei de vos 
anunciar todos os 
projectos de Deus.
{I}28_{/}Cuidai de v\u00f3s mesmos 
e de todo o rebanho, pois 
o Esp\u00edrito Santo vos 
constituiu como 
guardi\u00e3es, para 
apascentardes a Igreja de 
Deus, que Ele adquiriu 
para Si com o sangue do 
seu pr\u00f3prio Filho.
{I}29_{/}Eu sei: depois da 
minha partida, aparecer\u00e3o 
lobos vorazes no meio de 
v\u00f3s, e n\u00e3o ter\u00e3o pena do 
rebanho. {I}30_{/}E do meio 
de v\u00f3s mesmos surgir\u00e3o 
alguns dizendo coisas 
pervertidas, para 
arrastar os disc\u00edpulos 
atr\u00e1s de si. 
{I}31_{/}Portanto, vigiai e 
lembrai-vos de que 
durante tr\u00eas anos, dia e 
noite, n\u00e3o cessei de 
admoestar, com l\u00e1grimas, 
cada um de v\u00f3s.
{I}32_{/}Agora, pois, eu 
entrego-vos ao Senhor e \u00e0 
Palavra da sua gra\u00e7a, que 
tem o poder de edificar e 
de vos dar a heran\u00e7a 
entre todos os 
santificados. {I}33_{/}Nunca 
cobicei prata, nem ouro 
nem vestes de ningu\u00e9m. 
{I}34_{/}V\u00f3s mesmos sabeis 
que estas minhas m\u00e3os 
providenciaram o que era 
necess\u00e1rio para mim e 
para os que estavam 
comigo. {I}35_{/}Em tudo vos 
mostrei que \u00e9 trabalhando 
assim que devemos ajudar 
os fracos, recordando as 
palavras do pr\u00f3prio 
Senhor Jesus, que disse: 
\u00abH\u00e1 mais felicidade em 
dar do que em receber\u00bb.
{I}36_{/}Ap\u00f3s estas palavras, 
Paulo ajoelhou-se e rezou 
com todos eles. 
{I}37_{/}Ent\u00e3o todos 
come\u00e7aram a chorar muito; 
e, lan\u00e7ando-se ao pesco\u00e7o 
de Paulo, beijavam-no. 
{I}38_{/}Estavam muito 
tristes, principalmente 
porque havia dito que 
eles nunca mais veriam o 
seu rosto. E 
acompanharam-no at\u00e9 ao 
navio.
{1}21{/}

SEJA FEITA A VONTADE DO 
SENHOR{/}

{I}1_{/}Quando chegou o 
momento de partir, fomos 
como que arrancados dos 
seus bra\u00e7os e naveg\u00e1mos 
directamente para a ilha 
de C\u00f3s. No dia seguinte, 
cheg\u00e1mos a Rodes, e da\u00ed 
fomos at\u00e9 P\u00e1tara, 
{I}2_{/}onde encontr\u00e1mos um 
navio que fazia a 
travessia para a Fen\u00edcia; 
embarc\u00e1mos e seguimos 
viagem. {I}3_{/}Chegando \u00e0 
vista de Chipre, deix\u00e1mo-
la \u00e0 esquerda e 
continu\u00e1mos a nossa 
viagem em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 
S\u00edria. Desembarc\u00e1mos em 
Tiro, onde o navio devia 
descarregar. 
{I}4_{/}Encontr\u00e1mos os 
disc\u00edpulos e fic\u00e1mos ali 
sete dias. Movidos pelo 
Esp\u00edrito, os disc\u00edpulos 
diziam a Paulo que n\u00e3o 
subisse a Jerusal\u00e9m. 
{I}5_{/}Quando chegou o dia 
de nos irmos embora, 
partimos. Todos quiseram 
acompanhar-nos, com as 
mulheres e crian\u00e7as, at\u00e9 
fora da cidade. Na praia, 
ajoelh\u00e1mo-nos para rezar. 
{I}6_{/}Depois da despedida, 
embarc\u00e1mos e eles 
voltaram para casa.
{I}7_{/}Continuando a nossa 
viagem por mar, de Tiro 
cheg\u00e1mos a Ptolemaida. A\u00ed 
cumpriment\u00e1mos os irm\u00e3os 
e fic\u00e1mos um dia com 
eles. {I}8_{/}No dia 
seguinte, partimos e 
cheg\u00e1mos a Cesareia. A\u00ed 
fomos a casa de Filipe, o 
Evangelista, que era um 
dos sete, e hosped\u00e1mo-nos 
em sua casa. {I}9_{/}Filipe 
tinha quatro filhas 
solteiras que 
profetizavam. 
{I}10_{/}Enquanto pass\u00e1vamos 
v\u00e1rios dias a\u00ed, desceu da 
Judeia um profeta chamado 
\u00c1gabo. {I}11_{/}Ele veio ao 
nosso encontro, pegou no 
cinto de Paulo e, 
amarrando os pr\u00f3prios p\u00e9s 
e m\u00e3os, declarou: \u00abIsto \u00e9 
o que diz o Esp\u00edrito 
Santo: o homem a quem 
pertence este cinto ser\u00e1 
amarrado deste modo pelos 
judeus em Jerusal\u00e9m e 
ser\u00e1 entregue \u00e0s m\u00e3os dos 
pag\u00e3os\u00bb. {I}12_{/}Quando 
ouvimos isto, n\u00f3s e os 
irm\u00e3os da cidade, 
insistimos com Paulo para 
que n\u00e3o subisse a 
Jerusal\u00e9m. {I}13_{/}Mas Paulo 
respondeu: \u00abPorque 
chorais e afligis o meu 
cora\u00e7\u00e3o? Eu estou pronto, 
n\u00e3o somente para ser 
preso, mas at\u00e9 para 
morrer em Jerusal\u00e9m pelo 
nome do Senhor Jesus\u00bb. 
{I}14_{/}N\u00e3o conseguimos 
convenc\u00ea-lo. Ent\u00e3o 
desistimos, dizendo: 
\u00abSeja feita a vontade do 
Senhor\u00bb.
UMA IGREJA REALISTA{/}

{I}15_{/}Depois de alguns 
dias, termin\u00e1mos os 
nossos preparativos e 
subimos a Jerusal\u00e9m. 
{I}16_{/}Alguns disc\u00edpulos de 
Cesareia acompanharam-nos 
e levaram-nos para nos 
hospedar na casa de um 
certo Mn\u00e1sson, que era 
antigo disc\u00edpulo, natural 
de Chipre.
{I}17_{/}Quando cheg\u00e1mos a 
Jerusal\u00e9m, os irm\u00e3os 
receberam-nos com 
alegria. {I}18_{/}No dia 
seguinte, Paulo foi 
connosco a casa de Tiago, 
onde todos os anci\u00e3os 
estavam reunidos. 
{I}19_{/}Depois de os 
cumprimentar, Paulo exp\u00f4s 
minuciosamente o que Deus 
fizera aos pag\u00e3os atrav\u00e9s 
do seu servi\u00e7o. 
{I}20_{/}Ouvindo Paulo, 
glorificavam a Deus. Mas 
a seguir disseram-lhe: 
\u00abComo v\u00eas, irm\u00e3o, h\u00e1 
milhares de judeus que 
abra\u00e7aram a f\u00e9, e todos 
s\u00e3o fi\u00e9is observantes da 
Lei. {I}21_{/}Eles est\u00e3o a 
par de coisas que dizem a 
teu respeito, isto \u00e9, que 
andas ensinando a todos 
os judeus que vivem no 
meio dos pag\u00e3os para 
abandonarem Mois\u00e9s e 
aconselhando-os a n\u00e3o 
circuncidarem os filhos e 
a n\u00e3o continuarem a 
seguir as tradi\u00e7\u00f5es. 
{I}22_{/}Que vamos fazer? 
Certamente h\u00e3o-de ouvir 
dizer que est\u00e1s aqui. 
{I}23_{/}Portanto, faz o que 
te vamos sugerir. Est\u00e3o 
aqui quatro homens que 
t\u00eam uma promessa para 
cumprir. {I}24_{/}Leva-os 
contigo, purifica-te com 
eles, paga as despesas 
para que possam mandar 
rapar a cabe\u00e7a. Assim, 
todos saber\u00e3o que os 
boatos a teu respeito n\u00e3o 
t\u00eam fundamento e que 
tamb\u00e9m \u00e9s fiel na 
observ\u00e2ncia da Lei. 
{I}25_{/}Quanto aos pag\u00e3os 
que abra\u00e7aram a f\u00e9, j\u00e1 
lhes escrevemos sobre as 
nossas decis\u00f5es: abster-
se de carnes imoladas aos 
\u00eddolos, de carnes 
sufocadas e de uni\u00f5es 
ileg\u00edtimas\u00bb.
{I}26_{/}Ent\u00e3o Paulo levou os 
homens consigo. No dia 
seguinte, purificou-se 
com eles e entrou no 
Templo, comunicando o 
prazo em que devia ser 
oferecido o sacrif\u00edcio 
por cada um deles, logo 
ap\u00f3s os dias da 
purifica\u00e7\u00e3o.
PRIS\u00c3O DE PAULO{/}

{I}27_{/}Os sete dias 
estavam a chegar ao fim, 
quando os judeus da \u00c1sia, 
reparando que Paulo 
estava no Templo, 
amotinaram toda a 
multid\u00e3o e agarraram-no, 
{I}28_{/}gritando: 
\u00abIsraelitas, socorro! 
Este \u00e9 o homem que ensina 
a todos e por toda a 
parte contra o nosso 
povo, contra a Lei e 
contra este Lugar. Al\u00e9m 
disso, ele trouxe gregos 
para dentro do Templo, 
profanando este santo 
Lugar\u00bb. {I}29_{/}De facto, 
antes eles tinham visto 
Tr\u00f3fimo, o ef\u00e9sio, com 
Paulo na cidade, e 
julgavam que Paulo o 
tivesse introduzido no 
Templo.
{I}30_{/}A cidade toda ficou 
agitada e houve 
ajuntamento do povo. 
Apoderaram-se de Paulo e 
arrastaram-no para fora 
do Templo e fecharam 
imediatamente as portas. 
{I}31_{/}J\u00e1 se preparavam 
para o matar, quando 
chegou ao tribuno da 
coorte esta not\u00edcia: 
\u00abJerusal\u00e9m inteira est\u00e1 
amotinada\u00bb. {I}32_{/}O 
tribuno destacou 
imediatamente soldados e 
oficiais, e atacou os 
manifestantes. Estes, 
vendo o tribuno e os 
soldados, deixaram de 
bater em Paulo. 
{I}33_{/}Ent\u00e3o, o tribuno 
aproximou-se, deteve 
Paulo e mandou que o 
prendessem com duas 
correntes; depois 
perguntou quem ele era e 
o que havia feito. 
{I}34_{/}Na multid\u00e3o, uns 
gritavam uma coisa e 
outros, outra. N\u00e3o 
podendo obter uma 
informa\u00e7\u00e3o segura por 
causa do tumulto, o 
tribuno ordenou que 
conduzissem Paulo para a 
fortaleza. {I}35_{/}Quando 
chegou junto aos degraus, 
Paulo teve que ser levado 
pelos soldados, por causa 
da viol\u00eancia da multid\u00e3o. 
{I}36_{/}Com efeito, o povo 
seguia-o em massa a 
gritar: \u00ab\u00c0 morte! \u00c0 
morte!\u00bb
{I}37_{/}Paulo, quando estava 
para entrar na fortaleza, 
disse ao tribuno: \u00abPosso 
falar contigo?\u00bb O tribuno 
perguntou: \u00abTu falas 
grego? {I}38_{/}N\u00e3o \u00e9s o 
eg\u00edpcio que h\u00e1 tempos 
subverteu e arrastou para 
o deserto quatro mil 
sic\u00e1rios?\u00bb {I}39_{/}Paulo 
respondeu: \u00abEu sou judeu, 
cidad\u00e3o de Tarso, uma 
cidade importante da 
Cil\u00edcia. E, agora, pe\u00e7o-
te que me deixes falar 
com o povo\u00bb. {I}40_{/}O 
tribuno deu-lhe 
permiss\u00e3o. E Paulo, de p\u00e9 
sobre os degraus, fez 
sinal com a m\u00e3o ao povo. 
Houve grande sil\u00eancio e 
Paulo dirigiu-lhes a 
palavra em l\u00edngua 
hebraica.
{1}22{/}

PAULO JUSTIFICA A SUA 
MISS\u00c3O{/}

{I}1_{/}Paulo disse: 
\u00abIrm\u00e3os e pais, escutai a 
defesa que eu agora vos 
apresento\u00bb. {I}2_{/}Vendo que 
Paulo lhes falava em 
l\u00edngua hebraica, fizeram 
mais sil\u00eancio ainda. E 
Paulo continuou: {I}3_{/}\u00abEu 
sou judeu. Nasci em Tarso 
da Cil\u00edcia, mas fui 
educado nesta cidade, 
formado na escola de 
Gamaliel, seguindo a 
linha mais escrupulosa 
dos nossos antepassados, 
cheio de zelo por Deus, 
como todos v\u00f3s o sois 
agora. {I}4_{/}Persegui 
mortalmente este Caminho, 
prendendo e lan\u00e7ando na 
pris\u00e3o homens e mulheres, 
{I}5_{/}como o sumo sacerdote 
e todos os anci\u00e3os podem 
testemunhar. Eles at\u00e9 me 
deram carta de 
recomenda\u00e7\u00e3o para os 
irm\u00e3os de Damasco, e para 
l\u00e1 me dirigi, a fim de 
trazer algemados os que 
l\u00e1 estivessem, a fim de 
serem punidos aqui em 
Jerusal\u00e9m. {I}6_{/}No 
entanto, aconteceu que, 
na viagem, estando j\u00e1 
perto de Damasco, a\u00ed pelo 
meio-dia, de repente uma 
grande luz que vinha do 
c\u00e9u brilhou ao redor de 
mim. {I}7_{/}Ent\u00e3o ca\u00ed por 
terra e ouvi uma voz que 
me dizia: "Saulo, Saulo, 
porque Me persegues?" 
{I}8_{/}Eu perguntei: "Quem 
\u00e9s Tu, Senhor?" Ele 
respondeu-me: "Eu sou 
Jesus, o Nazareno, a quem 
est\u00e1s perseguindo!" 
{I}9_{/}Os meus companheiros 
viram a luz, mas n\u00e3o 
ouviram a voz que me 
falava. {I}10_{/}Ent\u00e3o 
perguntei: "Senhor, que 
devo fazer?" E o Senhor 
respondeu-me: "Levanta-te 
e vai para Damasco. L\u00e1 te 
explicar\u00e3o tudo o que 
Deus quer que fa\u00e7as." 
{I}11_{/}Como eu n\u00e3o podia 
ver por causa do brilho 
daquela luz, cheguei a 
Damasco guiado pela m\u00e3o 
dos meus companheiros. 
{I}12_{/}Havia na cidade um 
certo Ananias, homem 
piedoso e fiel \u00e0 Lei, 
muito respeitado por 
todos os judeus que ali 
moravam. {I}13_{/}Ele veio ao 
meu encontro e disse-me: 
"Saulo, meu irm\u00e3o, 
recupera a vista!" No 
mesmo instante recuperei 
a vista e pude v\u00ea-lo. 
{I}14_{/}Ent\u00e3o ele disse-me: 
"O Deus dos nossos 
antepassados destinou-te 
a conhecer a sua vontade, 
a ver o Justo e a ouvir a 
sua pr\u00f3pria voz. 
{I}15_{/}Porque vais ser a 
sua testemunha, diante de 
todos os homens, de todas 
as coisas que viste e 
ouviste. {I}16_{/}Agora, n\u00e3o 
percas tempo: levanta-te, 
recebe o baptismo e lava 
os teus pecados, 
invocando o seu Nome".
{I}17_{/}Depois eu voltei a 
Jerusal\u00e9m, e enquanto 
rezava no Templo, entrei 
em \u00eaxtase. {I}18_{/}Vi o 
Senhor que me dizia: 
"Depressa, sai 
imediatamente de 
Jerusal\u00e9m, porque n\u00e3o 
aceitar\u00e3o o testemunho 
que d\u00e1s a meu respeito". 
{I}19_{/}Ent\u00e3o respondi: 
"Mas, Senhor, eles sabem 
que era eu que, nas 
sinagogas, prendia e 
batia nos que acreditavam 
em Ti. {I}20_{/}E quando o 
sangue de Est\u00eav\u00e3o, tua 
testemunha, foi 
derramado, eu mesmo 
estava l\u00e1, apoiando 
aqueles que o matavam e 
guardando-lhes as 
roupas". {I}21_{/}Ent\u00e3o o 
Senhor disse-me: "Vai! \u00c9 
para longe, \u00e9 para os 
pag\u00e3os que te vou 
enviar"\u00bb.
PAULO DEFENDE OS SEUS 
DIREITOS{/}

{I}22_{/}Os judeus 
escutaram Paulo at\u00e9 a 
este ponto. Mas, quando 
ele disse estas palavras, 
come\u00e7aram a gritar: \u00abTira 
da Terra esse indiv\u00edduo! 
Ele n\u00e3o merece viver!\u00bb 
{I}23_{/}Gritavam, atiravam 
com as capas e lan\u00e7avam 
terra para o ar. 
{I}24_{/}Ent\u00e3o o tribuno 
mandou recolher Paulo na 
fortaleza, ordenando que 
o interrogassem debaixo 
de a\u00e7oites, para saber 
por que motivo gritavam 
tanto contra ele.
{I}25_{/}Enquanto amarravam 
Paulo com correias, ele 
disse ao centuri\u00e3o de 
servi\u00e7o: \u00ab\u00c9-vos permitido 
a\u00e7oitar um cidad\u00e3o romano 
sem ter sido julgado?\u00bb 
{I}26_{/}Diante destas 
palavras, o centuri\u00e3o foi 
prevenir o tribuno: \u00abV\u00ea 
bem o que vais fazer! 
Este homem \u00e9 cidad\u00e3o 
romano!\u00bb {I}27_{/}Ent\u00e3o o 
tribuno foi e perguntou a 
Paulo: \u00abDiz-me: \u00e9s 
cidad\u00e3o romano?\u00bb Ele 
respondeu: \u00abSou, sim\u00bb. 
{I}28_{/}O tribuno disse: \u00abEu 
precisei de muito 
dinheiro para adquirir 
essa cidadania!\u00bb 
{I}29_{/}Paulo respondeu: 
\u00abPois eu tenho essa 
cidadania de nascen\u00e7a\u00bb. 
Os que o iam torturar 
afastaram-se 
imediatamente. At\u00e9 o 
tribuno ficou com medo ao 
saber que Paulo era 
cidad\u00e3o romano, e que 
mesmo assim o havia 
acorrentado.
{I}30_{/}No dia seguinte, 
querendo saber com 
certeza do que era 
acusado pelos judeus, o 
tribuno soltou-o e mandou 
reunir os chefes dos 
sacerdotes e todo o 
Sin\u00e9drio. Depois, mandou 
buscar Paulo e 
apresentou-o perante 
eles.
{1}23{/}

DE R\u00c9U A JUIZ{/}

{I}1_{/}Com o olhar fixo 
no Sin\u00e9drio, Paulo falou 
assim: \u00abIrm\u00e3os, at\u00e9 hoje 
eu comportei-me diante de 
Deus em perfeita boa 
consci\u00eancia\u00bb. {I}2_{/}Mas o 
sumo sacerdote Ananias 
ordenou aos que estavam 
perto que batessem na 
boca de Paulo. {I}3_{/}Ent\u00e3o 
Paulo disse-lhe: \u00abDeus 
vai ferir-te, parede 
caiada! Sentas-te para me 
julgar segundo a Lei e, 
violando a Lei, ordenas 
que me batam?\u00bb {I}4_{/}Os que 
estavam a seu lado 
disseram-lhe: \u00abTu 
insultas o sumo sacerdote 
de Deus!\u00bb {I}5_{/}Paulo 
respondeu: \u00abIrm\u00e3os, eu 
n\u00e3o sabia que era o Sumo 
Sacerdote. Pois est\u00e1 
escrito: "N\u00e3o 
amaldi\u00e7oar\u00e1s o chefe do 
teu povo"\u00bb.
{I}6_{/}A seguir, sabendo que 
uma parte dos presentes 
eram saduceus, e a outra 
parte eram fariseus, 
Paulo exclamou no 
Sin\u00e9drio: \u00abIrm\u00e3os, eu sou 
fariseu e filho de 
fariseus. \u00c9 pela nossa 
esperan\u00e7a, a ressurrei\u00e7\u00e3o 
dos mortos, que estou a 
ser julgado\u00bb. {I}7_{/}Apenas 
disse isto, armou-se um 
conflito entre fariseus e 
saduceus, e a assembleia 
dividiu-se. {I}8_{/}De facto, 
os saduceus dizem que n\u00e3o 
h\u00e1 ressurrei\u00e7\u00e3o, nem 
anjos, nem esp\u00edritos, 
enquanto os fariseus 
sustentam uma coisa e 
outra. {I}9_{/}Levantou-se 
uma enorme gritaria. 
Ent\u00e3o, alguns doutores da 
Lei, do partido dos 
fariseus, come\u00e7aram a 
protestar, dizendo: \u00abN\u00e3o 
encontramos nenhum mal 
neste homem. E se um 
esp\u00edrito ou anjo tivesse 
falado com ele?\u00bb {I}10_{/}E o 
conflito crescia cada vez 
mais. Receando que Paulo 
fosse esmagado por eles, 
o tribuno ordenou que o 
destacamento descesse e o 
tirasse do meio deles, 
levando-o de novo para a 
fortaleza.
{I}11_{/}Na noite seguinte, o 
Senhor aproximou-Se de 
Paulo e disse-lhe: \u00abTem 
confian\u00e7a. Assim como 
deste testemunho de Mim 
em Jerusal\u00e9m, \u00e9 preciso 
que tamb\u00e9m d\u00eas testemunho 
em Roma\u00bb.
CONSPIRA\u00c7\u00c3O FRUSTRADA{/}

{I}12_{/}No dia seguinte, 
os judeus fizeram uma 
conspira\u00e7\u00e3o e 
comprometeram-se, sob 
juramento, a n\u00e3o comer 
nem beber enquanto n\u00e3o 
matassem Paulo. {I}13_{/}Os 
que tinham feito essa 
conjura eram mais de 
quarenta homens. 
{I}14_{/}Foram, ent\u00e3o, 
procurar os sumos 
sacerdotes e os anci\u00e3os, 
dizendo: \u00abAcab\u00e1mos de 
jurar solenemente, sob 
an\u00e1tema, que nada vamos 
comer enquanto n\u00e3o 
matarmos Paulo. 
{I}15_{/}Portanto, agora, de 
acordo com o Sin\u00e9drio, 
pedi ao tribuno que o 
traga, sob pretexto de 
examinardes mais 
minuciosamente o caso. 
Quanto a n\u00f3s, estamos 
prontos para o matar 
antes que ele aqui 
chegue\u00bb. {I}16_{/}Entretanto, 
o sobrinho de Paulo soube 
da trama, foi \u00e0 
fortaleza, entrou e 
preveniu Paulo. 
{I}17_{/}Ent\u00e3o Paulo chamou 
um dos centuri\u00f5es e 
disse: \u00abLeva este rapaz 
ao tribuno, porque ele 
tem algo a comunicar\u00bb. 
{I}18_{/}O centuri\u00e3o conduziu 
o rapaz ao tribuno e 
disse-lhe: \u00abO prisioneiro 
Paulo chamou-me e pediu-
me que trouxesse este 
rapaz, que tem algo a 
dizer-te\u00bb. {I}19_{/}Tomando o 
rapaz pela m\u00e3o, o tribuno 
levou-o \u00e0 parte e 
perguntou-lhe: \u00abO que \u00e9 
que tens para me 
comunicar?\u00bb {I}20_{/}O rapaz 
respondeu: \u00abOs judeus 
combinaram pedir-te que 
fa\u00e7as Paulo descer amanh\u00e3 
ao Sin\u00e9drio, sob pretexto 
de examinarem mais 
minuciosamente a sua 
causa. {I}21_{/}N\u00e3o acredites 
neles. Mais de quarenta 
homens est\u00e3o de emboscada 
contra Paulo. Eles 
juraram, sob an\u00e1tema, n\u00e3o 
comer nem beber enquanto 
n\u00e3o o matarem. Agora 
est\u00e3o preparados e s\u00f3 
esperam a tua 
autoriza\u00e7\u00e3o\u00bb. {I}22_{/}O 
tribuno despediu o rapaz, 
recomendando: \u00abN\u00e3o digas 
a ningu\u00e9m que me 
trouxeste estas 
informa\u00e7\u00f5es\u00bb.
{I}23_{/}Ent\u00e3o o tribuno 
chamou dois centuri\u00f5es e 
ordenou: \u00abTende 
preparados, desde as nove 
horas da noite, duzentos 
soldados, setenta 
cavaleiros e duzentos 
lanceiros para irem at\u00e9 
Cesareia. {I}24_{/}E tamb\u00e9m 
cavalos, para que Paulo 
possa viajar e ser 
conduzido s\u00e3o e salvo ao 
governador F\u00e9lix\u00bb.
{I}25_{/}Depois, o tribuno 
escreveu a seguinte 
carta: {I}26_{/}\u00abCl\u00e1udio 
L\u00edsias ao excelent\u00edssimo 
governador F\u00e9lix, 
sauda\u00e7\u00f5es! {I}27_{/}Este 
homem caiu em poder dos 
judeus e estava para ser 
morto por eles. Ent\u00e3o 
cheguei com a tropa e 
arranquei-o das m\u00e3os 
deles, ao saber que era 
cidad\u00e3o romano. 
{I}28_{/}Querendo averiguar o 
motivo por que o 
acusavam, mandei-o 
comparecer diante do 
Sin\u00e9drio. {I}29_{/}Verifiquei 
que ele era incriminado 
por quest\u00f5es referentes \u00e0 
Lei que os rege, n\u00e3o 
havendo nenhum crime que 
justificasse morte ou 
pris\u00e3o. {I}30_{/}Informado 
que existia, por parte 
dos judeus, um atentado 
contra este homem, tratei 
de to enviar. Comuniquei 
aos acusadores que devem 
expor na tua presen\u00e7a o 
que t\u00eam contra este 
homem\u00bb.
{I}31_{/}Conforme lhes fora 
ordenado, os soldados 
tomaram Paulo e levaram-
no de noite at\u00e9 
Antip\u00e1tride. {I}32_{/}No dia 
seguinte, os soldados 
voltaram \u00e0 fortaleza e 
deixaram os cavaleiros 
seguir viagem com Paulo. 
{I}33_{/}Chegando a Cesareia, 
os cavaleiros entregaram 
a carta ao governador e 
apresentaram-lhe Paulo. 
{I}34_{/}Depois de ler a 
carta, o governador quis 
saber qual era a 
prov\u00edncia de origem de 
Paulo. Informado que era 
da Cil\u00edcia, disse-lhe: 
{I}35_{/}\u00abQuando os teus 
acusadores chegarem, eu 
ouvir-te-ei\u00bb. E mandou 
que Paulo ficasse preso 
no pal\u00e1cio de Herodes.
{1}24{/}

CRISTIANISMO \u00c9 CAMINHO{/}

{I}1_{/}Cinco dias 
depois, o sumo sacerdote 
Ananias foi a Cesareia 
com alguns anci\u00e3os e um 
advogado chamado T\u00e9rtulo. 
Eles apresentaram-se ao 
governador como 
acusadores de Paulo. 
{I}2_{/}Quando Paulo foi 
chamado, T\u00e9rtulo come\u00e7ou 
a acusa\u00e7\u00e3o dizendo: 
\u00abExcelent\u00edssimo 
governador F\u00e9lix. Gozamos 
de paz profunda gra\u00e7as \u00e0 
tua direc\u00e7\u00e3o e \u00e0s 
reformas feitas em favor 
deste povo. 
{I}3_{/}Reconhecemos e 
agradecemos todos estes 
benef\u00edcios realizados 
sempre e em toda a parte. 
{I}4_{/}Mas, para n\u00e3o te 
deter muito tempo, pe\u00e7o a 
tua aten\u00e7\u00e3o por um 
instante, pois conhecemos 
a tua benevol\u00eancia. 
{I}5_{/}Verific\u00e1mos que este 
homem \u00e9 uma peste: ele 
promove conflitos entre 
os judeus do mundo 
inteiro e \u00e9 tamb\u00e9m um dos 
cabecilhas da seita dos 
nazarenos. {I}6_{/}Ele tentou 
inclusive profanar o 
Templo; por isso o 
prendemos. Pretend\u00edamos 
julg\u00e1-lo segundo a nossa 
Lei, {I}7_{/}mas o tribuno 
L\u00edsias interveio, 
arrancou-o das nossas 
m\u00e3os com muita viol\u00eancia 
e ordenou aos seus 
acusadores que 
comparecessem diante de 
ti. {I}8_{/}Interrogando-o, 
poder\u00e1s certifi-car-te de 
todas as coisas de que 
n\u00f3s o acusamos\u00bb. {I}9_{/}Os 
judeus tamb\u00e9m apoiavam 
T\u00e9rtulo, sustentando que 
as coisas eram assim 
mesmo.
{I}10_{/}Ent\u00e3o o governador 
fez sinal para que Paulo 
falasse. E este come\u00e7ou: 
\u00abEu sei que h\u00e1 muitos 
anos \u00e9s juiz desta na\u00e7\u00e3o 
e, por isso, me sinto \u00e0 
vontade para defender a 
minha causa. {I}11_{/}Como 
podes comprovar, h\u00e1 
apenas doze dias que subi 
em peregrina\u00e7\u00e3o a 
Jerusal\u00e9m. {I}12_{/}Ora, nem 
no Templo, nem nas 
sinagogas, nem pela 
cidade, algu\u00e9m me viu 
discutir com outra pessoa 
ou provocar desordem na 
multid\u00e3o. {I}13_{/}Eles n\u00e3o 
podem provar aquilo de 
que agora me acusam.
{I}14_{/}Confesso-te, por\u00e9m, 
uma coisa: eu estou ao 
servi\u00e7o do Deus dos 
nossos pais, segundo o 
Caminho, a que eles 
chamam seita. Acredito em 
tudo o que est\u00e1 conforme 
a Lei e em tudo o que se 
encontra escrito nos 
Profetas. {I}15_{/}Tenho em 
Deus a mesma esperan\u00e7a 
que eles t\u00eam, ou seja: 
que todos v\u00e3o 
ressuscitar, tanto os 
justos como os injustos. 
{I}16_{/}Por isso, eu tamb\u00e9m 
me esfor\u00e7o por manter 
sempre a consci\u00eancia 
limpa diante de Deus e 
dos homens.
{I}17_{/}Depois de muitos 
anos, vim trazer esmolas 
ao meu povo e tamb\u00e9m 
apresentar ofertas. 
{I}18_{/}Quando eu estava a 
fazer isso, depois de ter 
feito a cerim\u00f3nia da 
purifica\u00e7\u00e3o, eles 
encontraram-me no Templo. 
N\u00e3o havia ajuntamento nem 
tumulto. {I}19_{/}Alguns 
judeus da \u00c1sia, por\u00e9m... 
S\u00e3o eles que deveriam 
apresentar-se a ti e 
acusar-me, caso tivessem 
algo contra mim. {I}20_{/}Ou 
ent\u00e3o, que estes homens 
aqui digam se encontraram 
em mim algum crime quando 
compareci diante do 
Sin\u00e9drio. {I}21_{/}A n\u00e3o ser 
que se trate desta \u00fanica 
frase que gritei no meio 
deles: "\u00c9 por causa da 
ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos 
que estou hoje a ser 
julgado diante de v\u00f3s"\u00bb.
TESTEMUNHO DIANTE DA 
CORRUP\u00c7\u00c3O{/}

{I}22_{/}F\u00e9lix estava bem 
informado a respeito do 
Caminho e adiou a causa, 
dizendo: \u00abQuando o 
tribuno L\u00edsias chegar, eu 
resolverei o vosso caso\u00bb. 
{I}23_{/}E ordenou que o 
centuri\u00e3o mantivesse 
Paulo preso, mas que lhe 
desse bom tratamento e 
n\u00e3o impedisse que os 
amigos o visitassem.
{I}24_{/}Alguns dias mais 
tarde, F\u00e9lix veio com a 
sua esposa Drusila, que 
era judia. Mandou chamar 
Paulo e ouviu-o falar da 
f\u00e9 em Jesus Cristo. 
{I}25_{/}Mas, quando Paulo 
come\u00e7ou a discorrer sobre 
a justi\u00e7a, a contin\u00eancia 
e o julgamento futuro, 
F\u00e9lix ficou com medo e 
disse: \u00abPor agora podes 
ir. Quando eu tiver mais 
tempo, mandar-te-ei 
chamar\u00bb. {I}26_{/}Al\u00e9m disso, 
F\u00e9lix esperava que Paulo 
lhe desse dinheiro. Por 
isso, mandava cham\u00e1-lo 
frequentemente e 
conversava com ele.
{I}27_{/}Dois anos depois, 
P\u00f3rcio Festo ocupou o 
lugar de F\u00e9lix. 
Entretanto, querendo 
agradar aos judeus, F\u00e9lix 
deixou Paulo na pris\u00e3o.
{1}25{/}

OS PODEROSOS TEMEM FAZER 
JUSTI\u00c7A{/}

{I}1_{/}Tr\u00eas dias depois 
de chegar \u00e0 prov\u00edncia, 
Festo subiu de Cesareia a 
Jerusal\u00e9m. {I}2_{/}Os sumos 
sacerdotes e os mais 
not\u00e1veis dentre os judeus 
apresentaram-se para 
acusar Paulo. Pediam com 
insist\u00eancia, {I}3_{/}movidos 
contra Paulo, o especial 
favor de o transferir 
para Jerusal\u00e9m. \u00c9 que 
preparavam uma emboscada 
para matar Paulo durante 
a viagem. {I}4_{/}Festo, 
por\u00e9m, respondeu que o 
lugar da pris\u00e3o de Paulo 
era Cesareia e que ele 
mesmo partiria muito em 
breve para l\u00e1. {I}5_{/}E 
completou: \u00abAqueles que 
dentre v\u00f3s estiverem 
habilitados, des\u00e7am 
comigo a Cesareia. E se 
alguma coisa existe de 
irregular nesse homem, 
apresentem acusa\u00e7\u00e3o 
contra ele\u00bb.
{I}6_{/}Festo ficou com eles 
n\u00e3o mais de oito ou dez 
dias e foi para Cesareia. 
No dia seguinte, sentou-
se no tribunal e mandou 
trazer Paulo. {I}7_{/}Quando 
Paulo chegou, os judeus 
que tinham ido de 
Jerusal\u00e9m rodearam-no, 
apresentando muitas e 
graves acusa\u00e7\u00f5es, que no 
entanto n\u00e3o conseguiam 
provar. {I}8_{/}Paulo 
defendeu-se, dizendo: \u00abEu 
n\u00e3o fiz nada contra a Lei 
dos judeus, nem contra o 
Templo, nem contra o 
Imperador\u00bb. {I}9_{/}Querendo 
agradar aos judeus, Festo 
disse a Paulo: \u00abQueres 
subir a Jerusal\u00e9m para l\u00e1 
seres julgado, na minha 
presen\u00e7a, a respeito 
dessas coisas?\u00bb 
{I}10_{/}Paulo respondeu: 
\u00abEstou diante do tribunal 
de C\u00e9sar, e \u00e9 aqui que 
devo ser julgado. N\u00e3o 
pratiquei nenhum crime 
contra os judeus, como 
perfeitamente reconheces. 
{I}11_{/}Se cometi uma 
injusti\u00e7a ou alguma coisa 
que mere\u00e7a a morte, n\u00e3o 
recuso morrer. Mas, se 
n\u00e3o h\u00e1 nada daquilo de 
que me acusam, ningu\u00e9m 
pode entregar-me a eles. 
Apelo para C\u00e9sar\u00bb. 
{I}12_{/}Ent\u00e3o Festo 
conferenciou com o seu 
conselho e disse: 
\u00abApelaste para C\u00e9sar; 
ent\u00e3o ir\u00e1s a C\u00e9sar\u00bb.
AFINAL, ACUSAR DE QU\u00ca?{/}

{I}13_{/}Alguns dias 
depois, o rei Agripa e 
Berenice chegaram a 
Cesareia e foram 
cumprimentar Festo. 
{I}14_{/}Como se demorassem 
alguns dias, Festo exp\u00f4s 
ao rei o caso de Paulo, 
dizendo: \u00abEst\u00e1 aqui um 
homem que F\u00e9lix deixou 
como prisioneiro. 
{I}15_{/}Quando eu estive em 
Jerusal\u00e9m, os sumos 
sacerdotes e os anci\u00e3os 
dos judeus apresentaram 
acusa\u00e7\u00f5es contra ele e 
pediram-me que o 
condenasse. {I}16_{/}Mas eu 
respondi-lhes que os 
romanos n\u00e3o costumam 
entregar um homem antes 
que o acusado tenha sido 
confrontado com os 
acusadores e possa 
defender-se da acusa\u00e7\u00e3o. 
{I}17_{/}Eles vieram para c\u00e1 
e, no dia seguinte, sem 
demora, sentei-me no 
tribunal e mandei trazer 
o homem. {I}18_{/}Os 
acusadores compareceram 
diante dele, mas n\u00e3o 
apresentaram nenhuma 
acusa\u00e7\u00e3o dos crimes de 
que eu suspeitava. 
{I}19_{/}Tinham somente 
certas quest\u00f5es sobre a 
sua pr\u00f3pria religi\u00e3o e a 
respeito de um certo 
Jesus que j\u00e1 morreu, mas 
que Paulo afirma estar 
vivo. {I}20_{/}Eu n\u00e3o sabia o 
que fazer para averiguar 
o assunto. Perguntei 
ent\u00e3o a Paulo se ele 
preferia ir a Jerusal\u00e9m, 
para l\u00e1 ser julgado. 
{I}21_{/}Mas Paulo apelou 
para que a sua causa 
fosse reservada ao ju\u00edzo 
do Augusto Imperador. 
Ordenei, ent\u00e3o, que 
ficasse preso at\u00e9 que eu 
pudesse envi\u00e1-lo a 
C\u00e9sar\u00bb. {I}22_{/}Agripa disse 
ent\u00e3o a Festo: \u00abEu tamb\u00e9m 
gostaria de ouvir esse 
homem\u00bb.
{I}23_{/}No dia seguinte, 
Agripa e Berenice 
chegaram com grande pompa 
e foram \u00e0 sala de 
audi\u00eancias, com os 
tribunos e as pessoas 
importantes da cidade. 
Festo deu uma ordem e 
Paulo foi introduzido. 
{I}24_{/}Ent\u00e3o Festo disse: 
\u00abRei Agripa e cidad\u00e3os 
aqui presentes: aqui est\u00e1 
o homem por causa de quem 
toda a comunidade dos 
judeus recorreu a mim, 
tanto em Jerusal\u00e9m como 
aqui, gritando que ele 
n\u00e3o devia continuar vivo. 
{I}25_{/}No entanto, eu 
verifiquei que ele n\u00e3o 
fez nada que mere\u00e7a a 
morte; mas, como ele 
mesmo apelou para C\u00e9sar, 
decidi enviar-lho. 
{I}26_{/}Acontece que nada 
tenho de concreto sobre 
ele para escrever ao 
soberano. Por isso, fa\u00e7o-
o comparecer diante de 
v\u00f3s, principalmente 
diante de ti, rei Agripa, 
a fim de que, ap\u00f3s o 
interrogat\u00f3rio, eu tenha 
alguma coisa para 
escrever. {I}27_{/}Com 
efeito, pareceu-me 
absurdo enviar um 
prisioneiro sem indicar 
as acusa\u00e7\u00f5es que fazem 
contra ele\u00bb.
{1}26{/}


AUTODEFESA DE PAULO{/}

{I}1_{/}Agripa dirigiu-se 
a Paulo: \u00abTens 
autoriza\u00e7\u00e3o para falar em 
tua defesa\u00bb. Ent\u00e3o Paulo 
estendeu a m\u00e3o e come\u00e7ou 
a sua defesa: {I}2_{/}\u00abRei 
Agripa, considero-me 
feliz por poder, na tua 
presen\u00e7a, defender-me de 
todas as coisas de que os 
judeus me acusam. 
{I}3_{/}Ainda mais que est\u00e1s 
a par dos costumes e 
controv\u00e9rsias dos judeus. 
Portanto, pe\u00e7o-te que me 
escutes com paci\u00eancia. 
{I}4_{/}Todos os judeus sabem 
como foi a minha vida 
desde a minha juventude, 
no meio do meu povo e em 
Jerusal\u00e9m, desde o 
in\u00edcio. {I}5_{/}Eles 
conhecem-me de longa data 
e, se quiserem, podem 
testemunhar que vivi como 
fariseu, conforme a seita 
mais r\u00edgida da nossa 
religi\u00e3o. {I}6_{/}E hoje 
estou a ser julgado por 
causa da esperan\u00e7a 
prometida por Deus aos 
nossos pais {I}7_{/}e que as 
nossas doze tribos 
esperam conseguir, 
servindo a Deus dia e 
noite, com perseveran\u00e7a. 
\u00c9 por causa dessa 
esperan\u00e7a, \u00f3 rei, que 
estou a ser acusado pelos 
judeus. {I}8_{/}Porque \u00e9 que 
acham t\u00e3o incr\u00edvel que 
Deus ressuscite os 
mortos?
{I}9_{/}Eu tamb\u00e9m antes 
acreditava ser meu dever 
combater com todas as 
for\u00e7as o nome de Jesus, o 
Nazareno. {I}10_{/}E foi isso 
que eu fiz em Jerusal\u00e9m: 
prendi muitos crist\u00e3os 
com autoriza\u00e7\u00e3o dos sumos 
sacerdotes, e dei o meu 
voto para que fossem 
condenados \u00e0 morte. 
{I}11_{/}Em todas as 
sinagogas eu procurava 
obrig\u00e1-los a blasfemar 
por meio de torturas e, 
no auge do furor, eu 
perseguia-os at\u00e9 nas 
cidades estrangeiras.
{I}12_{/}Com essa inten\u00e7\u00e3o, 
eu ia a caminho de 
Damasco, com autoriza\u00e7\u00e3o 
e a mando dos sumos 
sacerdotes. {I}13_{/}\u00d3 rei, 
eu ia a caminho, quando 
a\u00ed pelo meio-dia vi uma 
luz vinda do c\u00e9u, mais 
brilhante que o Sol. Essa 
luz envolveu-me, a mim e 
aos que me acompanhavam. 
{I}14_{/}Todos n\u00f3s ca\u00edmos por 
terra. Ent\u00e3o ouvi uma voz 
que me dizia em hebraico: 
"Saulo, Saulo, porque Me 
persegues? \u00c9 dif\u00edcil 
recalcitrares contra o 
aguilh\u00e3o!" {I}15_{/}Eu 
respondi: "Quem \u00e9s Tu, 
Senhor?" E o Senhor 
respondeu-me: "Eu sou 
Jesus, Aquele que tu 
persegues. {I}16_{/}Mas agora 
levanta-te e fica de p\u00e9. 
O motivo pelo qual te 
apareci \u00e9 este: Eu 
constitu\u00ed-te para seres 
servo e testemunha desta 
vis\u00e3o, na qual Me viste, 
e tamb\u00e9m de outras 
vis\u00f5es, nas quais Eu te 
aparecerei. {I}17_{/}Eu vou 
livrar-te deste povo e 
dos pag\u00e3os, aos quais te 
envio, {I}18_{/}para que lhes 
abras os olhos e assim se 
convertam das trevas para 
a luz, da autoridade de 
Satan\u00e1s para Deus. Deste 
modo, pela f\u00e9 em Mim, 
receber\u00e3o o perd\u00e3o dos 
pecados e a heran\u00e7a entre 
os santificados". 
{I}19_{/}E eu, \u00f3 rei Agripa, 
n\u00e3o me rebelei contra 
essa vis\u00e3o celeste. 
{I}20_{/}Pelo contr\u00e1rio: 
vivendo da maneira que 
corresponde a essa 
convers\u00e3o, anunciei o 
arrependimento e a 
convers\u00e3o a Deus, 
primeiro aos habitantes 
de Damasco, aos de 
Jerusal\u00e9m e de toda a 
Judeia, e depois aos 
pag\u00e3os. {I}21_{/}\u00c9 por isso 
que os judeus me 
agarraram e tentaram 
matar-me. {I}22_{/}Mas, com a 
protec\u00e7\u00e3o de Deus, eu 
continuo at\u00e9 hoje a dar 
testemunho diante de 
pequenos e grandes. N\u00e3o 
prego nada mais do que os 
Profetas e Mois\u00e9s 
disseram que havia de 
acontecer, {I}23_{/}isto \u00e9, 
que o Messias devia 
sofrer e que, sendo o 
primeiro a ressuscitar 
dentre os mortos, Ele 
devia anunciar a luz ao 
povo e aos pag\u00e3os\u00bb.
OCASI\u00c3O DE TESTEMUNHO{/}

{I}24_{/}Paulo estava 
assim a falar em sua 
defesa, quando Festo o 
interrompeu em alta voz: 
\u00abEst\u00e1s a ficar louco, 
Paulo. Todo esse teu 
saber leva-te \u00e0 loucura!\u00bb 
{I}25_{/}Mas Paulo respondeu: 
\u00abN\u00e3o estou louco, 
excelent\u00edssimo Festo, mas 
digo palavras verdadeiras 
e sensatas. {I}26_{/}O 
pr\u00f3prio rei, a quem me 
dirijo com toda a 
coragem, certamente est\u00e1 
a par destas coisas. 
Acredito que nada disto 
lhe \u00e9 desconhecido, 
porque estas coisas n\u00e3o 
aconteceram num lugar 
distante. {I}27_{/}Rei 
Agripa, acreditas nos 
Profetas? Eu sei que 
acreditas\u00bb. {I}28_{/}Ent\u00e3o 
Agripa disse a Paulo: 
\u00abAinda um pouco, e 
convences-me a tornar-me 
crist\u00e3o!\u00bb {I}29_{/}Paulo 
respondeu: \u00abAinda um 
pouco ou ainda muito, 
tomara que Deus fizesse 
que n\u00e3o somente tu, mas 
todos os que me escutam 
hoje, se tornassem como 
eu, mas sem estas 
correntes!\u00bb
{I}30_{/}O rei levantou-se, e 
com ele o governador, 
Berenice e todos os que 
tomavam parte na sess\u00e3o. 
{I}31_{/}Enquanto sa\u00edam, 
conversavam e diziam: \u00abUm 
homem como este n\u00e3o pode 
ter feito nada que mere\u00e7a 
a morte ou a pris\u00e3o\u00bb. 
{I}32_{/}E Agripa disse a 
Festo: \u00abEste homem bem 
podia ser posto em 
liberdade, se n\u00e3o tivesse 
apelado para C\u00e9sar\u00bb.
{1}27{/}

VIAGEM PARA ROMA{/}

{I}1_{/}Quando foi 
decidido que 
embarcar\u00edamos para a 
It\u00e1lia, Paulo e alguns 
outros prisioneiros foram 
entregues a um centuri\u00e3o 
chamado J\u00falio, da coorte 
Augusta. {I}2_{/}Embarc\u00e1mos 
num navio de Adram\u00edtio, 
que ia partir para as 
costas da \u00c1sia, e 
come\u00e7\u00e1mos a viagem. 
Estava connosco 
Aristarco, maced\u00f3nio de 
Tessal\u00f3nica. {I}3_{/}No dia 
seguinte, fizemos escala 
em Sid\u00f3nia. Tratando 
Paulo com humanidade, 
J\u00falio permitiu que ele 
fosse ter com os amigos 
para deles receber 
assist\u00eancia. {I}4_{/}Partindo 
dali, naveg\u00e1mos rente \u00e0 
ilha de Chipre, pois os 
ventos eram contr\u00e1rios. 
{I}5_{/}Tendo atravessado o 
mar ao longo da Cil\u00edcia e 
da Panf\u00edlia, depois de 
quinze dias, 
desembarc\u00e1mos em Mira, na 
L\u00edcia. {I}6_{/}L\u00e1 o centuri\u00e3o 
encontrou um navio de 
Alexandria que estava de 
partida para a It\u00e1lia e 
transferiu-nos para ele.
{I}7_{/}Durante v\u00e1rios dias, 
naveg\u00e1mos lentamente e 
cheg\u00e1mos com dificuldade 
\u00e0 altura de Cnido. Como o 
vento era contr\u00e1rio, 
naveg\u00e1mos rente \u00e0 ilha de 
Creta, junto ao cabo 
Salmone. {I}8_{/}Costeando a 
ilha com dificuldade, 
cheg\u00e1mos a um lugar 
chamado Bons Portos, 
perto da cidade de 
Lasaia.
{I}9_{/}Transcorrido muito 
tempo, a viagem estava a 
tornar-se perigosa, 
porque o Jejum j\u00e1 havia 
passado. Ent\u00e3o Paulo 
advertiu: {I}10_{/}\u00abAmigos, 
vejo que a viagem est\u00e1 a 
ponto de acabar, com 
muito dano e preju\u00edzo, 
n\u00e3o s\u00f3 da carga e do 
navio, mas tamb\u00e9m das 
nossas vidas\u00bb. {I}11_{/}Mas o 
centuri\u00e3o acreditou mais 
no piloto e no armador do 
que em Paulo. {I}12_{/}Ali\u00e1s, 
o porto n\u00e3o era prop\u00edcio 
para passar o Inverno. A 
maioria foi de opini\u00e3o 
que se devia partir dali 
e tentar chegar at\u00e9 
F\u00e9nix. Este \u00e9 um porto de 
Creta, ao abrigo dos 
ventos Noroeste e 
Sudoeste. Ali poderiam 
passar o Inverno.
{I}13_{/}Quando o vento Sul 
come\u00e7ou a soprar 
levemente, pensaram que 
poderiam realizar o que 
haviam projectado. 
Levantaram \u00e2ncoras e 
foram costeando Creta 
mais de perto. {I}14_{/}Pouco 
depois, desencadeou-se do 
lado da ilha um furac\u00e3o 
chamado Euroaquil\u00e3o. 
{I}15_{/}Incapaz de resistir 
ao vento, o navio foi 
arrastado violentamente e 
fic\u00e1mos sem direc\u00e7\u00e3o. 
{I}16_{/}Passando rente a uma 
pequena ilha chamada 
Cauda, com dificuldade 
conseguimos recolher o 
bote. {I}17_{/}Ap\u00f3s t\u00ea-lo 
i\u00e7ado, os tripulantes 
usaram os recursos de 
emerg\u00eancia, amarrando o 
navio com cordas de 
seguran\u00e7a. Contudo, 
temendo encalhar em 
Sirte, soltaram a \u00e2ncora 
e continuaram sem 
direc\u00e7\u00e3o. {I}18_{/}No dia 
seguinte, batidos 
furiosamente pela 
tempestade, come\u00e7aram a 
lan\u00e7ar a carga ao mar. 
{I}19_{/}No terceiro dia, com 
as pr\u00f3prias m\u00e3os lan\u00e7aram 
ao mar at\u00e9 o equipamento 
do navio. {I}20_{/}Por v\u00e1rios 
dias, n\u00e3o vimos nem o 
sol, nem as estrelas, e a 
tempestade continuava a 
bater fortemente. Por fim 
perdemos toda a esperan\u00e7a 
de salva\u00e7\u00e3o.
{I}21_{/}Havia j\u00e1 muito tempo 
que ningu\u00e9m comia. Ent\u00e3o 
Paulo p\u00f4s-se de p\u00e9 no 
meio deles e disse: 
\u00abAmigos, se me tiv\u00e9sseis 
escutado e n\u00e3o tiv\u00e9sseis 
sa\u00eddo de Creta, ter\u00edamos 
evitado este perigo e 
este preju\u00edzo. 
{I}22_{/}Apesar disso, 
aconselho que sejais 
corajosos, porque ningu\u00e9m 
de v\u00f3s vai morrer: s\u00f3 o 
navio se vai perder. 
{I}23_{/}Esta noite apareceu-
me um anjo do Deus ao 
qual perten\u00e7o e a quem 
adoro. {I}24_{/}O anjo disse-
me: "N\u00e3o tenhas medo, 
Paulo. Deves comparecer 
diante de C\u00e9sar. E Deus 
concede-te a vida de 
todos os teus 
companheiros de viagem". 
{I}25_{/}Portanto, coragem, 
amigos! Confio em Deus 
que as coisas acontecer\u00e3o 
como me foi dito. 
{I}26_{/}Entretanto, devemos 
encalhar em alguma ilha\u00bb.
{I}27_{/}Havia j\u00e1 catorze 
noites que \u00e9ramos 
lan\u00e7ados de um lado para 
outro no mar Adri\u00e1tico, 
quando, a\u00ed pela meia-
noite, os marinheiros 
viram sinal de terra. 
{I}28_{/}Ent\u00e3o lan\u00e7aram a 
sonda e deu trinta e seis 
metros de profundidade; 
um pouco mais adiante, 
lan\u00e7aram de novo a sonda 
e deu vinte e sete 
metros. {I}29_{/}Com medo de 
que o navio batesse em 
rochas, eles desceram 
quatro \u00e2ncoras do lado de 
tr\u00e1s do navio e esperavam 
ansiosamente que o dia 
surgisse. 
{I}30_{/}Entretanto, os 
marinheiros tentavam 
fugir do navio. Com o 
pretexto de irem largar 
as \u00e2ncoras do lado 
dianteiro, deitaram o 
bote ao mar. {I}31_{/}Ent\u00e3o 
Paulo disse ao centuri\u00e3o 
e aos soldados: \u00abSe eles 
n\u00e3o ficarem no navio, n\u00e3o 
podereis salvar-vos\u00bb. 
{I}32_{/}Ent\u00e3o os soldados 
cortaram as cordas do 
bote e deixaram-no cair.
{I}33_{/}Esperando que 
amanhecesse, Paulo 
insistia que todos 
comessem. E dizia: \u00abJ\u00e1 h\u00e1 
catorze dias que 
esperais, em jejum, sem 
comer nada. 
{I}34_{/}Aconselho-vos que 
vos alimenteis, porque \u00e9 
necess\u00e1rio para a sa\u00fade. 
Pois n\u00e3o vai perder-se 
nenhum cabelo da vossa 
cabe\u00e7a\u00bb. {I}35_{/}Dizendo 
isto, Paulo tomou o p\u00e3o, 
deu gra\u00e7as a Deus diante 
de todos, partiu-o e 
come\u00e7ou a comer. 
{I}36_{/}Ent\u00e3o reanimaram-se 
e alimentaram-se. {I}37_{/}No 
navio \u00e9ramos ao todo 
duzentas e setenta e seis 
pessoas. {I}38_{/}Depois de 
comerem com fartura, 
lan\u00e7aram o trigo ao mar, 
aliviando assim o navio.
{I}39_{/}Quando amanheceu, os 
marinheiros n\u00e3o 
reconheceram a terra. 
Vendo uma enseada com uma 
praia, conversaram para 
ver se poderiam conduzir 
o navio at\u00e9 l\u00e1. 
{I}40_{/}Soltaram as \u00e2ncoras, 
deixando o navio ao 
movimento do mar. Ao 
mesmo tempo, desamarraram 
as cordas dos lemes, 
levantaram a vela da 
frente e dirigiram o 
navio para a praia. 
{I}41_{/}Mas o navio foi de 
encontro a um banco de 
areia e encalhou. A parte 
dianteira, atolada, ficou 
im\u00f3vel, mas a parte 
traseira come\u00e7ou a 
desconjuntar-se pela 
viol\u00eancia das ondas.
{I}42_{/}Ent\u00e3o, os soldados 
decidiram matar os 
prisioneiros, para evitar 
que alguns deles 
escapassem a nado. 
{I}43_{/}Mas o oficial 
romano, querendo salvar 
Paulo, n\u00e3o aceitou a 
ideia. Mandou aos que 
sabiam nadar que 
saltassem primeiro e 
alcan\u00e7assem a terra. 
{I}44_{/}Depois mandou que os 
outros fossem atr\u00e1s, 
agarrados em pranchas ou 
em qualquer peda\u00e7o do 
navio. Assim todos 
chegaram a terra, s\u00e3os e 
salvos.
{1}28{/}

O PODER DA TESTEMUNHA{/}

{I}1_{/}Estando j\u00e1 a 
salvo, soubemos que a 
ilha se chamava Malta. 
{I}2_{/}Os nativos trataram-
nos com extraordin\u00e1ria 
bondade. Acolheram-nos a 
todos ao redor de uma 
grande fogueira que 
tinham aceso, pois estava 
a chover e fazia frio. 
{I}3_{/}Paulo recolhera um 
feixe de lenha seca e 
estava a lan\u00e7\u00e1-la na 
fogueira. Ent\u00e3o uma 
cobra, fugindo do calor, 
saiu e enrolou-se na m\u00e3o 
de Paulo. {I}4_{/}Vendo a 
cobra dependurada na sua 
m\u00e3o, os nativos disseram: 
\u00abEste homem certamente \u00e9 
um assassino: escapou do 
naufr\u00e1gio, mas a justi\u00e7a 
divina n\u00e3o o deixa 
viver\u00bb. {I}5_{/}Paulo, por\u00e9m, 
sacudiu a cobra para 
dentro do fogo e n\u00e3o 
sentiu nada. {I}6_{/}Os 
nativos esperavam que ele 
inchasse e ca\u00edsse morto 
de repente. Depois de 
esperarem muito tempo, e 
vendo que nada acontecia, 
mudaram de ideia e 
come\u00e7aram a dizer que ele 
era um deus.
{I}7_{/}Perto desse lugar 
ficava a propriedade do 
Chefe da ilha, que se 
chamava P\u00fablio. Ele 
recebeu-nos com gentileza 
e hospedou-nos durante 
tr\u00eas dias. {I}8_{/}O pai de 
P\u00fablio estava com febre e 
disenteria. Paulo foi 
visit\u00e1-lo, rezou, imp\u00f4s 
as m\u00e3os sobre ele e 
curou-o. {I}9_{/}Depois 
disto, os doentes da ilha 
come\u00e7aram a ir ao 
encontro de Paulo e eram 
curados. 
{I}10_{/}Demonstraram, ent\u00e3o, 
muitos sinais de estima 
e, na altura da partida, 
proveram-nos de tudo o 
que precis\u00e1vamos.
CHEGADA A ROMA{/}

{I}11_{/}Passados tr\u00eas 
meses, embarc\u00e1mos num 
navio alexandrino, que 
passara o Inverno na ilha 
e que tinha os Di\u00f3scuros 
como emblema. 
{I}12_{/}Fizemos escala em 
Siracusa e a\u00ed 
permanecemos tr\u00eas dias. 
{I}13_{/}Em seguida, 
costeando, cheg\u00e1mos a 
R\u00e9gio. No dia seguinte, 
levantou-se o vento sul e 
em dois dias cheg\u00e1mos a 
Put\u00e9oli. {I}14_{/}Ali 
encontr\u00e1mos alguns irm\u00e3os 
que nos pediram para 
ficar com eles sete dias. 
Em seguida fomos para 
Roma.
{I}15_{/}Os irm\u00e3os de Roma, 
prevenidos da nossa 
chegada, foram receber-
nos no Foro \u00c1pio e nas 
Tr\u00eas Tabernas. Ao v\u00ea-los, 
Paulo deu gra\u00e7as a Deus e 
sentiu-se encorajado. 
{I}16_{/}Quando entr\u00e1mos em 
Roma, Paulo foi 
autorizado a morar em 
casa particular, sob a 
vigil\u00e2ncia de um soldado.
\u00ab... AT\u00c9 AOS EXTREMOS DA 
TERRA\u00bb{/}

{I}17_{/}Tr\u00eas dias 
depois, Paulo convocou os 
chefes dos judeus. Quando 
estavam reunidos, disse-
lhes: \u00abIrm\u00e3os, eu n\u00e3o fiz 
nada contra o nosso povo, 
nem contra as tradi\u00e7\u00f5es 
dos nossos antepassados. 
No entanto, vim de 
Jerusal\u00e9m como 
prisioneiro, e assim fui 
entregue nas m\u00e3os dos 
romanos. {I}18_{/}Interrogado 
por eles no tribunal e 
n\u00e3o havendo nada em mim 
que merecesse a morte, 
queriam soltar-me. 
{I}19_{/}Mas os judeus 
opuseram-se e eu fui 
obrigado a apelar para 
C\u00e9sar, sem nenhuma 
inten\u00e7\u00e3o de acusar a 
minha na\u00e7\u00e3o. {I}20_{/}\u00c9 por 
isso que eu pedi para vos 
ver e para vos falar, 
pois estou acorrentado 
por causa da esperan\u00e7a de 
Israel\u00bb.
{I}21_{/}Ent\u00e3o eles disseram 
a Paulo: \u00abN\u00f3s n\u00e3o 
recebemos da Judeia carta 
alguma a teu respeito, e 
nenhum dos irm\u00e3os que 
aqui chegaram relatou 
qualquer mal de ti. 
{I}22_{/}No entanto, 
gostar\u00edamos de ouvir da 
tua pr\u00f3pria boca o que 
pensas, pois sabemos que 
a tua seita encontra 
oposi\u00e7\u00e3o em toda a 
parte\u00bb.
{I}23_{/}Ent\u00e3o marcaram um 
dia e foram com mais 
gente para se encontrar 
com ele no seu 
alojamento. Desde o 
amanhecer at\u00e9 \u00e0 tarde, 
Paulo fez uma exposi\u00e7\u00e3o 
baseada na Lei de Mois\u00e9s 
e nos Profetas, dando 
testemunho do Reino de 
Deus e procurando 
convenc\u00ea-los a respeito 
de Jesus. {I}24_{/}Alguns 
aceitaram o que ele 
dizia, mas outros n\u00e3o 
quiseram acreditar. 
{I}25_{/}Houve, assim, 
discord\u00e2ncia entre eles. 
Enquanto iam saindo, 
Paulo disse: \u00abBem falou o 
Esp\u00edrito Santo aos vossos 
antepassados por meio do 
profeta Isa\u00edas: {I}26_{/}"Vai 
ter com esse povo e diz-
lhe: Ouvireis mas n\u00e3o 
compreendereis; olhareis 
mas n\u00e3o vereis. {I}27_{/}O 
cora\u00e7\u00e3o deste povo est\u00e1 
endurecido. Taparam os 
ouvidos e fecharam os 
olhos, para que n\u00e3o vejam 
com os olhos, nem ou\u00e7am 
com os ouvidos, e n\u00e3o 
entendam com o cora\u00e7\u00e3o, 
nem se convertam e Eu n\u00e3o 
os cure!" {I}28_{/}Pois 
ent\u00e3o, ficai agora 
sabendo: esta salva\u00e7\u00e3o de 
Deus \u00e9 enviada aos 
pag\u00e3os, e eles h\u00e3o-de 
escut\u00e1-la\u00bb./{I}29_{/}/
{I}30_{/}Paulo morou dois 
anos numa casa alugada, 
vivendo \u00e0s custas do seu 
pr\u00f3prio trabalho. Recebia 
todos os que o 
procuravam, {I}31_{/}pregando 
o Reino de Deus. Com toda 
a coragem e sem 
obst\u00e1culos, ensinava as 
coisas que se referiam ao 
Senhor Jesus Cristo.
